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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Os Melhores de 2009

Decorridos praticamente 365 dias e às portas do fim de uma década, faço aqui um balanço dos álbuns de 2009, que na minha opinião mais se destacaram.
À semelhança do ano passado, volto a registar a minha escolha, que se baseia unicamente nos álbuns que mais me cativaram, elegendo os que considero como os melhores deste ano.
Pode, contudo, ter-me escapado algum bom trabalho e por esse motivo, acho legítimo que opinem nesse sentido. Assim sendo, caso concorde, estarei disponível para proceder a alterações.

Fica aqui então uma pequena lista aleatória dos álbuns internacionais e nacionais da minha preferência:

*10 Álbuns Internacionais

The Horrors “Primary Colours”
Fever Ray “Fever Ray”
Iggy Pop “Préliminaires”
Lhasa “Lhasa”
Decorate Decorate “Instructions”
Sonic Youth “The Eternal”
Ktu “Quiver”
Telefon Tel Aviv “Immolate Yourself”
A Place to Bury Strangers “Exploding Head”
Heavy Trash “Midnight Soul Serenade”

*4 Álbuns Nacionais

The Legendary Tigerman “Femina”
Bizarra Locomotiva “Album Negro”
Rodrigo Leão & Cinema Esemble “Mãe”
Sean Riley & Slowriders "Only Time Will Tell"

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Place to Bury Strangers “Exploding Head”

No âmbito das influências shoegaze, noise rock e o psychedelic rock, os A Place To Bury Strangers e os Singapore Sling, são dois nomes incontornáveis, nesta ultima década.
Exploding Head” é o segundo álbum da banda norte-americana A Place to Bury Strangers. Produzido por Andy Smith (David Bowie, Paul Simon), este trabalho superou, na minha perspectiva, o disco anterior.
Preocuparam-se em estabelecer a nitidez da atmosfera das guitarras e da bateria, numa sonoridade mais madura e renovada.

Comparados como os novos The Jesus and Mary Chain, a banda tem vindo a ganhar aclamadas críticas desde o primeiro álbum homónimo de 2007.
O lançamento de “Exploding Head” só vem comprovar o esforço da banda em atingir um nível superior, conseguindo mesmo celebrar um contracto com a prestigiada editora Mute.

É um álbum simples com grandes canções, muito bem produzido e diversificado.
A destacar “It is Nothing”, “In Your Heart” e a tortura dos acordes de “Lost Feeling”, “Deadbeat”, o sinistro “Ego Death”, “Everything Always Goes Wrong”, a brilhante “Exploding Head” a fazer lembrar o pós-punk dos The Cure e por fim somos absorvidos por “I Lived My Life To Stand In The Shadows Of Your Heart”.
Indescutivelmente muito bom!

Tracklist:

01. It Is Nothing
02. In Your Heart
03. Lost Feeling
04. Deadbeat
05. Keep Slipping Away
06. Ego Death
07. Smile When You Smile
08. Everything Always Goes Wrong
09. Exploding Head
10. I Lived My Life To Stand In The Shadows Of Your Heart

A Place to Bury Strangers “Exploding Head” (Mute) – 8,5/10

“If your Heart” é o primeiro single de apresentação de “Exploding Head” e aqui disponibilizo o vídeo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

The Legendary Tigerman “Femina”

Ninguém dúvida que Paulo Furtado exerce com perfeição o seu papel como musico e que o seu trabalho é uma prova nítida disso. Tem feito uma carreira excelente com inúmeros projectos e todos eles de imensa qualidade.

“Femina” é mais um novo capítulo de grandes canções do projecto The Legendary Tigerman e que já se encontra disponível desde o fim do mês de Setembro.
Como já tinha dito aqui antes, Paulo Furtado é envolvido por inúmeras artistas femininas neste novo álbum. Conta assim com a colaboração de Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Lisa Kekaula (The Bellrays), Cláudia Efe (Micro Audio Waves), Phoebe Killdeer, Mafalda Nascimento, Cibelle e o Cais do Sodré Cabaret.
Ivone Silva também foi uma das escolhidas e era um dos grandes desejos de Paulo Furtado, mas que não se chegou a concretizar.

