quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tearist “Disposition”

Uma enorme preciosidade que se apoderou dos meus ouvidos nestes últimos dias.
Yasmine Kittles e William Stangeland Menchaca, formam os Tearist, são norte-americanos, oriundos de Los Angeles, seguindo por uma sonoridade densa de influências, como o synth-pop, o industrial, o electro-noise ou o gótico, num ambiente absolutamente intenso, hipnótico e sombrio.
A dupla norte-americana inicia a discografia em 2010 com o EP “Tearist”, seguindo em 2011 mais um EP – Living: 2009-Present – três músicas novas num formato ao vivo, recebendo altos elogios, devido ao arriscado e pouco convencional de o lançamento de um disco ao vivo como registo de estreia. Desde aí, ainda não existe qualquer informação de um novo trabalho.

É do primeiro EP – Tearist – que vos mostro “Disposition”, um dos singles assombrosos e magníficos desse notável trabalho

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

“Curfew” e “Paperman”, as curtas vencedoras do Óscar 2013

Como já era de prever, “Paperman” de John Kahrs, foi a curta vencedora ao Óscar à categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação. Como aqui já tinha referido anteriormente, a animação produzida pela Walt Disney Animation Studios, foi disponibilizada gratuitamente na internet, fomentando ao favoritismo, recebendo vastíssimos elogios e partilhas.
Na categoria de Melhor Curta-Metragem, “Curfew do norte-americano Shawn Christensen, foi o grande e justo vencedor da 85ª edição dos Óscares.
Para Melhor Curta Documental, “Silencio” dominou a estatueta, e para Melhor Filme de Animação, “Brave – Indomável, foi a escolhida. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

[A Velha JukeBox] The Human League: Empire State Human



                               The Human League: Empire State Human (Reproduction _1979)


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

John Cooper Clarke “Snap, Crackle And Bop”


"Fuckin' around, is a social disease." John Cooper Clarke

Um disco em que as palavras evidenciam-se mais do que a música, sentindo-se especialmente a poesia.
O britânico John Cooper Clarke apareceu no florescimento do punk, nos finais dos anos 70. Apaixonado pela poesia e com o movimento punk a começar a ganhar força, Clarke começou a recitar os seus poemas em alguns clubes de Manchester, aliciando imenso o público mais focado para a cena punk, pela sua poesia rápida, inteligente e bem-humorada. Rotulado por “O Poeta Punk”, lança em 1978 o seu primeiro registo - Disguise in Love – inaugurando seguidamente alguns espectáculos de bandas como os The Fall, The Buzzcocks, The Clash, Sex Pistols e Joy Division.
Definitivamente “Snap, Crackle And Bop” (1980), é o seu álbum mais aplaudido, iluminando e impulsionando ao punk algo discrepante. Assim como aconteceu com “Disguise in Love”, os The Invisible Girls voltam a apoiar John Cooper Clarke musicalmente e também na produção, por Martin Hannett. A música ajusta-se impecavelmente com o desempenho poético, estimulando Clarke a uma abordagem mais musical, chegando perigosamente perto de cantar em alguns momentos, como por exemplo em "Conditional Discharge” ou em "Thirty Six Hours".
O disco presenteia excelentes momentos, tais como "Conditional Discharge”, “23rd”, "Thirty Six Hours", "The It Man" ou “Evidently Chickentown", este último um dos maiores clássicos, recitando frases como: “The bloody drains are bloody fucked”, “stuck in fucking chicken town”.
E assim John Cooper Clarke conseguiu poetizar o punk.

John Cooper Clarke “Snap, Crackle And Bop” (CBS_1980)

E é com “Evidently Chickentown", que aqui promovo este excelente disco.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Waltz With Bashir (A Valsa com Bashir)

Realizado em 2008, "Waltz With Bashir (A Valsa com Bashir) é um filme de animação autobiográfico, um ex-combatente de guerra israelita, Ari Folman. O autor descreve a sua experiência como soldado israelita durante a ocupação em 1982 em Beirute, Líbano, com o motivo de derrubar as tropas palestinianas. Dessa guerra resultaria na morte de 3 mil palestinianos em 3 dias, no que ficou conhecido como o massacre Sabra e Shatila. Todas essas memórias são transferidas para um trabalho surpreendente de imagens de animação, com técnicas de rotoscopia em flash e Photoshop.
O filme chegou a ser nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e premiado em inúmeros festivais como, Animafest Zagreb, British Independent Film Awards, National Society of Film Critics Awards, César Awards, Gijón International Film Festival, e entre outros.

