segunda-feira, 29 de abril de 2013

The Three Johns “The World by Storm”


"We're not a socialist band. We're a group of socialists who are in a band. It's a fine distinction but an important one." The Three Johns

O post-punk como sonoridade base, os The Three Johns são também conhecidos pelas letras reivindicativas e socialistas.
A banda inglesa liderada por Jon Lagford (The Mekons), por John Hyatt e Phillip "John" Brennan, estreia-se em 1984 com o seu primeiro álbum de longa duração – Atom Drum Bop – adquirindo criticas muito positivas, considerado hoje, o seu melhor registo. Mas foi com o álbum seguinte, “The World by Storm”, que fiquei completamente deslumbrado por esta magnifica banda. Absolutamente poderoso, com músicas totalmente sedutoras e palavras ferozes. “The World by Storm” foi considerado um disco favorável pela crítica, com uma boa colecção de canções, contendo três dos seus melhores e célebres singles: “Sold Down The River”, “Death Of The European e “Atum Drum Bop”.
Para além destes singles, merecem destaque ainda as canções  e ““King Car”, a furiosa “Demon Drink”, “Johnny, The Perfect Son”, “Torches of Liberty”, “The Ship That Died of Shame”, "The World by Storm”, ou seja, praticamente todas.
Talvez pela exaltação na altura das bandas do movimento de rock alternativo de Manchester (Madchester), os The Three Johns nunca conseguiram alcançar o sucesso que bem mereciam.
Para além The World by Storm” fica aqui também como sugestão “Atom Drum Bop”, outro álbum a consumir obrigatoriamente.

The Three Johns “The World by Storm” (Abstract_1984)

Deste formidável disco, recordo “Atum Drum Bop e “Johnny, The Perfect Son”, dois excelentes singles.



domingo, 28 de abril de 2013

Yulia

Uma divertida curta-metragem de animação francesa, realizada por Antoine Arditti, “Yulia (2009), arrecadou inúmeros prémios: Cannes 2009, AnimFest em 2010, Cinessonne 2009. E ainda selecionado para outros festivais, entre os quais o Annecy.
Um exemplo interessante de rotoscopia, e uma mistura entre o 2D e o 3D. O lápis do carvão esbate-se no papel, com fluidez do movimento das personagens.

Devido a uma descarga eléctrica, Yulia é inexplicavelmente transportada para um quarto sem qualquer saída, onde apenas se encontravam cinco alavancas embutidas numa parede. Ela começa então a manejar em cada uma das alavancas, e que vai acontecendo uma serie de acontecimentos absurdos, até ir ao encontro do seu amor.  

Depeche Mode “Broken”


Delta Machine” é o nome do 13º álbum dos Depeche Mode, editado em março deste ano, e aborda alguns temas já recorrentes na música da banda inglesa: luxuria, pecado, culpa ou a salvação. A sonoridade deste registo entra pelo ambiente mais sombrio, e esforçando-se por ir ao encontro dos álbuns “Violator” (1990), ou “Songs of Faith and Devotion” (1993). Na minha opinião, falharam mais uma vez, mas mesmo assim conseguiu superar os dois álbuns anteriores, “Playing the Angel” (2005) e “Sound of the Universe” (2009).

“Delta Machine” é o último da trilogia produzida por Ben Hillier, e foi lançado pela Columbia e Mute. Após os singles “Heaven” e “Soothe My Soul”, é a vez de “Broken”, aqui num video gravado no próprio estúdio.

Waiting for Life


Devido ao problema de escassez de sangue em alguns hospitais no Brasil, foi produzida uma curta de animação – “Waiting for Life” – para uma campanha de sensibilização para a doação de sangue.

A animação foi realizada pela Paranoid.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Kate Boy “In Your Eyes”


A sueca Kate Akhurst (Kate Boy), é uma das minhas grandes apostas para este ano que ainda corre, abusando no electro-pop, inspirada na música de Peter Gabriel e Kate Bush.  
Já considerada uma das herdeiras dos irmãos Dreijer (The Knife), Kate Boy lançou o ano passado o EP “Northern Lights”, que para além deste excelente single, continha ainda o lado B “In Your Eyes”, e ainda duas remisturas de “Northern Lights”.

