sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nineteen Eighty-Four (1984), de Michael Radford

Como um grande apreciador da obra literária de George Orwell, lembrei-me de um dos seus romances mais marcantes – 1984 – que segundo Orwell, é uma sátira, onde aliás se detecta inspiração swifteana. De aparência naturalista, trata de realidades e do terror do poder politico, não apenas num determinado país, mas no mundo – num mundo uniformalizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento, não pretendendo ser a profecia de coisa nenhuma.
No ano de 1984, o britânico Michael Radford resolve então adaptar para a tela essa obra-prima, Nineteen Eighty-Four. O filme não obteve grande sucesso, mas a prestação do autor John Hurt, é fabulosa. Para além da participação de Hurt, também faz parte de elenco os autores Richard Burton, Suzanna Hamilton e Cyril Cusack. A banda sonora ficou a cargo dos Eurythmics.

“Esta impressionante adaptação "dirige-se directamente ao coração do pesadelo" (Variety) descrito no assustador clássico de George Orwell. John Hurt é "perfeito" (The Washington Post) como o atormentado rebelde, e Richard Burton "é um modelo de poderosa opressão" (Chicago Tribune) como o sádico agente do partido do poder.
Winston Smith (Hurt) leva uma penosa e esquálida existência, na totalitária Oceania constantemente debaixo da vigilância de "O Grande Irmão". Mas a sua vida leva uma horrível vota quando começa um relacionamento amoroso proibido e comete o crime de pensamento independente. Enviado para o tristemente conhecido "Ministério do Amor", ele é colocado sob a alçada de O'Brien (Burton), um frio e ameaçador líder determinado em controlar os seus pensamentos... e a esmagar a sua alma.”

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

M! R! M “Deep Throat”


A dupla italiana lançou durante o ano passado, o segundo EP “It's not Enough Anymore”, oferecendo um leque de géneros, entre o post-punk, new wave, indie ou o synth, num ambiente bem arrojado de guitarras e vocais bizarros.

Do novo EP, os M! R! M disponibilizaram o vídeo “Deep Throat”, que também é o primeiro single desse registo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

23ª Amadora BD

Tem já no início esta sexta-feira (26), até ao dia 11 de Novembro, o 23º Amadora BD (Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora), que tem este ano como tema principal, a “autobiografia”. A maioria das exposições será centralizada no Fórum Luís de Camões, Brandoa, mas este ano vai estender-se também por outros locais em Lisboa.
O festival irá também associar-se aos 50 anos da criação do Homem-Aranha, juntando-se uma exposição com pranchas de variados autores que desenharam a personagem.
O desenho do cartaz é da autoria de Paulo Monteiro, o autor da obra “O Amor Infinito que te tenho”, premiado com o Melhor Álbum Português do AmadoraBD, do ano passado. Este ano Paulo, está em destaque no festival, com uma exposição sobre o seu trabalho, mas sobretudo com o livro premiado. No âmbito da “Autobiografia”, será associado uma exposição "BD's Autobiográficas Francesas", de Mathieu Sapin e Cyril Pedrosa. Essa exposição será efectuada na Av. Luís Bívar 91, Lisboa, no dia 18 de Outubro pelas 19 horas, e contará com a presença do autor Mathieu Sapin o desenhador francês que fez a cobertura das presidenciais do candidato François Hollande. Outra das exposições presentes em Lisboa, será dedicada ao livro "Cinzas da Revolta", com argumento de Miguel Peres e desenho de Jhion (João Amaral), e que estará em exposição na Livraria Leya na Buchholz (Rua Duque de Palmela 4) e a inauguração está marcada para o dia 19 de Outubro, às 19 horas.A exposição estará patente na Livraria Leya na Buchholz (Rua Duque de Palmela 4) e a inauguração está marcada para o dia 19 de Outubro, às 19 horas.
"Cinzas da Revolta" tem a chancela da ASA

Também Justin Green, considerado um dos nomes de relevo da banda desenhada autobiográfica norte-americana, que influenciou, por exemplo, Art Spiegelman, será um dos autores a marcar presença na Amadora. Haverá ainda exposições individuais de Ricardo Cabral, Ana Afonso e Paulo Monteiro, que assinala este ano a imagem gráfica do festival.
Para já na lista de convidados estrangeiros confirmados no festival, estão: Mike Deodato Jr, Mathieu Sapin, Cyril Pedrosa, Vincent Vanoli (no 1º fim-de-semana 27 e 28 de Outubro), Fabrice Neaud, Justin Green, Carol Tyler, Antonio Altarriba, Edmond Baudoin (no 2º fim-de-semana 10 e 11 de Novembro), Zep, Peter Pontiac, Caeto, Dominique Goblet. Autores que irão participar nas secções de autógrafos, em debates e apresentações de livros.

