Previsto o seu lançamento para meados de 2013, The
Croodsé o novo filme da Dreamworks, distribuído pela 20th Century Fox, e que é
uma comédia de animação centrada numa família pré-histórica, que tenta
adaptar-se a um planeta em mutação. O filme que será exibido e, 3D, foi
realizado e escrito por Kirk De Micco (Macacos no Espaço), e Chris
Sanders (Lilo & Stitch). Responsáveis pelas vozes estão os actores
Ryan Reynolds, Emma Stone, Nicolas Cage, Catherine Keener, Cloris Leachman e
Clark Duke. “The
Croods é uma aventura que nos leva de volta a uma era da
História do nosso planeta previamente desconhecida, conhecida como o Croodáceo,
quando a natureza era ainda um trabalho em progresso… cheio de criaturas e
paisagens nunca antes vistas. O público irá rever-se na hilariante família
pré-histórica, os Croods, a quem um imaginativo e engenhoso recém-chegado ajuda
a viajar pelo fantástico mundo além da sua caverna.”
Não
demorou muito para que os norte-americanos Cult of Youth editassem mais um
disco, e que notável disco. Ainda o ano passado lançaram “Cult of Youth”, um
dos álbuns que aqui fiz referência, e que foi na minha opinião, um dos melhores
discos de 2011. Este ano somos mais uma vez surpreendidos com um fenomenal
registo, o terceiro da banda, “Love Will Prevail”, lançado novamente
pelaSacred
Bones Records. Os novos Death in June, como eu os chamo, continuam a fornecer
um ambiente enraizado pelo som acústico, atraente, propulsivo e
compulsivamente audível. Um disco a residir no topo dos melhores do ano, e sem
têm dúvidas, certifiquem-se!
“Man and Man's Ruin” é o primeiro single e é acompanhado por um vídeo.
Tema centrado em torno do Santo Graal, “Book M” é um dos meus
arquivos sonoros essenciais, e uma das obras mais importantes da banda
norte-americana.
Projecto criado por Trey Spruance (Mr. Bungle), é o terceiro
álbum dos Secret Chiefs 3, atestado de momentos mais étnicos, numa vasta série
de estilos musicais, incluindo a música tradicional árabe (persa, turca,
indiana, iraniana), o electrónico, o jazz, o metal, funk e ainda o medieval,
tudo caracterizado por avant-garde, sonoridade que qualifica o estilo da banda.
Toda essa combinação faz da banda de Spruance, excessivamente criativa e visionária,
que faz os seus álbuns beneficiar imenso com isso.
A ousada viagem ao ocultismo, é encetada pelo étnico "Knights
of Damcar", num sortido leque de instrumentos: o darbuka e o dumbek (dois instrumentos
de precursão tradicionalmente asiáticos), riq (um pandeiro egípcio), santur (tipo
uma caixa com cordas, da pérsia), saz (instrumento de cordas tradicional da
Turquia), e o contrabaixo. Noutro registo mais divergente, está o electrónico mais
esquizofrénico de "Hagia Sophia”, passando ao “Vajra”, sobressaindo a
guitarra, o santur (creio), e o violino. “Ship of Fools (Stone of Exile)”, uma
valsa acompanhada por Tar (guitarra iraniana), Cümbüş Mandolin (bandolim de
oito cordas turco) e ainda Cubas Baglama (guitarra de pescoço longo, turco).
Uma das minhas favoritas, “Horsemen of the Invisible”, energética, intercalada
com o ambiente eléctronico e os ritmos do médio oriente. "Zulfiqar
III" puxa pelas guitarras, numa percussão exótica, e "Siege
Perilous" (Salterello IV), entra num ambiente mais medieval, rebuscando
uma música bem popular desse tempo. Mas existe ainda outras maravilhas a
incluir neste registo, “Dolorous Stroke”, “Blaze of the Grail” numa relação
muito perto do jazz, “Lapist Exillis”, “Lapis Bailtulous”, e por fim, “Safina”.
Um disco sem regras, mas de uma musicalidade imensa!
Extraordinariamente
bela e requintada esta curta-metragem de animação, onde os criadores tentaram chegar
o mais possível à realidade, com personagens e um cenário com imensos
pormenores, a simular com perfeição todo esse realismo. Curta stop-motion dirigida por Chris Lavis e
Maciek Szczerbowski, no ano de 2007, e produzida pelaNFB (National
Film Board Of Canada), “Madame Tutli Putli” foi distinguido com varios prémios,
incluindo "best of the festival" no Melbourne Internacional Animation
Festival,Melhor filme de animação no Worlwide Short Film Festival de Toronto,
e ainda foi nomeado ao Óscar em 2008, perdendo para “O Pedro e o Lobo” de Suzie
Templeton. Uma curta muito bem sucedida!
