A
curta-metragem “Mechanical Principles” (1930), é um clássico do norte-americano
Ralph Steiner (1899 –1986). Um dos mais relevantes cineastas da vanguarda da década
de 30, Steiner foi fotógrafo e principalmente um pioneiro no registo documental,
ficando sobretudo conhecido com a obra “H2O” (1929). “Mechanical
Principles” faz uma viagem pelo movimento exemplar e de imensa precisão ao interior
de várias máquinas de uma fábrica, algo semelhante aquilo que Charlie Chaplin
viria a fazer mais tarde em “Modern Times” (1936).
A
rotação das engrenagens, pistões a mover para cima e para baixo, a geometria
perfeita e rítmica de um mecanismo em constante movimento, numa espécie de
valsa mecânica.
Mike
Patton está de regresso aos álbuns com os Tomahawk, cinco anos depois de
“Anonymous” (2007). Previsto o seu lançamento para os finais de janeiro de
2013, “Odffellows” é envolvido por magníficos músicos, entre eles Mike Patton
(Faith No More, Fântomas), Duane Denison (The Jesus Lizard, Silver Jews), John Stanier (Battles, Helmet)
e Trevor Dunn (Melvins, Mr. Bungle). O novo álbum foi descrito por Denison,
como “inteligente, cativante… difícil de alguém ficar decepcionado.”
“Stone Letter” é a primeira amostra de “Odffellows”,
e a capa do single e do álbum, foi produzido pelo famoso cartoonista italiano Ivan
Brunetti. O
vídeo foi dirigido por Vincet Forcier, filmado durante a tournée da banda nos
finais de outubro.
Um vídeo realizado pelos animadores Alexander Perrye
Michael Wilson, “Don’t
Worry, Drive on: Fossil Fools & Fracking Lies” tem como principal mensagem,
a iniciativa da redução e da capacidade de cada pessoa ao consumo dos derivados
do petróleo. A gravidade de sermos dominados pelo “hype” da indústria do
petróleo e de nos mantermos acorrentados a um recurso que está a esgotar-se e
que vem como acréscimo prejudicar a economia e o meio ambiente.
E
dentro do espirito de natal, eis uma músiquinha apropriada (ou não) a esta data
festiva. “You Trashed My Christmas” é a nova música dos britânicos The
Primitives, retirada da compilação ”A Christmas
Gift For You From Elephant Records”, definindo com este tema, alguma
amargura referente ao natal, mesmo no vídeo assistirmos Tracy vestida com traje
de natal e ainda umas crianças brincando. A
lembrar que a banda de Tracy Tracy, que ficou sobretudo conhecida devido ao
single “Crash”, regressou este ano aos álbuns com “Echoes and Rhymes”, após 21
de anos de terem lançado “Galore” (1991).
A
continuação de um óptimo natal para todos!
O video “You Trashed My Christmas”, foi dirigído por
Chris Croft.
Na véspera de
natal e já praticamente na recta final de 2012, já é mais que o momento de aqui
fazer um balanço dos melhores discos e livros de banda desenhada, lançados
durante este ano. Este ano até foi
positivo em matéria de música editada, que aqui tentei referir durante este
2012, não conseguindo enfim mencionar todos esses trabalhos que me aliciaram,
mas que posso aqui referir alguns - Converge “All We Love We Leave Behind”, Bob Mould
“Silver Age”, Dexys “One Day I'm Going to Soar”, Iggy Pop “Après”,
Public Image Ltd. “This Is PIL”, Ty Segall “Twins”, A Place to Bury Strangers “Worship”, Bad
Brains “Into the Future” e Leonard Cohen “Old Ideas”. Enquanto à
música nacional, acho que este ano foi um pouco sufocada pela austeridade, não
descobrindo assim discos que sinceramente me tivessem empolgado, escolhendo
aqueles que mesmo assim merecem ser sublinhados. Dentro da banda
desenhada, fui surpreendido com excelentes obras, especialmente com “Fun Home”
de Alison Bechdel, e a continuação da série The Walking Death traduzida para
português, que a Devir este ano tentou publicar mais que um álbum. Segue-se então a
lista de música e dos livros de BD que fizeram parte da minha vida em 2012.
