Já aqui falei há tempos da banda inglesaIpso facto e do lançamento do álbum de estreia, que não chegou acontecer, infelizmente. Rosalie Cunningham, Cherish Kaya, Victoria Smith e Samantha Valentine, juntaram-se em 2007 e lançaram apenas 3 singles e o EP “If…”. Em 2009 resolveram separar-se, deixando para trás algo prometedor na música alternativa. Neste momento, a vocalista e guitarrista - Rosalie Cunningham – forma a banda Ketu, CherishKaya junta-se a Florence and the Machine nos teclados, Victoria Smith continua a compor e colabora com variados músicos e por fim, Samantha Valentine junta-se á banda – Romance.
Recordo aqui apenas para audição o tema “Balderdash”, retirado do single “Harmonise”, lançado em Outubro de 2007.
Oriundos de Perth, Australia, os The Scientists são uma banda de Swamp Rock, liderado por Kim Salmon, que inicialmente eram conhecidos por Exterminators e depois por Invaders. Os The Scientists passaram por duas fases, o revivalismo do punk no final dos anos 70 e o swamp/noise rock do inicio dos anos 80. Foram muito mais influentes do que pelo seu sucesso, que foi irrisório. Os Mudhoney é uma das bandas que se dizem influenciados por a sua música. Os The Scientists formaram-se em 1978, após os Invaders e quando James Baker deixa os Victims, substituindo John Rowlings. A parceria de Baker com Kim Salmon, iria ser muito importante para banda, desenvolvendo a sua sonoridade. Lançaram em 1979 o seu primeiro single – “Frantic Romantic” /"Shake (Together Tonight)" – pela editora DNA. Nesse mesmo ano, Radalj e Byrne deixam a banda, sendo substituídos por Ben Juniper e Ian Sharples. O grupo termina em 1981, após o lançamento do 1º álbum “The Scientists (The Pink Album)”. Nesse mesmo ano, Salmon e Boris Sujdovic (ex-Rockets), reformam a banda, indo por uma direcção musical voltada para o rock psicadélico, que iria mais tarde incentivar o inicio do grunge. A banda procurava na sua sonoridade influências dos The Cramps, The Stooges, Suicide e Captain Beefheart. Assinam pela Au Go Go Records e liberam os singles "This Is My Happy Hour"/"Swampland" em 82, o excelente mini LP “Blood Red River” e os singles “We Had Love"/"Clear Spot" em 83. Foram considerados nessa fase, como uma das mais importantes bandas independentes australianas.
Em 84, Kim Salmon e a sua comitiva, despedem-se da Austrália rumo a Inglaterra onde fazem a primeira parte dos concertos dos Gun Club. Lançam nesse ano, “This Heart Doesn't Run on Blood, This Heart Doesn't Run on Love”. Em 85 editaram o mini LP “Atom Bomb Baby”e o LP “You Get What You Deserve”. No ano seguinte o disco “Weird Love” e em 87 “The Human Jukebox”. Salmon coloca um ponto final na banda em 87, formando o grupo - Kim Salmon and the Surrealists. Em 88 volta a formar nova banda chamada de The Beasts of Bourbon, até 1993.
Para ouvir “We Had Love”, um dos temas escolhidos para a banda sonora do filme “RockNRolla” de Guy Ritchie.
Fez no dia 23 de Fevereiro deste ano, 80 anos da morte da actriz norte-americana do cinema mudo – Mabel Normand. Nascida no dia 9 de Setembro de 1892, em Staten Island, Nova Iorque, foi uma actriz muito popular do cinema cómico mudo. Foi graças ao célebre director Mack Sennett, que entrou para o cinema com apenas 16 anos. A sua facilidade de interpretar filmes cómicos, transformou-a numa das maiores estrelas de Sennett (Keystone Studios). Actuou ao lado de Chaplin e Arbuckle, chegando a escrever, dirigir e protagonizar os primeiros filmes de Chaplin. Depois de finalizar o contracto com Sennett, criou o seu próprio estúdio em Culver City, Califórnia. Alguns problemas começaram a surgir, quando começava a fazer uso de drogas e da bebida, devido à decepção da traição de Mack Sennett na véspera do seu casamento. Ainda houve indícios de grandes boatos pela morte do director William Desmond Taylor, com quem teve minutos antes de morrer, e ainda da morte do negociante de petróleo, Courtland Dines. Em 1926 casou-se com o actor Lew Cody, mas pouco tempo depois, por motivos de saúde, foi internada no hospital na Califórnia, onde morreu de tuberculose no dia 23 de Fevereiro de 1930. Tinha apenas 37 anos.