No início de “Femina” somos logo seduzidos com “Life Ain't Enough For You” que conta com a participação da actriz/realizadora Asia Argento e que foi escolhido como primeiro single de apresentação.
Maria de Medeiros encanta-nos com “These Boots Are Made For Walking”, uma versão que também é interpretada por Nancy Sinatra. Enquanto Peaches oferece a sua genica à música “She’s a Hellcat”
Somos também envolvidos por Rita Redshoes nas músicas “Lonesome Town” e “Hey, Sister Ray”.

Tracklist

1. Life Ain't Enough For You - Asia Argento
2. These Boots Are Made For Walking [Lee Hazlewood] - Maria de Medeiros
3. She's a Hellcat - Peaches
4. No Way To Leave On a Sunday Night - Becky Lee
5. Lonesome Town [Baker Knight] - Rita Redshoes
6. Radio & TV Blues - Cais Sodré Cabaret
7. The Saddest Thing To Say - Lisa Kekaula
8. My Stomach Is The Most Violent of All of Italy - Asia Argento
9. Light Me Up Twice - Cláudia Efe
10. & Then Came The Pain - Phoebe Killdeer
11. I Just Wanna Know (What We're Gonna Do) - Cibelle
12. Old Fashioned Man [Becky Lee] - Becky Lee and Drunk Foot
13. Hey, Sister Ray - Rita Redshoes
14. Thirteen [Danzig] - Mafalda Nascimento
15. True Love Will Find You In The End [Daniel Johnston] - Cibelle

The Legendary Tigerman "Femina" (EMI) - 9/10

O álbum é acompanhado também com um DVD com 6 curtas-metragens onde foi retirado este "Il Serpentone" realizado por Paulo Furtado e que conta com a participação de Asia Argento.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Editors “In This Light and On This Evening”

Este será um álbum que irá sem dúvida dividir opiniões.
É certo que a renovação da sonoridade deste novo trabalho “In This Light and On This Evening”, representa um passo bastante significativo para os Editors, depois dos sucessos dos seus dois primeiros álbuns.
“The Black Room” de 2005 e “An End Has a Start” de 2007, foram os dois registos que ajudaram estabelecer a banda a nível mundial, com os quais alcançaram uma posição de destaque em Inglaterra.

Tom Smith anunciou que iria explorar uma nova sonoridade com borda ambientes electrónicos e explorarando caminhos do experimentalismo, que impõem definitivamente uma mudança nítida na sua música.
É notória essa transformação, imediatamente na primeira música “In This Light and On This Evening”, onde a voz destorcida de Tom Smith se mistura na atmosfera electrónica, fazendo lembrar ambientes dos Kraftwerk.
Essa mudança também pode ter sido significativa na escolha de Flood como produtor. Não nos podemos esquecer que foi o responsável na produção de inúmeros álbuns para bandas como os Depeche Mode, Nine Inch Nails, Sneaker Pimps, Gary Numan, U2 e entre outros. Talvez fosse determinante que Flood fosse o escolhido para que a banda conseguisse entrar num novo território e para que alcançasse um bom resultado.

Para primeiro single, “Papillon” talvez tenha sido a escolha óbvia para que chamasse atenção.
“Bricks and Mortar”, “You Don’t Know Love”, “Like Treasure” e “The Boxer”, são outras músicas a ter em conta.
Falta possivelmente o brilho dos álbuns anteriores, mas não deixa de ser bastante interessante a alteração de percurso e na minha opinião uma escolha acertada.
Resumindo: Não é um álbum que entre logo à primeira, mas que se vai digerindo gradualmente.

“In This Light and On This Evening” está disponivel a partir de hoje.