Enquanto aguardo ansiosamente pelo álbum de estreia, e depois de ter sido totalmente conquistado pelo single “Northern Lights”, foi mostrado no inico de março “In Your Eyes”, um single e um vídeo fabuloso, produzido pela própria Kate Boy

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Wire “Change Becomes Us”


Não será muito exagerado referir que “Change Becomes Us” é melhor álbum dos ingleses Wire, desde o elogiadíssimo “154” (1979). 
A banda inglesa carrega no currículo três álbuns históricos, “Pink Flag” (1977), “Chairs Missing” (1978), e “154” (1979), encarados como uma referência para o punk e um importante impulso para o post-punk. Após o enorme sucesso destes álbuns, a banda termina em 1980, reunindo-se depois em 85, lançando até ao início dos anos 90 seis discos, nenhum deles alcançando o sucesso dos três primeiros. Voltam a separar-se, regressando em 99, e desde aí a banda liderada por Colin Newman entra na nova década, surpreendendo com o lançamento de notáveis registos, tais como “Send” (2003), “Object 47” (2008), e agora este “Change Becomes Us”.
Este disco foi produzido pela própria banda, e foi fundamentado em ideias e composições durante em ensaios feitos entre o período de 79 e 80. Acho-o um registo bastante inteligente e com músicas tecnicamente muito boas, de extrema qualidade. Seguindo pelo um alinhamento mais contemporâneo, deparamos quase com uma homenagem aos três primeiros álbuns, documentado aqui num só disco.
A sublinhar o punk aceso nos temas “Doubles & Trebles”, “Adore Your Island”, o estupendo “Stealth Of A Stork” e “Love Bends”. As restantes aderem pelo um caminho mais experimental, muitas delas carregadas de melancolia como é o caso de “Re-invent Your Second Wheel” ou “& Much Besides”. Também encontramos alguma estrutura psicadélica em canções como “B/W Silence”, “Keep Exhaling” ou “As We Go”. “Eels Sang” a reviver o punk dos Talking Heads, “Magic Bullet” e “Time Lock Fog” são outros a destacar. Está aqui garantido a tradição e a energia da música dos Wire, um dos seus catálogos mais desafiadores, interessantes e atraentes, de toda a carreira da banda britânica.
Este é sem dúvida para estar na lista dos melhores do ano!

Tracklist:

01. Doubles & Trebles
02. Keep Exhaling
03. Adore Your Island
04. Re-invent Your Second Wheel
05. Stealth Of A Stork
06. B/W Silence
07. Time Lock Fog
08. Magic Bullet
09. Eels Sang
10. Love Bends
11. As We Go
12. & Much Besides
13. Attractive Space

Wire “Change Becomes Us” (Pink Flag) – 9/10

Fica para audiçãoDoubles & Trebles” e “Stealth Of A Stork”.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

L’Etoile de Mer (1928)


Curta-metragem surrealista dirigida pelo norte-americano Man Ray em 1928, foi inspirada na peça de teatro La Place de L’Etoile”, escrita pelo poeta surrealista Robert Desnos, que é também um dos participantes desta curta.
A maior parte das sequências deL’Etoile de Mer” (The Sea Star), foi obtida com alguns processos pouco ortodoxos, utilizando lentes embaciadas para transmitir um ambiente esbatido e aquoso, de contornos difusos e ondulantes. Um filme sensual e romântico, pretendendo explicar e perceber a essência falseada da beleza.

Iniciando com um casal a caminhar pela estrada, vemos uma sucessão de cenas desordenadas. O casal vai para o quarto, ele despede-se e sai. A mulher vende jornais, e o homem compra-lhe uma estrela-do-mar, e volta ao quarto onde a observa. Nas mãos do homem surgem-lhe linhas desenhadas. Jornais voam com o vento. Objectos de vidro circulam. A mulher ameaça a estrela-do-mar com um punhal. A mulher está deitada na cama, mas já não sonha. Na estrada o casal desune-se quando um segundo homem leva a mulher.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Black Rebel Motorcycle Band “Let the Day Begin”


Foi lançado em março o 6º álbum dos norte-americanos Black Rebel Motorcycle Band, intitulado de “Specter at the Feast”. O sucessor de “Beat the Devil’s Tattoo" (2010), é uma homenagem a Michael Been falecido em 2010, o pai de Robert Levon Been, o fundador da banda. Been também chegou a produzir o álbum anterior da banda, tendo um enfarte durante a tournée.

