Oriundos do Reino Unido, Londres, os Ulterior formaram-se em 2006 e oferecem-nos um ambiente musical dentro do punk industrial, com influências de uns Suicide ou de Foetus. Os Ulterior têm se apresentado ao vivo e principalmente, como banda suporte dos The Sisters Of Mercy, The Horrors, These New Puritans, A.R.E. Weapons, White Rose Movement, Tuxedomoon... Para já, têm pouco material disponível, a não ser 2 singles e um EP – “15”.
Enquanto não chega mais novidades da banda britânica, fiquem com o último single – “Sister Speed”.
Na minha opinião, “Absolute Dissent” é o melhor álbum dos Killing Joke, lançado nos últimos 20 anos. Após a edição do penúltimo disco “Hosannas from the Basements of Hell” (2006), Jaz Coleman consegue reunir os restantes intregrantes originais - Kevin "Geordie" Walker (guitarra),Martin "Hutu" Glover (baixo) e Paul Ferguson (bateria) – pela 1ª vez em 28 anos. Uma dos motivos dessa reunião, foi a comemoração dos 30 anos da banda e nasceu depois a possibilidade de gravar um novo registo. “Absolute Dissent” é o 13º álbum e é de certa forma, um espécime de the best da banda. Doze temas absolutamente geniais, que apresenta uma sonoridade que recorda o post-punk e o new-wave dos primeiros registos, passando depois pela agressividade do metal industrial. A voz poderosíssima e cavernosa de Coleman, continua bem saliente, fazendo quase camuflar os rifs da guitarra de Geordie. Tudo inicia com os temas – “Absolute Dissent” e “The Great Cull” – que nos leva a perder totalmente o fôlego. “In Excelsis” é simplesmente notável e “European Super State”, num registo mais synthpop, totalmente envolvente. “The Raven King”, “Honour the Fire”, a estrondosa “Depthcharge” e “Here Comes The Singularity”, são outras das pérolas do disco. “Absolute Dissent” é efectivamente o álbum do ano!
Tracklist:
1- Absolute Dissent
2- The Great Cull
3- Fresh Fever From The Skies
4- In Excelsis
5- European Super State
6- This World Hell
7- Endgame
8- The Raven King
9- Honour The Fire
10- Depthcharge
11- Here Comes The Singularity
12- Ghosts Of Ladbroke Grove
Killing Joke “Absolute Dissent” (Spinefarm Records UK) – 10/10
“In Excelsis” serve de apresentação ao novo álbum, num vídeo que não é o original, mas que serve para o efeito.
Escrito e produzido em 1991, pela canadiana Wendy Tilby, para National Film Board of Canada, a curta-metragem de animação – “Strings” – é um trabalho bastante minucioso, que envolve pintura em vidro. A curta chegou a ser nomeada para os Oscares em 1992, chegou a vencer os prémios de melhor curta-metragem de animação no Genie Awards e o melhor filme e banda sonora, no Ottawa International Animation Festival, em 1992. A história retracta dois estranhos intimamente ligados, que partilham divisões dos seus apartamentos com algumas limitações, quando surge um problema inesperado. Lindissimo!
Os germânicos Diego estão de regresso com o 2º álbum, disponível desde o dia 24 de Setembro, intitulado “Gold”, produzido por Kurt Ebelhause. r (Blackmail, Scumbucket…) e Kilian Gutberlet. A banda de Karlsrucher, lançaram o magnífico álbum de estreia – “Two” – no final de 2009, apresentando uma sonoridade dentro do post-punk. Foi um dos grupos que descobri ao acaso em 2009 e que logo simpatizei, mesmo não mostrando nada de novo. O álbum de estreia – “Two” – é um registo bastante simpático, e “Gold” também não lhe fica atrás. Por isso para quem não conhece, é uma banda que recomendo descobrirem.
A Nickelodeon Movies e a Paramount Pictures já disponibilizaram o trailer da nova longa-metragem de animação intitulada “Rango”. Dirigido e escrito por Gore Verbinski e produzido pela própria Nickelodeon, o filme conta com participação de Johnny Deep que empresta a voz ao personagem central – “Rango” – um camaleão que sofre de crise de identidade, que após viver uma parte da sua vida como animal de estimação, resolve partir para aventura para o deserto de Mojave nos Estados Unidos. Alem da participação de Deep, Abigail Breslin (A pequena Miss Sunshine), é também outra das vozes conhecidas. A estreia do filme está prevista ser no dia 4 de Março nos EUA e lá para inicio de Abril na Europa. Aguardo com alguma expectativa.