Mais uma vez, a lista está em formato aleatório sem nenhum critério de
preferência. Podem sempre expor.
Animação produzida em 1998, pelo australiano Adam
Elliot (Uncle, Harvie Krumpet, Mary and Max), “Cousin”, foi financiada pela
Australian
Film Commission, SBS Independent e Victoria Film. Construído sobre uma
narrativa e numa abordagem mais minimalista, Elliot recorda a
sua relação de infância com o seu primo (Justin Newlan), que tinha uma
paralisia cerebral. A animação entra pelo mesmo caminho de “Uncle” (1996), com
uma paleta de cores cinzas, que é importante para realçar objectos específicos
do filme.
Adam Elliot faz uma narrativa sobre um jogo com o seu
primo mais velho, que tinha paralisia cerebral e cheirava a alcaçuz.
“Never
Knew Your Name” é já o terceiro single a ser retirado de “Oui Oui Si Si Ja Ja
Da Da”, o décimo álbum dos britânicos Madness, editado nos finais de outubro
pela Lucky 7 Records. O
novo disco foi, uma vez mais, muito bem recebido pelo público inglês e adquirindo
uma nota favorável pela maioria da crítica, só arrecadando uma mais negativa da
parte da NME. Na
minha opinião é um excelente disco, com momentos bem vibrantes que nos
habituaram nos primeiros registos, contendo uma mão cheia de extraordinários temas,
estando de certeza na minha lista dos melhores de 2012. Por
mera curiosidade, a capa do novo disco foi elaborada pelo artista Peter Blake,
o mesmo que ficou responsável por “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band”, dos
Beatles. O titulo “Oui Oui Si Si Ja Ja Da Da”, refere-se ao “Sim” em vários idiomas,
como o francês, espanhol/italiano, alemão/sueco/dinamarquês e
russo/ucraniano/sérvio/romeno.
Conhecida
por estar envolvida ao lado de Faris Badwan (The Horrors), no projecto Cat’s
Eyes, é agora a vez da canadiana Rachel Zeffira se lançar no seu primeiro álbum
a solo. “The Deserters” é sensível, romântico, maravilhoso, com as influências
mais requintadas e delicadas do Dreampop, repleto de absoluta melancolia,
surgindo ainda ritmos do krautrock. Lançado
recentemente pela RAF Records, “The Deserters” conta ainda com a presença de
alguns membros dos britânicos TOY, e de Melissa Rigby (S.C.U.M.). A postura vocal
inocente e amargurada de Rachel Zeffira, é reconfortada especialmente pelo
piano, instrumentos de sopro e de cordas, inclinado para a música clássica e um
pouco para os Cat’s Eyes.
O nome que dá ao disco, “The Deserters”, é também o
nome do primeiro single. O vídeo foi dirigido por Yuval Hen.
“I was
thinking about making the title refer to a mythological, all-encompassing,
giant woman artist.” Scott Walker
Já distinguido pela maioria da crítica como um dos melhores
álbuns do ano, “Bish Bosch”, marca o regresso de Scott Walker aos discos. Músico
com 69 anos de idade, que nos finais dos anos 60 se distinguiu pela sonoridade
do Baroque Pop, vindo-se a afastar desse género familiar que o referenciou,
vagueando agora pelo avant-garde sendo para muitos a melhor fase de Walker.“Bish Bosch” prossegue essa linha de criatividade, com músicas devastadoramente
originais e extremamente complexas.
Após o seu último e elogiado álbum - “The Drift” (2006) –
Walker continua a querer fortalecer, alimentar a sua música em forma de arte, talvez
por isso “Bish Bosch” seja uma homenagem ao célebre pintor alemão Hieronymous
Bosch (c. 1450 – 1516), mostrando em nove músicas, uma visão mais profunda de
contrastes sonoros mais abstractos, embelezando toda essa atmosfera eufónica a
cada pincelada.