Tracklist:

1. In This Light and On This Evening
2. Bricks and Mortar
3. Papillon
4. You Don’t Know Love
5. The Big Exit
6. The Boxer
7. Like Treasure
8. Eat Raw Meat = Blood Drool
9. Walk the Fleet Road

Editors “In This Light and On This Evening” (Kitchenware Records) – 7/10

“Papillon” é então primeiro single de apresentação deste novo disco e que aqui deixo.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

The Raveonettes “In and Out of Control”

“In and Out of Control” marca o regresso de mais um magnífico álbum do duo dinamarquês The Raveonettes.
Sharin Foo & Sune Rose Wagner, continuam abraçar a distorção aveludada das guitarras e em melodias simples inspiradas nos The Jesus & Mary Chains ou nos The Velvet Underground.
Depois do último registo “Lust, Lust, Lust” de 2007 ter sido muito bem recebido, a criatividade da dupla continua mantida, oferecendo-nos excelentes momentos de música e aquém de desiludir.

Assim “In and Out of Control” destaca-se pela mudança mais pop e onde nos oferece um clima muito agradável, simpático e diversificado.

O guitarrista Sune R. Wagner explica:

"Nós passamos dois anos preparando as canções do nosso disco anterior, Lust Lust Lust, que foi gravado no meu apartamento em Nova York, e que é sem dúvida o nosso álbum mais sombrio. Como detestamos repetir-nos, montámos algo mais positivo em In And Out Of Control".

Verdadeiras pepitas de pop, onde canções como “Bang!”, Gone Forever”, Last Dance” (que não vai passar por despercebida), “Oh, I Buried You Today”, a excepcional “Suicide” e a surpreendente “D.R.U.G.S.”, retracta o talento da dupla e a oportunidade de brilharem novamente.

Disponível no dia 6 de Outubro e produzido pelo dinamarquês Thomas Troelson, será para mim uma aposta muito congruente para este ano. Altamente recomendável.

Tracklist

1. Bang!
2. Gone Forever
3. Last Dance
4. Boys Who Rape (Should Be Destroyed)
5. Heart Of Stone
6. Oh, I Buried You Today
7. Suicide
8. D.R.U.G.S.
9. Breaking Into Cars
10. Break Up Girls!
11. Wine

The Raveonettes “In and Out of Control” (Vice/Fierce Panda) – 8/10

Fiquem com o primeiro video "Last Dance"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hope Sandoval & The Warm Inventions "Through The Devil Softly"

O novo álbum de Hope Sandoval & The Warm Inventions, volta a oferecer-nos um ambiente sonoro calmo e delicado.
A ex-Mazzy Star integra neste disco o folk mais sombrio e a atmosfera do som psicadélico, onde a voz suave de Hope nos leva por caminhos carregados de sensualidade.
Acompanhada por Colm O'Ciosoig (membro da banda My Bloody Valentine), ambos iniciaram em 2001 o primeiro trabalho "Bavarian Fruit Bread" que percorre pelo mesmo ambiente dos Mazzy Star, num som melódico e sereno. Com “Throuh the Devil Softly” não há muito mais a dizer, a não ser que segue por o mesmo caminho.

“Blanchard”, “Trouble”, “Sets The Blaze” e “For The Rest Of Your Life” são para mim algumas das músicas que se destacam neste disco.

Ao que tudo indica o lançamento de “Throuh the Devil Softly” está previsto para 29 de Setembro.

Para ouvir e respirar fundo.

Tracklist

1. Blanchard
2. Wild Roses
3. For The Rest Of Your Life
4. Lady Jessica and Sam
5. Sets The Blaze
6. Thinking Like That
7. There s A Window
8. Trouble
9. Fall Aside
10. Blue Bird
11. Satellite

Hope Sandoval & The Warm Inventions "Through The Devil Softly" (Nettwerk, Rough Trade) – 6,5/10

Não estando disponível qualquer vídeo deste novo álbum, deixo-vos apenas para audição o primeiro single de apresentação “Blanchard”.


