O
antigo membro dos Kraftwerk – Karl Bartos – mostra o primeiro single do seu
segundo álbum a solo de nome “Off the Record”, estando previsto o seu
lançamento para 15 de março.
O
músico alemão foi um dos membros relevantes e criativos dos Kraftwerk, que em
91 deixa a banda para desenvolver no ano seguinte os Elektric Music. Desse
projecto, Bartos lançou 3 discos, sendo o último lançado em 98. Juntou-se a
Bernard Sumner (New Order, Joy Division) e a Johnny Marr (The Smiths), para os
auxiliar no álbum “Raise the Pressure” (1996), segundo trabalho dos
Electronic’s, e em 2003 edita o seu primeiro disco a solo, “Communication”. Dez
anos depois, regressa com “Off the Record”, um registo que promete ingressar numa
sonoridade próxima daquilo que fazia inicialmente.
“Atomium”
serve de avanço de “Off the Record”. Eis o vídeo:
"César" é um festival que decorre todos os anos em França, Paris, com a finalidade de
reconhecer o cinema francês em várias categorias. Cerimónia que decorre desde
1976, só em 2011 é que surgiu a categoria de Melhor Filme de Animação, uma excelente
homenagem à “Animação Francesa”.
Evento
a decorrer no dia 22 de fevereiro, e na categoria da animação, foram cinco seleccionadas
ao prémio, estando entre elas curtas e longas-metragens.
Na lista dos nomeados estão: “Edmond Was a
Donkey”, de Franck Dion, “Oh Willy…” de Emma De Swaef e Marc
James Roels, “Ernest and Celestine” de Benjamin Renner, Vincent Patar e Stéphane
Aubier, “Kirikou and the Men and Women” de Michel Ocelot, e por fim, “Zarafa”
de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie.
Mostro-vos
um excerto de “Ernest et Celéstine”, na minha opinião, um dos filmes indicados
mais interessantes.
Após ter lançado o distinto “Psicotic Jazz Hall” em 2011, Victor Afonso, sob o pseudónimo de Kubik, editou recentemente “Music for Trevor Reznik”, o novo EP influenciado, mais uma vez, pelo cinema. Trevor Reznik é a personagem interpretada por Christian Bale, no filme alienado “The Machinist” de Brad Anderson, e que Kubik em 6 temas de teor experimental e eletrónico, arquitecta uma banda sonora que bem podia jogar com todo o perfil do filme.
Editado em online pela MiMi Records, o EP está disponível em formato gratuito aqui.
“Basso Profondo” é o primeiro single e vídeo a ser mostrado de “Music for Trevor Reznik”.
“When you’ve got
a nice ballad, you really gotta try and ruin it.” Russell
Mael, 1975.
“Kimono
My House” foi o terceiro álbum e aquele que teve efectivamente mais impacto na
carreira dos norte-americanos Sparks.
Após
terem gravado dois álbuns pela Bearsville Records, os irmãos Ron e Russell Mael,
mudam de editora assinando pela Island Records em 1973, acabando por ser
lançado no ano seguinte “Kimono My House”, nome inspirado na música “Come on-a
My House” de Rosemary Clooney. Produzido por Muff Winwood, o álbum nascia num período
em que o glam rock dominava em Inglaterra, encaixando-se perfeitamente nesse
género actual, num teor mais experimental entre o rock e o electrónico, algo
que David Bowie e os Roxy Music já confeccionavam. O disco não teve grande sucesso
nos Estados Unidos, ao contrário da Europa tendo um impacto muito
significativo, principalmente no Reino Unido, que rendeu-se
às canções bem-humoradas e vanguardistas dos dois irmãos. Para além da música, também
a imagem desproporcionada dos dois, causou um grande impacto perante o público.
A figura sisuda, juntamente com o bigode à “Hitler” de Ron, e o extravagante e energético
Russel, deram também uma sensação muito interessante a toda a essa encenação
musical.
“This
Town Ain't Big Enough For Both Of Us” e “Amateur Hour”, foram os singles que praticamente
popularizaram o álbum, chegando a alojar-se no topo das tabelas de vários
países da europa. As críticas elogiosas não ficaram apenas nestes dois temas,
também os “Thank God It’s Not Christmas” e “Hasta Mañana, Monsieur”, aliciaram
imenso o público. Os Sparks antecipam o new-wave e o punk com “Talent is an
Asset”, e terminando com “Equator”, com contornos jazzísticos e vocais
operísticos, outras das duas músicas a destacar forçosamente.
