quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Karl Bartos “Atomium”


O antigo membro dos Kraftwerk – Karl Bartos – mostra o primeiro single do seu segundo álbum a solo de nome “Off the Record”, estando previsto o seu lançamento para 15 de março.
O músico alemão foi um dos membros relevantes e criativos dos Kraftwerk, que em 91 deixa a banda para desenvolver no ano seguinte os Elektric Music. Desse projecto, Bartos lançou 3 discos, sendo o último lançado em 98. Juntou-se a Bernard Sumner (New Order, Joy Division) e a Johnny Marr (The Smiths), para os auxiliar no álbum “Raise the Pressure” (1996), segundo trabalho dos Electronic’s, e em 2003 edita o seu primeiro disco a solo, “Communication”. Dez anos depois, regressa com “Off the Record”, um registo que promete ingressar numa sonoridade próxima daquilo que fazia inicialmente.

“Atomium” serve de avanço de “Off the Record”. Eis o vídeo:

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

As animações nomeadas para o Prémio "César"

"César" é um festival que decorre todos os anos em França, Paris, com a finalidade de reconhecer o cinema francês em várias categorias. Cerimónia que decorre desde 1976, só em 2011 é que surgiu a categoria de Melhor Filme de Animação, uma excelente homenagem à “Animação Francesa”.
Evento a decorrer no dia 22 de fevereiro, e na categoria da animação, foram cinco seleccionadas ao prémio, estando entre elas curtas e longas-metragens.
Na lista dos nomeados estão: “Edmond Was a Donkey”, de Franck Dion, “Oh Willy…” de Emma De Swaef e Marc James Roels, “Ernest and Celestine” de Benjamin Renner, Vincent PatarStéphane Aubier, “Kirikou and the Men and Women” de Michel Ocelot, e por fim, “Zarafa” de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie.

Mostro-vos um excerto de “Ernest et Celéstine”, na minha opinião, um dos filmes indicados mais interessantes.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Kubik lança EP “Music for Trevor Reznik”


Após ter lançado o distinto “Psicotic Jazz Hall” em 2011, Victor Afonso, sob o pseudónimo de Kubik, editou recentemente “Music for Trevor Reznik”, o novo EP influenciado, mais uma vez, pelo cinema. Trevor Reznik é a personagem interpretada por Christian Bale, no filme alienado “The Machinist” de Brad Anderson, e que Kubik em 6 temas de teor experimental e eletrónico, arquitecta uma banda sonora que bem podia jogar com todo o perfil do filme.
Editado em online pela MiMi Records, o EP está disponível em formato gratuito aqui.

“Basso Profondo” é o primeiro single e vídeo a ser mostrado de “Music for Trevor Reznik”.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Sparks “Kimono My House”



“When you’ve got a nice ballad, you really gotta try and ruin it.” Russell Mael, 1975.

Kimono My House” foi o terceiro álbum e aquele que teve efectivamente mais impacto na carreira dos norte-americanos Sparks.
Após terem gravado dois álbuns pela Bearsville Records, os irmãos Ron e Russell Mael, mudam de editora assinando pela Island Records em 1973, acabando por ser lançado no ano seguinte “Kimono My House”, nome inspirado na música “Come on-a My House” de Rosemary Clooney. Produzido por Muff Winwood, o álbum nascia num período em que o glam rock dominava em Inglaterra, encaixando-se perfeitamente nesse género actual, num teor mais experimental entre o rock e o electrónico, algo que David Bowie e os Roxy Music já confeccionavam. O disco não teve grande sucesso nos Estados Unidos, ao contrário da Europa  tendo um impacto muito significativo, principalmente no Reino Unido, que rendeu-se às canções bem-humoradas e vanguardistas dos dois irmãos. Para além da música, também a imagem desproporcionada dos dois, causou um grande impacto perante o público. A figura sisuda, juntamente com o bigode à “Hitler” de Ron, e o extravagante e energético Russel, deram também uma sensação muito interessante a toda a essa encenação musical.
This Town Ain't Big Enough For Both Of Us” e “Amateur Hour”, foram os singles que praticamente popularizaram o álbum, chegando a alojar-se no topo das tabelas de vários países da europa. As críticas elogiosas não ficaram apenas nestes dois temas, também os “Thank God It’s Not Christmas” e “Hasta Mañana, Monsieur”, aliciaram imenso o público. Os Sparks antecipam o new-wave e o punk com “Talent is an Asset”, e terminando com “Equator”, com contornos jazzísticos e vocais operísticos, outras das duas músicas a destacar forçosamente.
Kimono My House” foi muito marcante na minha adolescência, tal como foi para Kurt Cobain, sendo um dos seus discos favoritos. Também influenciou inúmeros músicos e bandas, como Morrissey, Franz Ferdinand, Arcade Fire, Cait Brennan, MGMT, e entre outros. Também foi um dos registos selecionado para os "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer", um livro criado por Robert Dimery, o co-fundador da Revista Rolling Stone.