Uma noite, num bar, o israelita Ari Folman encontra um amigo que lhe conta como um pesadelo recorrente o atormenta cada vez mais. No sonho, o amigo de Ari é perseguido por uma matilha de 26 cães enraivecidos. 26, exactamente o mesmo número de pessoas que matou durante a guerra com o Líbano, no início dos anos 80. No dia seguinte, Ari sente uma necessidade vital de relembrar e descobrir a verdade sobre esse período da sua vida. Decide então entrevistar velhos amigos e camaradas. E quanto mais Ari mergulha no interior da sua memória, mais imagens esquecidas e perturbadoras vêm à tona. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Adam Ant “Cool Zombie”

“Adam Ant Is the Blueblack Hussar in Marrying the Gunner's Daughter”, é o título do novo álbum a solo de Adam Ant, lançado nos finais de janeiro pela Blueblack Hussar.Após sucessivos boatos nestes dois últimos anos que Ant preparava-se para lançar novo disco, eis que finalmente é lançado o seu 6º trabalho, dezoito anos depois de “Wondeful”.
A lembrar que o músico inglês após o fim da banda Adam and The Ants em 82, lançou-se de imediato por uma carreira a solo, sendo “Friend or Foe” o primeiro disco.  Diagnosticado desde muito cedo o distúrbio bipolar, o músico após o último registo, tem vindo complicar-se o seu estado de saúde devido aos efeitos colaterais da medicação, provocando o seu afastamento no universo da música durante estes 18 anos.

“Cool Zombie” é o primeiro single retirado do novíssimo álbum, achando que não é um dos seus melhores temas. Eis o vídeo. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

[11] Grickle “Botched”



                                                                  GrickleBotched”


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Gazelle Twin “I Turn My Arm”

Mammals” é o novo EP da britânica Gazelle Twin (Elizabeth Walling), lançado nos finais de janeiro pela Sugarcane Records. O EP contém sete temas, incluindo dois originais, “I Turn My Arm” e “This is My Hand”, remixes e ainda uma versão de “Heartbeat”, dos ingleses Wire.
A recordar que Walling lançou em 2011, “The Entire City”, o seu primeiro trabalho de longa duração, muito aplaudido pela crítica.

Abarcado num ambiente nebuloso e fantasticamente sedutor, “I Turn My Arm” é o single e o vídeo que promove “Mammals”.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

My Bloody Valentine “M B V”


Apostar num herdeiro de “Loveless” (1991), poderia ser desastroso, mas não foi isso que sucedeu. Recorde-se que “Loveless”, mesmo não obtendo grande sucesso comercial, foi muito bem recebido pela crítica e considerado como uma importante referência para o estilo Shoegazing, e ainda visto como um dos melhores discos da década de 90. Foi o segundo e último registo de longa duração dos MBV.
Após 22 anos de ausência, o objectivo central de Kevin Shields de regressar, não foi só de prosseguir com a textura sonora que consagrou a banda de Dublin, mas também inovando. Foi em 2007, que os My Bloody Valentine regressam ao activo para uma série de concertos, anunciando mais tarde que estavam a trabalhar em novo material, que viria agora a ser lançado pela Pickpocket, apelidado de “M B V”.
Na abertura do disco, somos instantaneamente seduzidos por “She Found Now”, música que podia descobrir-se em “Loveless”, com guitarras saciadas num ambiente calmo e doce. Com “Only Tomorrow” voltamos a reviver a voz de Bilinda, a envolver-se em camadas de distorção, mas num registo mais melodioso, o mesmo acontece com “Who Sees You”, mas pela voz de Shields pertíssimo dum sussurro. A atmosfera hipnótica persiste com “Is This and Yes”, aqui intervindo o órgão e a voz mimada de Bilinda, quase a recordar a sonoridade dos Stereolab. “If I Am” e “New You”, familiarizam-se com a sonoridade de “Loveless”, bem presente a identidade de Shields. Parece que não saímos dos anos 90, mesmo que “In Another Way” se esforce por ser mais moderna, é uma excelente música, profundamente desestabilizadora. O ritmo aumenta com a instrumental “Nothing Is”, entre batidas pesadas e guitarras hipnóticas. Em “Wonder 2” parece que somos introduzidos no meio de uma pista de aviões entre uma experiência de breakbeats, cravado em barulho, talvez a música menos conseguida do álbum, mas densa de criatividade.
“M B V” não será tão marcante como “Lovelles”, mas persiste toda a sequência de inspiração de Shields, e isso para mim é suficiente.