“Kimono
My House” foi muito marcante na minha adolescência, tal como foi para Kurt
Cobain, sendo um dos seus discos favoritos. Também influenciou inúmeros músicos
e bandas, como Morrissey, Franz Ferdinand, Arcade Fire, Cait Brennan, MGMT, e
entre outros. Também foi um dos registos selecionado para os "1001 Discos
Para Ouvir Antes de Morrer", um livro criado por Robert Dimery, o co-fundador
da Revista Rolling Stone.
Sparks “Kimono
My House” (Island_1974)
“This Town Ain't Big Enough For Both Of Us” foi o primeiro
single responsável para o sucesso deste disco. Eis o vídeo.
Vencedor ao Óscar de Melhor
Curta de Animação no ano de 1989, “Balance” é uma excelente curta alemã,
dirigida e produzida pelos irmãos gémeos Wolfgang e Christoph Lauenstein. A
animação tem como mensagem o retrato da nossa sociedade, onde o nosso equilíbrio
é muitas vezes precário e as relações humanas menos demonstradas no altruísmo,
mas sim no egoísmo. O que importa é que não somos todos iguais, ainda que
incógnitos e calados, podemos ter cada vez mais parte activa para mudar o
"Espaço Público" mais abrangente e aprofundado.
“O filme retrata cinco indivíduos que vivem em uma
plataforma que flutua pelo espaço. Sempre que um deles se move, os outros tem
que se mover mantendo o equilíbrio para a plataforma não virar. O grupo trabalha
de forma cooperativa até que um deles puxa uma caixa para a plataforma.”
“Sad
Eyes” é já o quarto single a ser retirado do aclamado “(III)”, o mais recente álbum
dos Crystal Castles editado nos finais de 2012.
A
lembrar que o duo canadiano Ethan Kath e Alice Glass estão de regresso a Portugal
para dois concertos: o primeiro na cidade Porto, dia 16/02, no Hard Club, e no
dia seguinte em Lisboa, na Sala TMN.
O
vídeo foi dirigido por Rob Hawkins, que já trabalhou anteriormente com a banda,
e ainda por Marc Pannozzo, filmado nas cidades de Berlim e Toronto.
Oriundos
da Noruega, os Monomen fazem parte de um vasto leque de novas bandas que
perseguem o post-punk e o synthpop como influências.
Elogiados
e atraídos pela imprensa do seu próprio país, a banda liderada por RangnesKristian, lançaram em 2006 um EP, e no
ano seguinte o primeiro registo de longa duração – Monomen – sendo o
último trabalho produzido pela banda, e que é pena.
“Drum
of Glass” foi retirado do último trabalho, um dos melhores temas do álbum.
Foi
editado pela Rhino no dia 14 de janeiro, “Lost Sirens”, o novo trabalho dos New
Order, embora todas canções sejam rebuscadas das sobras do último trabalho da
banda britânica - “Waiting for the Sirens' Call”
(2005).
Após
o último disco, Peter Hook desvincula-se da banda por motivos de alguma frustração
e de desentendimentos com os restantes membros. Em 2007 os New Order
desaparecem devido a essas lacunas entre Hook e Bernard Summer. Desde aí Summer
forma os Bad Lieutenant, lançando o álbum de estreia “Never Cry Another Tear”
(2009), e Hook junta The Light ao seu nome, lançando em 2011 um EP com novas
versões dos Joy Division e fazendo inúmeros concertos, promovendo a música da
banda de Ian Curtis, e mais recentemente os primeiros discos dos New Order.
Em
2011 com o retorno anunciado dos New Order, mas sem a presença de Hook, foi então
anunciado o lançamento de “Lost Sirens”, oito canções desaproveitadas e
inéditas de “Waiting for the Sirens' Call”.
Nesse
alinhamento podemos encontrar “Hellbent”, música não totalmente
desconhecida, já que encontra-se na compilação, “Total: From Joy Division to
New Order” (2011), e que justifica estar neste registo. “I’ll Stay
With You” é provavelmente o melhor single, inteiramente energético, combinado
pelo pop, rock e o eletrónico, sonoridade definida pela banda na década de 80. “Lost
Sirens” até foi muito bem recebido pela crítica, chegando Andy Gill (um
dos jornalistas mais reputados do The Independent's), afirmar que este álbum superava
“Waiting for the Sirens' Call",
recomendando “Sugarcane”, “I Told You So” e “Hellbent”, como as melhores músicas do
disco.