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Decorate Decorate “Instructions”

Oriundos da Dinamarca, Copenhaga e depois de terem lançado o fabuloso EP “Normandie” em 2007, os Decorate Decorate estão de regresso e em grande forma com “Instructions”.
Na minha perspectiva é um álbum especial, que me cativou pelas letras e pelas músicas totalmente contagiantes.
A salientar que, não é mais uma simples banda à procura de influências do Pós-Punk e New-Wave, pois exploram esta vertente de uma forma muito inteligente.
Assim, surpreendem-nos com um trabalho final de grande qualidade e intensidade. Muito aquém de ser maçador.

Enquanto o EP “Normandie” foi buscar referências aos Joy Division, o “Instructions”, (um álbum mais maduro), procura talvez ambientes num registo mais próximo de David Bowie, Brian Eno e Sonic Youth.

Um disco que recomendo descobrir e ouvir com uma certa atenção, nem que seja pelas músicas como “Brothel”, “Pleasure”, “Under the Aeroplane, Over the Sea”, “Away”, a magnífica “Montmarte”, “Correspodence”… Um conjunto de grandes músicas e de forte inspiração na letra e ainda citações do vocalista Asbjørn Auring Grimm do Marquês de Sade, do escritor francês Albert Camus, Fjodor Dostojevskij, Friedrich Nietzsche entre outros.

Um álbum para fazer sonhar.

Tracklist

1. Correspondence
2. Brothel
3. Pleasure
4. Under the Aeroplane, over the Sea
5. Europe Has No Heart
6. Away
7. Montmartre
8. 2000 Needles
9. Surname
10. Different Strengths of White
11. Suggestions
12. Paper Cuts

Decorate Decorate “Instructions” (A:larm Music) – 9/10

Enquanto não chega o vídeo de apresentação de “Instructions”, deixo do EP “Normandie”, o "Surname of Copenhagen" que também se encontra no novo álbum, apenas como “Surname” e numa nova versão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sean Riley & The Slowriders ”Only Time Will Tell”

Ainda não tinha comentado o novo álbum de Sean Riley & The Slowriders, um dos melhores registos nacionais deste ano.
Depois da estreia de “Farewell” de 2007, a banda de Coimbra continua inspirada e a apresenta novamente um álbum com músicas inteligentes e apaixonantes, sendo possível identificarmos influências da música folk americana, lembrando Neil Young ou Bob Dylan e requestando ainda alguns momentos a Nick Cave.
É um trabalho muito bem conseguido, que nos conduz a momentos de grande prazer.

"...Neste álbum em que Sean Riley & The Slowriders se confirmam inspirados e atentíssimos escritores de canções, o tom assombrado de Farewell ganha uma outra luminosidade. Se existem fantasmas, dançam sob o sol da tarde, confiantes e imponentes aos olhos de todos." Público (4/5)

Com ”Only Time Will Tell” somos inicialmente presenteados com “Hold On” e com “Houses and Wives”, o primeiro single a ser retirado deste disco.
Para “This Woman”, o vocalista Afonso Rodrigues convida o Faith Gospel Choir, Filipa Cortesão (ex-Belle Chase Hotel) e Legendary Tiger Man, para transmitir um cenário mais soul e gospel, enquanto “Buffalo Turnpike” evoca um espírito mais rock’n’roll. Por fim, num ambiente mais country, Pedro Vidal empresta o banjo a “Working Nights”.

Um disco com raízes americanas, made in Portugal.

Tracklist:

01. Hold On
02. Houses And Wives
03. Talk Tonight
04. This Woman
05. Walking You Home
06. Buffalo Turnpike
07. Got To Go
08. Working Nights
09. Mayday
10. Yellowstone
11. Tell Me Why
12. Lord Have Mercy

Sean Riley & The Slowriders “Only Time Will Tell” (Valentim de Carvalho/Iplay) – 8/10

“Houses and Wives” é o primeiro single a ser de ”Only Time Will Tell”, e que podem aqui ver o vídeo.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Project:KOMAKINO “The Struggle of Utopia”

Segue-se mais uma banda com fortes influências do Pós-Punk, mas infelizmente a estreia deste álbum confirma-se como uma falha de criatividade.
A sonoridade deste álbum é um pouco monótona, repetindo-se sucessivamente.