Fórum Luis de Camões
Núcleo Central de Exposições
Rua Luís Vaz de Camões – Brandoa – Telef. (+351) 214 948 642
Coord GPS: LAT 38º45’52.84”N / LONG 9º12’49.60”O
Seg. a Quinta, Dom. e Feriado – 10:00 às 20:00h
Sex. e Sáb. – 10:00 às 23:00h

terça-feira, 23 de outubro de 2012

[A Velha JukeBox] XTC: The Ballad Of Peter Pumpkinhead



XTC: The Ballad Of Peter Pumpkinhead (Nonsuch_1992)
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Led Er Est “The Diver”


Já me tinham surpreendido com o álbum de estreia, “Dust on Common” (2009), atestado de ambientes electrónicos e indústrias, num alinhamento mais experimental, inspirados no synthpop mais progressivo dos finais dos anos 70, como os Kraftwerk, Throbbing Gristle, The Normal, ou John Foxx.
O desvinculo dos Led Er Est da Wierd Records para Sacred Bones, não veio alterar exactamente nada na sonoridade, mas sim no seu atributo, descobrindo-se um álbum mais maturo e maleável.
Podemos renomear “The Diver” como um disco cinematográfico, numa atmosfera muito a John Carpenter, com ambientes a erguer-se na escuridão, melodramático, onde todo o suspense nos absorve do inicio ao fim, quase sem nos deixar respirar. Toda a incerteza que aí vem, com ambientes dramáticos, intensos… É difícil desenvolver, porque nem toda gente sente da mesma forma.
Animal Smear” deixa-nos mesmo sem fôlego, numa velocidade dominadora, atestada por uma voz destorcida. O ambiente muda, e “Housefire at Zumi’s” leva-nos a um ambiente mais calmo e sombrio, destacando-se apenas as melodias electrónicas. “Kaiyo Maru” é como mergulhar numa trilha sonora dominada pelo gótico, mas “The Diver” apresenta elementos electrónicos bem interessantes, onda a voz consegue evocar impecavelmente ao encanto de toda a música.
Agua Fuerte” faz-nos recordar todo o ambiente enevoado e triste da música de Zola Jesus, e a instrumental “Arab Tide”, excelente banda sonora, e com pontos interessantes para uma aventura. “Iron the Mandala” oferece-nos um lado mais romântico, harmonioso, e “La Lluvia y La Memoria cria um ambiente muito a Blank Dogs ou a Mike Sniper, distorcido, e onde a voz parece estar distante e pouco saliente.
Um disco curioso a não perder de vista!

Tracklist:

01. Animal Smear
02. Housefire at Zumi’
03. Kaiyo Maru
04. The Diver
05. Bladiator
06. Agua Fuerte
07. Arab Tide
08. Divided Parallel
09. Iron the Mandala
10. La Lluvia y La Memoria
11. Sanetta


Led Er Est “The Diver” (Sacred Bones Records) – 7,5/10

Kaiyo Maru” um dos temas de grande destaque neste a álbum, que aqui o deixo para audição.
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Algo Importante (Something Important)


Curta-metragem de animação portuguesa, da autoria de João Fazenda e João Paulo Cotrim, produzido em 2009 nos estúdios Animanostra.
Algo Importante” chegou também a ser seleccionada para o Festival Indie Lisboa ’09.
“Este filme de animação de João Fazenda explora o conceito da falta de tempo, ou melhor, a forma como o tempo se consome totalmente na execução das rotinas, sem nunca permitir chegar aquela “coisa importante” que sempre temos para fazer, e que sempre adiamos.
Algo importante” é um filme bem integrado no paradigma actual, com o realizador a explorar de forma oportuna o sentimento de overwhelmingness que caracteriza a vida contemporânea. Um filme de animação rudimentar, mas com ideias, o que é mais do que se pode dizer da maioria dos filmes que tenho visto."