Poderá ser um pouco violento e imprevisível para quem digere
a sua música, mas no entanto são as emoções que despertam algo em nós. Existem músicas
que nos levam até à exaustão, tal como “SDSS14+13B (Zercon, A Flagpole Sitter)”
com duração de uns 20 minutos, ou “Corps De Blah” de 10, deambulando por
variados conceitos auditivos, num dinâmico medley de instrumentos, criando uma
exposição anárquica de sons. Quase chega a ser teatral a forma como Walker
canta, parecendo lamentar-se perante o mundo. O tema de abertura “See You Don’t
Bump His Head” serve de aperitivo para o restante alinhamento, numa batida
desordenada, arrastando logo o ouvinte para um ambiente surrealista. Continuando
expostos a ambientes surrealistas, está “Epizootics” e “Dimple”, num delírio
quase profundo. As lâminas se cruzando como instrumento rítmico em “Tar”, ou “The
Day The “Conducator” Died”, percebe-se que o quanto medonho e integrante é a
música de Scott Walker.
Pode não ser um disco acessível de alcançar, mas também nem tudo o que é arte o é!
Tracklist:
01. ‘See You Don’t Bump
His Head’
02. Corps De Blah
03. Phrasing
04. SDSS1416+13B (Zercon, A Flagpole Sitter)
05. Epizootics!
06. Dimple
07. Tar
08. Pilgrim
09. The Day The “Conducator” Died
Produzida no ano de 2004, pelo norte-americano Craig
Macneill, “Late Bloomer” foi uma das curtas-metragens selecionadas para entrar
no Festival Sundance Film, em 2005, e ganhando ainda o prémio público em 2004,
no Festival Placid Film.
Filme narrado pelo escritor Clay Mcleod Chapman,
conta a história de um rapaz (Sam Borenzweig), e dos seus colegas de turma, da
experiência da primeira aula de educação sexual. Uma fusão entre a imagem, a
música, a poesia e poder da mensagem, uma curta repleta de emoções.
Enquanto esperamos pelo novo álbum - Push The Sky
Away - de Nick Cave & The Bad Seeds, a sair lá para fevereiro do próximo ano,
Cave junta-se a Warren Ellis (Dirty Three, Nick Cave & The Bad Seeds,
Grinderman), para trabalhar em mais uma banda sonora. “Lawless” foi lançado nos finais de agosto deste ano, e
para além da produção e participação de Cave e Ellis, também alinha no disco, MarkLanegan, Emmylou Harris, e ainda os veteranos do country e do bluegrass, Ralph
Stanley e Willie Nelson.
Fica apenas para audição “Burnin’ Hell”, uma das
músicas merecidas a realçar.
Após
a Devir ter lançado durante este ano o 3º volume – Segurança na Prisão – da série
The Walking Death, prossegue agora com o 4º volume, “O Desejo do Coração”, já
disponível nas livrarias. A história prossegue com uma nova e misteriosa
personagem, Michonne,
e a ainda desestabilização entre o grupo. Fica aqui uma óptima sugestão para prenda de natal!
“A história de sobrevivência de Ricke o seu grupo continua. A segurança
dentro da prisão pela qual tanto ansiavam não tem chegado e a violência fora da
prisão só é igualada pela no interior do grupo de Rick. A chegada da misteriosa
Michonne
à prisão e os eventos que se desenrolam farão com que todos se questionem
acerca da sua própria natureza e humanidade. Está preparado para descobrir tudo
neste 4º volume? Siga a história de sucesso que deu origem à aclamada série
televisiva!”
Walking Dead Vol 4 – O Desejo do
Coração Autores: Robert Kirkman, Charlie Adlard e
Cliff Rathburn Formato:168×258 mm 136 páginas a preto, capa mole Edições Devir Preço: 14.99€ PVR
Doze
anos depois, Tina Weymouth e Chris Frantz, revivem os Tom Tom Club, lançando
recentemente o EP “Downtown Rockers”. Os
ex membros dos Talking Heads, que fundaram os Tom Tom Club no início dos anos
80, contendo uma sonoridade entre o new wave, o funk e o rock alternativo,
lançaram em toda a sua carreira cinco álbuns, sendo o primeiro – Tom Tom Club –
o mais aclamado da banda. “The Good, The Bad, and the Funky” (2000), foi o
último trabalho do casal.