Não consigo resistir em falar novamente em Zola Jesus. Acho que é bem merecido depois de editar inúmeras pérolas durante estes dois últimos anos. É fascinante, todo o ambiente sonoro que consegue proporcionar, talvez pela sua tenra idade (21 anos), tenha a facilidade e a sensibilidade de construir algo de tremenda qualidade, graças também à sua criatividade e à sua voz poderosíssima. Basta verificar “Stridulum II” e entender porquê todo o meu fascínio por Zola Jesus. Com “Stridulum II”, Danilova – aka Zola Jesus - faz uma viagem mais activa pelo synthpop ou dark wave synth, remetendo a uns Cocteau Twins ou aos Cold Cave. "Eu amo a percussão, de uma maneira bem primária. Não acho que os beats devam ser complicados, a não ser que eles saem pesados e excessivamente ritmados. Eu gosto de grandes batidas, hipnóticas e destrutivas, que acredito que estão lá nas minhas canções" (Zola à revista The Quietus). Um dos singles mais notáveis – “Night” – uma autêntica obra-prima, num cenário assombroso e arrepiante de tirar o fôlego, enquanto “Trust Me” e “Lightsick”, invoca a um ambiente amargurado e negro de uma beleza única. “Sea Talk” e “I Can’t Stand”, são outras duas peças fundamentais numa paleta de excelentes canções. “Stridulum II” é assim um álbum de memórias que Zola Jesus não podia deixar enterradas.
Tracklist:
1. Night 2. Trust Me 3. I Can’t Stand 4. Run Me Out 5. Stridulum 6. Manifest Destiny 7. Tower 8. Sea Talk 9. Lightsick
Zola Jesus “Stridulum II” (Souterrain Transmissions) – 8/10
Produzido e dirigido por Buster Keaton, em 1924, “Sherlock Jr.” é considerado um dos filmes mais valorizados nos Estados Unidos, introduzido no National Film Registry da Biblioteca do Congresso, recebendo a honra - “culturalmente, historicamente ou esteticamente” – por ser um filme muito significativo. A American Film Institute, também o qualificou para estar na lista (AFI's 100 Years... 100 Laughs), estando na 62ª posição dos filmes mais cómicos de todos os tempos.
Buster Keaton é um projeccionista de cinema, que está a estudar para detective e que se apaixona por uma bela rapariga (Kathryn McGuire). Mas tudo se complica quando um outro pretende (Ward Crane), dessa rapariga, lhe rouba o relógio do seu pai e acusa Keaton de o ter roubado. No regresso ao seu trabalho, durante uma projecção, adormece e sonha que está num filme, onde é o detective da história e procura desvendar umas jóias roubadas.
“Upside Down: The Best Of” será o título da nova compilação dos norte-americanos The Jesus and Mary Chain, a ser lançado no dia 15 deste mês. A colectânea inclui 44 temas, divididos em 2 CD’s e que fará parte duas raridades do catálogo do grupo – “33 1/3” e “All Things Must Pass”, a única música original da banda desde a sua reunião, em 2007. Umas das bandas precursoras do shoegaze, os irmãos Reid fundaram os The Jesus and Mary Chainem 1984, editando em 85 – “Psychocandy” – considerado um dos melhores álbuns de todos os tempos. Lançaram o seu último disco – “Munki” – em 98, terminando no ano seguinte, devido a várias divergências. Juntam-se novamente em 2007 para uma tournée mundial, que chegou a passar por o nosso país. Alem das especulações de um novo disco, a banda apenas editou em 2008, uma caixa de 4 CD’s de raridades e lados B – “The Power of Negative Thinking: B-Sides & Rarities”.
Recordo o brilhante single “Darkland” do álbum com o mesmo nome de 87, também disponível em “Upside Down: The Best Of”.
Já está disponível desde o dia 3 de Setembro, o 51º volume da série Spirou & Fantásio, intitulado “A invasão dos Zorcons” (Alerte aux Zorcons), com capa exclusiva para as lojas Fnac. O argumento ficou a cargo de Fabien Vehlmann e o desenho por Chivard Yohann. Na minha opinião, é mais um volume de grande qualidade.