Tracklist:

01. She Found Now
02. Only Tomorrow
03. Who Sees You
04. Is This and Yes
05. If I Am
06. New You
07. In Another Way
08. Nothing Is
09. Wonder 2

My Bloody Valentine “M B V” (Pickpocket) – 9/10

Fica para escuta dois temas que muito me seduziram neste novo álbum, “In Another Way” e “She Found Now”.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

“O Milagre”, de Amadeu Pena da Silva

Foi uma das curtas-metragens nacionais selecionadas para o Fantasporto 2012, e uma das vencedoras do Prémio ZON 2012. “O Milagre” foi realizado por Amadeu Pena da Silva, de um trabalho final de curso da ESMAE (Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo) do IPP (Instituto Politécnico do Porto).
Dentro do género dramático, a curta tem no elenco José Fidalgo, Sandra Barata Belo, André Nunes e Aurora Campos.

Numa aldeia do Douro português, conta-se a história de um vendedor de peixe, o Cristo, que semanalmente visita o lugar de Las Veigas. Numa destas visitas, cruza-se com a neta de um amigo seu. A menina confunde Cristo com Jesus e partindo desta comparação Cristo tem uma revelação que o coloca num patamar divinal.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Barb Wire Dolls “Revolution”


"Barb Wire Dolls prove that Punk is not dead. Combining the raw elements of Punk into a fast, furious, melodic sound." - Verge magazine

Slit” é o nome do segundo trabalho dos gregos Barb Wire Dolls, lançado pela Darla Records durante 2012.
Formados em 2008 por Pyn Doll (guitarrista), Krash Doll (baterista), e a vocalista Isis Queen, uma autêntica fera em palco. A banda combina o duro punk e o grunge, com fortes palavras ao sistema político e social, e adoptando influências de músicos como Steve Jones (Sex Pistols), Chuck Dukowski (Black Flag), Jello Biafra (Dead Kennedys), Jennifer Finch (L7) e até mesmo de Frances Bean Cobain.
Estrearam-se com o EP Punk the Fussies!”, seguindo o primeiro álbum de longa duração, “Fuck The Pussies “, em 2011. Em 2012, retornam aos discos com o explosivo “Slit”, produzido por Steve Albini.

Desse último trabalho, deixo aqui o último single e vídeo, “Revolution”.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

“Morro da Favela”, de André Diniz

Foi editado este mês em Portugal, “Morro da Favela”, do autor brasileiro André Diniz. O livro de banda desenhada é baseado no álbum de memórias do fotógrafo Maurício Hora, que é também o retrato da primeira favela brasileira na cidade do Rio de Janeiro, “O Morro da Providência”, nascida no ano de 1897.  Publicado originalmente em 2011, André Diniz para além de recuperar as recordações de Maurício Hora, convividas naquele bairro do Rio de Janeiro, quis também sobretudo, "contar uma boa história", sempre em torno do ser humano e um pretexto para abordar a vida numa favela, que está "muito perto e muito longe" dos brasileiros.
Esta banda desenhada foi elaborada a traço carregado e anguloso, a preto e branco, algo inspirado na xilogravura e na obra do brasileiro Flavio Colin.

“Morro da Favela, é uma narrativa necessária para se entender o dia-a-dia das favelas do Rio através do ponto de vista de um morador, que procurou na fotografia a sua identidade e acabou por realizar um registo que entrou para a história da cultura carioca.
Esta obra confirma André Diniz como um dos mais interessantes autores da prolífica produção recente do Brasil.”