Com
ascendências da bossa nova, “Kissin’ Antonio” é já o 2º single a retirado do EP
“Downtown Rockers”, sendo o vídeo produzido por estudantes da escola de design Rhode
Island, local onde Weymouth e Frantz conheceram David Byrne nos anos 70, ainda antes
de formarem os Talking Heads.
Após
o intenso álbum de estreia – “Soft Moon” de 2010 – o multi-instrumentista Luis
Vasquez ingressa de novo a uma viagem sonora solitária, criando mais uma vez um
ambiente sombrio ao redor das suas músicas, mas coberto de sentimentos
distintos. A
sonoridade minimalista dos Soft Moon é definida pelo post-punk, desenvolvida
por outras vertentes como o darkwave, synthpop, industrial ou o krautrock. “Zeros”
chega a ser estranhamente atraente, concentrado de criatividade com reflexos fantasmagóricos, óptimo
para uma banda-sonora de um filme de John Carpenter. Na maioria
instrumental, ocorre por vezes a voz de Vasquez a parecer sussurrar e noutros
momentos ecoando, embebido numa sonoridade tempestuosa e evolvente de nos transportar para um
universo absolutamente alucinante. A
apresentação inicial é feita com o sinistro “It Ends”, passando de imediato
para “Machines”, num cenário agitado de ritmos rodeado de gritos bem distantes.
A densa e sombreada “Insides” a reviver os The Cure, sermos apenas baralhados pela
voz solitária de Vasquez. A indestrutível “Remember The Future”, misteriosa e
sedutora “Die Life”, ou a tribal “Want”, faz reconhecer que “Zeros” se trata de
um álbum tremendo.
Edward
F. Cline junta-se novamente a Buster Keaton para dirigir no ano de 1921, a curta-metragem
“Hard Luck”. Durante 60 anos, esta curta foi dada como perdida, por estar muito
mal conservada, sendo depois restaurada em 1987.
Para
além de Buster Keaton, o elenco é preenchido por Virgínia Fox, Joe Roberts e
Bull Montana.
Keaton faz de um rapaz com alguma falta de sorte,
que decide cometer o suicídio depois de perder o trabalho e a sua namorada.
Depois de várias tentativas falhadas, ouviu uma conversa de capturar um
determinado animal raro (Tatu), que resolveu de imediato voluntariar-se, sem
ter a mínima ideia o quanto difícil é ter que o agarrar. Essa sua confiança torna-se a sua ruína.
Outro disco a sair com o selo da Sacred Bones de
enorme qualidade. “Playin' in Time with the Deadbeat” é o novo e o terceiro
álbum dos australianos Slug Guts, com a sonoridade e qualidade muito próxima do
registo anterior. Influenciados por bandas como os The Scientists, The BirthdayParty, The Triffids ou os Pussy Galore, também os Slug Guts agitam com intensidade
as guitarras e JD, com arrogância a voz.
“Scum” é uma das primeiras amostras do novo álbum,
com direito a vídeo.
Um
tributo à bicicleta, numa curta de animação do argentino Luís Paris. Num
ambiente onde predomina o preto e o branco, “Pasajes” é uma deliciosa curta onde
a bicicleta destaca-se, num testemunho de uma viagem entre paisagens onde os
teus tios, o pai, e o avô de Paris já antes percorreram. A banda sonora é recheada por “Andina", música
de Dino Saluzzi.