Sinopse:

Um homem começa o seu dia com a ideia de levar algo a cabo, “algo importante.” À medida que o dia avança, com o seu cortejo de rotinas e obrigações, o objectivo inicial vai sendo constantemente relegado para segundo plano, até ficar inevitavelmente adiado para o dia seguinte.
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A poucos dias da estreia dos Dead Can Dance em Portugal


Banda formada pela australiana Lisa Gerrard e pelo inglês Brendan Perry, no início dos anos 80, vai estar em Portugal pela primeira vez, já no dia 24 deste mês, na Casa da Música no Porto, concerto que esgotou em apenas 4 horas!
Os Dead Can Dance estão de regresso 16 anos depois, do álbum “Spiritchaser” (1996), com o novo registo “Anastasis” lançado em Agosto deste ano, um dos grandes motivos pela sua visita ao nosso país.

Opium” faz parte do último álbum – Anastasis – e para quem não o conhece, é sempre uma boa altura para o fazer, nem que seja porque é um excelente registo.
 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

[07] Grickle “Day Off”



GrickleDay Off”
 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Iggy Pop “La Vie en Rose”


Já tinha dado indícios no seu anterior álbum – Préliminaires - quando resolveu seguir por caminhos bem divergentes daquilo que nos habituara, a atitude mais punk, desviando-se mais para o jazz. Em Maio deste ano, foi lançado “Après”, um álbum de covers, na sua maioria francesas, num alinhamento que o músico refere como mais íntimo, repleto de sentimentos.
Iggy Pop influenciasse então pela música francesa, mostrando versões de Joe Dassin, Serge Gainsbourg, e mais uma vez de Edith Piaf, algo que já tinha mostrado em “Préliminaires” (2009).
Também Yoko Ono, The Beatles, Frank Sinatra, entre outros, mereceram a sua homenagem.

Diferente, fica aqui a versão de “La Vie en Rose” de Edith Piaf, por Iggy Pop.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Neneh Cherry & The Thing “The Cherry Thing”


É seguramente um dos melhores discos do ano. Excessivamente bom.
Não é apenas só por ter Neneh Cherry - uma das minhas vozes femininas favoritas - como figura central, mas também pela excelente qualidade instrumental do álbum.
Já tínhamos conhecimento do porte vocal e da viagem pelo jazz de Neneh Cherry, quando incluiu nos Rip Rig + Panic, no início dos anos 80, decidindo depois apostar numa carreira a solo, e ficando sobretudo conhecida pelos singles “Buffalo Stance”, “Manchild” ou “Woman”, obtendo pela crítica e publico, inúmeros elogios. A sua carreira a solo não durou muito, mesmo encontrando-se a trabalhar num novo disco a ser lançado ainda durante este ano, preferiu envolver-se mais tarde num projecto um pouco divergente daquilo que já tinha produzido, colaborando ao lado de Burt Ford nos Cirkus, num género musical mais electrónico espirituoso, dentro do trip-hop.
Em 2012, Neneh Cherry acompanha agora os seus compatriotas, The Thing, um trio de jazz, originando a estreia deste magnífico álbum de versões.
The Cherry Thing” está muito bem vestido, num desfile de enorme criatividade, dominado por excelentes músicas, como “Cashback” (canção de Neneh Cherry), e a soberba versão de Martina Topey-Bird, com “Too Tough to Die”. “Dream Baby Dream” dos Suicide, chegando a ser muito superior ao original, o extraordinário “Accordion” do rapper MF Doom, numa mudança a recordar Gil Scott-Heron, e “Golden Heart” de Don Cherry, o seu padrasto. A destacar ainda “Dirt” dos The Stogges, num ambiente avant-blues aterrorizante, com o saxofone bem penetrável, e por fim, What Reason Could I Give“ de Ornette Coleman.
É tão saudável escutar Neneh Cherry assim, principalmente quando é acompanhada por magníficos músicos.