Sparks “Kimono My House” (Island_1974)

“This Town Ain't Big Enough For Both Of Us” foi o primeiro single responsável para o sucesso deste disco. Eis o vídeo.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Balance (1989)


Vencedor ao Óscar de Melhor Curta de Animação no ano de 1989, “Balance” é uma excelente curta alemã, dirigida e produzida pelos irmãos gémeos Wolfgang e Christoph Lauenstein. A animação tem como mensagem o retrato da nossa sociedade, onde o nosso equilíbrio é muitas vezes precário e as relações humanas menos demonstradas no altruísmo, mas sim no egoísmo. O que importa é que não somos todos iguais, ainda que incógnitos e calados, podemos ter cada vez mais parte activa para mudar o "Espaço Público" mais abrangente e aprofundado.

“O filme retrata cinco indivíduos que vivem em uma plataforma que flutua pelo espaço. Sempre que um deles se move, os outros tem que se mover mantendo o equilíbrio para a plataforma não virar. O grupo trabalha de forma cooperativa até que um deles puxa uma caixa para a plataforma.”

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Crystal Castles “Sad Eyes”


“Sad Eyes” é já o quarto single a ser retirado do aclamado “(III)”, o mais recente álbum dos Crystal Castles editado nos finais de 2012.
A lembrar que o duo canadiano Ethan Kath e Alice Glass estão de regresso a Portugal para dois concertos: o primeiro na cidade Porto, dia 16/02, no Hard Club, e no dia seguinte em Lisboa, na Sala TMN.

O vídeo foi dirigido por Rob Hawkins, que já trabalhou anteriormente com a banda, e ainda por Marc Pannozzo, filmado nas cidades de Berlim e Toronto. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

[10] Grickle “Arctic Holiday”



GrickleArctic Holiday”


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Monomen “Drum of Glass”

Oriundos da Noruega, os Monomen fazem parte de um vasto leque de novas bandas que perseguem o post-punk e o synthpop como influências.
Elogiados e atraídos pela imprensa do seu próprio país, a banda liderada por Rangnes Kristian, lançaram em 2006 um EP, e no ano seguinte o primeiro registo de longa duração – Monomensendo o último trabalho produzido pela banda, e que é pena.

“Drum of Glass” foi retirado do último trabalho, um dos melhores temas do álbum. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

New Order “Lost Sirens”


Foi editado pela Rhino no dia 14 de janeiro, “Lost Sirens”, o novo trabalho dos New Order, embora todas canções sejam rebuscadas das sobras do último trabalho da banda britânica - “Waiting for the Sirens' Call” (2005).
Após o último disco, Peter Hook desvincula-se da banda por motivos de alguma frustração e de desentendimentos com os restantes membros. Em 2007 os New Order desaparecem devido a essas lacunas entre Hook e Bernard Summer. Desde aí Summer forma os Bad Lieutenant, lançando o álbum de estreia “Never Cry Another Tear” (2009), e Hook junta The Light ao seu nome, lançando em 2011 um EP com novas versões dos Joy Division e fazendo inúmeros concertos, promovendo a música da banda de Ian Curtis, e mais recentemente os primeiros discos dos New Order.
Em 2011 com o retorno anunciado dos New Order, mas sem a presença de Hook, foi então anunciado o lançamento de “Lost Sirens”, oito canções desaproveitadas e inéditas de “Waiting for the Sirens' Call”.
Nesse alinhamento podemos encontrar Hellbent, música não totalmente desconhecida, já que encontra-se na compilação, “Total: From Joy Division to New Order” (2011), e que justifica estar neste registo. I’ll Stay With You” é provavelmente o melhor single, inteiramente energético, combinado pelo pop, rock e o eletrónico, sonoridade definida pela banda na década de 80. “Lost Sirens” até foi muito bem recebido pela crítica, chegando Andy Gill (um dos jornalistas mais reputados do The Independent's), afirmar que este álbum superava Waiting for the Sirens' Call", recomendando Sugarcane”, “I Told You So” e “Hellbent”, como as melhores músicas do disco.
Não é o melhor disco, mas é sempre um prazer enorme sentir que a música dos New Order ainda subsiste.