“Let the Day Begin” é o primeiro single a ser retirado de “Specter at the Feast”, e o video foi apresentado recentemente. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

[13] Grickle “Grand Finale”



                                                               GrickleGrand Finale”


terça-feira, 16 de abril de 2013

Mirror Mirror “Nowhere”


Vai ser lançado em maio pela Weyrd Son Records, uma compilação de tributo ao músico belga, Snowy Red, de nome “…ever Alive – a tribute to Snowy Red”, e que envolve bandas como os Violet Tremors, Led Er Est, Bestial Mouths ou os Mirror Mirror.
Música a abranger o synth minimalista, Snowy Red (Marcel Thiel, Micky Mike), foi considerado um dos pioneiros do electro-pop, estando apenas no seu currículo quatro álbuns: “Snowy Red” (81), “The Right to Die” (82), “Vision” (84) e “The Beat is Over” (89). O músico ao morreu em 2009 aos 52 anos em Bruxelas, devido a complicações cirúrgicas relativamente a problemas de saúde.
Nowhere” é uma das músicas mais populares de Snowy Red, e aqui excelentemente interpretada pelos norte-americanos Mirror Mirror.  

Este é o video que promove o tema, e que conta com a participação do porto riquinho Desi Santiago. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

David Bowie “The Next Day”


Este ano fomos surpreendidos com o regresso aos discos de David Bowie, após uma década de abandono à música. Foi no dia do seu 66º aniversário, 8 de janeiro, que foi mostrado ao mundo “Where Are We Now?”, o single que antecipava “The Next Day”, o primeiro álbum desde “Reality” (2003).
Como afirmou Tony Visconti (o produtor do disco), à Rolling Stone, “Se as pessoas estiverem à procura de Bowie clássico, vão encontra-lo neste álbum. Mas se estiverem à procura de um Bowie inovador, com novas direcções, também vão o encontrar neste álbum.” É o Bowie no passado, no presente e no futuro. Por isso temos um disco recheado de lembranças, principalmente no período em que viveu em Berlim, em que o músico resolve aderir a um registo mais experimental em colaboração com Brian Eno, inspirando-se na música nova da Alemanha, mais precisamente em bandas como os NEU!, Harmonia e Kraftwerk, resultando na edição de uma trilogia: “Low” (1977), “Heroes” (1977) e “Lodger” (1979). É por isso que The Next Day” resgata a imagem da capa do álbum “The Heroes”, sobreposta apenas com um quadrado branco e o título, e que refere o “esquecimento ou obliteração do passado”. A produção da capa ficou a cargo de Jonathan Barnbrook, o mesmo que também projectou de “Heathen e Reality”.
O disco está atestado de grandes músicas, tais como os dramáticos Where Are We Now?” e “You Feel So Lonely You Could Die”, “Dirty Boys” a soar a um Tom Waits – um canto fúnebre escoltado pelo saxofone. O atraente “The Stars (Are Out Tonight)”, “Love is Lost”, a traumática “I’d Rather Be High”, o acelerado “Dancing Out In Space”, o elegante “How Does The Grass Grow?”, “(You Will) Set the World On Fire”, uma das suas melhores músicas rock, e por fim o assombroso “Heat”.
Estamos perante um dos melhores discos de Bowie, nisso não temos qualquer dúvida.

Tracklist:

01. The Next Day
02. Dirty Boys
03. The Stars (Are Out Tonight)
04. Love Is Lost
05. Where Are We Now?
06. Valentine’s Day
07. If You Can See Me
08. I’d Rather Be High
09. Boss of Me
10. Dancing Out In Space
11. How Does the Grass Grow?
12. (You Will) Set the World On Fire
13. You Feel So Lonely You Could Die
14. Heat

David Bowie “The Next Day” (Sony Music, ISO Records) – 8,5/10

Fica aqui o último single – “The Stars (Are Out Tonight)” – também um dos meus favoritos deste álbum. O video conta com a participação da actriz britânica Tilda Swinton.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

“Rashomon”, de Akira Kurosawa

Realizado no ano de 1950, pelo japonês Akira Kurosawa, “Rashomon” (羅生門), foi o primeiro filme japonês a alcançar um enorme sucesso, arrecadando o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e ainda o Leão de Ouro, no Festival de Veneza em 1951. Também ajudou a impulsionar o cinema japonês para além fronteiras, principalmente nos Estados Unidos. Basicamente, Kurosawa inovou o cinema, pelas suas experiencias visuais, os impressionantes movimentos frequentes da câmara, e a ampla gama de tons de cinza nos filmes a preto e branco.
Também é importante referir a interpretação magnífica de Toshiro Mifune, um dos actores preferidos de Kurosawa, comparecendo em 16 dos seus filmes. Mifune em Rashomon” foi considerado por muitos críticos, como uma das suas melhores prestações no cinema.
Foi mais tarde feito um remake de “Rashomon”, “The Outrage” (1964), transformado para um ambiente western, realizado por Martin Ritt, fazendo parte do elenco os actores Paul Newman, Laurence Harvey, Claire Bloom, e entre outros.
Este é um dos meus favoritos de Akira Kurosawa.

