sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Buster Keaton “The General”

No seguimento do 117º aniversário de Buster Keaton (04, de Outubro, de 1895), resolvi aqui mostrar um dos seus maiores clássicos, “The General”, uma obra-prima produzida em 1926, dirigido Clyde Bruckman e também por Keaton. O filme foi baseado numa histórica verídica: um episódio da Guerra de Secessão, relatado depois por William Pittenger num livro, “The Great Locomotive Chase”, publicado em 1863.
Mesmo sendo considerada como uma das melhores comédias já realizadas, e sendo também classificado como um dos melhores filmes de todos os tempos e géneros, no início o que foi mais surpreendente, é que o filme não foi apreciado nem pelo público nem pelos críticos, quando estreou em 1926. Para a produtora – United Artists – chegou mesmo a ser um desastre financeiro. E como os tempos mudam, e as opiniões mudam, neste momento é um dos maiores filmes do século XX e de uma das obras mais marcantes.
Keaton era bastante exigente, queria imenso realismo neste filme, chegando mesmo a destruir uma das locomotivas numa das cenas, ao passar na ponte danificada até se despenhar no rio. Muitos referiram uma maqueta para esse efeito, mas Keaton rejeitou a essa ideia, exigindo que tinha que ser real, custando só essa cena $42.000, sendo para época excessivamente cara. Diz-se que a locomotiva ainda se encontra no fundo do rio, irrecuperável. E sem falar das excepcionais proezas físicas desempenhadas por Keaton, perante as câmaras.
Um dos filmes da minha vida!

Resumo do filme:
 
“Johnnie Gray, maquinista de uma locomotiva batizada The General tem dois amores: a locomotiva e a noiva Annabelle Lee. Quando a guerra de Secessão rebenta em 1861, e exército recusa-o, achando que Gray é mais útil à causa sulista como maquinista, do que como soldado. Annbelle, que não compreende a razão da recusa, pensa que o noivo é um cobarde e deixa-o. Um ano mais tarde, a locomotiva The General, com a noiva Annabelle a bordo, é desviada por um grupo de espiões do norte. Johnnie persegue-os, salvando ao mesmo tempo o comboio e a rapariga. Em seguida regressa ao território de União mesmo a tempo de prevenir o Estado – Maior de um ataque iminente dos ianques. O inimigo é apanhado num emboscada é johnnie é recompensado: pode integrar o exército reconciliando-se assim com os seus dois amores.”
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Domingo, Lisboa volta novamente a ser seduzida por Leonard Cohen


O álbum “Old Ideas” é o grande motivo para nova visita de Leonard Cohen ao nosso país, mais precisamente no Pavilhão Atlântico em Lisboa, já no próximo domingo, dia 7. O músico canadiano volta encontrar-se com o publico português, após 3 visitas bem recentes, 2008, 2009 e 2010.
Old Ideas” é o mais recente álbum de Leonard Cohen, lançado no inicio deste ano pela Sony Music, o primeiro em oito anos, sucessor de “Dear Heather”. O músico resolve seguir por um atalho nunca explorado nos seus discos, o blues, mas nunca ausentando dos temas: a espiritualidade, o amor e a morte. “É um manual para viver com a derrota”, referiu Cohen, “Eu sempre gostei de blues e da construção musical, mas sempre senti que não tinha o direito de os cantar”.

Going Home” um dos temas marcantes de “Old Ideas”, que aqui deixo para audição.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

The Walking Death_Vol. 03: Segurança na Prisão

Já está disponivel o 3º volume da famosa série The Walking Dead, com o título “Segurança na Prisão”. Após os volumes “DiasPassados” e “Um Longo Caminho”, a Devir retoma à tradução da famosa colecção de banda desenhada da Image Comics, dos norte-americanos Robert Kirkman e Tony Moore.