Tracklist:

01. I’ll Stay With You
02. Sugarcane
03. Recoil
04. Californian Grass
05. Hellbent
06. Shake It Up
07. I’ve Got A Feeling
08. I Told You So
New Order “Lost Sirens” (Rhino/Warner) – 6,5/10

"I’ll Stay With You” é um dos meus singles favoritos deste mini álbum, e com ele que quero que fiquem.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

The Man with a Camera (1929)

Produzido no estúdio ucraniano VUFKU em 1929, pelo russo Dziga Vertov, “The Man with a Camera” (Chelovek s kinoapparatom), é um dos mais importantes documentos do cinema, sobretudo pela variedade de técnicas exibidas. Num estilo avant-garde, Vertov inventou, implantou e desenvolveu, tudo muito pensado ao pormenor, a transição de um simples fotograma, a complexa disposição narrativa mantendo a ideia poética são, por si sós, uma lição de cinema.
Filmando o quotidiano de algumas cidades russas como Moscovo ou Odessa, desde o amanhecer ao anoitecer, do nascimento à morte, com impressionantes imagens editadas num género experimental, quase vanguardista.

Grande marco do cinema soviético do período Lenin. “The Man with a Cameraé o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

The Soft Moon “Die Life”

Luis Vasquez que opera sob o nome de Soft Moon, mostra mais um single do seu mais recente álbum – “Zeros” – lançado no último trimestre de 2012.
Die Life” é o segundo avanço de um dos álbuns que mais me seduziu em 2012, e um dos singles mais atraentes e envolventes de “Zeros”.
O músico ainda anunciou uma tournée a começar já no início deste ano, que inclui também a europa, ficando, infelizmente, de fora Portugal na lista de actuações de Vasquez.

Um vídeo de enorme qualidade em preto-e-branco, num ambiente sonoro nebuloso e sedutor.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

“Três Sombras”, de Ceryl Pedrosa


Foi durante o 23º Amadora BD (2012), que foi lançado pela Edições Polvo, “Três Sombras”, o último trabalho de BD do argumentista e desenhador francês Ceryl Pedrosa. Após de ter lançado “Portugal”, um traço biográfico às suas raízes e memórias de Portugal, Pedrosa em “Três Sombras” aborda a morte como tema central, a discordância entre a magia do mundo infantil e a amargura do mundo adulto, o medo, especialmente quando se perde um ente querido, o seu filho mais pequeno devido a doença, aconselhar a enfrentar certos obstáculos no intuito de proteger de quem mais amamos.
Traço fino a preto e branco, expressivo e singular, faz desta história de quadradinhos bastante cativante, maravilhosa e que nos retém.
Esta obra foi ainda reconhecida com dois prémios importantes do famoso Festival de Angoulême, em França.

“Joachim e seus pais levam uma vida tranquila em uma pequena casa no campo. A aparição de três sombras no alto de uma colina, no entanto, corrói a harmonia da vida em família e enche os pais de dúvidas. Seriam viajantes? Por que estão rondando a casa? A cada tentativa de aproximação, as figuras misteriosas desaparecem. Logo, eles percebem que as sombras estão ali para buscar Joachim. Recusando-se a aceitar esse fato, o pai foge com o filho em uma viagem febril e desesperada, sempre com as sinistras sombras em seu encalço.
Joachim deixa assim seu mundo idílico pela primeira vez para viajar por terras hostis em um navio precário, onde conhecerá um mundo cercado de adultos trapaceiros e imorais. Três sombras é um romance de aventura, com contornos épicos, e que explora subtilmente
 questões de ordem filosófica e moral.”


Três Sombras, de Cyril Pedrosa
Polvo
272 pág impressas a preto
Outubro 2012
PVP: 17,00 Euros
8/10

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

[A Velha JukeBox] Robert Palmer: Looking for Clues


Robert Palmer: Looking for Clues (Clues_1980)


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Veronica Falls “Waiting For Something to Happen”


