Desde o dia 1 de Junho que está disponível para download o primeiro trabalho homónimo dos How To Destroy Angels (Trent Reznor e a sua esposa Mariqueen Maandig). Podem fazer o download gratuito do EP no site da banda. O disco em formato físico estará à venda no dia 6 de Julho. A banda também irá escolher 20 seguidores da sua página do Twitter para receberem em casa e sem qualquer custo, um vinil assinado.
Trent Reznor ainda produziu o tema para o filme Tetsuo: The Bullet Man de Shinya Tsukamoto's e que podem fazer o download aqui.
Dirigido por Rupert Sanders, fiquem com o primeiro video - “The Space in Between”.
Para quem ainda não está dentro do assunto da crise grega, aí está a resposta. Uma curta-metragem de animação em 3 partes de apenas 3 minutos, criada pela Nomint e dirigida pelos gregos Christos Lefakis e Yannis Konstantinidis. Espero que fiquem esclarecidos com The Greek Crisis Explained!
O norte-americano MT. Sims (Matt Sims), residente em Berlim, está de regresso com a sequela do álbum "Happily Ever After” editado em 2008. Apesar de não trazer nada novo, MT. Sims aprofunda a perfeição e a inspiração em todos os temas que produz. O músico inspira-se no new wave dos anos 80, reforçando a sonoridade com o Synthpop, resultando num ambiente perfeito. Mesmo sendo o responsável de toda a instrumentação e produção musical, Sims conta ainda com mais dois músicos - Rand Twigg Lange no baixo e Andre Lange na bateria. Existe influências declaradas pelo musico de Giorgio Moroder, Depeche Mode e de Curtis Mayfield. O novo "Happily Ever After...Again" é com certeza um excelente sucessor de "Happily Ever After”, com texturas psicadélicas entre lavagens synth, belíssimas melodias, guitarras e vocais marcantes, tudo muito profundo e de grande qualidade!
Basta ouvir “Grave”, “The Bitten Bite Back”, “Love's Revenge”, “Disappearing Act” ou “In Exile” para sentir todo o poder deste disco. Não, não é uma obra de arte, mas para lá caminha.
Produzido por Sylvain Chomet em 1998, curta-metragem “La Vieille Dame et Les Pigeons” obteve o Cartoon d''Or, o Grande Prémio do Festival d''Annecy, além do prémio Bafta. Alem disso, ainda foi nomeado para o Óscar e para o César de melhor curta-metragem de animação em 1998. É uma excelente animação do autor de Les triplettes de Belleville, que recomendo a espreitarem. Uma obra-prima!
Paris, 1950. Um polícia esfomeado, descobre que não existem almoços grátis. Disfarçado de pombo, será alimentado por uma velhinha até ao dia em que a verdade vem ao de cima como a gordura que adquiriu, sem dar conta, de que a senhora via muito mais longe ao realizar essa piedosa e, aparentemente, banal acção de "caridade" alimentar.
“Psyche” é o single mais recente de “Heligoland”, o último álbum dos Massive Attack. Martina Topley-Bird dá voz ao tema e o vídeo foi realizado por Dougal Wilson, que também já realizou videos para outras bandas, como os Bat for Lashes, LCD Sounsystem, Goldfrapp e entre outros.
Também há que recordar que a banda de Bristol sobe aos palcos portugueses, no festival Sudoeste, no dia 8 de Agosto.
Depois do sucesso e premiado filme de animação - The Triplets Of Belleville – estreado em 2003, o realizador Sylvain Chomet, está de regresso com um novo filme pela Sony Pictures Classics, intitulado The Illusionist. Chomet recria em versão animada, o actor e realizador francês Jaqques Tati, num filme que demorou 6 anos a ser concluído. The Illusionist também é adaptado num argumento inédito de Tati. O filme conta a história do declínio de uma ex-celebridade da magia que vai perdendo espaço para as estrelas do rock. Forçado a aceitar o fim da sua carreira, ele conhece uma jovem rapariga, admiradora do seu trabalho…
A animação foi produzida por US$ 22 milhões e está previsto passar nos nossos cinemas até ao final de 2010. Um forte candidato aos Óscares do próximo ano.