“O mundo tal como o conhecíamos desapareceu.
O mundo do comércio e das necessidades frívolas foi substituído por um mundo de sobrevivência e de responsabilidade.
Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o globo, fazendo com que os mortos se animem e se comecem a alimentar dos vivos.
Num mundo governado pelos mortos, somos forçados a finalmente começar a viver.”
Walking Dead Vol 3 – Segurança na prisão
Autores: Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn
Formato:168×258 mm
136 páginas a preto, capa mole
Edições Devir
Preço: 14.99€ PVR


terça-feira, 2 de outubro de 2012

[A Velha JukeBox] Duran Duran: Careless Memories


 
Duran Duran: Careless Memories (Duran Duran_1981)
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alien Sex Fiend “I Walk The Line”

Banda formada na cidade de Londres, nos finais de 1982, por Nick Wade (Nick Fiend), Christine Wade (Mrs.Fiend), Yaxi Highrizer e Johnny Freshwater. A sonoridade dos Alien Sex Fiend é caracterizada pelo deathrock, mostrando uma sonoridade que vai desde o psychobilly, o industrial, o post-punk e contendo ainda alguns ambientes experimentais e góticos.
A imagem também é uma característica da banda, inspirada no músico Alice Cooper e toda a estética teatral das personagens de terror.
Após a sua estreia ao vivo num clube em Londres, no palco da Batcave, no inicio de 82, que originou o lançamento de uma demo - The Lewd, The Mad, the Ugly and Old Nik – conseguindo cativar a critica e obtendo o seu primeiro contracto com a editora Anagram Records. O primeiro single é então liberado em 83, “Ignore the Machine”, seguindo o LP “Who’s Bean Sleeping In My Brain”, um dos álbuns obrigatórios da banda de Nick Fiend. A banda edita no ano seguinte, “Acid Bath”, contendo os clássicos “Dead and Buried”, “R.I.P.” e “E.S.T. (Trip To The Moon)”. Outro dote dos Alien Sex Fiend, era a paixão pela pintura de Nick, passando muitos desses trabalhos para as capas dos discos e cartazes de divulgação aos seus espectáculos ao vivo, e gerando ainda algumas exposições dessas suas obras. Também foi produzido e publicado periodicamente a “Fiendzine”, com notícias do mundo grotesco.
Em 1985 geram mais um disco, “Maximum Security” e no ano seguinte “It”, e ainda o fantástico single "I Walk the Line".
Here Cum Germs” vinha a ser lançado em 87, “Another Planet” em 88, “Curse” em 90, “Open Head Surgery” em 92 e “Inferno” em 94, este último com temas apontados principalmente para um jogo de computador, num alinhamento bem mais electrónico. Lançam a sua própria editora - 13th Moon Records – e lançam em 97, “Nocturnal Emissions”, a direccionar para a sonoridade dos tempos áureos da banda.
Só em 2004 regressam com “Information Overload” e por fim, em 2010 com “Death Trip”.
Mesmo nunca terem conhecido grande sucesso comercial, excepto no Japão, chegando mesmo a ser editado um disco ao vivo “Liquid Head In Tokyo”, os Alien Sex Fiend ainda puderam receber inúmeros elogios, principalmente de David Bowie. 

Aqui a recordar “I Walk The Line”.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Sight, de Eran May-raz e Daniel Lazo



Curta-metragem com uma “visão” futurista produzida por Eran May-raz e Daniel Lazo, ambos estudantes da academia Bezalel. “Sight” é um trabalho de fim de curso, e questiona se no futuro, a tecnologia irá afectar os nossos comportamentos.
Uma curta interessante e inteligente, com base em tendências bem actuais, estando a internet como principal conteúdo, as redes sociais e os jogos virtuais. Porque o que pode ser divertido, pode ser também assustador.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Men Without Hats “The Girl With The Silicon Eyes”


Em Março deste ano, foi lançado “Love in the Age of War”, o 7º álbum dos Men Without Hats, quase 10 anos depois de “No Hats Beyond This Point” (2003).
A banda canadiana formada por Ivan Doroschuk, bem famosa nos anos 80, principalmente pelo sucesso do single “The Safety Dance”, regressa com a sonoridade mais próxima daquilo que os caracterizou no inicio dos anos 80, o synthpop, no intuito de cativar uma nova geração.
Um álbum com um conteúdo bem dançável, alegre, não decepciona com certeza aos seus admiradores mais antigos, independentemente de agradar novas gerações ou não.