No dia 4 de fevereiro é lançado o segundo trabalho dos escoceses Veronica Falls, que em 2011 nos presentearam “Veronica Falls”, o inspiradíssimo e o entusiástico álbum de estreia. As críticas foram muito positivas, deixando-os bastante mais compenetrados e confiantes em relação à produção de um novo disco.
Inspirados pelo pop vintage dos anos 60 e o noise, devido à grande envolvência ruidosa das guitarras, combinando ainda influências dos My Bloody Valentine e dos Smiths.
Em 2013 surge mais um par de singles, não os achando tão irresistíveis como ao do álbum anterior, mas a voz romântica e agridoce de Roxanne Clifford, consegue embelezar espontaneamente cada música.
“Waiting For Something to Happen” é um álbum mais arrojado e limpo, procurando evoluir por outros caminhos, como o indie rock, e numa linha mais discreta o jangle-pop e o dream-pop, é a nova essência deste segundo disco. O primeiro single “Teenage” é a prova de que algo mudou, que foi acrescentado às canções mais vida e harmonia, a evoluir para uma entidade mais pop. O guitarrista James Hoare participa vocalmente mais neste disco, “Tell Me” é uma das músicas em que a sua voz se mistura com a de Clifford, fazendo-me recordar momentos de os Fairport Convention, na fase mais rock, onde muitas vezes Sandy Denny e Richard Thompson intercalavam a sua voz. “My Heart Beats”, música que ficou de fora no primeiro disco e que foi agora resgatada, perfeita agora para brilhar neste alinhamento. Destaca-se também “Shooting Star”, uma das minhas favoritas, “Buried Alive”, “So Tired”, e o melodioso “Daniel”.
Um disco agradável, para inaugurar o ano!

Tracklist:

01. Tell Me
02. Teenage
03. B
roken Toy
04. Shooting Star
05. Waiting For Something To Happen
06. If You Still Want Me
07. My Heart Beats
08. Everybody's Changign
09. Buried Alive
10. Falling Out
11. So Tired
12. Daniel
13. Last Conversation
Veronica Falls “Waiting For Something To Happen” (Bella Union) – 6,5/10

Eis o vídeo “Teenage”, a canção de apresentação deste álbum.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"Momentos", de Nuno Rocha


Após ter seduzido com a curta-metragem “3x3”, vencendo na primeira edição do Prémio Zon (2008), segue-se “Momentos”, galardoada com o Prémio Público no Opuzen Film Festival, na Croácia.
Realizado em 2010 pelo português Nuno Rocha, a curta foi produzida na cidade do Porto, que envolveu umas 30 pessoas. No elenco fazem parte Rui Pena (mendigo), Ana Ferreira (mãe), Débora Ribeiro, Valdemar Santos, Ricardo Azevedo, Teresa Loureiro, Diogo Barroso, Pedro Resende e Vítor Nunes.

Um mendigo vive em frente a uma loja vazia. Numa noite, surge dois homens numa carrinha e começam a colocar televisões no interior dessa loja. O mendigo tenta entender o que está a acontecer…

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sleepin Pillow “An Idiot's Point Of View”



Banda grega, os Sleepin Pillow percorrem pelo rock experimental / progressivo, infiltrando algumas influências da música tradicional grega e até mesmo oriental. Gostei sobretudo da criatividade da banda, da forma que conseguiram diferenciar-se do tradicional, inovando e transmitindo uma musicalidade bastante inteligente.
Umas das bandas mais reverenciadas na Grécia, os Sleepin Pillow formados em 2004, contam já com dois excelentes registos, “Apples On An Orange Tree” (2008), e “Superman's Blues” (2010).

E é do último disco que vos mostro “An Idiot's Point Of View”, um dos grandes temas de “Superman's Blues”.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ornithophobia, de Emily Smith


Curta-metragem de animação produzida por Emily Smith, com retoques em aguarela e depois concluída em Photoshop. Um belíssimo desenho animado, onde mostra que vale a pena arriscar e experimentar novos conceitos e estilos de animação, conseguindo atingir um patamar muito mais alto.

Ornithophobia é a história de um gato que enfrenta o seu medo por pássaros.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

The Pogues celebram 30 anos de carreira com o lançamento de um concerto ao vivo em Paris em CD/DVD


A banda inglesa The Pogues celebrou o ano passado o seu 30º aniversário, lançando uma box – "The Pogues In Paris: 30th Anniversary Concert At The Olympia" – concerto que a banda de Shane MacGowan realizou no dia 11 de Setembro de 2012. Essa caixa contém 2 CD’s, um DVD do concerto e ainda com alguns extras de um espectáculo dado para uma TV francesa em 1986. Também vem incluído um livro com fotos inéditas.