Não
é o melhor disco, mas é sempre um prazer enorme sentir que a música dos New
Order ainda subsiste.
Tracklist:
01. I’ll Stay With You
02. Sugarcane
03. Recoil
04. Californian Grass
05. Hellbent
06. Shake It Up
07. I’ve Got A Feeling
08. I Told You So
New Order “Lost
Sirens” (Rhino/Warner) – 6,5/10
"I’ll Stay
With You” é um dos meus singles favoritos deste mini álbum, e com ele que quero
que fiquem.
Produzido no estúdio ucraniano VUFKUem 1929, pelo russo Dziga
Vertov, “The Man with a Camera” (Chelovek s kinoapparatom), é um dos mais
importantes documentos do cinema, sobretudo pela variedade de técnicas exibidas.
Num estilo avant-garde, Vertov inventou,
implantou e desenvolveu, tudo muito pensado ao pormenor, a transição de um
simples fotograma, a complexa disposição narrativa mantendo a ideia poética
são, por si sós, uma lição de cinema.
Filmando o quotidiano de
algumas cidades russas como Moscovo ou Odessa, desde o amanhecer ao anoitecer, do
nascimento à morte, com impressionantes imagens editadas num género experimental,
quase vanguardista.
Grande marco do cinema soviético do período Lenin. “The Man with a Camera” é
o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a
dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica.
Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda
(Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da
realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o
cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual.
Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é
composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por
Dziga Vertov.
Luis
Vasquez que opera sob o nome de Soft Moon, mostra mais um single do seu mais
recente álbum – “Zeros” – lançado no último trimestre de 2012.
“Die
Life” é o segundo avanço de um dos álbuns que mais me seduziu em 2012, e um dos
singles mais atraentes e envolventes de “Zeros”.
O
músico ainda anunciou uma tournée a começar já no início deste ano, que inclui também
a europa, ficando, infelizmente, de fora Portugal na lista de actuações de
Vasquez.
Um vídeo de enorme qualidade em preto-e-branco, num
ambiente sonoro nebuloso e sedutor.
Foi
durante o 23º Amadora BD (2012), que foi lançado pela
Edições Polvo, “Três Sombras”, o último trabalho de BD do argumentista e
desenhador francês Ceryl Pedrosa. Após de ter lançado “Portugal”, um traço
biográfico às suas raízes e memórias de Portugal, Pedrosa em “Três Sombras”
aborda a morte como tema central, a discordância entre a magia do mundo
infantil e a amargura do mundo adulto, o medo, especialmente quando se perde um
ente querido, o seu filho mais pequeno devido a doença, aconselhar a enfrentar
certos obstáculos no intuito de proteger de quem mais amamos.
Traço
fino a preto e branco, expressivo e singular, faz desta história de
quadradinhos bastante cativante, maravilhosa e que nos retém.
Esta obra foi ainda reconhecida com dois prémios
importantes do famoso Festival de Angoulême, em França.
“Joachim e seus pais levam uma vida tranquila em uma
pequena casa no campo. A aparição de três sombras no alto de uma colina, no
entanto, corrói a harmonia da vida em família e enche os pais de dúvidas.
Seriam viajantes? Por que estão rondando a casa? A cada tentativa de
aproximação, as figuras misteriosas desaparecem. Logo, eles percebem que as
sombras estão ali para buscar Joachim. Recusando-se a aceitar esse fato, o pai
foge com o filho em uma viagem febril e desesperada, sempre com as sinistras
sombras em seu encalço.
Joachim deixa assim seu mundo idílico pela primeira vez para viajar por terras
hostis em um navio precário, onde conhecerá um mundo cercado de adultos
trapaceiros e imorais. Três sombras é um romance de aventura, com
contornos épicos, e que explora subtilmente questões de ordem filosófica e
moral.”
Três Sombras, de Cyril
Pedrosa Polvo 272 pág impressas a preto Outubro 2012 PVP: 17,00 Euros
No
dia 4 de fevereiro é lançado o segundo trabalho dos escoceses Veronica Falls,
que em 2011 nos presentearam “Veronica Falls”, o inspiradíssimo e o
entusiástico álbum de estreia. As críticas foram muito positivas, deixando-os
bastante mais compenetrados e confiantes em relação à produção de um novo disco.