Fica aqui a minha homenagem a esta excelente actriz.
Lisboa recebe já neste sábado, uma das mais importante bandas dos anos 80, do movimento pós-punk. The Chameleons apresentam-se no Santiago Alquimista para um concerto único, uma excelente oportunidade para ouvir temas intemporais, que ainda hoje continua a seduzir e influenciar gerações. A última vez que a banda de Mark Burgess esteve em Portugal, foi em 83 no lendário Rock Rendez Vous. A banda termina em 2003 por motivos de ordem pessoal, mas em 2009, Mark Burgess e John Lever decidiram dar um novo rumo à banda, criando assim o alter-ego ChameleonsVox. Além desses dois membros originais, integra também na banda três nomes dos Bushart – os guitarristas Steve Foxcroft e Chris Oliver e o baixista Ray Bowles. Numa festa organizada pela Criasons e Graveyard Sessions, espera-se para a noite de Sábado um alinhamento de luxo! Lá estarei.
Abertura de portas: 21h30
Exposição de Fotografia
Inicio do concerto: 23h00After-concert até às 04h00 com Djs da Graveyard Sessions e algumas surpresas!
Preço dos bilhetes: 20 euros – pre-venda nas lojas Louie Louie – Lisboa (ao Chiado) e Porto (R.Almada 275)
25 euros – no próprio dia a partir das 21h30 no Santiago Alquimista.
Recordo na versão ao vivo o tema “Paper Tigers”, do excelente álbum “Script Of The Bridge”.
“Este álbum dá-nos a conhecer, em Portugal, os principais locais de interesse histórico entre os séculos XVII e XVIII, especialmente os mais célebres edifícios do património arquitectónico: Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Convento de Mafra, Convento de Cristo, entre outros, mas também são descritos aspectos como o mobiliário, os coches ou os trajes desta época.Trata-se de um verdadeiro documento histórico de grande rigor documental e com ilustrações que permitem obter uma reconstituição visual com dimensão realista.
Chama-se Portugal, e será o quinto volume criado em torno de Loïs, um herói do século XVII que foi das últimas personagens imaginadas pelo recentemente falecido Jacques Martin, autor das famosas aventuras de Alix.
Com desenhos do português Luís Diferr, a ideia para a criação deste livro remonta a 2002, quando Jacques Martin veio a Portugal, para participar no Festival Internacional de BD da Amadora.”
Texto: Fnac
Editora: Casterman, 56 Páginas, 2010 Dimensões: 226 x 303 mm Preço: 15€
A banda belga composta por Ciska Vanhoyland e Koen Brouwers, estão neste momento a trabalhar num novo álbum, que está previsto ser lançado no mês de Setembro deste ano. Depois do lançamento do seu primeiro trabalho homónimo em 2008, os Mon-o-Phone procuram com este novo disco contagiar mais admiradores. A banda segue por caminhos indie/rock, com a voz de Ciska e o por vezes o ambiente musical, ser muito semelhante a de uma PJ Harvey.
Do álbum anterior, fiquem com o vídeo – “Everything You Are” – dirigido por Toon Aerts.
Ouvir os norte-americanos Squirrel Nut Zippers, dá por vezes sensação que estou a entrar num filme de cinema mudo, da época de Chaplin ou de Keaton. “Hot” é o segundo e na minha opinião o melhor álbum da banda, com a sonoridade do swing revival ou do jazz dos anos 20 ou 30. Um conjunto de temas simplesmente brilhantes, nada parece faltar para que este disco seja realmente muito bom. Além de todo o profissionalismo da banda, a voz de Katharine Whalen (vocalista e Banjo), é totalmente envolvente e Jim Mathus (voz, guitarra e trombone) ajuda a complementar para que tudo fique perfeito. Uns seguidores assíduos do neo swing, que pouco mais sucesso conseguiram alcançar depois de “Hot”. Foi graças ao primeiro single - “Hell” - que a banda conquistou a atenção do público. O tema não passa por despercebido, alcançando um considerável sucesso – enérgico, intenso e teatral. Outra pérola do disco é o segundo single - “Put a Lid on It” - bem-humorado e viciante.
Um álbum animado e interessante, que recomendo.
Curiosidade: O nome Squirrel Nut Zippers, surgiu de uma tablete de caramelo e amendoim, muito famosa nos anos 20 e que ainda se encontra à venda.