Morro da Favela
de André Diniz
Polvo
23 x 16,5 cm
capa em bicromia, com badanas
128 pág. impressas a preto e branco
Fevereiro 2013;
PVP: 15,90 Euros (sem IVA).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Metz estreiam-se hoje no Porto, e amanhã em Lisboa


É na sequência do lançamento do elogiado álbum homónimo lançado no final do ano passado, pelo selo Sub Pop, que o trio canadiano irá actuar hoje no Porto (Plano B), e amanhã em Lisboa, na Galeria Zé dos Bois.
Influenciados pelo noise rock, o punk e o hardcore, os Metz estreiam-se em Portugal, para mostrar o seu álbum de estreia, resultado de um trabalho intenso de cinco anos de ensaios e concertos. Perante a crítica, o disco foi considerado um dos melhores de 2012.
No Plano B a primeira parte fica a cargo dos portugueses The Glockenwise, enquanto no ZDB fica pelos Cangarra. O preço dos bilhetes nos dois locais é de 8€.

Como aperitivo para noite de hoje e amanhã, fiquem com “Wet Blanket”, vídeo produzido por Scott Cudmore e Michael Leblanc.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tomahawk “Oddfellows”


Após Mike Patton apostar numa sonoridade mais experimental, dentro da música nativo americano com Anonymous” (2007), está de regresso com o rock mais agressivo e alternativo dos dois primeiros discos dos Tomahawk: “Tomahawk” (2001) e “Mit Gas” (2003).
Super banda formada por Patton (Faith no More, Fantômas, Mr. Bungle), Duane Denison (The Jesus Lizard, Unsemble), John Stanier (Helmet, Battles) e Kevin Rutmanis (Melvins), este último substituído agora por Trevor “field mouse” Dunn (Mr. Bungle, Fantômas), tentam provar com “Oddfellows”, que o dinamismo contagiante do rock, continua bem entranhado nas suas veias. Pela maioria da crítica, “Oddfellows” é o melhor álbum da banda até a data, e concordo, mesmo gostando bastante da fase indígena de Anonymous”. É um disco que respira e conquista, manifestado por uma presença forte de sensações, especialmente para o mais inquieto.
O tema de abertura é brindado por Oddfellows”, num ambiente sinistro, sedutor, elegantemente bem arquitetado, enquantoStone Letter” segue imediatamente pelo rock padrão, vertiginosamente intenso. I.O.U.” podia-se familiarizar na atmosfera dos Fantômas, simultaneamente mais nebulosa e medonha. “A Thousand Eyes” envolve-se numa intensa neblina através de uma voz oriental imponente e distante.
Dentro registo mais experimental podemos descobrir “Rise Up Dirty Waters”, aqui numa fusão entre o rockabilly e o jazz, já “The Quiet Few” emboca num rock experimental alucinado, muito apropriado a Patton. Aqui entra um dos temas que mais absorvi neste disco, o épico “South Paw”, pujante, cheio de garra e energia. Entre o blues e o rock meio provocador, está “Choke Neck”, onde as guitarras caracterizam e a voz propaga-se. Adaptado para uma banda sonora de um filme noir, está “Baby Let's Play___”, desembarcando para um registo punk surf e lunático de “Typhoon”.
A referir ainda que a produção da capa do disco ficou a cargo do cartoonista italiano, Ivan Brunetti.
“Oddfellows” hospedou-se indiscutivelmente numa zona de conforto.

Tracklist:

01. Oddfellows
02. Stone Letter
03. I.O.U.
04. White Hats/Black Hats
05. A Thousand Eyes
06. Rise Up Dirty Waters
07. The Quiet Few
08. I Can Almost See Them
09. South Paw
10. Choke Neck
11. Waratorium
12. Baby Let's Play___
13. Typhoon


Tomahawk “Oddfellows” (Ipecac) – 7,5/10

Como já aqui mostrei o primeiro single e vídeo desvendado, “Stone Letter”, deixo para audição duas das minhas favoritas canções “Oddfellows”, “South Paw” e “Rise Up Dirty Waters”.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

The Muppet Show “Bobo, The Bear”