“Madame Tutli-Putli entra no comboio da noite carregada
dos mais diferentes objectos, precisamente aqueles que dão um sentido ao seu
dia a dia.
Inicia uma viagem da luz para as sombras, não apenas com essa pesada
parafernália de memórias mas, igualmente, com uma série de fantasmas do
passado.”
O duo nova-iorquino MS MR está prestes a visitar o
nosso país, incluídos no Festival Vodafone Mexefest a decorrer agora no mês de
dezembro, nos dias 7 e 8. Um dos motivos da estreia de Lizzy Plapinger e de Max
Hershenow em Portugal, é o lançamento do novo EP “Candy Bar Creep Show”,
lançado nos finais de setembro, pela Creep City. O EP inclui quatro maravilhosos
temas a abranger o synthpop ou do indie pop mais experimental, num ambiente
totalmente sedutor, angelical e harmonioso, a recordar por vezes momentos dos
Florence and The Machine.
Após a apresentação dos singles “Bones” e
“Hurricane”, é a vez “Dark Doo Wop”, um dos melhores e temas do disco, de uma
beleza absolutamente singular. O vídeo fico a cargo de David Dean Burkhart.
Foi no dia 9 de Outubro que os norte-americanos Cold
Showers lançaram o álbum de estreia – Love and Regret – lançado pela Dais. Numa
sonoridade que enverga o post-punk bem ritmado, a banda liderada por Jonathan
Weinberg, já tinha em 2011, lançado um EP “Highlands”, que continha apenas dois
singles, “I Don’t Mind” e “Near Burn”, ganhando alguma confiança e expectativa
em relação ao álbum de estreia.
A minha escolha de “Love and Regret” vai para o
primeiro single “BC”, aconselhando-vos a sondarem os restantes temas. O vídeo foi dirigido por Michael Reich.
Uma
surpresa! Valeu bem a pena a experiência musical de dois exímios músicos, John Britt Daniel (Spoon), e Dan Boeckner
(Wolf Parade,Handsome Furs), decidindo apostar num projecto
condensado de um potente e sedutor rock electrónico. O álbum pode ser encarado
como uma aliança entre os Spoon e os Handsome Furs, dando um pouco essa
retrospectiva de influências, o indie-rock e o post-punk. A fórmula principal toda
deste novo projecto, é um sintetizador potente enrolado num rock intenso e voluptuoso,
repleto de criatividade a disseminar emoção. “A
Thing Called Divine Fits” são onze canções a espalhar momentos sedutores por
todos os recantos, desde o synthpop latejante e pulsante de “My Love Is Real”
ao retro-rock de “Neopolitans”. “Flaggin a Ride” destaca-se por ser uma das canções
mais sedutoras do disco, para de seguida podermos ainda abanar a anca com “What Gets You
Alone”, num
registo bem rápido e intenso. “Would That Not
Be Nice” e “The Salton Sea”, encaixavam-se perfeitamente em “Ga Ga Ga Ga Ga”
(2007), um dos melhores discos dos Spoon, enquanto “Baby Get Worse” dava-se plenamente
bem em qualquer registo dos Handsome Pleasures. Num piso mais industrial está
“For Your Heart”, um verdadeiro congestionamento electro,
mas fazendo dele irresistível,
mas talvez seja
“Shivers” um dos maiores destaques deste disco dos Divine Fits, numa versão da antiga banda de
Nick Cave, os The Boys Next Door’s, num momento mais calmo e dolorosamente delicioso. Um
disco para digerir de penálti, e com muita vontade de repetir.
Tracklist:
01. My Love Is
Real
02. Flaggin a Ride
03. What Gets You Alone
04. Would That Not Be Nice
05. The Salton Sea
06. Baby Get Worse
07. Civilian Stripes
08. For Your Heart
09. Shivers
10. Like Ice Cream
11. Neopolitans
Divine Fits “A
Thing Called Divine Fits” (Merge) – 8/10
Aqui vai um dos singles “Would That Not Be Nice”,
sendo o vídeo dirigido por Brian Butler.
