
Um Feliz Natal a todos!
Já aqui falei da banda japonesa – Polysics – que regressou aos discos com – Absolute Polysics – que foi lançado no final de 2009 no Japão e no inicio deste ano nos Estados Unidos. A banda que apresenta uma sonoridade dentro do new wave e o punk industrial, estão no activo desde 97 e já contam com uns 10 álbuns e todos fabulosos.
Sinceramente não aprecio muito a música do londrino Benga, mas é o video do seu mais recente EP – "Phaze : One" - que me fez aqui o destacar.
A banda inglesa – ILikeTrains – que editou em 2007 o seu grandioso álbum de estreia - Elegies to Lessons Learnt – está de regresso aos discos este ano, com "He Who Saw The Deep", editado em Novembro pela Beggars Banquet. É um disco mais triste do que o anterior, mas que conquista e contagia.
Vasco Granja era um grande divulgador da animação russa. Eu sou da opinião que a Rússia é um dos países mais ricos em produção de animação. Ivan Maximov é um dos meus favoritos da animação russa e produziu em 2004, a belíssima e magnifica curta “Wind along the Coast”, que chegou a ser premiada no Festival internacional de cinema de animação em Espinho – Cinanima – no ano de 2004. Este projecto também só foi possível, graças ao financiamento do Ministério da cultura da Rússia e da fundação ao financiamento do Ministério da Cultura da Rússia. Maximov estudou física e frequentou variados avançados de realização e argumento. Desde 81 trabalha como ilustrador para diversa revistas e em 89 tem realizado diversos filmes de animação. Alem de ter criado o jogo de computador “Full Pipe”, neste momento é professor de realização nas escolas “Shar” e “Vgik” em Moscovo.
Aqui está mais um projecto interessante vindo de São Francisco, Estados Unidos, os The Soft Moon (Luis Vasquez). O multi-instrumentista faz uma fusão perfeita entre o Krautrock, o post-punk e o shoegaze, transmitindo um ambiente penetrante e sinistro. Após dois singles editados – “Breathe The Fire” e “Parallels” – foi finalmente editado o álbum de estreia – The Soft Moon. É um registo bastante interessante, que tenho consumido com alguma frequência nestes últimos meses e que está obrigatoriamente na lista dos meus favoritos para este ano.
Foi um dos livros que comprei no 21º AmadoraBD e que não me desiludiu, ao contrário do que esperava. A dupla espanhola - Díaz Canales e Guarnido – regressam 5 anos depois de “Alma Vermelha” e que nos surpreende mais uma vez com uma excelente obra. Um desenho majestoso, com um fascinante jogo de cores e de um argumento muito mais interessante, ao contrário do anterior. Blacksad 4: “O Inferno, O Silêncio”, é por isso um volume que aconselho a descobrirem!
Autor: Díaz Canales, Guarnido
Depois do seu regresso em 2008 com inúmeros concertos e reedições, a banda de New Jersey irá editar um novo registo 20 anos depois, que está previsto ser lançado na primavera do próximo ano.
Depois de terem desvendado vários singles durante o ano passado, os londrinos Detachments editam finalmente o seu álbum de estreia. “Detachments” é praticamente uma viagem nostálgica ao que de melhor se fez nos anos 80, constando o synthpop de uns Human League ou de uns Orchestral Manoeuvres in the Dark, passando pela fase post-punk dos New Order e ainda o New Wave de Gary Numan. Não é por acaso que Peter Hook (ex-Joy Division e New Order), admitiu ser um grande admirador da banda, onde estes o acompanharam em vários concertos ao vivo.
Já aqui tinha mostrado da animação “Allegro Non Troppo” do italiano Bruno Bozzeto, um dos seis fragmentos do filme. Foi produzido em 1976, e apresenta então 6 animações que se une com a música clássica, tendo como resultado final, um trabalho realmente fabuloso!
Cinco anos após o álbum – “Love” – Foetus (J. G. Thirlwell), está de regresso e em grande forma com o décimo registo – “Hide”. O multi-instrumentista que está no activo desde 81 e que partilha nas suas influências, o experimental, o industrial e o clássico contemporâneo, é considerado um dos pioneiros da sonoridade mais industrial, pela sua inovação. Editou excelentes discos, destacando-se “Nail” de 85, “Thaw” de 88, “Gash” de 95 e “Flow” de 01.
Dei de caras com esta agradável curta-metragem de animação, um trabalho final de curso. Os autores de “Favelados” são Laurent Rossi e Tori Davis, produzido no Arts University College em Bournemouth no Reino Unido, e cuja história se passa numa das muitas favelas do Brasil. A história retracta duas crianças órfãs que vivem numa favela no Rio de Janeiro. Emmanuel, um engraxador, tenta tratar da sua irmã que está muito doente e que quer que ela volte a ser novamente feliz.
A banda formada em 1985, por Franz Treichler, Cesare Pizzi e Frank Bagnoud, em Genebra, Suíça, os The Young Gods são um dos grupos mais influentes do rock industrial. O nome da banda foi inspirado no EP – The Young God – dos Swans e familiarizaram os samplers como instrumento principal. O grupo começou quando Pizzi (um aficionado em computadores), se ofereceu para ajudar Treichler em apresentar as suas composições ao vivo. Após terem dado o 1º concerto em 85, arrumam um baterista – Bagnoud – e formam então a banda. Mesmo um pouco limitados com equipamento que possuíam, conseguiram dar diversos concertos, obtendo depois um sampler (Akai).
Produzido no instituto de artes em Bournemouth, Inglaterra, entre 2008 e 2009, a curta-metragem “Train of Throught” foi elaborada em papel por Leo Bridle e Ben Thomas. Todo o trabalho demorou 9 meses a ficar concluído, desde do roteiro até à edição final. Embora tenha sido utilizado um software de composição digital na curta, todos os modelos da animação foram manobrados à mão. A música é da autoria dos Portico Quartet.
Light Asylum é mais um excelente projecto proveniente de Brooklyn. A dupla constituída por Shannon Funchess e por Bruno Coviello, apresentam uma sonoridade que vai desde o electro punk ao post-punk. Lançaram recentemente o EP – In Tension – que o designei como magnífico e intenso. Quatro temas que sabem a pouco, mas que nos preparam um bom prenuncio.
Numa fase em que andava a explorar uma sonoridade dentro do world music/etnica, passou pelas minhas mãos - “Family Tree” – do australiano Stephen Kent. O músico é um dos pioneiros inovadores da utilização do Didjeridu, na música contemporânea, tendo colaborado com inúmeros músicos de renome mundial, incluindo Airto Moreira (Brasil), Zakir Hussain (Índia), Habib Koite (Mali), Omar Sosa (Cuba), Leonard Eto (Japão), Choi Jong Sil (Coreia), Steve Roach (EUA), e entre outros.