segunda-feira, 1 de abril de 2013

Queens of the Stone Age “Feel Good Hit of the Summer”


Após o fim dos Kyuss em 1995, o guitarrista Josh Homme resolve formar no ano seguinte os Queens of the Stone Age. Com ajuda do baterista Alfredo Hernandez, também ex integrante dos Kyuss, ajudou Homme a desenvolver uma sonoridade mais variada, inserindo novos riffs e modernizando o stoner rock e derivados. Também a rotação de músicos pela banda, como Billy Gibbons (ZZ Top), Mark Lanegan (Sreaming Trees), Dave Ghrol (Nirvana, Foo Fighters), ou Chris Goss (Masters of Reality), ajudou a popularizar e a fomentar a música dos QOTSA.
Entre 96/97, o projecto de Josh Homme nascia como Gamma Ray, sendo lançando e financiado pela própria banda o EP “Gamma Ray”, com apenas dois temas e produzido por Chris Gross. Já ao lado de Hernandez, Homme rebusca o passado e nomeia a banda como Queens of the Stone Age, nome que proveio de um comentário de Goss, quando produzia um disco dos Kyuss, dizendo que “eles eram como umas rainhas da idade da pedra”. Era então lançado o primeiro álbum de longa duração, “Queens of the Stone Age”, lançado em 1998. Para além de Hernández, fazia parte do grupo outros membros dos Kyuss, como o baixista Nick Oliveri. O registo de estreia recebia críticas muito positivas, estando incluído no livro "1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer". Durante esta altura Homme tinha formado os The Desert Sessions, um projecto mais experimental onde participava vários músicos, lançando entre 97 e 2003, dez discos.

Em 2000 era lançado “Rated R”, que incluía variados músicos, entre eles Mark Lanegan e Barrett Martin, ambos dos Sreaming Trees, Rob Halford (Judas Priest), e entre outros. O álbum teve uma excelente recepção, estando na 82ª posição do melhor álbum de década, segundo a revista Rolling Stone.
Já sem Goss na produção e com Lanegan estacionado na banda, entra Dave Ghrol e o guitarrista Troy Van Leeuwen (A Perfect Circle). Era editado em 2003, aquele seria encarado como o melhor registo da banda,“Songs for the Deaf”. A crítica foi unânime sobre a excelente qualidade do disco, atingindo um enorme sucesso comercial e aumentando ainda mais a sua reputação. “No One Knows” e “Go With the Flow”, foram os singles que representaram este disco. Devidos alguns boatos de violência domestica entre Oliveri e a sua mulher, Homme dispensa-o, ficando responsável pelo baixo Leeuwen e entrando para o lugar da bateria Joey Castillo. “Lullabies to Paralyze” era lançado em 2005, que mesmo não estando ao mesmo nível de qualidade do seu sucessor, foi muito bem acolhido pelo público e por a maior da crítica. Billy Gibbons (ZZ Top), juntava-se à banda mas saia Lanegan.
No início de 2007 era anunciado o 5º álbum dos QOTSA, “Era Vulgaris”, que era depois lançado em junho. Para além de Leeuwen e Castillo, participa neste disco Julian Casablancas (The Strokes), no single “Sick, Sick, Sick”, Alain Johannes, Brody Dalle e Trent Reznor. Josh Homme em 2009 forma os Them Crooked Vultures, com Dave Ghrol, John Paul Jones (Led Zeppelin) e ainda Alain Johannes.
Em 2011 os Queens of the Stone Age anunciavam novo disco, mas não confirmavam a data do seu lançamento. Era aos poucos conhecido os integrantes desse novo registo, Dave Ghrol, Trent Reznor, Elton John, Jake Shears (Scissor Sisters), Brody Dale, Mark Lanegan, e novamente o baixista Nick Oliveri. O álbum com o nome de “…Like Clockwork” está previsto a ser lançado este ano, mais precisamente em junho de 2013. Está previsto ainda a sua presença no Festival SBSR deste ano, no dia 20 de julho.