Uma
personagem curiosa este “Pepe, The King Praw”, criada em 1996 para o The
Muppets Tonight, realizada por Bill Barreta. Com nacionalidade espanhola, o seu
nome verdadeiro é Pepino Rodrigo Serrano Gonzales, sendo a
sua prenuncia uma característica muito importante, pontuando as suas frases com
um “Ok”. Também o seu temperamento explosivo e sedutor, são outros atributos
interessantes de Pepe. A personagem tornou-se depois bastante importante no The
Muppet Show, aparecendo muitas vezes ao lado de Rizzo, The
Rat, e em várias produções dos The Muppets, como “It's a Very Merry Muppet Christmas Movie”
(2002), “Muppets From Space” (1999),
“The Muppets'Wizard of Oz”
(2005) e "A Muppet Christmas: Letters
to Santa" (2008).
Podemos aqui ver “Pepe, The King Praw”, em “Drive Thru”.
Foi em 2010 que fomos surpreendidos com o magnífico
álbum de estreia “ALPS”, onde aborda o espirito post-punk, com músicas contagiantes
e melancólicas. Este ano, os Motorama estão de regresso com o seu segundo
trabalho, de nome “Calendar”, que segue praticamente as mesmas pisadas do
registo anterior, ou seja, mais um surpreendente disco de uma das bandas mais
populares e aclamadas da cena indie Russa. Uma das bandas de presença
obrigatória neste blog.
“To The South” é o primeiro single extraído de
“Calendar” e o vídeo ficou da responsabilidade de Vlad Parshin.
Já está também disponível o segundo single e vídeo,
de nome “Scars”.
A
Contraponto, a mesma editora responsável pelo lançamento traduzido em português
de “Persepolis” de Marjane Satrapi, lançou recentemente outra obra-prima da
banda desenhada, “Fun Home”, de Alison Bechdel. Livro originalmente editado em
2006, altamente aclamado pela crítica (sendo eleito o livro do ano pelo
"New York Times”), trata-se basicamente das memórias de Bechdel, escritas
em diário, expostas em livro, e que relata a relação da autora com o pai, Bruce
Bechdel, e da sua homossexualidade, como também as sua difíceis ligações de um
grupo de lésbicas. Bechdel, lésbica assumida desde os 19 anos, foi, aliás, uma
das primeiras autoras a falar abertamente sobre o tema. “Fun
Home – Uma Tragicomédia familiar”, é uma obra essencial para os amantes da BD e
não só, para todos aqueles que gostam de degustar de uma boa literatura.
"Fun Home - uma tragicomédia
familiar - descreve a relação que a autora manteve com o pai ao longo
da sua infância e adolescência. Na sua narrativa, a história íntima e pessoal
de uma família transforma-se numa obra de subtileza e poder. Exigente e
distante, Bruce Bechdel era professor de Inglês e dirigia uma casa funerária –
a que Alison e a família chamavam, numa pequena piada privada, a «Fun Home». Só
quando estava na universidade é que Alison, que recentemente admitira aos pais
que era lésbica, descobriu que o pai era gay. Umas semanas depois desta
revelação, Bruce morreu, num suposto acidente, deixando à filha um legado de
mistério, complexos e solidão.”
«Uma
obra pioneira, que desbrava o caminho para dois géneros literários: os comics
e as memórias. O traço tem o pormenor e a mestria técnica de R. Crumb e o texto
tem uma seriedade e uma complexidade emocional muito próprias. Finalmente, uma
BD para amantes de boa literatura.» The
New York Times Book Review
Fun Home – Uma Tragicomédia Familiar de Alison
Bechdel Edição/reimpressão:
2012 Páginas: 240 Editor:
Contraponto PVP: 16.60€
Após recentemente os The Jon Spencer Blues Explosion terem
lançado uma retrospectiva de todos os seus êxitos - Dirty Shirt Rock ‘n’ Roll:The First Ten Years - e a reedição de todos os álbuns anteriores, havia alguma esperança
que viesse por aí material novo. Oitos anos de terem lançado “Damage”, o último
registo da banda liderada por Jon Spencer, retornam este ano aos álbuns com
“Meat + Bone”, perdurando toda a energia do rock n’ roll e jamais abdicando da
música de raiz norte-americana, sobretudo o blues, que já dura há duas décadas.
“Meat + Bone” é explosivo, apinhado de riffs ensurdecedores
de Spencer e Judah Bauer, tambores calejados de Russell Simins e os vocais
ferozes de Spencer, num tanque cheio de agressividade e
improvisação, chegando a ser pouco difícil de absorver, mas cheio de momentos
impressionantes do genuíno rock. Todo esse espírito incendiário insiste
sentir-se nas músicas, mesmo que ensurdecedor, é impossível de resistir.