The Girl with the Silicon Eyes” é o single escolhido por mim, para promover “Love in the Age of War”.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

La Queue de la Souris, de Benjamin Renner


O francês Benjamin Renner, produziu em 2007, a curta-metragem de animação “La Queue de la Souris”, uma história passada numa floresta, em que um leão captura um rato para devora-lo. Mas este desesperado faz-lhe um acordo...
Uma curta em 2D bem elementar e interessante, com poucas cores, o suficiente para produzir uma excelente animação.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Miserylab “Too Big to Fail”

Após o fim dos Rosetta Stone nos finais dos anos 90, o britânico Port Kink forma o seu próprio projecto (Miserylab), tendo já lançado uns seis álbuns e mais uns EP’s. Seguindo por uma sonoridade dentro do post-punk e o darkwave, o músico inglês lançou durante o ano passado o seu mais recente álbum – Void of Life – pela Carbon Neutral Digital.

Recentemente foi disponibilizado apenas por via digital “Somewhere Between”, onde se pode encontrar este single “Too Big to Fail”. Eis o vídeo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

The Astronauts “Peter Pan Hits the Suburbs”

“Peter Pan Hits the Suburbs” está na minha lista, como um dos melhores e mais importantes álbuns do movimento post-punk.
Banda londrina, formada entre 77 e 79, inspirados no post-punk, lançou em 79, dois EP’s – “The Astronauts” e “Restricted Hours” – e no ano seguinte mais um EP – “Pranksters in Revolt” – conseguindo conquistar um número bem relevante de seguidores. Mas foi em 81, com o álbum de estreia “Peter Pan Hits the Suburbs”, que os The Astronauts conquistaram a imprensa britânica, recebendo óptimos elogios. Um registo inteligente e intensamente criativo, colocava-o bem na vanguarda da maioria dos álbuns alternativos da época.
É ainda relevante referir outro dos clássicos a destacar na discografia dos The Astronauts, o álbum “It’s All Dony by Mirrors” de 1983, que espero mais tarde falar sobre ele.
Variado, “Peter Pan Hits the Suburbs” inicia com “Everything Stops for Baby”, um brilhante single, recordando a agressividade dos The Fall e acompanhado pelo saxofone. O folk mais progressivo do épico “Protest Song”, seguindo “Sod Us”, num alinhamento mais bem-disposto. O rock enérgico de “The Traveller”, passando pelo ambiente mais cativante do pop com “How Green Was My Valley” e o rock de garagem de “Still Talking”. A medieval Baby Sings Folk Songs”, a industrial How Long is a Pierce of String”, o punk de “Amplified World” e o folk de Midsummer Lullaby”.
Um registo essencial, de uma das bandas mais relevantes da era post-punk, infelizmente, um pouco ignorada, mas que eu aqui lhe faço justiça.

The Astronauts “Peter Pan Hits the Suburbs” (Bugle_1981)

Deixo aqui dois singles para audição, “Everyting Stops for Baby” e Baby Sings Folk Songs”.



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Banquise



Numa altura em que o calor ainda aperta, lembrei-me desta magnifica animação, dos suíços Cedric Louis e Claude Barras. A curta-metragem Banquise (Icefloe), foi produzida em 2005, e mesmo o seu conteúdo ser triste e um pouco macabro, tem imagens bem agradáveis. O filme chegou a passar pelo nosso IndieLisboa e também foi uma das curtas seleccionadas no Festival de Cannes.
Para além desta animação, outro dos filmes indispensáveis deste casal é “Sainte Barbe”.

Sinopse:

Marine é uma menina gorda que sofre com o calor do Verão e com os comentários e olhares das pessoas à sua volta. Marine sonha com a terra do frio e do gelo, com uma vida melhor junto dos seus amigos pinguins.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Madness “Dead Of a Rudeboy”


Após o excelente desempenho dos Madness na cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos, foi lançado o primeiro single do seu novo álbum – “Oui Oui Si Si Ja Ja Da Da” – a ser editado lá para o dia 29 de Outubro deste ano, pela Lucky Seven Records.
Dead Of a Rudeboy” está gratuitamente disponível para download no site da banda, que aqui o podem fazer e que traz boas recordações.
A banda inglesa, lançou o seu último disco - "The Liberty of Norton Folgate" – em 2009, obtendo uma nota bem positiva perante a crítica mais especializada e também dos seus seguidores.