Tracklist:

01. Cashback
02. Dream Baby Dream
03. Too Tough to Die
04. Sudden Moment
05. Accordion
06. Golden Heart
07. Dirt
08. What Reason Could I Give

Neneh Cherry & The Thing (Smalltown Supersound) – 9/10

Accordion” é o primeiro single e vídeo. Maravilhoso!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Frankenweenie (1984)

A pouco dias da estreia nas salas de cinema do filme da animação “Frankenweenie”, de Tim Burton, resolvi aqui exibir a curta-metragem que conduziu à sua realização.
A história é baseada num clássico dos filmes de terror, “Frankenstein” (1931), de James Whale, um dos filmes favoritos de Burton. Em 1984 essa adaptação é então consumada, mas seleccionando um cão no papel de Frankenstein.
No elenco fazem parte os actores Shelley Duvall (Susan Frankenstein), Daniel Stern (Ben Frankenstein), Barret Oliver (Victor Frankenstein), Joseph Maher (Mr. Chambers), Sofia Coppola (Anne Chambers) e entre outros.

Sinopse:

“A história de "Frankenweenie" tem ligação com o fascínio de Tim Burton pelo clássico Frankenstein de James Whale de 1931. Na versão para a Disney, o monstro foi substituído pelo cão Sparky, que foi atropelado em frente ao lar do seu dono, Victor. Após uma aula de ciências, o garoto Victor decide usar seus conhecimentos em energia eléctrica para ressuscitar o seu cão. O seu plano funciona claramente bem e os vizinhos continuam a sofrer novamente com Sparky. Mas o fim reserva outro destino.” 


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Jello Biafra and the Guantanamo School of Medicine, voltam a assaltar Corroios

O regresso de Jello Biafra (ex-Dead Kennedy’s), ao nosso país, está marcado já para este sábado, e traz na bagagem o EP “Enhanced Methods Of Questioning”, o seu mais recente trabalho. O evento será realizado no Cine-Teatro Ginásio Clube de Corroios, o mesmo local onde actuou pela primeira vez em Portugal, em 2009.
Está previsto ainda um novo disco, “White People and the Damage Done”, a sair lá para o próximo ano, que será bem provável escutarmos algumas músicas novas, tal como alguns temas dos emblemáticos Dead Kennedy’s.

“The Cells That Will Not Die” é um dos singles incluídos no EP Enhanced Methods Of Questioning”, que aqui deixo para audição.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sambatown, de Cadu Macedo

Curta de animação brasileira, produzida em 2010 por Cadu Macedo, chegando mesmo a ser galardoada em Cuba, de Melhor Curta de Animação no Festival de Havana. “Sambatown surgiu de um poster criado no ano de 2001 por Cadu, criando depois a historia para a animação, devido a esse desenho. O filme foi financiado pela Secretaria Audiovisual do Ministério da Cultura do Brasil, e dirigido por Rogério Shareid, da produtora Usinanimada.

Sinopse:
Sambatown é uma estória sobre três personagens envolvidos num triângulo amoroso. Ambientado em algum lugar nas américas negras, o filme mistura elementos do candomblé e dos antigos bailes de carnaval.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os 35 Anos de “Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols”

A Universal festeja os 35 anos de “Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols”, com uma reedição luxuosa. Foi liberado nos finais de Setembro uma caixa, que contém o álbum remasterizado, B-Sides e muitas raridades (incluindo a demo "perdida" de Belsen Was a Gas), demos e gravações ao vivo, uma réplica do sete polegadas do single “God Save The Queen”, um DVD com entrevistas, videoclips e mais registos de actuações ao vivo, um livro de cem páginas, 1977 (The Bollocks Diaries) e posters.
Os Sex Pistols, uma das bandas mais relevantes da cena punk, nascida nos finais dos anos 70, criando um enorme impacto, devido ao seu único registo de estúdio “Never Mind the Bollocks…”.

Devido a esse especial lançamento, foi elaborado um novo vídeo de “Holidays in the Sun”, dirigido por Julien Temple.
 


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

WovenHand “The Laughing Stalk”