É o exemplo de “Black Mold”, o primeiro e o soberbo single que
nos deixa sobretudo rendidos ao domínio de uns bons riffs, e “Bag Of Bones” que
vinca especialmente no blues, e bem inspirado. Também “Boot Cut” é outro dos
temas a distinguir, entre o punk-blues, contendo ainda momentos electrónicos
mais subtis. “Strange Baby” num alinhamento mais funk um pouco anárquico e o
rockabilly em “Danger” a entrar por um caminho mais furioso e primitivo, mas a
tempestade atenua com “Unclear”, num blues mais relaxado, e o remate final num
registo instrumental com “Zimgar”, mais preguiçoso e dissolvendo-se em
feedback.
Aqui estão eles, em carne e osso, e com material carregado
de rock and roll.
Tracklist:
01. Black Mold
02. Bag Of Bones
03. Boot Cut
04. Get Your Pants Off
05. Ice Cream Killer
06. Strange Baby
07. Bottle Baby
08. Danger
09. Black Thoughts
10. Unclear
11. Bear Trap
12. Zimgar
The Jon
Spencer Blues Explosion “Meat and Bone” (Bronze Rat/Mom + Pop) – 7.5/10
Produzido por Toon Aerts, “Black Mold” é o primeiro e horrendo
vídeo.
Este
foi um dos 10 filmes eleitos pelos utilizadores do YouTube, a participar no
Festival de Cinema de Veneza, que decorreu entre os dias 29 de Agosto e 8
Setembro. “North
Atlantic” de Bernardo Nascimento, é uma curta-metragem produzida com um
orçamento de 5 mil euros, com a co-produção da luso-britânica, chegando já a
ganhar 9 prémios em alguns festivais de cinema. Bernardo
Nascimento iniciou a sua carreira no cinema como assistente de realização, ao
lado de Manoel de Oliveira, mudando-se mais tarde para Londres, onde trabalhou
em vários projectos, incluindo o filme “Kick Ass: O Novo Super-Herói” de
Matthew Vaughn.
Sinopse:
Um controlador
aéreo numa pequena ilha dos Açores entra em contacto com um piloto solitário,
perdido sobre o Atlântico. Esta será a primeira e última conversa entre os
dois.
Um
dos formadores dos lendários Joy Division e New Order, Peter Hook, vai estar
hoje no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, para apresentar na
íntegra o álbum “Unknown Pleasures”,
uma homenagem à banda de Ian Curtis. O espectáculo está inserido no Festival do Misty
Fest, depois de Peter
Hook já ter passado no Festival Paredes de Coura (2010), e pelo Optimus
Clubbing da Casa da Música, no Porto, em 2011. O concerto tem início às 21 horas e o preço dos
bilhetes variam entre os 30 e os 40€.
“Atmosphere”
deve ser um dos temas em destaque para esta noite, que aqui podemos ver o vídeo
que conta com a participação de Rowetta (cantora de Manchester que já colaborou
em bandas, como os Happy Mondays), retirado da EP “1102 2011", lançado o ano
passado por Peter Hook & The Light.
Nomeada para o Óscar na categoria de Melhor Curta-Metragemde Animação neste corrente ano, “Dimanche” foi realizado e escrito pelo
canadiano Patrick Doyon, e foi o seu primeiro filme. Ainda que tenha estado a
descobrir a usar algumas das ferramentas de um programa da animação, Doyon
trabalhou praticamente com caneta e lápis para criar “Dimanche”, demorando
depois dois anos para ser concluído, criando desenhos individuais em papel, os
executando numa mesa de luz. Todos esses esboços deram para encher 15 caixas em
papel, que depois foram escaneadas para o computador, começando depois a
colorir e a editar. Produzido nos estúdios da National Film Board of Canada, e
para além de ser nomeado ao Óscar, a curta ainda ganhou vários prémios,
incluindo no 34th Denver Film Festival.
“É domingo novamente. Isso significa ir até à igreja com os
avós, um lugar onde os adultos conversam um monte de coisas sem o mínimo de interesse
para um garoto. Por isso é que ele prefere ficar a brincar ao redor da sua casa,
matando o tempo com suas moedas. Mas dessa vez será diferente, porque ele vai descobrir
coisas que nunca imaginava.”
A neozelandesaTamaryn, muito
acarinhada por este blog, está de regresso aos discos, com o seu segundo
trabalho - Tender New Signs
- lançado pela Mexican Summer. A realçar o shoegaze/dreampop, sonoridade já
existente no sucessor “The Waves”, Tamaryn conta novamente com a colaboração de
Rex John Shelverton, para voltar a dar toda essa magia das guitarras
distorcidas, num ambiente que volta a ser bastante emocional. Um álbum a
vasculhar!
O vídeo é da autoria de Grant Singer, e chama-se
“Heavenly Bodies”. Eis o
primeiro single.