“O célebre sábio Pacómio passa tranquilamente os dias no seu Castelo… Enquanto se dedica às suas experiências, o nosso amigo micólogo recebe a intrigante visita de um Zorglub se apresenta mais altivo do que nunca… Mas o que pensar do comportamento do Conde que confunde o seu famoso rival com um simples canalizador? Será que Zorglub preparou minuciosamente todas as catástrofes que estão prestes a ocorrer?”
O francês Yann Tiersen está de regresso com o seu sexto registo, intitulado “Dust Lane”, disponível desde o dia 12 de Outubro. O músico que se popularizou internacionalmente graças à banda sonora do filme – “Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain” do também francês Jean-Pierre Jeunet – lançou o seu último registo em 2005, intitulado “Les Retrouvilles”. “Dust Lane” foi produzido Ken Thomas e pelo próprio Tiersen que descreve o novo álbum como “uma jornada na estrada poeirenta que nos leva à morte. Não uma coisa triste, mas mais como uma experiência colorida, às vezes dolorosa, mas sobretudo alegre: a vida!”. Não é certamente, um dos melhores discos de Tiersen, mas que na minha opinião vale a pena sondar.
Curiosamente organizado pelos franceses da Le Son Du Maquis, “Berlin 61-89: Wall of Sound” é um excelente arquivo daquilo do que melhor se fez em Berlim, num período histórico da música alemã. Nesta compilação não se ouvem só bandas berlinenses, os The Young Gods, uma banda suíça, mas devido à interpretação dos temas “Salamon Song” e “Speak Low” de Kurt Weill, viram-se inseridos. A vanguarda e a referência anglo-saxónica, definia um espírito e a personalidade da música que os alemães criavam e aqui está muitos desses pioneiros. O rock psicadélico com electrónica futurista dos Can, Neu!, Faust, Cluster ou os Harmonia. O industrial experimental dos Einstürzende Neubauten e dos Die Krupps. O new wave de Nina Hagen, o folk de Nico e o post-punk dos Malaria e dos Palais Schaumburg. O que também é curioso, é o período referido - 61-89 – sendo o tema mais antigo do ano de 72. São trinta canções sequenciadas sem pausas, onde tudo se mistura, fazendo desta compilação uma das melhores que já ouvi. Para quem não está muito por dentro da música alemã deste período, aqui está algo indispensável.
Tracklist:
Disc 1: West Side
1. The Young Gods – Salamon Song
2. Nina Hagen – Born in Xixax
3. Agitation Free – Rücksturz
4. Malaria – Your Turn To Run
5. Amonn Düül II – A Morning Excuse
6. Irmin Schmidt/Bruno Spoerri – Rapido De Noir
7. Can – Thief
8. Neu! – After Eight
9. Electric Sandwich – China
10. Cluster – Hollywood/ II
11. Nico – Reich Der Träume
12. Brainticket – The Space Between
13. Jane – Love Song
14. Edgar Frose – A Dali-esque Sleep Fuse
15. Harmonia – When Shade Was Born
Disc 2: East Side
1. Faust – The Sad Skinhead
2. Harmonia – Vamos Companeros
3. Neu! – Lila Angel
4. Die Krupps – Wahre Arbeit, Wahrer Lohn
5. Kraan – Die Maschine
6. MDK – Berlin 36
7. Cluster – Caramel
8. Die Tödliche Doris – Der Astronaut Und Der Kosmos
9. Palais Schaumburg – Telefon
10. The Front – Polaroid
11. Liaisons Dangereuses – Dupont
12. Einstürzende Neubauten – Yu-Gung
13. Nina Hagen – Cosma Shiva
14. The Young Gods – Speak Low
15. Can – Future Days
Berlin 61-89: Wall of Sound (Le Maquis) – 8,5/10
Escolhi desta excelente lista, o tema “Telefon” dos Palais Schaumburg.
Na sequência da saída Genesis P-Orridge, os restantes membros da banda decidem colocar um ponto final, segundo um comunicado para The Daily Swarm. Os Throbbing Gristle iriam actuar já este sábado na casa da Música, no Porto, porem Carter, Fanni Tutti e Christopherson afirmaram que irão que fazer os restantes concertos com o nome de X-TG. Os Throbbing Gristle são uma das bandas precursoras da cena industrial e do experimentalismo, formada em 1975. O colectivo britânico ficou conhecido devido ao excelente álbum – “20 Jazz Funk Greats” – lançado em 79. Terminam em 81 e regressam em 2004, editando em 2009 o álbum - The Third Mind Movements.
Para recordar “Six Six Sixties” do grandioso álbum de 79 – “20 Jazz Funk Greats”.