Já passaram dez anos, desde que David Eugene Edwards concebe os WovenHand, interrompendo com o seu projecto inicial, os 16 Horsepower. Com ele, veio escoltado com o baixista Pascal Humbert, uma peça fundamental na banda que o acompanhou até 2011, final da última digressão, desvinculando-se por motivos familiares. Esse afastamento de Humbert, veio dar novas ideias a Eugene Edwards, que optou por querer inovar a sonoridade. “Intenso” é o termo encontrado para descrever o novo álbum, com ajuda de Alexander Hacke (Einstürzende Neubauten, Bad Seeds), na produção, introduzindo uma mistura arrebatadora das guitarras e de outros instrumentos de cordas. Também a formação de dois novos músicos, Chuck French (guitarra) e Gregory Garcia jr. (Baixo), compõem agora a “incarnação mais pesada" dos WovenHand.
Mas segundo Eugene Edwards, toda essa intensidade que caracteriza a nova sonoridade, é bastante cuidada, "sem perder o amor pelos detalhes e os arranjos delicados."
Dois anos passaram desde o último e brilhante registo da banda, “Threshingfloor”, num ambiente mágico e hipnotizante, bem seguro a um estilo que o caracteriza já desde os 16 Horsepower, o post-punk, o tribal/nativa, folk norte-americana, entre outras heranças e tradições, mas para aqueles que já não acreditavam no progresso da banda, “The Laughing Stalk” é a prova ao contrário. Os tons e as cores dos WovenHand persistem, mas agora podemos deparar com algo mais enérgico, num ritmo mais entusiasmante, mais selvagem e indomável, incrivelmente perfeito.
Apenas nove canções compõem “The Laughing Stalk”, onde o selvático “Long Horn”, “The Laughing Stalk”, “King O King”, “Maize”, ou “As Wool”, tornam-se bem cúmplices aos nossos ouvidos.
Um álbum tão perfeito, como arrasador!

Tracklist:

01 Long Horn
02 The Laughing Stalk
03 In The Temple
04 King o King
05 Closer
06 Maize
07 Coup Stick
08 As Wool
09 Glistening Black

WovenHand “The Laughing Stalk” (Glitterhouse Records) – 10/10

Deixo para audição “Long Horn”, um dos meus temas favoritos.
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Buster Keaton “The General”

No seguimento do 117º aniversário de Buster Keaton (04, de Outubro, de 1895), resolvi aqui mostrar um dos seus maiores clássicos, “The General”, uma obra-prima produzida em 1926, dirigido Clyde Bruckman e também por Keaton. O filme foi baseado numa histórica verídica: um episódio da Guerra de Secessão, relatado depois por William Pittenger num livro, “The Great Locomotive Chase”, publicado em 1863.
Mesmo sendo considerada como uma das melhores comédias já realizadas, e sendo também classificado como um dos melhores filmes de todos os tempos e géneros, no início o que foi mais surpreendente, é que o filme não foi apreciado nem pelo público nem pelos críticos, quando estreou em 1926. Para a produtora – United Artists – chegou mesmo a ser um desastre financeiro. E como os tempos mudam, e as opiniões mudam, neste momento é um dos maiores filmes do século XX e de uma das obras mais marcantes.
Keaton era bastante exigente, queria imenso realismo neste filme, chegando mesmo a destruir uma das locomotivas numa das cenas, ao passar na ponte danificada até se despenhar no rio. Muitos referiram uma maqueta para esse efeito, mas Keaton rejeitou a essa ideia, exigindo que tinha que ser real, custando só essa cena $42.000, sendo para época excessivamente cara. Diz-se que a locomotiva ainda se encontra no fundo do rio, irrecuperável. E sem falar das excepcionais proezas físicas desempenhadas por Keaton, perante as câmaras.
Um dos filmes da minha vida!

Resumo do filme:
 
“Johnnie Gray, maquinista de uma locomotiva batizada The General tem dois amores: a locomotiva e a noiva Annabelle Lee. Quando a guerra de Secessão rebenta em 1861, e exército recusa-o, achando que Gray é mais útil à causa sulista como maquinista, do que como soldado. Annbelle, que não compreende a razão da recusa, pensa que o noivo é um cobarde e deixa-o. Um ano mais tarde, a locomotiva The General, com a noiva Annabelle a bordo, é desviada por um grupo de espiões do norte. Johnnie persegue-os, salvando ao mesmo tempo o comboio e a rapariga. Em seguida regressa ao território de União mesmo a tempo de prevenir o Estado – Maior de um ataque iminente dos ianques. O inimigo é apanhado num emboscada é johnnie é recompensado: pode integrar o exército reconciliando-se assim com os seus dois amores.”
 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Domingo, Lisboa volta novamente a ser seduzida por Leonard Cohen


O álbum “Old Ideas” é o grande motivo para nova visita de Leonard Cohen ao nosso país, mais precisamente no Pavilhão Atlântico em Lisboa, já no próximo domingo, dia 7. O músico canadiano volta encontrar-se com o publico português, após 3 visitas bem recentes, 2008, 2009 e 2010.
Old Ideas” é o mais recente álbum de Leonard Cohen, lançado no inicio deste ano pela Sony Music, o primeiro em oito anos, sucessor de “Dear Heather”. O músico resolve seguir por um atalho nunca explorado nos seus discos, o blues, mas nunca ausentando dos temas: a espiritualidade, o amor e a morte. “É um manual para viver com a derrota”, referiu Cohen, “Eu sempre gostei de blues e da construção musical, mas sempre senti que não tinha o direito de os cantar”.