Em 82, na cidade de Glasgow, Escócia, Lloyd Cole entra na
universidade para seguir filosofia, conhecendo depois quatro músicos (Blair
Cowan, Lawrence Donegan, Neil Clark e Stephen Irvine), formando uma banda, dando-lhe
o nome de Lloyd Cole & The Commotions.
Dois anos depois (84), conseguem o contracto com a Polydor,
lançando os singles “Perfect Skin” e “Forest Fire”, lançando de seguida o seu
primeiro álbum “Rattlesnakes”,
obtendo um enorme sucesso de vendas e ainda recebendo vastíssimos elogios. Cole
que se inspirou nas letras das suas músicas em várias figuras da cultura pop e
literária como Arthur Lee, Norman Mailer, Grace Kelly, Eva Marie Saint, Simone
de Beauvoir, Truman Capote, e Joan Didion.É lançado mais dois singles, "Rattlesnakes" e "Are You Ready to Be Heartbroken?”.No
ano seguinte sai o 2º álbum – Easy Peaces – tendo tido mais sucesso que o
registo anterior, alcançando o disco de platina no Reino Unido. "Brand New Friend",
"Lost Weekend" e "Cut Me Down", foram os singles retirados
de “Easy Peaces”.
Em 87 é editado aquele viria a ser o último álbum de Cole,
pelos The Commotions. “Mainstream” contava com a produção de Ian Stanley
(ex-Tears for Fears), e os singles "From the Hip", "My
Bag", e "Jennifer She Said", motivou novamente o êxito,
principalmente pelo público inglês, não cativando muito o público
norte-americano. Em 89 é colocado então um ponto final nos The Commotions,
incentivando Lloyd Cole a embarcar numa carreira a solo.
O músico muda-se para Nova Iorque, e lança em 1990 o seu
primeiro trabalho de nome próprio – Lloyd Cole – permanecendo a sonoridade e o
sucesso do seu projecto anterior. “Don't Get Weird on Me Babe” sai no ano seguinte, e
muito bem recebido, devido ao single "She's A Girl And I'm A
Man". Lloyd Cole, continuou a liberar discos, “Bad Vibes” (93), “Love Story” (95), “Music
in a Foreign Language” (03) e mais recentemente, “Broken Record” (10), não obtendo a mesma repercussão do que merecia. Novo álbum está a caminho -Don't Get Weird On Me, Babe - em 2013. Foi devido à
excelente fusão do folk, pop e o rock, mas
sobretudo à voz de Cole, que determinou um dos projectos mais interessantes e marcantes
dos anos 80, e também muito acarinhado em Portugal.
Do fantástico álbum
de estreia - “Rattlesnakes”
– recordo o primeiro single – “Perfect Skin”.
Mais uma das minhas curtas favoritas de Chaplin,
produzida em 1917 por Henry P. Caulfield, e
dirigida, escrita e interpretada por Chaplin. “Easy Street” foi distribuída
pela Mutual Films Corporation, e o elenco é constituído por Edna Purviance,
Eric Campbell, Albert Austin,
entre outros. Durante as filmagens do filme, Chaplin sofre um acidente chegando
mesmo a receber assistência médica, depois de um candeeiro de rua lhe ter caído
em cima,
Enquanto vagueava pelo bairro (Easy Street), Chaplin
conhece uma rapariga (Edna Purviance), que trabalha no centro social e por quem
simpatiza. Para impressiona-la, resolve aceitar o cargo disponível de polícia,
para patrulhar o bairro num meio problemático e violento. Um dos maiores
problemas de Chaplin, é um homem (Eric Campbell), que lidera e domina essa violência e a
insegurança, e que vai tentar enfrentar, conjuntamente ajudar os pobres e
defender as mulheres.
Paul Barker, o ex-companheiro de Al Jourgensen nos Ministry,
Revolting Cocks, Lard e PTP, sendo ainda
fundador de extraordinários projectos, como os The Blackouts, Lead Into Gold,
Pink Anvil e U.S.S.A., lançou recentemente em nome próprio, “Fix This!”. O
álbum conta com a participação de variados músicos como Nivek Ogre (Skinny
Puppy, ohGr), Chris Connelly (Revolting Cocks, Pigface, Murder, Inc.), a jovem
modelo e actriz Taylor Momsen e Alexis S.F. Marshall. Outros destaques vão para
a remistura de “All the Pretty Swindles” pelos Puscifer, e “Heroine's Habit”
num ambiente industrial meio distorcido. Barker expõe todo o seu engenho, num
disco poderoso.
Fica para audição um dos melhores singles de “Fix This!”, “reSpite”
com a participação de Nivek Ogre.