“No Japão do século XII, um samurai e a sua mulher são atacados numa estrada pelo famoso bandido Tajomaru. O samurai acaba morto e a mulher violada. Tajomaru é preso pouco depois e levado a julgamento, mas a sua versão dos acontecimentos e a da mulher é tão diferente que chamam um médium para falar com o morto e ele dar a sua versão.
Este também conta uma história totalmente diferente da deles. Finalmente, o lenhador que encontrou o corpo e que viu como tudo se passou tem também uma versão diferente de todos os outros. Quem está a contar a verdade? Mas afinal, o que é a verdade?”

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Tropical Popscle “Ghost Beacons”


Foi recentemente lançado o álbum de estreia – “The Dawn of Delight” - dos norte-americanos Tropical Popscle, misturando o post-punk com o surf-rock,e ainda o rock-psicadélico à sua música. O principal fundador da banda, Timothy Hines, referiu aliciado pelo post-punk, mas que cresceu a ouvir o rock psicadélico dos anos 60, sobretudo bandas como os Jefferson Airplane, Cream ou os 13th Floor Elevators, sendo por isso a sua maior influência.
A banda estreou-se em 2011 com o EP “Tropical Popscle” e o single “The Beach With No Footprints”. No ano seguinte o EP “Ghost Beacons”, um pequeno aperitivo para o álbum de estreia editado no dia 15 de março este ano.

“Ghost Beacons” é um dos singles deste novo trabalho, e vem com o respectivo vídeo. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

“A Chinese Life”, de Li Kunwu e P. Otié


Este livro de banda desenhada, foi originalmente publicado como uma trilogia em francês, ganhando inúmeros prémios. Já foi traduzido para várias línguas, e a versão em inglês foi escolhida por ser lançada num só volume, deparando com a dimensão desta obra, “A Chinese Life”.

O preto e branco destaca-se, com Kunwu a empregar varias técnicas de desenho, entre rápidas e vigorosas pinceladas, linhas grossas e distorções expressivas dos corpos humanos, a técnica da perspectiva e ainda a tradicional e clássica ilustração chinesa.
Um livro de imensa de qualidade. Recomendo.

A história autobiográfica de Li Kunwu que está indissociavelmente ligada durante três décadas como designer de publicidade para o partido comunista. Somos levados ao longo de uma viagem desde o ano 1949, sob a transformação da China do pós-guerra numa nação comunista, até os dias actuais.  





“A Chinese Life”
De Li Kunwu e P. Otié
Editora: Self Made Hero
17x24
720 páginas
26,33€

terça-feira, 9 de abril de 2013

[A Velha JukeBox] The La’s: There She Goes


                                      
                                                 The La’s: There She Goes (The La’s_1990)


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Chelsea Light Moving “Chelsea Light Moving”


Agora alheio aos Sonic Youth, Thurston Moore enverga pelo um novo projecto ao lado de Samara Lubelski (Demolished Thoughts), John Moloney (Sunburned Hand of the Man) e Keith Wood (Hush Arbors), denominado de Chelsea Light Moving, nome que nasceu de uma sociedade referente ao movimento de contracultura dos anos 60, fundada por Philip Glass e Steve Reich.
Moore continua seguro nas suas origens, o noise e o rock alternativo continuam a fazer parte da sua música, mas neste “Chelsea Light Moving” ficamos para já convictos que não adere ao mesmo caminho dos Sonic Youth, descobrindo um pouco mais de intensidade, algo mais denso e agitado. Não é um disco que desilude, pelo contrário, a música é muito bem projectada e refinada. Existe aqui uma tentativa de Moore escapar do registo dos Sonic Youth, e por isso foi preciso arriscar noutros géneros, com referências do avant-garde, o grunge, o hardcore ou até mesmo o metal, desemboca numa chocante nova identidade.
O álbum abre com “Heavenmetal”, uma das músicas mais fáceis de digerir, evocando desgosto e alegria, com guitarras levemente mais calmas entre um baixo arrojado e um refrão generoso – "Be a warrior and love life”. A partir daqui tudo altera, “Sleeping Where I Fall” dá o impulso, mudando bruscamente de acordes. A guitarra de Moore excede-se em alguns momentos em “Alighted” e em “Empires of Time”, arrasando em todas as direcções. Mas os melhores momentos do disco passam por “Groovy & Linda”, desarmonioso e obscuro e que conta a história de uma casal hippie de namorados mortos a tiro no ano de 1967, e “Burroughs”, uma excelente música rock. O Punk furioso em “Lip”, debaixo do refrão “fuck the world”, e “Mohawk” aumentado ainda mais de intensidade emocional, quase a fazer uma referência aos Velvet. Para finalizar, o poderosíssimo “Communist Eyes”, homenageando o hardcore do início dos anos 80.
Um álbum agradavelmente confuso.