Recordo de “Rated R”, “Feel Good Hit of the Summer”.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Buster Keaton “The Frozen North”

Em colaboração com Edward F. Cline, Buster Keaton dirigiu e interpretou “The Frozen North”, curta-metragem de 1922. A curta é uma sátira a William S. Hart, o actor que evidenciou a figura do cowboy heróico e moralista dos primeiros westerns. “The Frozen North” foi gravado em Donner Lake, California, durante um inverno rigoroso.
Para além de Keaton, também faz parte do elenco Joe Roberts, Sybil Seely, Bonnie Hill e Edward F. Cline.

O filme inicia com Keaton a tentar saquear um bar usando um estratagema, mas não correndo da forma que pretendia. Seguidamente entra na sua casa e repara que a sua mulher está a trai-lo com outro homem, matando-os sem qualquer piedade, reparando depois que tinha entrado na casa errada, matando a mulher que não era a sua.

quinta-feira, 28 de março de 2013

French Films “Latter Days”


Latter Days”, é o primeiro single a ser retirado de “White Orchid”, o segundo álbum dos French Films a ser editado no dia 3 de maio, pela Gaea Records.
Entre o post-punk e o surf-rock, a banda finlandesa estreou-se em 2010 com o EP “Golden Sea” e no ano seguinte, lança o primeiro álbum de longa duração, “Imaginary Future”.

Este ano o verão chega mais cedo com os French Films, desvendando já “Latter Days”, música a fazer lembrar um pouco The Drums, e que é o primeiro single e vídeo a ser retirado de “White Orchid”.

quarta-feira, 27 de março de 2013

[12] Grickle “Channels”



                                                                   GrickleChannels”


terça-feira, 26 de março de 2013

Hugo Race Fatalists “Ghostwriter”


“We Never Had Control” é o novo trabalho do australiano Hugo Race, lançado nos finais de 2012 pela Gusstaff Records.

O músico que antes pertencera à formação inicial dos The Bad Seeds, de Nick Cave, até 1984, forma os The Wreckery e mais tarde os True Spirit, gravando 12 registos. Em 2007 junta-se a Chris Brokaw e a Chris Eckman, criando os Dirtmusic, e por fim, em 2010 ao lado dos músicos italianos Antonio Gramentieri e Diego Sapignoli, da banda instrumental  Sacri Cuori, forma Hugo Race Fatalists. É lançado o primeiro registo “Fatalists” (2010), numa sonoridade que aproxima do post-folk e do indie rock, sendo depois embelezada com a alma poética de Race. We Never Had Control” é o novo registo, e que é extraordinário.

“Ghostwriter” é o primeiro single retirado de “We Never Had Control”, e uma das melhores canções desse álbum. Fica aqui o vídeo, produzido por Corrado Vasquez.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Bo Diddley “Bo Diddley”


For anyone who wants to play rock & roll, real rock & roll, this is one of the few records that you really need. Along with Chuck Berry, Elvis, Little Richard, Jerry Lee Lewis and Gene Vincent and a few select others, Bo Diddley was one of the founders of the form — and he did it like no other. Released in 1958, Bo Diddley is one of those records that, after listening to just a few cuts, will find you tapping the beats on every available surface. Diddley’s guitar and vocals have a gruff feeling that recalls bluesmen such as Muddy Waters, yet he has his own style. Buttressed by drums, funky piano, and usually maracas, it’s absolutely infectious. This is one of the greatest rock sounds that you’re likely to hear, and it’s all on this one record too.Allmusic