Eis para audição Dead Of a Rudeboy”, o novo e simpático single.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

[06] Grickle “Change of Scenery”




GrickleChange of Scenery”


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Jack Ladder & The Dreamlanders “Short Memory


Já lá vai um ano que “Hustsville” foi lançado, sendo na minha opinião, um dos melhores registos de 2011. O álbum contém uma sonoridade bem sedutora, não tivesse a música influências de um Nick Cave, Leonard Cohen ou até mesmo dos The Cramps.
O músico australiano Jack Ladder possui 3 álbuns, Not Worth Waiting For” (2006), “Love is Gone” (2008), e este último como Jack Ladder & The Dreamlanders, “Hustsville”.

Durante o inicio deste ano foi lançado mais um single – Short Memory. O vídeo foi dirigido por Michael Spiccia e produzido por Belinda Barrett, contendo imagens absolutamente maravilhosas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Patti Smith “Banga”


Lançado no primeiro dia de Junho, “Banga”, é o novo e o 11º registo de Patti Smith, um daqueles álbuns a assinalar forçosamente.
Como já aqui referi anteriormente, o título do álbum é uma referência ao nome do cachorrinho da obra – The Master and Margarita - do escritor russo Bulgakov, talvez por isso que as palavras predominem forçosamente mais neste disco, relacionando-se sempre muito bem com a sua música.
O disco foi gravado no Electric Lady Studios e conta novamente com a participação de Lenny Kaye, Jay Dee Daugherty e Tony Shanahan, músicos já fiéis a Smith. Tom Verlaine (Television), Jack Petruzzelli, Johnny Depp, e os filhos de Smith (Jackson e Jess Paris), são também nomes a juntar-se à lista de convidados neste disco.
Pode-se dizer que “Banga” é um álbum de homenagens, dedicando “Tarkovsky (The Second Stop is Jupiter)”, ao cineasta russo de mesmo nome, contando com a colaboração nesta música, de Sun Ra. “This is the Girl” é destinada à cantora Amy Winehouse, “Amerigo” ao descobridor da América, Américo Vespúcio, e “Maria” à actriz francesa Maria Schneider. As homenagens persistem com “Mosaic” ao Johnny Cash e “After the Gold Rush” ao seu velho amigo Neil Young, passando por “Fuji-san”, ao povo japonês vítimas do sismo. Analisemos também “April Fool”, um dos temas fortes deste disco, não tivesse Smith ao lado de Tom Verlaine, outro precursor do punk, ou até mesmo o enérgico e fantástico “Banga”. É com certeza um dos discos do ano.
Smith continua a ser uma figura bem marcante na história do rock, sempre espirituosa e mantendo-se sempre fiel a um estilo que a designa, partilhando connosco toda essa sua poesia.

Tracklist:
01 Amerigo
02 April Fool
03 Fuji-san
04 This is the Girl
05 Banga
06 Maria
07 Tarkovsky (The Second Stop is Jupiter)
08 Mosaic
09 Nine
10 Seneca
11 Constantine’s Dream

12 After the Gold Rush
Patti Smith “Banga” (Columbia) – 8,5/10

Após de ter já aqui mostrado o single “April Fool”, “Banga” é agora a música escolhida por mim deste magnífico álbum.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

80 Anos de Flowers and Trees

A curta de animação "Flowers and Trees(1932), comemorou no dia 30 de Julho, 80 anos. Dirigida por Burt Gillett e produzida pela Walt Disney, foi a primeira animação a cores na história do cinema, mesmo inicialmente ter sido elaborada a preto e branco. Herbert Casmus usou então a técnica tecnicolor na animação, com 3 camadas de cor, sendo depois esse processo escolhido pela Walt Disney, que viria a ser um enorme sucesso, pela crítica e público.
Chegou a ganhar o Oscar de melhor curta-metragem de animação, no primeiro invento dessa categoria.
O resultado foi tão positivo, que os restantes episodios da série da Silly Symphonies, foi produzido em tecnicolor, em 3 camadas, que contribuiu imenso para retorno financeiro da série.