Já disponível finalmente, a edição nº 01 da webzine Marsupial. Basta clicar aqui e visualiza-la online. Para quem ainda não fez, está também disponível o nº 0 para download, aqui. Como já aqui tinha referido, os meus artigos nesta edição nº 1 são referentes ao livro de BD do alemão Reinhard Kleistsobre sobre Johnny Cash e da curta de animação do português Cristiano Mourato, seleccionada para o 20º World Festival of Animated Film na croácia, que decorreu entre os dias 1e 6 de Junho.
Edição nr. 1, Maio/Junho 2010 - Entrevistas com: The Soaked Lamb, Blind Charge, Electric Willow, Nuno Norte, Lululemon, The Melancholic Youth Of Jesus, :papercutz, PAUS, the LOYD e Daisy Cutter (Noruega), e ainda criticas a discos, concertos, notícias, animação, etc...
Produzido em 2008, pelo canadiano Matthew Gordon Long, “The Anachronism” é uma excelente curta-metragem de ficção científica no final do século XIX. Paisagens exuberantes do oeste do canada e que nela se mistura a coragem e a curiosidade de duas crianças pelo mundo desconhecido. O filme ganhou em 2009 no Festival Leo Awards uma mão cheia de prémios - Best Short Drama (Matthew Gordon Long, Andria Spring, Jessica Cheung), Best Screenwriting in a Short Drama (Matthew Gordon Long), Best Production Design in a Short Drama (Dusty Hagerüd, Gordon Long), Best Costume Design in a Short Drama (Derek J. Baskerville), Best Overall Sound in a Short Drama (Ken Biehl, Tony Gort, Riel McGuire, Greg Stewart) e Best Original Score in a Short Drama (Matthew Rogers). A palavra “Anacronismo” descreve alguém ou algo que não está no tempo certo.
Sinopse:
Um sol forte num dia de verão, Katie e Sebastian (Katarina Watts, Ryan Grantham), andam numa expedição para catalogar nomes de plantas e insectos. Nessa jornada, descobrem uma criatura que desafia os seus livros de ciência. Um submarino naufragado em forma de lula gigante.
Desde o dia 1 de Junho que está disponível para download o primeiro trabalho homónimo dos How To Destroy Angels (Trent Reznor e a sua esposa Mariqueen Maandig). Podem fazer o download gratuito do EP no site da banda. O disco em formato físico estará à venda no dia 6 de Julho. A banda também irá escolher 20 seguidores da sua página do Twitter para receberem em casa e sem qualquer custo, um vinil assinado.
Trent Reznor ainda produziu o tema para o filme Tetsuo: The Bullet Man de Shinya Tsukamoto's e que podem fazer o download aqui.
Dirigido por Rupert Sanders, fiquem com o primeiro video - “The Space in Between”.
Para quem ainda não está dentro do assunto da crise grega, aí está a resposta. Uma curta-metragem de animação em 3 partes de apenas 3 minutos, criada pela Nomint e dirigida pelos gregos Christos Lefakis e Yannis Konstantinidis. Espero que fiquem esclarecidos com The Greek Crisis Explained!
O norte-americano MT. Sims (Matt Sims), residente em Berlim, está de regresso com a sequela do álbum "Happily Ever After” editado em 2008. Apesar de não trazer nada novo, MT. Sims aprofunda a perfeição e a inspiração em todos os temas que produz. O músico inspira-se no new wave dos anos 80, reforçando a sonoridade com o Synthpop, resultando num ambiente perfeito. Mesmo sendo o responsável de toda a instrumentação e produção musical, Sims conta ainda com mais dois músicos - Rand Twigg Lange no baixo e Andre Lange na bateria. Existe influências declaradas pelo musico de Giorgio Moroder, Depeche Mode e de Curtis Mayfield. O novo "Happily Ever After...Again" é com certeza um excelente sucessor de "Happily Ever After”, com texturas psicadélicas entre lavagens synth, belíssimas melodias, guitarras e vocais marcantes, tudo muito profundo e de grande qualidade!
Basta ouvir “Grave”, “The Bitten Bite Back”, “Love's Revenge”, “Disappearing Act” ou “In Exile” para sentir todo o poder deste disco. Não, não é uma obra de arte, mas para lá caminha.
Produzido por Sylvain Chomet em 1998, curta-metragem “La Vieille Dame et Les Pigeons” obteve o Cartoon d''Or, o Grande Prémio do Festival d''Annecy, além do prémio Bafta. Alem disso, ainda foi nomeado para o Óscar e para o César de melhor curta-metragem de animação em 1998. É uma excelente animação do autor de Les triplettes de Belleville, que recomendo a espreitarem. Uma obra-prima!