Um disco marcante e indispensável para todos aqueles que veneram o genuíno rock n’ rol.
Bo Diddley foi um revolucionário do blues e até mesmo do rock, seguindo por um caminho um pouco diferente de outros músicos dessa fase, como Chuck Berry, Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Muddy Waters e de BB King, dando outro impulso e intensidade rítmica.
Este foi o primeiro registo gravado por Diddley para a Chess Records, onde incluía alguns dos seus maiores êxitos, como “Bo Diddley”, “I'm a Man”, “Who Do You Love”, “Pretty Thing”, “Hey Bo Diddley” e “Hush Your Mouth”. Este álbum é considerado uma compilação, já que junta algumas músicas lançadas pelo músico norte-americano desde 1955. Mais tarde, o álbum foi reforçado com mais 8 canções, sendo elas lados B dos singles lançados. “Bo Diddley” tornou-se assim num registo fundamental, uma influência para imensos músicos e bandas, Buddy Holly, Jimmy Hendrix, U2, The Jesus & The Mary Chain, e entre outros.

Bo Diddley “Bo Diddley” (Chess_1958)

Bo Diddley” é um dos meus singles escolhidos para representar este registo fantástico. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

Persepolis

Baseado no romance gráfico (banda desenhada), autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi, o filme de animação “Persepolis” (2007), foi escrito e dirigido pela própria Satrapi em colaboração com o francês Vincent Paronnaud. O filme retrata as memórias infantis e juvenis da Satrapi no Irão pré e pró revolucionário. A sua vida turbulenta dentro e fora do Irão, narrado de uma forma engenhosa e com senso de humor irónico, entre imagens dominadas pelo preto e branco, repleto de simplicidade e subtileza, tudo transfigurado numa bonita obra de arte. O filme foi premiado no Festival de Cannes e no International Film Festival Vancouver, estando ainda nomeado para inúmeros festivais, entre eles o Óscar da Academia e o Golden Globe Awards.

“Esta é a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de 9 anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas. Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os “guardas sociais” e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável. À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e o extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa. Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.”

quinta-feira, 21 de março de 2013

Cold Cave “People are Poison” / “Oceans With No End”


“People are Poison”, é a segunda amostra do novo EP “Oceans With No End”, da banda norte-americana Cold Cave, lançado recentemente pela Deathwish, editora de Jacob Bannon dos Converge.
Impulsionado pelo darkwave e o synthpop, Wesley Eisold ressurge com um novo EP com apenas dois singles, “Oceans With No End” e “People are Poison”, embebidos num ambiente totalmente intenso. Fala-se de um sucessor deCherish the Light Years (2011), ainda para este ano, mas para já não passam apenas de rumores.

Deixo para audição os dois temas inseridos no novo EP, o surpreendente “People are Poison” e “Oceans With No End”, adaptadíssimos para as melhores pistas de dança.



quarta-feira, 20 de março de 2013

“Sangue Violeta e Outros Contos”, de Fernando Relvas


A editora El Pep lançou o ano passado “Sangue Violeta e Outros Contos”, que junta pela primeira vez as três histórias de Fernando Relvas publicadas no Jornal já extinto, Se7e, entre 1983 e 1986. "Sangue violeta", "Tax driver" e "Sabina", são as bandas desenhadas que mais marcaram os leitores do semanário. Um traço inconfundível de Relvas, ligeiro e distinto, a diferençar o preto e branco, num registo punk, entre histórias de sexo, drogas e rock n’ roll, na agitada actividade lisboeta.