Project:KOMAKINO começou como um projecto experimental a solo de Kris Kane no inicio de 2007, passando a mais três elementos no final desse ano.
A banda ficou assim composta por Kris Kane na voz e guitarra, Oscar Maya na bateria, Jamie McQuade no baixo e por fim Andrew Hiles nos sintetizadores.

A banda inglesa apresenta referências de uns Joy Division, Systers of Mercy ou Gang of Four, e relembra mais recentemente uns She Wants Revenge, Diego ou Motorama, mas ainda assim, está presente o Pós-Punk mais depressivo e implacável através do som forte da bateria.

“The Struggle of Utopia” até nem começa mal, depois da música instrumental “KV-1”, as canções “Syndrome” e “Exodus” iniciam o álbum com batidas fortes e satisfatórias levando-nos a perspectivar alguma evolução positiva ao recorrer do disco, o que não acontece.
“Nebula” é a musica que mais me agradou neste álbum, contudo, não torna este “The Struggle of Utopia” muito para além de satisfatório.

É simpático.

Tracklist:

1. KV-1
2. Penumbra 1
3. Syndrome
4. E X O D U S
5. Nebula
6. Civility
7. Walking On Glass
8. Age Of Satisfaction
9. Temple
10. Syndrome Remix - (Tom Furse)

“The Struggle of Utopia” (Parlour Records) – 5/10

“Nebula” é o primeiro single a ser tirado “The Struggle of Utopia” que aqui deixo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Rodrigo Leão & Cinema Esemble “A Mãe”

Com o seu novo álbum, “Mãe”, Rodrigo Leão continua a trilhar caminhos intensos e de grande qualidade. Este último trabalho envolve-se de um clima particularmente emotivo e melancólico, provavelmente pelo facto de a sua Mãe ter morrido no início deste ano. Uma gratificante homenagem à sua Mãe.

"Este é o meu disco mais filosófico, no sentido em que aborda questões da vida e da morte, o que estamos aqui a fazer e para onde vamos, mas encaradas de uma forma natural, não temos de nos deprimir por levantarmos estas questões." Diz Rodrigo Leão. "É uma homenagem à minha mãe mas queria que este disco não fosse só isso, porque já comecei a trabalhar neste álbum há dois anos enquanto, que aconteceu à minha mãe foi muito rápido..." [Sapo.pt]

Rodrigo Leão conta com a presença de Stuart Staples (Tindersticks), com “This Light Holds So Many Colours”, de Neil Hannon (Divine Comedy), que seduz com “Cathy” e ainda com o argentino Daniel Melingo com “No Sè Nada”.
Mas é sem dúvida a voz de Ana Vieira que se destaca mais neste álbum. São comoventes as músicas como “Vida Tão Estranha”, “Canciones Negras”, “Segredos”, entre outras que com a cooperação de Ana Vieira tornam este trabalho arrebatador.

Um álbum para sentir!

Tracklist:

01 - Histórias
02 - Vida Tão Estranha (Ana Vieira)
03 - A Corda (Ana Vieira)
04 - Pássaros De Panjim
05 - This Light Holds So Many Colours (Stuart A. Staples)
06 - A Mãe
07 - O Relógio
08 - Cathy (Neil Hannon)
09 - Viagem A Goa
10 - Slepless Heart (Ana Vieira)
11 - Estoril
12 - Segredos (Ana Vieira)
13 - 1939
14 - Canciones Negras (Ana Vieira)
15 - No Sè Nada (Daniel Melingo)
16 - Ya Skaju Tebe (Ana Vieira)
17 - 4º Piso
18 - O Futuro

“Mãe” (Sony Music Entertainment Portugal) – 8/10

Fiquem com “Vida tão Estranha” pela voz harmoniosa de Ana Vieira.