Inspirados
pelo pop vintage dos anos 60 e o noise, devido à grande envolvência ruidosa das
guitarras, combinando ainda influências dos My Bloody Valentine e dos Smiths. Em
2013 surge mais um par de singles, não os achando tão irresistíveis como ao do álbum
anterior, mas a voz romântica e agridoce de Roxanne Clifford, consegue
embelezar espontaneamente cada música. “Waiting
For Something to Happen” é um álbum mais arrojado e limpo, procurando evoluir
por outros caminhos, como o indie rock, e numa linha mais discreta o jangle-pop
e o dream-pop, é a nova essência deste segundo disco. O primeiro single “Teenage”
é a prova de que algo mudou, que foi acrescentado às canções mais vida e harmonia,
a evoluir para uma entidade mais pop. O guitarrista James Hoare participa vocalmente
mais neste disco, “Tell Me” é uma das músicas em que a sua voz se mistura com a
de Clifford, fazendo-me recordar momentos de os Fairport Convention, na fase
mais rock, onde muitas vezes Sandy Denny e Richard Thompson intercalavam a sua
voz. “My Heart Beats”, música que ficou de fora no primeiro disco e que foi
agora resgatada, perfeita agora para brilhar neste alinhamento. Destaca-se
também “Shooting Star”, uma das minhas favoritas, “Buried Alive”, “So Tired”, e
o melodioso “Daniel”. Um
disco agradável, para inaugurar o ano!
Tracklist:
01. Tell Me
02. Teenage
03. Broken Toy
04. Shooting Star
05. Waiting For Something To Happen
06. If You Still Want Me
07. My Heart Beats
08. Everybody's Changign
09. Buried Alive
10. Falling Out
11. So Tired
12. Daniel
13. Last Conversation
Veronica Falls
“Waiting For Something To Happen” (Bella Union) – 6,5/10
Eis o vídeo “Teenage”, a canção de apresentação
deste álbum.
Após
ter seduzido com a curta-metragem “3x3”, vencendo na primeira edição do Prémio
Zon (2008), segue-se “Momentos”, galardoada com o Prémio Público no Opuzen Film
Festival, na Croácia.
Realizado
em 2010 pelo português Nuno Rocha, a curta foi produzida na cidade do Porto,
que envolveu umas 30 pessoas. No elenco fazem parte Rui Pena (mendigo), Ana
Ferreira (mãe), Débora Ribeiro,Valdemar Santos, Ricardo Azevedo, Teresa
Loureiro, Diogo Barroso, Pedro Resende e Vítor Nunes.
Um
mendigo vive em frente a uma loja vazia. Numa noite, surge dois homens numa
carrinha e começam a colocar televisões no interior dessa loja. O mendigo tenta
entender o que está a acontecer…
Banda grega, os Sleepin
Pillow percorrem pelo rock experimental / progressivo, infiltrando algumas
influências da música tradicional grega e até mesmo oriental. Gostei sobretudo
da criatividade da banda, da forma que conseguiram diferenciar-se do
tradicional, inovando e transmitindo uma musicalidade bastante inteligente.
Umas das bandas mais
reverenciadas na Grécia, os Sleepin Pillow formados em 2004, contam já com dois
excelentes registos, “Apples
On An Orange Tree” (2008), e “Superman's Blues” (2010).
E
é do último disco que vos mostro “An Idiot's Point Of View”, um dos grandes temas de “Superman's
Blues”.
Curta-metragem de animação produzida por Emily
Smith, com retoques em aguarela e depois concluída em Photoshop. Um belíssimo desenho
animado, onde mostra que vale a pena arriscar e experimentar novos conceitos e
estilos de animação, conseguindo atingir um patamar muito mais alto.
Ornithophobia é a história de um
gato que enfrenta o seu medo por pássaros.
A banda inglesa The Pogues celebrou o ano passado o
seu 30º aniversário, lançando uma box – "The Pogues In Paris: 30th
Anniversary Concert At The Olympia" – concerto que a banda de Shane
MacGowan realizou no dia 11 de Setembro de 2012. Essa caixa contém 2 CD’s, um DVD
do concerto e ainda com alguns extras de um espectáculo dado para uma TV
francesa em 1986. Também vem incluído um livro com fotos inéditas.
Fica aqui um dos momentos desse concerto em Paris,
com “The Sunnyside of the Street”.