“Sangue Violeta e outros contos, editado por el pep, inclui três histórias, ou contos, ou séries, conforme quiserem, Sabina, publicada no jornal Se7e em 1983, uma segunda história de visitas às praias do Algarve (a primeira foi Cevadilha Speed, 1981, publicado em livro por SIBDP em 1998), e Sangue Violeta, que não é uma história, não é um conto, nem propriamente uma série, em 1984, mas que se envolve com um curto conto, Tax Diver, e que terminará diluindo-se em Karlos Starkiller, numa sucessão de histórias, contos ou séries, como lhe quiserem chamar, que durará até 1986.
Karlos Starkiller (publicado por Baleia Azul em 1997), acabou por sair em livro aproveitando uma proposta revista e aumentada, apresentada dez anos antes à empresa editora do Se7e que considerou na altura "não estar vocacionada para a edição de banda desenhada". Cada conto, ou história, exigiu, uma década depois, uma curta apresentação aos leitores, já esquecidos dos acontecimentos anteriores à queda do Muro de Berlim. Não se passa o mesmo com Sangue Violeta. Esta é mesmo uma edição arqueológica. Tirando duas alterações, todo o trabalho editorial pertence ao Pepe e ao Brito e segue o mais fielmente possível a ordem da publicação em jornal (e, acreditem, não deve ter sido fácil). Fosse eu a fazê-lo e cairia na tentação de eliminar páginas inteiras e refazer outras, e depois explicar o porquê de tudo o que lá está.
Assim, vão ter direito aos concursos e questionários inconsequentes, aos grafismos toscos, aos concertos punk e às minhas tentativas de reforma ortográfica (sem nunca chegar ao exagero de transformar, como os nossos brilhantes ortógrafos conseguiram fazer, espectador naquele que espeta). A propósito, entenda-se que não vejo grande inconveniente na maior parte das alterações feitas pelo acordo ortográfico. É certo que não vai resolver nada do que se propôs resolver e que vai complicar diferenças que o povo já tinha acomodado, mas estraçalhar as regras da escrita é, quanto a mim, sempre divertido.
Em qualquer época ou situação geográfica.” 



“Sangue Violeta e outros contos”,
de Fernando Relvas,
Editora: El Pep,
106 pags,
12,00 €

terça-feira, 19 de março de 2013

[A Velha JukeBox] Godflesh: Crush My Soul



                                                Godflesh: Crush My Soul (Selfless_1994)


segunda-feira, 18 de março de 2013

How to Destroy Angels “Welcome Oblivion”



Provisoriamente ausente dos Nine Inch Nails, Trent Reznor instala-se agora no seu novo projecto - How to Destroy Angels - ao lado da sua mulher Mariqueen Maandig e Atticus Ross.
Reznor arrisca em texturas electrónicas mais intimistas e futuristas, muito perto das bandas sonoras, "The Social Network" (2010) e "The Girl With the Dragon Tattos" (2011), que produziu ao lado de Ross. Os aclamados EP’s “How to Destroy Angels” (2010), e “An Omen” (2012), já revelavam o percurso em que Reznor queria levar, uma sonoridade electrónica mais minimal e experimental, aliviada pela voz versátil e sensual de Maandig.
Esse novo universo electrónico cativou-me. No desafiante e experimental Keep it Together” arranca a expressar - “I feel the skin that separates us”dominado por um synth sombrio e sinistro. Na canção “Welcome Oblivion” podemos encontrar alguns fragmentos dos NIN, densa, enquanto a exótica “Ice Age” é uma das músicas mais atraentes deste álbum, passando aqui despercebido os ambientes electrónicos. Em “On the Wing” e “Too Late, All Gone”, já os sintetizadores dominam, em formato quase sinistro. O cativante single de apresentação, “How Long?”, faz quase reviver os Morcheeba entre um clima muito aliciante e hipnótico. “Strings and Attractors” é infalivelmente apaixonante entre uma textura electrónica intensa, e “Recursive Self-Improvement”, explora pelo instrumental, formalmente adequada para um novo trabalho cinematográfico.
Vale a pena deixar-nos fluir por todo esse espírito e sensualidade de “Welcome Oblivion”.


Tracklist:

01. The Wake-Up
02. Keep it Together
03. And the Sky Began to Scream
04. Welcome Oblivion
05. Ice Age
06. On the Wing
07. Too Late, All Gone
08. How Long?
09. Strings and Attractors
10. We Fade Away
11. Recursive Self-Improvement
12. The Loop Closes
13. Hallowed Ground

How to Destroy Angels “Welcome Oblivion” (Columbia Records) – 7/10

Dirigido por Shynola, fica o primeiro vídeo How Long?”.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Faust (1926)