Going Home” um dos temas marcantes de “Old Ideas”, que aqui deixo para audição.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

The Walking Death_Vol. 03: Segurança na Prisão

Já está disponivel o 3º volume da famosa série The Walking Dead, com o título “Segurança na Prisão”. Após os volumes “DiasPassados” e “Um Longo Caminho”, a Devir retoma à tradução da famosa colecção de banda desenhada da Image Comics, dos norte-americanos Robert Kirkman e Tony Moore.

“O mundo tal como o conhecíamos desapareceu.
O mundo do comércio e das necessidades frívolas foi substituído por um mundo de sobrevivência e de responsabilidade.
Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o globo, fazendo com que os mortos se animem e se comecem a alimentar dos vivos.
Num mundo governado pelos mortos, somos forçados a finalmente começar a viver.”
Walking Dead Vol 3 – Segurança na prisão
Autores: Robert Kirkman, Charlie Adlard e Cliff Rathburn
Formato:168×258 mm
136 páginas a preto, capa mole
Edições Devir
Preço: 14.99€ PVR


terça-feira, 2 de outubro de 2012

[A Velha JukeBox] Duran Duran: Careless Memories


 
Duran Duran: Careless Memories (Duran Duran_1981)
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Alien Sex Fiend “I Walk The Line”

Banda formada na cidade de Londres, nos finais de 1982, por Nick Wade (Nick Fiend), Christine Wade (Mrs.Fiend), Yaxi Highrizer e Johnny Freshwater. A sonoridade dos Alien Sex Fiend é caracterizada pelo deathrock, mostrando uma sonoridade que vai desde o psychobilly, o industrial, o post-punk e contendo ainda alguns ambientes experimentais e góticos.
A imagem também é uma característica da banda, inspirada no músico Alice Cooper e toda a estética teatral das personagens de terror.
Após a sua estreia ao vivo num clube em Londres, no palco da Batcave, no inicio de 82, que originou o lançamento de uma demo - The Lewd, The Mad, the Ugly and Old Nik – conseguindo cativar a critica e obtendo o seu primeiro contracto com a editora Anagram Records. O primeiro single é então liberado em 83, “Ignore the Machine”, seguindo o LP “Who’s Bean Sleeping In My Brain”, um dos álbuns obrigatórios da banda de Nick Fiend. A banda edita no ano seguinte, “Acid Bath”, contendo os clássicos “Dead and Buried”, “R.I.P.” e “E.S.T. (Trip To The Moon)”. Outro dote dos Alien Sex Fiend, era a paixão pela pintura de Nick, passando muitos desses trabalhos para as capas dos discos e cartazes de divulgação aos seus espectáculos ao vivo, e gerando ainda algumas exposições dessas suas obras. Também foi produzido e publicado periodicamente a “Fiendzine”, com notícias do mundo grotesco.
Em 1985 geram mais um disco, “Maximum Security” e no ano seguinte “It”, e ainda o fantástico single "I Walk the Line".
Here Cum Germs” vinha a ser lançado em 87, “Another Planet” em 88, “Curse” em 90, “Open Head Surgery” em 92 e “Inferno” em 94, este último com temas apontados principalmente para um jogo de computador, num alinhamento bem mais electrónico. Lançam a sua própria editora - 13th Moon Records – e lançam em 97, “Nocturnal Emissions”, a direccionar para a sonoridade dos tempos áureos da banda.
Só em 2004 regressam com “Information Overload” e por fim, em 2010 com “Death Trip”.
Mesmo nunca terem conhecido grande sucesso comercial, excepto no Japão, chegando mesmo a ser editado um disco ao vivo “Liquid Head In Tokyo”, os Alien Sex Fiend ainda puderam receber inúmeros elogios, principalmente de David Bowie. 

Aqui a recordar “I Walk The Line”.