Sinopse:

Uma árvore ruim, com ciúmes de outras duas árvores apaixonadas, proporciona um incêndio na floresta.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Gazelle Twin “Men like Gods”


Oriunda de Inglaterra, Brighton, Gazelle Twin ou Elizabeth Walling, lançou no verão do ano passado “The Entire City”, o seu primeiro trabalho, arrecadando inúmeros elogios. Num alinhamento sonoro bastante sedutor, mas um pouco sombrio, algo a evocar Fever Ray, Gazelle Twin lançou ainda antes do LP “The Entire City”, o EP “Changeling” (nome também de um dos singles presentes do primeiro registo), que continha uma versão de “I Wonder U”, música de Prince.

Eis o seu vídeo mais recente -“Men Like Gods”.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tim Burton retoma “Frankenweenie”

Longa-metragem de animação a estrear nas nossas salas de cinema lá para o dia 25 de Outubro, “Frankenweenie” é um regresso ao passado do realizador norte-americano Tim Burton. Tinha sido em 84 que Burton tinha produzido uma curta-metragem, que agora reajustou para animação em stop-motion, seguindo a mesmo direcção de o preto e branco e adaptado para IMAX 3D. Tal como a curta, o filme também será distribuído pela Walt Disney Pictures.
Para este filme foi criada mais de umas duzentas personagens e cenários. No elenco, fazem parte os actores Winona Ryder, Catherine O’Hara, Martin Short e Martin Landau, todos eles bem populares nos filmes de Tim Burton.

Um conto acolhedor sobre um rapaz e seu cão. Depois de perder, inesperadamente, o seu adorado cão Sparky, o jovem Victor usa o poder da ciência para o trazer de volta à vida, com alguns pequenos ajustes.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

[A Velha JukeBox] The Flying Lizards: Money


The Flying Lizards: Money (The Flying Lizards _1979)


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dr. John “Locked Down”


Com 71 anos de idade, Malcolm John Rebennack Jr. (Dr. John), contém uma discografia extensa, procurando sempre seguir por caminhos sonoros bem distintos, como o rock, o blues, o jazz, o funk, o boogie-woogie, o zydeco, o r&b ou até mesmo o avant-garde. Oriundo de New Orleans, o seu trabalho é com certeza uma referência na música norte americana nestes últimos 40 anos, mesmo nunca ter alcançado grande sucesso comercial. Também a sua imagem um pouco extravagante faz parte da sua identidade como músico, com todo aquele misticismo e o enigma do Voodoo. Essa imagem que serviu para Dr.Teeth, o líder da banda dos Marretas
“Locked Down” é um álbum de imensa criatividade, talvez uns dos melhores da sua carreira, talvez também por contar com a contribuição do músico Dan Auerbach (The Black Keys), para tomar conta da produção. Músico que Rebennack conheceu, devido a influências da sua neta. Após de ouvir a sua música e ter gostado, achou que era interessante trabalhar ao seu lado, ficando responsável na produção do disco, que veio-se a constatar na sonoridade. O resultado não podia ter sido melhor, músicas absolutamente elegantes, simpáticas e de excelente qualidade.
“Ele é um jovem de enorme talento, excelente músico e com imensa criatividade.” Comentou Dr. John relativamente a Auerbach, “Além disso, trouxe excelentes ideias.”
Também músicos como Leon Michels e Nick Movshon (El Michels Affair/Aloe Blacc/Menahan Street Band/Lee Fields) e o guitarrista Brian Olive, veio auxiliar mais ainda esse atributo, num ambiente sonoro bem diversificado, como sempre nos habituara.
Fazemos um pequeno resumo de um disco que merece ser ouvido e adquirido.
O destaque vai para o elegante “Revolution”, “Big Shot”, “Ice Age”, “Getaway”, a electrizante “Kingdom Of Izzness”, a cativante “You Lie” e ainda “My Children, My Angels”.
Não ignorem e deixem-se absorver pelo som, por um dos melhores álbuns do ano.

Tracklist:

01. Locked Down
02. Revolution
03. Big Shot
04. Ice Age
05. Getaway
06. Kingdom Of Izzness
07. You Lie
08. Eleggua
09. My Children, My Angels
10. God’s Sure Good


Dr. John “Locked Down” (Nonesuch Records) – 8/10

“Revolution” é um dos momentos altos de “Locked Down”, eis o vídeo.