Rodrigo Leão - Vida Tão Estranha

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Eels “Hombre Lobo_12 Songs of Desire”

É uma agradável surpresa o novo álbum dos Eels. Talvez o cantor e fundador da banda Mark Oliver Everett tivesse que dar uma nova vida ao “Dog Faced Boy”, o personagem neurotico e sanguinário de barba comprida do album "Souljacker" de 2002.
”…Ele tenta enquadrar-se. Mas nunca consegue ultrapassar o fardo que é ser visto como um animal... Penso que o melhor que ele terá a fazer é tornar-se um dignificante lobisomem.”

Depois do ultimo álbum “Blinking Lights and Other Revelations” de 2005, ser mais calmo e emocional, Mr. E. regressa com outra força e mostra um som rock mais cru, com algum tempero de blues e letras inteligentes.

Encontra-se essa força em musicas como “Prizefighter”, “Lilac Breeze”, a extraordinária “Tremendous Dynamite”, “What's A Fella Gotta Do” e “Beginner's Luck”.
Everett não se esqueceu também dos momentos calmos de “That Look You Give That Guy”, “In My Dreams”, “The Longing”…
Por fim “Fresh Blood”, um som mais pop, mas super viciante.

São doze e agradáveis uivos, que Everett conseguiu e bem com “Hombre Lobo”.

Tracklist:

01 prizefighter
02 that look you give that guy
03 lilac breeze
04 in my dreams
05 tremendous dynamite
06 the longing
07 fresh blood
08 what's a fella gotta do
09 my timing is off
10 all the beautiful things
11 beginner's luck
12 ordinary man

“Hombre Lobo” (E Works/Vagrant) – 7,5/10

"Fresh Blood” é o single de apresentação de “Hombre Lobo” e que está para mim em audição repeat.



"Prizefighter"


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Iggy Pop “Préliminaires”

Iggy Pop é um dos maiores influentes do rock e do punk e onde os seus discos retratam bem a sua energia.
De “Préliminaires” não se pode dizer o mesmo, já que foge descaradamente ao que fez anteriormente. Ao ouvir Iggy Pop dizer que tinha ficado um pouco farto do rock que se fazia actualmente, e que ia seguir caminhos mais para o jazz, foi algo que me deixou completamente surpreso. Não via Iggy Pop a fazer um disco com influências jazz, que até se podia achar algo estranho, ou talvez não.

Aquilo que pensei que iria ser o maior fiasco da carreira de Iggy, tornou-se numa agradável surpresa. Acho que construiu um bom disco, de momentos e de texturas muito calmas.

Iggy Pop começa o disco com o clássico “Les Feuilles Mortes” de Edith Piaf, que traz uma versão interessante pela sua voz mais melancólica.
“How Insensitive” foi outra versão interessante e de grande qualidade que Iggy fez de “Insensatez” de Tom Jobim.
O primeiro single “King of the Dogs” refere “como é bom ser um cão, de que forma é melhor que a vida humana” e traz traços de jazz ao estilo Nova Orleães.
Outros momentos como “Je Sais Que Tu Sais”, Spanish Coast” e “He's Dead/She's Alive” fazem de “Préliminaires” um disco muito agradável.

Não esquecer também a capa do disco, que foi desenhada pela iraniana Marjane Satrapi, a autora da animação “Persepolis”.

Renasce um disco com alma.

Tracklist:

1. Les Feuilles Mortes
2. I Want To Go To The Beach
3. King Of The Dogs
4. Je Sais Que Tu Sais
5. Spanish Coast
6. Nice To Be Dead
7. How Insensitive
8. Party Time
9. He's Dead/She's Alive
10. A Machine For Loving
11. She's A Business
12. Les Feuilles Mortes (Marc's Theme)

“Préliminaires” (Astralwerks, Virgin) – 8,5/10

Vejam então o primeiro single "King of the Dogs"

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Bizarra Locomotiva “Álbum Negro”

Os portugueses Bizarra Locomotiva conseguem mais uma vez mostrar a sua agressividade na musica e sempre com grande qualidade.
“Álbum Negro” marca o regresso da banda de Rui Sidónio, que volta a não desiludir e que continua a ser fiel às influências rock/metal industrial.