Quatro anos após o álbum “Victory for the Comic Muse” de 2006, os The Divine Comedy estão de regresso aos álbuns, com “There Goes The Knighthood” lançado no dia 31 de Maio. O disco marca também a estreia na sua própria editora – DC Records. Neil Hannon recupera toda a alma e grandiosidade, no novo registo e é por isso um álbum que não desilude.
Fiquem como primeiro avanço o primeiro single e vídeo – “At the Indie Disco”.
Dois anos após do aclamado “Ten Stones”, David Eugene Edwards (ex-16 Horsepower), juntou novamente todas as suas forças, para regressar com mais um grande álbum intitulado “The Threshingfloor", lançado pela Glitterhouse Records no dia 1 deste mês. O resultado final de “The Threshingfloor”é sem dúvida impressionante, ou seja, Eugene Edwards tem vindo a evoluir em cada registo que tem produzido pelos Wovenhand ou Woven Hand. As suas interessantes influências, que vai desde o pós-punk à sonoridade tribal/nativa, folk norte-americana, iraniana, marroquina, húngara, turca, uma biblioteca rica de grandes elementos musicais. Uma inspiração soberba, excessivamente cativante e de grande intensidade, onde todos os instrumentos fluem perfeitamente, embora muitas bandas experimentaram aplicar, mas não alcançando um resultado muito satisfatório. Este é um disco que leva-nos a uma viagem por grandes músicas, onde somos envolvidos por lugares míticos.
A destacar: “Sinking Hands”, “The Threshingfloor”, “A Holy Measure”, “His Rest”, “Singing Grass” (brilhante), “Truth” e “Terre Haute".
Um álbum profundamente espiritual e perfeito!
Tracklist
01. Sinking Hands
02. The Threshingfloor
03. A Holy Measure
04. Raise Her Hands
05. His Rest
06. Singing Grass
07. Behind Your Breath
08. Truth
09. Terre Haute
10. Orchard Gate
11. Wheatstraw
12. Denver City
Wovenhand “The Threshingfloor” (Glitterhouse Records) – 9,5/10
Disponibilizo apenas para audição o tema “The Threshing Floor”, que também dá nome ao álbum.
Um Ogre de 8 metros, peludo, esfomeado e gentil, são algumas das características da personagem Sweetums. Apareceu em vários episódios do The Muppet Show, principalmente contracenando com alguns dos convidados especiais. Sweetums apareceu pela primeira vez na televisão na série The Frog Prince em 1971, contracenando com o sapo Kermit e o sapinho Robin. Durante o seu aparecimento, a personagem era realizada por Jerry Nelson e a voz era da responsabilidade de Carl Banas. Mas pouco tempo depois, Richard Hunt agarrou na personagem até ao dia da sua morte em 1992, dando a vez a John Henson, filho do criador dos Muppets - Jim Henson.
Vejam aqui um dos melhores momentos de Sweetums, da série Robin in The Frog Prince
Amanhã será o dia do lançamento do novo álbum dos incríveis Murdering Tripping Blues, intitulado “Share to Fire”. Para esse acontecimento a banda lisboeta irá actuar amanhã, pelas 23 horas, no MusicBox em Lisboa. A entrada custa 10€ e inclui a oferta do novo disco e de uma bebida. Henry Leone Johnson, Johnny Dynamite e Mallory Left Eye, definem-se como uma banda energética e eufórica, oferecendo uma sonoridade que vai entre o rock, punk, a alma do blues e o gospel. Considerados por Paulo Furtado como um dos projectos mais interessantes em Portugal e eu concordo. Depois do fenomenal álbum de estreia – Knocking at the Backdoor Music – de 2008, estão de regresso com “Share to Fire” que ao que tudo indica, não vai desiludir. O álbum foi produzido por Boz Boorer (Polecats, Morrissey…) e ainda conta com a participação de Terry Edwards no Saxofone (Nick Cave, Gallon Drunk, PJ Harvey, The Jesus and Mary Chain, Lydia Lunch, Tom Waits…).