Para a história do cinema mudo e expressionista alemão, ficou “Faust” (Faust – Eine deutsche Volkssage), um dos filmes mais marcantes do realizador F. W. Murnau (1888 – 1931), e último produzido na Alemanha. Para muitos este filme trata-se do melhor de Murnau, considerado até superior a “Nosferatu”, outro dos seus grandes clássicos. O filme segue fielmente o expressionismo, uma das características centrais de Murnau, mostrando todos os pormenores cénicos num jogo de luzes e sombras.
Faust” foi baseado na obra de 1806, com o mesmo nome, do escritor alemão Goethe, que escreveu inúmeros romances de renome, como Os Sofrimentos do Jovem Werther de 1774, ouO Aprendiz do Feiticeirode 1797. A obra expõe o ser humano a um conflito existencial, arrastando o leitor para uma jornada de sentimentos e emoções.   
O resultado final do filme é de uma enorme beleza artística, inovador, e uma lição de bem filmar, que faz dele uma referência de culto da história da 7ª Arte.

Sinopse:

"O demónio Mefisto e um Arcanjo apostam sobre a possibilidade de corromper o mais justo dos homens. Em consequência o demónio espalha uma terrível peste sobre a cidade onde vive Fausto, um velho médico e alquimista.
Impotente perante a devastação, Fausto encontra um livro onde se fala num pacto com o Diabo, e em desespero invoca-o. Mefisto aparece a Fausto na forma de um mendigo e tenta-o a fazer um pacto por 24 horas. Fausto cura as pessoas da aldeia, mas é expulso por não conseguir tocar um crucifixo.
Para o continuar a tentar, o demónio restitui-lhe a juventude e tenta-o com a visão da duquesa de Parma. Os dois viajam até ao casamento da duquesa, que Fausto conquista, enquanto as 24 horas se esgotam, e ele dá a sua alma ao demónio.
Farto da sua vida de opulência e luxúria, Fausto pede para regressar à sua terra natal. Aí enamora-se de Gretchen, que conquista graças à magia de Mefisto. Mas Mefisto denuncia Fausto ao irmão de Gretchen, Valentin, que descobre os amantes e desafia Fausto em duelo. Mefisto mata Valentin, e a culpa recai sobre Fausto, que novamente tem de fugir.
Gretchen é renegada pelo seu povo, e dá à luz ao filho de Fausto, em solidão. Abandonada, deixa o seu filho morrer na neve, e é condenada por assassínio. Fausto vendo o que acontece regressa para salvar Gretchen, e chega a tempo de ver Gretchen na fogueira. Ao ver Fausto desejar nunca ter feito o pacto, Mefisto quebra-o e Fausto volta a ser um idoso, atirando-se ao fogo com a sua amada, e morrendo com ela.
No céu, o arcanjo diz a Mefisto que perdeu, pois no final o amor acabou por triunfar."


quinta-feira, 14 de março de 2013

The Soft Moon “Insides”


De “Zeros” continua a escapar singles, e “Insides” é o mais recente. Desse magnífico disco dos norte-americanos The Soft Moon, lançado o ano passado e que aqui o elogiei, tem tido neste blog um lugar cativo e merecido.

Luis Vasquez mostra mais um video, envolvido por imagens a preto e branco, num ambiente sinistro, dirigido por Jacqueline Castel.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Monstra 2013

O 12º Festival de Cinema de Animação de Lisboa – Monstra 2013 – que arrancou no dia 7 e que termina a 17 de Março, homenageia este ano os trabalhos cinematográficos do Brasil e de Espanha. Serão exibidos 100 filmes do brasil e ainda homenageando o cineasta Chico Liberato, pioneiro de animação, da Bahia, e que estreia na Europa o filme "Ritos de Passagem". Também será feita uma retrospectiva ao cinema espanhol, que iniciou no dia 11 e que vai recorrer em várias cidades do país. Também já o japão vai estar em destaque, com a extreia de “From up on Poppy Hill” e “Letter to Momo”. Para além da exibição dos das salas habituais, Cinema São Jorge e do Cinema City Alvalade, também a Fundação Calouste Gulbenkian vai colher o festival, dedicando-se ao tema “Animação e Artes Plásticas”.
Para os interessados, podem aqui explorar o resto do programa ou fazer download do mesmo. Mais tarde farei aqui a lista dos vencedores e desfrutem o resto dos dias.