“Ódio” de 2004 conseguiu superar as minhas expectativas, com palavras fortes, um som mais sombrio, pesado e brilhante. Viu-se a preocupação de construir um álbum denso de palavras fortes e de uma música que transmitisse o “Ódio” como mensagem.

Os elogios continuam com o novo disco, a maturidade de 15 anos de carreira está bem presente com imensa qualidade e que nos levam novamente por caminhos sonoros completamente viciantes e de grande inspiração.
“Êxtases Doirados” prepara o inicio de uma viagem sonora com grande intensidade.
“Remorso” continua deixar-nos ligados fixamente, para “O Anjo Exilado” que é o primeiro single de apresentação e que conta com a participação de Fernando Ribeiro dos Moonspell, e que é um dos grandes momentos do álbum.
“Sufoco de Vénus”, “Engodo”, “Outono” e “Egodescentralizado” são outros destinos sonoros alucinantes.

Bizarro ou não, é uma locomotiva que não tem parado de ganhar força!

Tracklist:

1. Nostromo
2. Êxtases Doirados
3. Remorso
4. O Anjo Exilado
5. Ergástulo
6. Sufoco de Vénus
7. A Procissão dos Édipos
8. Engodo
9. Láudano 3
10. Outono
11. Egodescentralizado
12. Angústia
13. O Grito
14. Prótese

“Álbum Negro” (Ragingplanet) – 9/10

Fiquem com uma das músicas do “Álbum Negro”, com “Êxtases Doirados” ao vivo.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sonic Youth “The Eternal”

Dia 9 de Junho será editado o 16º álbum dos Sonic Youth, “The Eternal”, agora pela Matador Records.

“The Eternal” é mais um álbum dos Sonic Youth que continua a seguir os mesmos passos dos disco anteriores. Enquanto isso, nada de novo. Apenas nos mostram aquilo que eles sabem fazer bem, mantêm-se firmes com o seu rock tradicional. Voltam talvez a ressuscitar o seu rock mais experimental e também reafirmar mais o seu trabalho.

Alem de Kim Gordan, Thurston Moore, Lee Ranaldo e Steve Shelley, a banda conta com a estreia de outro novo elemento Mark Ibold, (Ex-pavement) como o segundo baixista oficial.

“The Eternal” começa brilhantemente com “Sacred Trickster”, seguindo com a fantástica “Anti-Orgasm”, uma música de seis minutos que nos faz entrar num conforto sonoro bastante agradável.
“What We Know” talvez a musica mais pop/rock que este disco pode oferecer, mas que não deixa de ser mais um dos bons momentos deste disco.
“Calming The Snake” e “Poison Arrow”, podiam ser duas músicas a fazer parte dos míticos discos “Dirt” ou “Goo”, enquanto que “No Way” segue com um dos momentos fortes de “The Eternal”.

Sonic Youth voltam a mostrar porque merecem um grande destaque na música alternativa e saber envelhecer com dignidade.

Tracklist:

'Sacred Trickster'
'Anti-Orgasm'
'Leaky Lifeboat(for Gregory Corso)'
'Antenna'
'What We Know'
'Calming The Snake'
'Poison Arrow'
'Malibu Gas Station'
'Thunderclap For Bobby Pyn'
'No Way''Walkin Blue'
'Massage The History'

“The Eternal” (Matador Records) – 8/10

Deixo então amostra com “What We Know” ao vivo no programa Jools Holland.


terça-feira, 5 de maio de 2009

Jarvis Cocker “Further Complications”


Jarvis Cocker está de regresso com o seu segundo álbum a solo “Further Complications” depois da estreia em 2006 com “Jarvis”.
O novo disco será produzido por o ex-Big Black, Steve Albini, que também já produziu álbuns de bandas como os Nirvana, Pixies, Low e Jhonna Newsom.
“Further Complications” tem data prevista de lançamento para o dia 19 deste mês.