Uma das personagens fictícias da serie The Muppet Show, Bobo, The Bear apareceu pela primeira vez em The Muppets Take Manhattan, produzido por Jerry Nelson, exibindo uma figura diferente do habitual. Executado por Bill Barreta, Bobo muitas vezes encarado “como pouco divertido”, aparenta pelo menos ser uma personagem amável e inteligente.
Para além do The Muppet Show, Bobo entrou em vários filmes e como uma das personagens principais, relativamente ao Muppets Tonight, e participando ainda em A Muppets Christmas ou no de Muppets from Space. Mais recentemente entrou em The Muppets, (2011), aparecendo como guarda-costas de Tex Richman (Chris Cooper), um homem poderoso do petróleo. Em 2014 é lançado “The Muppets…Again”, a sequela do filme de 2011, e que mais uma vez estará presente

Fica aqui um dos sketches de Bobo, “Fitness”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Moon Duo “Ich Werde Sehen”


Foi desvendado mais um single de “Circles”, o terceiro e espantoso novo trabalho dos Moon Duo, lançadonos finais de 2012 pela Sacred Bones.
“Circles” mantém praticamente a sonoridade psych-noise-pop-krautrock dos álbuns anteriores. De acordo com Erik “Ripley” Johnson (Wooden Shjips), e por Sanae Yamada, o título do álbum foi inspirado num ensaio (Essays: First Series), de Ralph Waldo Emerson, lançado em 1841, sobre o voo exemplar, que refere que não existe um fim na natureza: O fim é sempre um começo e é possível desenhar um círculo dentro de outro, sucessivamente.
“Ich Werde Sehen” (I Can See), é então mais um dos magníficos singles retirados desse álbum.

Eis mais um excelente vídeo e em versão germânica, dirigido por Jovan Arsenic.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

"Paperman", a Curta-Metragem de Animação nomeada ao Óscar


Paperman”, a curta-metragem de animação nomeada e a favorita para vencer o Óscar, no dia 24 de fevereiro no Dolby Theatre, em Los Angeles, foi produzida pela Walt Disney Animation Studios, pelo norte-americano John Kahrs.
A estreia da curta-metragem foi exibida nos cinemas no final de novembro de 2012, antecipadamente ao filme de animação “Força Ralph". Após isso, a Disney decidiu disponibilizar a curta gratuitamente na Internet, recebendo inúmeros elogios e partilhas, aumentando as hipóteses ao favoritismo na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.
A técnica de desenho de “Paperman” é inteiramente inovadora, apelidado de “Meander”, que sobrepõe desenhos produzidos à mão a cenários e volumes criados digitalmente, para dar um aspecto de profundidade singular a imagens bidimensionais.

“Paperman” conta a história de um rapaz solitário em Nova Iorque, durante os anos 50, cujo o seu destino toma um rumo diferente, quando encontra uma rapariga numa estação de comboios. Mas ela depressa desaparece, e ele só possui mais uma oportunidade para conquistar o seu coração.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

[A Velha JukeBox] Romeo Void: Never Say Never



                                           Romeo Void: Never Say Never (Benefactor_1982)


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Nick Cave & The Bad Seeds “Tupelo”