Tracklist:
01. Heavenmetal
02. Sleeping Where I Fall
03. Alighted
04. Empires of Time
05. Groovy & Linda
06. Lip
07. Burroughs
08. Mohawk
0
9. Frank O'Hara Hit
10. Communist Eyes
Chelsea Light Moving “Chelsea Light Moving” (Matador Records) – 8/10

Fiquem com “Burroughs”, um dos melhores momentos deste álbum. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Penas”, de Paulinho Caruso

Curta-metragem brasileira, produzida em São Paulo, “Penas” foi dirigida e produzida por Paulinho Caruso, baseando-se numa história de banda-desenhada inserida na revista “Chiclete com Banana” de Laerte (que também faz parte do elenco desta curta), conhecida sobretudo pelo seu humor ácido e cínico.

“Penas” foi retirada numa publicação no ano de 88, e conta a história de um homem que apercebe-se que estão a nascer penas nos seus braços, indo seguidamente encontrar explicações para esse estranho acontecimento. Acaba depois entrando num acontecimento medonho, deparando-se com o preconceito, traição e ornitologia explícita.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cyanna “I Am Cannibal”


Simpatizei com esta banda grega, Cyanna, sobretudo com o seu último trabalho, o EP “The Undressed” (2012), após terem lançado dois registos muito fracos.
A banda de Spyreas Sid estreou-se com “Just a Crash” (2008), num alinhamento dentro do rock-electro, e de seguida com “End is Near” (2010), próximo da sonoridade do registo anterior, mas sobressaindo desta vez mais as guitarras e as mensagens anti-políticas, devido à crise que o país atravessa O EP “The Undressed” entra numa direcção que cativou-me muito mais, desligando-se do electro manhoso e indo rebuscar novas referências musicais, dentro do rock e do country alternativo. Quatro fantásticas músicas que vão de encontro a influências como a dos The Walkabouts, I Like Trains ou de Nick Cave.
Para os interessados podem aqui fazer o download gratuitamente do EP “The Undressed”.

Para ver e ouvir “I Am Cannibal”.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

“Masks”, de Patrick Smith


Uma fantástica animação do porto-riquenho Patrick Smith, a curta-metragem inserida em inúmeros festivais de cinema de animação em todo o mundo, incluindo o Anima Mundi 2011 (Brasil), ao qual foi premiado. “Masks” foi dirigido no ano de 2011, uma curta de excelente qualidade, onde a música é também um dos principais adereços. A banda sonora ficou a cargo de Karl von Kries, um colaborador frequente nos trabalhos de Smith. O movimento e flexibilidade das personagens, uma narrativa um pouco complexa, que faz uma das animações de Smith mais interessantes e ambiciosas da sua carreira.

A animação é baseada num grupo de pequenas criaturas, que são devoradas por humanos mascarados. Tudo vai alterar quando um cientista renegado vê uma maneira de beneficiar-se do consumo excessivo dos humanos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Medicine “Long As the Sun”


“Long As the Sun” é o primeiro single a ser retirado de “To the Happy Few”, o novo álbum dos Medicine, dezoito anos depois.
A banda norte americana veterana do shoegaze, formada no início dos anos 90, está de regresso à formação original, que não acontecia desde 95. O sucessor The Mechanical Forces of Love” (2003), está previsto a ser lançado a 6 de agosto, e tem o selo da Captured Records. A banda liderada por Brad Laner ficou sobretudo conhecida com "Time Baby III", música inserida na banda sonora do “Corvo”, interpretada por Elizabeth Fraser (Cocteau Twins).

Para primeiro aperitivo, fica aqui apenas para audição “Long As the Sun”.