Amanhã todos ao MusicBox, os rapazes merecem e ao vivo são geniais.
Enquanto não há notícias de vídeo novo, fiquem com o do álbum anterior - “Modern Times, So Simple”.
As famosas personagens “Wallace & Gromit” foram convocadas para apoiar a candidatura da Inglaterra, na organização da FIFA World Cup 2018. “Hand of the Dog” é o nome do vídeo publicitário (criado pela Aardman Animations e VCCP), que o promove e também retracta o infame golo da mão de Diego Maradona, que eliminou a Inglaterra no campeonato do mundo de 1986.
Podem aqui visualizar o vídeo de apenas 40 segundos e que apresenta a famosa equipa de 1966.
Após os singles “in Your Heart” e "Keep Slipping Away", “Ego Death” é o 3º single retirado do álbum “Exploding Head” dos A Place to Bury Strangers, editado em Outubro de 2009. “Exploding Head” recebeu críticas muito positivas, demonstrando que a banda norte-americana está em grande forma e ainda foram considerados como um dos melhores grupos de shoegaze do Século XXI.
O vídeo “Ego Death” foi dirigido por Spencer Bewley e que podem aqui ver.
Lene Lovich é na minha opinião, uma das cantoras mais relevantes do new wave dos anos 70 e 80. Uma voz perfeita e espantosa! Lili-Marlene Premilovich nasceu em Detroit, EUA, em 1949, indo aos 13 anos viver para Inglaterra com os seus irmãos, devido a problemas de saúde do seu Pai, sendo este inglês. Lovich conhece Les Chappell (compositor e guitarrista), ainda adolescente, que a ajudou a iniciar o seu projecto musical (que também fazia parte), e com quem se casou. Ambos fora para Londres em 1968 e onde Lovich frequentou diversas escolas de arte. Chegou a trabalhar em cabarets como dançarina de música oriental, participou em vários grupos de teatro e outros inúmeros trabalhos ligados à arte. Foi também uma das milhares participantes a cantar em 1972 no palco de Lanchester Arts Festival de Locarno, no Ballroom, em Coventry, o tema "My Ding-a-Ling" de Chuck Berry. Em 1975 forma a banda - The Diversions – com influências funk, chegando a lançar 5 singles e um álbum pela Polydor Records, mas sem qualquer sucesso. Devido a andar sempre de tranças, tornou-se a sua imagem de marca. Em 1978, Lovich e o DJ Charlie Gillett, apresentaram o tema "I Think We're Alone Now", uma versão de Tommy James and the Shondells, para o patrão (Dave Robinson), da Stiff Records. Robinson propôs de imediato lançar o single, mas na condição de produzirem a curto prazo outro tema como lado B. Com ajuda de Chappell, mostram o single “Lucky Number” que passa a lado A e que se torna, num verdadeiro hit no Reino Unido. Robinson convida Lovich para participar no Be Stiff Route 78 Tour em 1978, dando origem ao lançamento do seu primeiro álbum – Stateless – que continha o single “Lucky Number” e ainda o famoso tema "Say When". O estilo de música de Lovich foi descrito como ser uma combinação do punk rock contemporâneo e o new wave. Ainda chegou a gravar pela Stiff Records, os álbuns “Flex” (1979), “No Man’s Land” (1982), e ainda o EP “New Toy”.
Lovich, Chappell, Chris Judge Smith, realizada por Mata Hari, escreveram uma peça de teatro/musical no Lyric Hammersmith, Londres, em Outubro/Novembro de 1982. Foi também nessa altura que a cantora começava a entrar em conflitos com a Stiff Records. Dado ao sucesso do espectáculo, a EMI convenceu a Stiff a promover o álbum “No Man’s Land”. Após a saída da Stiff, Lovich grava o tema "Don't Kill The Animals" com a alemã Nina Hagen. Após alguns anos de pausa devido à sua dedicação familiar, regressa em 1989 com o disco “March”, que conseguiu apenas um sucesso moderado e graças ao tema “Wonderland”. Em 91, Lovich contribui para ópera The Fall of the House of Usher de Peter Hammill e Judge Smith, cantando a parte de Madeline Usher. Só em 2006 regressa com o álbum “Shadows and Dust”, pelo Stereo Society. Foi também nesse ano que toca com a sua banda inicial, no Drop Dead Festival, que também passou por Portugal em Outubro de 2008, depois de uma passagem no ano de 1980 em Cascais e no Porto.