Fica aqui um dos momentos desse concerto em Paris, com “The Sunnyside of the Street”.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Big Black “Texas” / “Bazooka Joe”

 
Uma das minhas bandas de distinção, os Big Black, foi fundada por Steve Albini em 1981, em Evanston, Illinois, Estados Unidos.
Influenciado na altura pelo punk, Albini trabalhava numa rádio local onde colocava música, apostando mais tarde em comprar um Roland TR-606 Drum Machine, começando a tocar em universidades e a compor as suas próprias músicas. Com grande dificuldade em encontrar músicos que o cativassem, comprou uma guitarra eléctrica começando a gravar algumas músicas durante o verão de 1981, manipulando a guitarra, o baixo e a sua voz, com a ajuda de Roland TR-606 para a bateria. O EP “Lungs” seria o seu primeiro trabalho lançado em 82, contendo seis músicas, reeditado depois em 92. Era então que Albini formava os Big Black, afirmando que o titulo vinha do conceito do grande, do sinistro, do escuro, algo que todas as crianças tinham medo. Influenciado por bandas como os Suicide, Iggy Pop, Cabaret Voltaire, Killing Joke e os The Cure, Albini consegue acertar com o primeiro e novo membro para a banda, o guitarrista Lyle Preslar (Minor Threat), que rapidamente achou-o bastante incompatível com a sua música. “Lungs” passa pelas mãos de John Babbin, que é lançado apenas 1.500 cópias pela Ruthless Records nos finais de 82.
Em 83, Albini conhece o vocalista dos Naked Raygun, Jeff Pezzati, ao qual foi seduzido para se integrar nos Big Black como baixista. Junta-se ainda ao grupo, o guitarrista Santiago Durango, também dos Naked Raygun, com imensa capacidade de trabalhar nos arranjos e ajustes das músicas, ajudando imenso a refinar as ideias de Albini.  
É lançado em 83 mais um EP, “The Bulldozer”, que continha a participação de Pat Byrne (Urge Overkill), na bateria. Este lançamento começou a ganhar popularidade, sobretudo em Chicago, tentando aventurar-se por outras cidades norte-americanas, com concertos mais intimistas. A sonoridade agressiva e ruidosa, não seduziu muito o público que nessa altura estava muita atenta ao punk, e as mensagens satirizando o racismo, o sexismo, o machismo, e todos estereótipos da homossexualidade, também não ajudou muito, levando algumas pessoas a denominarem-no de fanático. Mesmo essas análises mais negativas sobre a banda e mantendo sempre os seus princípios firmes, assinam um novo contracto com a Homestead, lançando em 84 o EP “Racer-X”, que após a sua gravação, Pezzati resolve sair amigavelmente, devido ao trabalho cada vez mais exigente da banda. Dave Riley substitui Pezzati e começam a trabalhar no primeiro trabalho de longa duração, que viria a ser editado em 86. “Atomizer” um álbum poderoso, explicitamente misantrópico e muito bem-sucedido, onde mais uma vez continha temas bem controversos, tais como a pedofilia na musica “Jordan, Minnesota”, piromania, o suicídio em "Kerosene", racismo em "Passing Complexion” e o alcoolismo.
Em 87 a banda assina pela Touch and Go, e lança o EP “Headache” não sendo muito bem recebido pela própria banda, devido alguns desentendimentos e também de algum desgaste. Foi então decidido o fim da banda, mas antes ainda gravaram “Songs About Fucking” (1987), e realizando uma enorme tournée que passou pela Europa, Estados Unidos e Austrália. “Songs About Fucking” recebeu críticas bem positivas, sendo considerado por muitos, o seu melhor registo e o que definiu o som da banda.
Após o fim dos Big Black, Albini forma os Rapeman (87 – 89), e em 92 os Shellac, que ainda persistem. Também tem trabalhado como produtor com bandas como os Pixies, Nirvana, PJ Harvey, The Wedding Present, Jarvis Cocker, The Breeders, The Jesus Lizard, e entre outros. Foram também um dos principais percursores do rock industrial, e influenciando inúmeras bandas.

Deixo para audição dois temas, “Texas” do EP “Bulldozer”, e em seguida “Bazooka Joe” do LP “Atomizer”. Boas audições!



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Charlie Chaplin “The Cure”

Foi o décimo dos doze filmes a ser desvinculado pela Mutal Film, a principal base de consolidação de Charlie Chaplin, tanto como actor, como director e também como argumentista.
A curta-metragem “The Cure” foi produzida no ano de 1917, por Henry P. Caulfield, ficando na parte da direcção e argumento, Charlie Chaplin. No elenco é uma vez mais preenchido pelos actores Eric Campbell, Edna Purviance, Henry Bergman, e num papel mais módico, Albert Austin.

Nesta curta, Chaplin resolve fugir um pouco ao papel que o caracteriza, o tradicional vagabundo, para agora adaptar a personagem de um rico alcoólatra, que procura arranjar cura para o seu grande problema.