“Les Fulles Seques” (2000), da espanhola Eulàlia Pagès, é uma das curtas de animação que podem ver hoje no Cinema S. Jorge, pelas 19.30. 

terça-feira, 12 de março de 2013

Johnny Marr “Upstarts”

"The Messenger” é o primeiro álbum a solo de Johnny Marr (ex-The Smiths), lançado nos finais de fevereiro pelo selo Warner Bross. O músico inglês que após os The Smiths, integrou em outros projectos, como os Talking Heads, The The, Electronic, Modest Mouse ou os The Cribs, resolveu agora estrear-se em seu próprio nome. Na minha opinião, “The Messenger” presenteia uma paleta de influências fazendo praticamente uma retrospectiva à carreira de Marr, entre o britpop, o new wave, o pós-punk e o rock alternativo. A revista Rolling Stone chama-lheum álbum cheio de melodias de britpop e reverbs do pós-punk, com texturas vibrantes de a voz descontraída de Marr".
A lembrar ainda que Marr vai estar no dia 18 de Julho no 19º festival SBSR, na Herdade do Cabeço da Flauta, junto à Praia do Meco em Sesimbra, o mesmo dia que os Arctic Monkeys.

Fica aqui “Upstairs”, o último single e video desvendado, e mais abaixo, deixo para audição “Say Demesne”, um dos meus temas favoritos de “The Messenger”.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Nick Cave and the Bad Seeds “Push the Sky Away”


Já com 40 anos de carreira, permanece a criatividade e a elegância imponente na música de Nick Cave, que em fevereiro lançou “Push the Sky Away”, o 15º álbum pelos The Bad Seeds. Nestes últimos tempos o músico australiano teve mais ocupado com o seu mais recente projecto – Grinderman – seguindo pelo rock n’ rol mais alienado e selvático, um humor muito diferente do que fez nos Bad Seeds, estando mais perto dos The Birthday Party, uma das suas primeiras bandas. A verdade é que não ficou só pelos Grinderman, Cave junta-se a Warren Ellis para construir algumas bandas sonoras, sendo a última – Lawless – lançada o ano passado.
Cave tem tendência de regressar à fase mais melancólica dos Bad Seeds, a impulsionar um ambiente mais dramático, romântico e sensível, enquanto ao anterior álbum, “Dig, Lazarus, Dig!!!” (2008), um pouco discrepante dos registos anteriores, adoptou por um som mais fervilhante, abrasivo, replecto de ruído e intenso, talvez ainda dominado pela atmosfera dos Grinderman.
Produzido por Nick Launay, “Push the Sky Away” é o primeiro álbum gravado sem Mick Harvey, um dos fundadores dos Bad Seeds. Nick Cave e Warren Ellis são agora a principal estrutura da banda, renovando e intercalando novas texturas, mas nunca suspendendo a sonoridade familiar e perversa dos Bad Seeds. Barry Adamson é outra das surpresas neste disco, regressando à banda depois de Your Funeral… My Trial” (1986), o último trabalho em que o músico participou.
Em “We No Who U R”, ouvimos Cave a cantar “and we know who you are, and we know where you live, and we know there’s no need to forgive again”, muito perto da musicalidade de "Your Funeral, My Trial". “It''s darker and closer to the end” vem de “Wide Lovely Eyes”, uma das músicas mais assombrosas do disco, enquanto “Water’s Edge” intimida-nos para um lugar mais sinistro, a rebuscar o ambiente dos primeiros álbuns.“Jubilee Street” é dramático e belo, destacando a guitarra de Ellis e o violino. “Mermaids" é o mais humorado, mas também o mais obsceno, uma canção de amor e um lamuriar romântico sobre a ausência de um lugar mítico na vida espiritual do Ocidente. Instantaneamente tenso, “We Real Cool”, através de um violino e um baixo vibrante, absolutamente emocional. O blues de “Higgs Boson Blues”, um dos melhores momentos do álbum e o sereno “Push The Sky Away”, tema lindíssimo mas amargurado.
Acreditem, é um álbum fantasticamente belo!!