Deparei-me com esta curtíssima animação intitulada - “Manfred” – e que é sem dúvida apaixonante. O holandês Arjen Klaverstijn formou-se na escola de artes de Utrecht com esta curta em 2010. Uma simples animação em 3D, cómica e com personagens de forma rectangular e quadrada, que conta a história de Manfred, um individuo a lidar com as suas frustrações diárias.
Lançado pela Fat Possum Records, “Sleep Forever” é o nome do 2º disco da banda californiana – Crocodiles– e que contam com a colaboração de James Ford (Simian Mobile Disco), na produção. Após o louvado álbum de estreia – “Summer of Hate” – editado o ano passado, Charles Rowell e Brandon Welchez, apresentam novamente um registo devastador, com influências nítidas de uns The Jesus and the Mary Chain.
Após a apresentação do 1º single - “Sleep Forever” – fiquem agora com “Hearts of Love”.
A banda inicialmente chamada por Boys Next Door no ano de 1976, lançam o primeiro álbum – “Door Door” – em 1978. Só depois de rumarem a Londres, é que alteram o nome para The Birthday Party. O grupo era constituído por Nick Cave, Rowland S. Howard, Mick Harvey, Tracy Pew e Phill Calvert, em Melbourne, Austrália, apresentando influências entre o punk, o rockabilly e som mais cru do blues. Cave referia ter influências de Iggy Pop e de Alan Vega dos Suicide. Residentes em Inglaterra, os The Birthday Party dão inúmeros concertos pela Europa e os Estados Unidos, rumando novamente a Melbourne para gravar “Prayers on Fire” no ano de 1981 pela 4AD. Em 82 gravam “Junkyard” e viajam até Alemanha, onde conhecem Lydia Lunch e os Einstürzende Neubauten. Harvey decide depois abandonar a banda, seguindo Rowland S. Howard após algumas divergências com Cave, que colocou um ponto final no grupo em 83. Das cinzas dos The Birthday Party, Nick Cave forma os The Bad Seeds, que incluia Mick Harvey,Barry Adamson e Blixa Bargeld (Einstürzende Neubauten), editando “From Her to Eternity” em 84. Enquanto a Howard forma os Crime & the City Solution, falecendo em Dezembro de 1979. Mesmo os The Birthday Party nunca terem conseguido o sucesso comercial merecido, foram uma influência importante para bandas como os The Jesus and Mary Chain, The Jesus Lizard, Coil, Cocteau Twins, 16 Horsepower e até mesmo os Tindersticks.
Recordo um dos meus temas favoritos da banda – “Mr. Clarinet” – editado em “Door, Door” dos Boys Next Door e depois mudando o nome para “The Birthday Party” em 1980.
Uma das personagens mais famosas dos The Muppets - Kermit, The Frog - foi apresentada pela primeira vez em 1955 por Jim Henson’s. Ele é sem dúvida, o protagonista do The Muppet Show, sobretudo como apresentador do programa. Chegou também aparecer em vários episódios da Rua Sésamo e em anúncios comerciais. Kermit também ficou popular com o single "The Rainbow Connection" de 1979, do filme The Muppet Movie. A canção chegou a alcançar a 25ª posição na Billboard Hot 100 e ainda foi nomeada para a melhor canção, nos Oscares em 1979. A sua voz e o seu olhar icónico, ficou conhecido internacionalmente, dando ao luxo de ganhar uma autobiografia. A destacar duas das personagens mais chegadas do famoso sapo, o sobrinho – Robin – e a célebre Miss Piggy, com quem morre por amores.
Recordo então o famoso tema - "The Rainbow Connection" – interpretado por Kermit (Sapo Cócas).
“Everybody Knows” é nome do 8º registo da banda suíça – The Young Gods - que está previsto ser lançado no dia 5 de Novembro. Ao que consta o novo álbum será composto por 10 temas e irá abranger uma sonoridade que vai desde o acústico ao rock e o electro. Já está disponível para audição no MySpace da banda, um dos novos temas – “No Land’s Man” – que nas primeiras audições não me agradou assim muito, mas vamos esperar para ver o resultado final. O último álbum de originais - “Super Ready/Fragmente” - dos TYG foi editado em 2007, que foi muito bem recebido pela crítica e público.
E é do álbum “Super Ready/Fragmente”que deixo o vídeo “Freeze”, enquanto esperamos por mais novidades do novo disco.