Após o fim dos The Birtday Party em 1983, Nick Cave ingressa num novo projecto, Nick Cave & The Bad Seeds, resgatando Mick Harvey, Tracy Pew, Phill Calvert e Rowland Stuart Howard, todos do projecto anterior, envolvendo ainda Blixa Bargeld (Einstürzende Neubauten), para guitarrista. Cave foge do rock noise e sujo dos The Birtday Party, para assumir um rock mais alternativo e experimental.
Banda formada em Londres, e depois de darem alguns concertos, começam a trabalhar no primeiro registo, “From Her to Eternity” (1984), gravado no Trident Studios e lançado pela Mute Records, sendo muito bem recebido pela critica. A música "From Her to Eternity” chegou a ser interpretada por Cave em “Der Himmel Über Berlin” (Wings of Desire), filme de Wim Wenders. Após a saída de Anita Lane, uma forte influência, namorada e autora das letras das músicas de Cave, a banda resolve rumar a Berlim para trabalhar no segundo álbum, “The Firstborn Is Dead” (1985).
Barry Adamson (The Birthday Party), junta-se à banda, e é lançado em 86, “Kicking Against the Pricks”, um registo de covers, e “Your Funeral… My Trial”, ambos produzidos por Flood. Desse último e elogiado disco, descobriam-se notáveis singles como "The Carny" e "Stranger Than Kindness". Neste período, Cave afundava-se integralmente na heroína, por isso um álbum mais melancólico. Já sem Adamson, entra Kid Congo Powers (The Gun Club, The Cramps), e é lançado “Tender Prey” (1988), gravado em Berlim. Mais um disco que foi muito bem recebido pelo público e critica. "The Mercy Seat" e “Deanna” brilhavam em “Tender Prey”.
Após a sua bem-sucedida reabilitação, envolve-se com o piano, e é editado o discreto e requintado “The Good Son” (1990), decepcionando certos fãs, por Cave mostrar uma melodia mais lamechas, o oposto do intenso “Tender Prey”, mesmo assim, o disco alcançou louvores muito positivos e mais tarde considerado um clássico do músico australiano.
Kid Congo retira-se, e entra Martyn P. Casey (baixo) e Conway Savage (piano), seguindo-se “Henry's Dream” (1992), mais um notável trabalho de Cave. Em 1994 sai o gracioso “Let Love In”, recheado de magníficos singles, como "Do You Love Me?", "Loverman" ou "Red Right Hand”. Em 96 Cave entra num novo patamar de sucesso, com o sensual “Murder Ballads”. Nesse disco Cave contou com a participação de PJ Harvey no tema “Henry Lee”, e com a Kylie Minogue em "Where the Wild Roses Grow”. Também o músico Shane MacGowan (The Pogues), dá a voz a "Death Is Not the End".
Junta-se aos The Bad Seeds, Warren Ellis, e é lançado em 97, o sombrio e minimalista “The Boatman's Call”. Após este disco, Cave resolve fazer uma pequena pausa, empenhando-se nessa fase curar-se da heroína e do álcool, casando-se posteriormente com a modelo Susie Bick.
Em 2001 Nick Cave & The Bad Seeds regressam aos álbuns com “No More Shall We Part”.  Era desvendado em 2003 “Nocturama”, o último com Blixa Bargeld. Um disco que ostentou algumas reservas perante a crítica. No ano seguinte, Bargeld era substituído por James Johnston (Gallon Drunk), e era lançado um álbum duplo - Abattoir Blues/The Lyre of Orpheus.
Em 2005 Cave dedica-se ao guião e à banda sonora do filme “The Proposition”, dirigido por John Hillcoat. Em 2007, Cave formava os Grinderman, com Warren Ellis, Martyn P. Casey e Jim Sclavunos, e era editado o primeiro trabalho da banda “Grinderman”, seguindo um pouco a sonoridade feita nos The Birthday Party. No ano seguinte Nick Cave voltaria a juntar os The Bad Seeds e era mostrado o aplaudido “Dig, Lazarus, Dig!!!”, o último disco que Mick Harvey cooperava, abandonando o grupo em 2009 por motivos pessoais e profissionais.
Os Grinderman retomam aos discos, e era editado em 2010 “Grinderman 2”.
No final de 2012 é anunciado o 15º disco de Nick Cave & The Bad Seeds, “Push the Sky Away”, previsto o seu lançamento já para o dia 18 de fevereiro.

Recordo um dos singles emblemáticos de Nick Cave pelos Bad Seeds, “Tupelo” do álbum “The Firstborn Is Dead”.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Buster Keaton “The Villain Still Pursued Her” (1940)


Não encontrei muita informação sobre este filme, mas achei que era importante aqui mostra-lo, nem que seja pela excelente prestação de Buster Keaton, aqui com 45 anos de idade. Talvez um dos filmes mais ignorados interpretado por Keaton, “The Villain Still Pursued Her” (1940), foi dirigido por Edward F. Cline, um dos realizadores conhecidos de alguns filmes inaugurais de Keaton, tais como “Convict13” (1920), “One Week” (1920) e “Playhouse” (1921).
Para além de Keaton, faz também parte do elenco Billy Gilbert (um dos actores que irei referir mais tarde), Hugh Herbert, Anita Louise, Joyce Compton, Alan Mowbray, Margaret Hamilton, e entre outros.

O filme é fundamentado numa sátira subestimada do teor melodramático, onde Alan Mowbray (Cribbs), desempenha o papel de um advogado sem escrúpulos, que pretende despejar uma viúva e a sua filha da sua casa. Uma excelente prestação de Billy Gilbert e de Buster Keaton, que desempenham um papel extraordinário e divertidíssimo.