Paris, 1950. Um polícia esfomeado, descobre que não existem almoços grátis. Disfarçado de pombo, será alimentado por uma velhinha até ao dia em que a verdade vem ao de cima como a gordura que adquiriu, sem dar conta, de que a senhora via muito mais longe ao realizar essa piedosa e, aparentemente, banal acção de "caridade" alimentar.
“Psyche” é o single mais recente de “Heligoland”, o último álbum dos Massive Attack. Martina Topley-Bird dá voz ao tema e o vídeo foi realizado por Dougal Wilson, que também já realizou videos para outras bandas, como os Bat for Lashes, LCD Sounsystem, Goldfrapp e entre outros.
Também há que recordar que a banda de Bristol sobe aos palcos portugueses, no festival Sudoeste, no dia 8 de Agosto.
Depois do sucesso e premiado filme de animação - The Triplets Of Belleville – estreado em 2003, o realizador Sylvain Chomet, está de regresso com um novo filme pela Sony Pictures Classics, intitulado The Illusionist. Chomet recria em versão animada, o actor e realizador francês Jaqques Tati, num filme que demorou 6 anos a ser concluído. The Illusionist também é adaptado num argumento inédito de Tati. O filme conta a história do declínio de uma ex-celebridade da magia que vai perdendo espaço para as estrelas do rock. Forçado a aceitar o fim da sua carreira, ele conhece uma jovem rapariga, admiradora do seu trabalho…
A animação foi produzida por US$ 22 milhões e está previsto passar nos nossos cinemas até ao final de 2010. Um forte candidato aos Óscares do próximo ano.
Quatro anos após o álbum “Victory for the Comic Muse” de 2006, os The Divine Comedy estão de regresso aos álbuns, com “There Goes The Knighthood” lançado no dia 31 de Maio. O disco marca também a estreia na sua própria editora – DC Records. Neil Hannon recupera toda a alma e grandiosidade, no novo registo e é por isso um álbum que não desilude.
Fiquem como primeiro avanço o primeiro single e vídeo – “At the Indie Disco”.
Dois anos após do aclamado “Ten Stones”, David Eugene Edwards (ex-16 Horsepower), juntou novamente todas as suas forças, para regressar com mais um grande álbum intitulado “The Threshingfloor", lançado pela Glitterhouse Records no dia 1 deste mês. O resultado final de “The Threshingfloor”é sem dúvida impressionante, ou seja, Eugene Edwards tem vindo a evoluir em cada registo que tem produzido pelos Wovenhand ou Woven Hand. As suas interessantes influências, que vai desde o pós-punk à sonoridade tribal/nativa, folk norte-americana, iraniana, marroquina, húngara, turca, uma biblioteca rica de grandes elementos musicais. Uma inspiração soberba, excessivamente cativante e de grande intensidade, onde todos os instrumentos fluem perfeitamente, embora muitas bandas experimentaram aplicar, mas não alcançando um resultado muito satisfatório. Este é um disco que leva-nos a uma viagem por grandes músicas, onde somos envolvidos por lugares míticos.
A destacar: “Sinking Hands”, “The Threshingfloor”, “A Holy Measure”, “His Rest”, “Singing Grass” (brilhante), “Truth” e “Terre Haute".
Um álbum profundamente espiritual e perfeito!
Tracklist
01. Sinking Hands
02. The Threshingfloor
03. A Holy Measure
04. Raise Her Hands
05. His Rest
06. Singing Grass
07. Behind Your Breath
08. Truth
09. Terre Haute
10. Orchard Gate
11. Wheatstraw
12. Denver City
Wovenhand “The Threshingfloor” (Glitterhouse Records) – 9,5/10
Disponibilizo apenas para audição o tema “The Threshing Floor”, que também dá nome ao álbum.
Um Ogre de 8 metros, peludo, esfomeado e gentil, são algumas das características da personagem Sweetums. Apareceu em vários episódios do The Muppet Show, principalmente contracenando com alguns dos convidados especiais. Sweetums apareceu pela primeira vez na televisão na série The Frog Prince em 1971, contracenando com o sapo Kermit e o sapinho Robin. Durante o seu aparecimento, a personagem era realizada por Jerry Nelson e a voz era da responsabilidade de Carl Banas. Mas pouco tempo depois, Richard Hunt agarrou na personagem até ao dia da sua morte em 1992, dando a vez a John Henson, filho do criador dos Muppets - Jim Henson.
Vejam aqui um dos melhores momentos de Sweetums, da série Robin in The Frog Prince