Uma
das minhas bandas de distinção, os Big Black, foi fundada por Steve Albini em
1981, em Evanston, Illinois, Estados Unidos. Influenciado
na altura pelo punk, Albini trabalhava numa rádio local onde colocava música,
apostando mais tarde em comprar um Roland TR-606 Drum Machine, começando a
tocar em universidades e a compor as suas próprias músicas. Com grande
dificuldade em encontrar músicos que o cativassem, comprou uma guitarra
eléctrica começando a gravar algumas músicas durante o verão de 1981,
manipulando a guitarra, o baixo e a sua voz, com a ajuda de Roland TR-606 para
a bateria. O EP “Lungs” seria o seu primeiro trabalho lançado em 82, contendo
seis músicas, reeditado depois em 92. Era então que Albini formava os Big
Black, afirmando que o titulo vinha do conceito do grande, do sinistro, do
escuro, algo que todas as crianças tinham medo. Influenciado por bandas como os
Suicide, Iggy Pop,Cabaret Voltaire, Killing Joke e os The Cure, Albini consegue acertar com o
primeiro e novo membro para a banda, o guitarrista Lyle Preslar (Minor Threat),
que rapidamente achou-o bastante incompatível com a sua música. “Lungs” passa
pelas mãos de John Babbin, que é lançado apenas 1.500 cópias pela Ruthless
Records nos finais de 82. Em
83, Albini conhece o vocalista dos Naked Raygun, Jeff Pezzati, ao qual foi
seduzido para se integrar nos Big Black como baixista. Junta-se ainda ao grupo,
o guitarrista Santiago Durango, também dos Naked Raygun, com imensa capacidade
de trabalhar nos arranjos e ajustes das músicas, ajudando imenso a refinar as
ideias de Albini. É
lançado em 83 mais um EP, “The Bulldozer”, que continha a participação de Pat
Byrne (Urge Overkill), na bateria. Este lançamento começou a ganhar
popularidade, sobretudo em Chicago, tentando aventurar-se por outras cidades
norte-americanas, com concertos mais intimistas. A sonoridade agressiva e
ruidosa, não seduziu muito o público que nessa altura estava muita atenta ao
punk, e as mensagens satirizando o racismo, o sexismo, o machismo, e todos
estereótipos da homossexualidade, também não ajudou muito, levando algumas
pessoas a denominarem-no de fanático. Mesmo essas análises mais negativas sobre
a banda e mantendo sempre os seus princípios firmes, assinam um novo contracto
com a Homestead, lançando em 84 o EP “Racer-X”, que após a sua gravação,
Pezzati resolve sair amigavelmente, devido ao trabalho cada vez mais exigente
da banda. Dave Riley substitui Pezzati e começam a trabalhar no primeiro
trabalho de longa duração, que viria a ser editado em 86. “Atomizer” um álbum
poderoso, explicitamente misantrópico e muito
bem-sucedido, onde mais uma vez continha temas bem controversos, tais como a
pedofilia na musica “Jordan, Minnesota”, piromania, o suicídio em "Kerosene",
racismo em "Passing Complexion” e o alcoolismo. Em 87 a banda assina pela Touch and Go, e lança o EP “Headache”
não sendo muito bem recebido pela própria banda, devido alguns desentendimentos
e também de algum desgaste. Foi então decidido o fim da banda, mas antes ainda
gravaram “Songs About Fucking” (1987), e realizando uma enorme tournée que
passou pela Europa, Estados Unidos e Austrália. “Songs About Fucking” recebeu críticas
bem positivas, sendo considerado por muitos, o seu melhor registo e o que
definiu o som da banda. Após o fim dos Big Black, Albini forma os Rapeman (87 – 89), e em
92 os Shellac, que ainda persistem. Também tem trabalhado como produtor com
bandas como os Pixies, Nirvana,
PJ Harvey, The Wedding Present, Jarvis Cocker, The Breeders, The Jesus Lizard,
e entre outros. Foram também um dos principais percursores do rock industrial,
e influenciando inúmeras bandas.
Deixo para audição dois temas, “Texas” do EP “Bulldozer”,
e em seguida “Bazooka Joe” do LP “Atomizer”. Boas audições!
Foi
o décimo dos doze filmes a ser desvinculado pela Mutal Film, a principal base
de consolidação de Charlie Chaplin, tanto como actor, como director e também
como argumentista. A
curta-metragem “The Cure” foi produzida no ano de 1917, por Henry P. Caulfield,
ficando na parte da direcção e argumento, Charlie Chaplin. No elenco é uma vez
mais preenchido pelos actores Eric Campbell, Edna Purviance, Henry Bergman, e
num papel mais módico, Albert Austin.
Nesta
curta, Chaplin resolve fugir um pouco ao papel que o caracteriza, o tradicional
vagabundo, para agora adaptar a personagem de um rico alcoólatra, que procura
arranjar cura para o seu grande problema.