Foi
no ano de 1967 que nasce uma das bandas mais emblemáticas do rock de garagem, sendo
também um dos principais precursores da cena punk. Formados
em Ann Arbor, Michigan, Estados Unidos, por Iggy Pop (James Newell Osterberg), os irmãos,
Ron e Scott Asheton, e Dave
Alexander, os The Stooges eram classificados com uma sonoridade entre o protopunk
e o rock de garagem. Após Iggy ter permanecido em bandas como os The Iguanas e
os The Prime Movers como baterista, resolveu mais tarde formar os The Stooges,
sendo a primeira actuação ao vivo da banda na universidade de Michigan. Devido
à performance de Iggy em palco, numa conduta completamente frenética e
totalmente primitiva, ganhando aí imensa reputação. Em 1968, Danny Fields da Elektra Records,
encontrava-se em Detroit a ver um espectáculo ao vivo dos MC5, acabando também
de assistir aos dos The Stooges, gostando imenso. Devido a esse evento, Fields,
resolve fazer um contracto com a banda para a gravação de três álbuns. O
primeiro saiu em agosto de 69, “The Stooges”, não sendo muito bem recebido
perante a crítica e publico. Os primeiros singles, “I Wanna Be Your Dog” e
“1969”, apenas colocaram o álbum na 106ª posição na Billboard. Com a
ajuda de John Cale na produção, talvez por isso o realce das guitarras mais
sujas e destorcidas de Ron Asheton, também outros temas destacavam-se neste
excelente disco, como “No Fun” e “Ann”. No
ano seguinte – 1970 – foi editado o segundo trabalho dos The Stooges – “Fun
House” – que contava com participação do saxofonista Steve Mackay, que conduzia a um
registo com ambientes de jazz, mas de uma energia maníaca, não conquistando
mais uma vez o público, mesmo contendo extraordinários singles como “T.V. Eye”,
“Loose” e “1970”. Depois desse insucesso, a Elektra Records determina a não
arriscar num terceiro álbum, rescendido o contracto com a banda. Em 1971, Iggy
tentava livrar-se da droga e conhece David Bowie, na altura em que lançava
“Ziggy Stardust”.Bowie tornando-se grande amigo de Iggy Pop, leva este e James Williamson
para Inglaterra e resolve ajudar banda, conseguindo um contracto com a Columbia Records. Foi então a
oportunidade de a banda regressar aos discos, novamente com a participação de
Ron e Scott Asheton. “Raw Power” é então lançado em 1973, assino por Iggy and
The Stooges, contendo os singles “Search and Destroy” e “Gimme Danger”, sendo
recebido melhor que os anteriores. Mesmo assim não foi o suficiente para
aguentar a banda junta por muito mais tempo, terminado no ano de 1974. Iggy Pop
junta-se como músico ao lado de David Bowie, seguindo depois por uma carreira a
solo em 1976, sendo “Idiot” e “Lust for Life”, ambos de 1977, os seus primeiros
e aclamados discos. James Williamson ainda se junta as Iggy para liberar o
álbum “Kill City”, enquanto aos irmãos Asheton seguem por outros projectos
musicais. É importante
ainda aqui referenciar outros magníficos discos de Iggy Pop a solo, como “Blah
Blah Blah” (1986), “Brick by Brick” (1990), “American Caesar” (1993), e num
registo bem diferente, dentro do jazz o “Préliminaires” (2009). Em 2003 é o
regresso anunciado de Iggy and The Stooges ao activo, apenas com um novo
integrante Mike Watt no lugar de Dave Alexander, músico que viria a morrer em
meados dos anos 70, com um edema pulmonar. Após inúmeros concertos, é lançado
em 2007 um novo álbum, “The Weirdness”, pela Virgin, estando na sua produção
Steve Albini. Em
2009 é anunciada a morte de Ron Asheton devido a um enfarte, mas Iggy continua a
querer manter o legado vivo, com concertos e ainda com um possível disco de
originais. Iggy
Pop continua ser um divulgador e uma das maiores referências do punk e do rock,
influenciando inúmeras bandas e músicos, Ramones, Sex Pistols, Black Flag,
Sonic Youth, Red Hot Cilli Peppers,Joy Division, Alien Sex Fiend, e entre
outros. Em
2010, os The Stooges ainda tiveram direito a estar no passeio do Rock and Roll
Hall of Fame.