Recordo um dos temas marcantes para mim - "It's You, Only You (Mein Schmerz)" – do álbum “No Man’s Land” de 82.
Grey Age, nasce da conjugação de ideias e propósitos, tendo como essência o pulsar da riqueza musical dos anos oitenta e toda a sua envolvência inerente.
Não funcionando este blogue como escola, mas apenas como retiro, onde todos podem absorver, inscrever ideias e opiniões, originando a partilha de inúmeras experiências enriquecedoras, referentes a um período que nos marcou e continua a marcar para sempre...
“The Blacksmith” é mais um excelente curta-metragem, dirigida e protagonizada pelo mestre Buster Keaton, em 1922. O elenco conta com a presença dos actores já conhecidos nas curtas de Keaton – Joe Roberts e Virgínia Fox.
Sinopse:
Um Ferreiro (Joe Roberts), entra em conflito com outros Ferreiros, sendo depois preso. O seu ajudante (Buster Keaton), fica então a tomar conta da loja, tentando ajudar os clientes que vão surgindo, mas as consequências vão ser devastadoras.
“Expo 86” é o terceiro álbum dos canadenses Wolf Parade que tem data prevista de lançamento no dia 29 de Junho pela Sub Pop. Após os aplaudidos “Apologies To The Queen Mary” (2005) e “At Mount Zoomer” (2008), a banda regressa com um disco mais energético e agora na presença avassaladora de sintetizadores. Vem aí bom presságio!
“Cloud Shadow on the Mountain” é a música que abre “Expo 76” e é brilhante. Ora oiçam!
“And I'm still carrying the gift you gave, it's a part of me now, it's been cherished and saved, it'll be with me unto the grave and then unto eternity." (Bob Dylan)
A curta-metragem de animação - “Love & Theft” – do alemão Andreas Hykade, foi apresentada este ano no Festival Cannes. O autor das animações “The Runt” (2006), “The King is Dead” (1990) e entre outras, “Love & Theft”, não foge da estética dos seus projectos anteriores, onde predomina a metamorfose das personagens, uma influência nítida do pioneiro Emile Cohl. Uma forma visual com imagens distorcidas, rítmicas e alucinógenas, são o plano de fundo desta animação que vos aqui deixo.
Não é por acaso que “Transformer” foi considerado um dos 100 melhores álbuns de todos os tempos. Basta verificar o alinhamento e deparamos que contém os maiores clássicos da carreira de Reed (pós-Velvet Underground) – “Vicious”, “Satellite of Love”, “Perfect Day” e “Walk on the Wild Side”, são alguns desses temas. Não é só a poesia de Lou Reed que se destaca neste brilhante disco, tudo o que se ouve é lindíssimo, perfeito. A ajuda de David Bowie e de Mick Ronson (ambos fortemente influenciados pelos Velvet Undeground), na produção, teve sem dúvida uma grande influência em todo o trabalho e que lhe deram uma certa luminosidade e a alma do glam rock. A desilusão que tinha sido com o seu primeiro álbum a solo de 1971 - Reed - com "Transformer", recuperava e afirmava-se definitivamente numa estrela planetária do rock ‘n’ roll. Há que mencionar que a fotografia da capa do álbum foi da responsabilidade de Mick Rock.
Além dos míticos temas que já aqui referi, há também que destacar os restantes - “New Your Telephone Conversation”, “Andy’s Chest”, “Make Up”, “Hangin’ Round”, “I´m So Free”, “Wagon Wheel” e por fim, a terminar brilhantemente com “Goodnight Ladies”.
É para mim um disco para ouvir muitas e muitas vezes.