Tracklist:

01. We No Who U R
02. Wide Lovely Eyes
03. Water’s Edge
04. Jubilee Street
05. Mermaids
06. We Real Cool
07. Finishing Jubilee Street
08. Higgs Boson Blues
09. Push The Sky Away

Nick Cave and The Bad Seeds “Push the Sky Away” (Bad Seed Ltd.) – 9/10

“Jubilee Street” é o segundo single, uma canção e um vídeo maravilhoso, dirigido por John Hillcoat.

sexta-feira, 8 de março de 2013

“Kamera”, de Nijo Jonson


Pouca informação encontrei sobre esta curta-metragem indiana, realizada por Nijo Jonson. Posso apenas dizer que “Kamera” (2011) é uma curta que gira em redor da percepção de uma criança que está confusa sobre o caminho a seguir e como a vida lhe dificulta toda a ambição de lá chegar.

Com apenas 12 anos de idade, Arjun vive numa favela e trabalha num depósito do lixo. O seu maior sonho é animar as pessoas e conseguir fazê-las sorrir. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Esben and the Witch “When That Head Split”


Lançado pela Matador nos finais de janeiro deste ano, “Wash the Sins Not Only the Face” é um dos discos que me tem seduzido imenso durante estes dias.
O novo álbum sucede o maravilhoso “Violet Cries” (2011), o registo de estreia dos britânicos Esben and the Witch, que desenhou um ambiente fascinante e sinistro, numa sonoridade dentro do rock alternativo, o shoegaze e o gótico.
Com o novo trabalho, a banda de Brighton volta a assombrar e a enfeitiçar com canções muito bem estruturadas e cheias de inspiração.

“When That Head Split” é já o terceiro single retirado do novo álbum, com o video dirigido por Rafael Bonilla Jr, mostrando uma simpática animação produzida em plasticina. 


quarta-feira, 6 de março de 2013

"My Strange Grandfather", de Dina Velikovskaya


Aliciada pela técnica stop-motion, “My Strange Grandfather” é uma curta de animação realizada pela russa de Dina Velikovskaya, estudante da Russian State University of Cinematography (VGIK). Para além de ressuscitar um estilo que tem desaparecido um pouco na Rússia, a autora resolveu elaborar uma curta emocional e poética, num cenário fantástico.

A curta conta a história de uma criança que não entende porque é que o seu avô passa tanto tempo a apanhar lixo na praia, até que finalmente o segredo é revelado. Ter um avô estranho pode não ser fácil, mas por outro lado, pode ser absolutamente mágico.

terça-feira, 5 de março de 2013

Hedningarna “Tjuren”


Treze anos depois de “Karelia Visa” (1999), os suecos Hedningarna renascem e lançam novo álbum - & - lançado durante o ano de 2012.
A banda liderada por Anders Norudde e Hållbus Totte Mattsson, exibem uma sonoridade dentro do folk tradicional sueco, servindo-se das raízes nórdicas mais antigas, misturando o rock e o electrónico, utilizando instrumentos antigos com a função de se libertarem para um som mais contemporâneo e minimalista. Nestes últimos anos, a banda sofreu algumas alterações, projectos paralelos e concertos por todo mundo. Agora sem as duas vocalistas femininas, Norudde e Mattsson ressuscitam os Hedningarna, entrando Christian Svensson e Magnus Stinnerbom, motivando o trabalho de um novo álbum. “&” é intenso, inovador e atestado em energia, a investir numa atitude mais punk. Um excelente regresso!

Não havendo vídeo, fica apenas para audição - “Tjuren” – o tema de abertura de “&”.