O Ex-Pulp regressa com um álbum mais duro do que anterior, onde já era de esperar que isso pudesse acontecer com Albini à frente da produção. Continua a vestir influências Scott Walker, mas dando-lhe agora um toque mais agressivo
Acho que Jarvis fez um bom registo, com um alinhamento mais Pop/Rock de músicas como “Further Complications”, “Angela”, “Pilchard”, “Homewrecker” ou “Fuckingsong”. Sem esquecer dos ambientes mais calmos de “Leftovers”, “I Never Said I Was Deep”, “Hold Still” e “Slush”. E finalizando com um estilo mais Disco-Sound de “You’re In My Eyes (Discosong)”.

“Further Complications” pode estar um pouco longe da qualidade dos registos dos Pulp, mas que esta sua nova diversidade sonora não vai de certeza desiludir.

Tracklist:

1. “Further Complications”
2. “Angela”
3. “Pilchard”
4. “Leftovers”
5. “I Never Said I Was Deep”
6. “Homewrecker”
7. “Hold Still”
8. “Fuckingsong”
9. “Caucasian Blues”
10. “Slush”
11. “You’re In My Eyes (Discosong)”

“Further Complications” (Rough Trade Records) – 7

“Angela” é primeiro single retirado de “Further Complications” e que poderão escutar.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Lhasa “Lhasa”

Lhasa de Sela tem para mim uma das mais belas e sensuais vozes femininas da actualidade. Já aguardava com alguma ansiedade o novo trabalho, que amanha dia 21 de Abril, será finalmente lançado.
Com ascendência Libanesa, criada entre o México e o EUA, e residente em Montreal, Lhasa continua a criar um ambiente merecido de grande atenção. Não só pela voz, mas pela continuação da sensibilidade e do espírito que nos quer transmitir.

Depois de “La Llorona” e de “The Living Road”, o novo registo “Lhasa”, continua a ser tão perfeito como os anteriores. Está lá praticamente todas as suas influências que passa pelo jazz, blues, indie e também passando por ritmos sul-americanos.
O novo álbum é pintado por paisagens emotivas de amor e de desgosto. A sua voz está muito mais visível e triunfante, no acompanhamento da harpa e contrabaixo, onde funciona com grande perfeição.
A abrir em grande com “Is Anything Wrong”, seguindo com a fenomenal “Rising”, um momento intenso com “Fool's Gold”…
Analisa-se um grande empenho de Lhasa e os fãs agradecem.

Tracklist
1. Is Anything Wrong
2. Rising
3. Love Came Here
4. What Kind of Heart
5. Bells
6. Fool's Gold
7. A Fish On Land
8. Where Do You Go
9. The Lonely Spider
10. 1001 Nights
11. I'm Going In
12. Anyone And Every

“Lhasa” (Audiogram/Nettwerk) – 8,5

“Rising” é uma das preciosidades que podem encontrar no novo álbum.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

The Horrors “Primary Colours”

Ultimamente algumas bandas têm entrado num percurso um pouco imprevisível.
The Horrors parece não terem fugido à regra. Depois de “Strange House” de 2007, entrar numa onda mais Psychobilly /Punk, com “Primary Colours” entra agora numa onda mais Post-Punk e Kraut Rock. Não quer dizer que seja negativo, pelo contrário, acho o álbum fabuloso.
As influências neste disco parece se aproximarem de bandas como os Psychedelic Furs, Echo & The Bunnymen ou aos The Jesus & Mary Chain.
“Strange House”
era sem duvida um álbum fantasma dos Fuzztones e acho que sinceramente, esta mudança foi bastante positiva. Musicas muito bem estruturadas, interessantes e memoráveis.
em>“Mirror’s Image” é o inicio do ponto alto do disco e finaliza em grande com “Sea Within a Sea”, o primeiro single de apresentação de “Primary Colours”
The Horrors deram o passo muito positivo na sua carreira, achando que o conseguiram alcançar de forma brilhante.
O álbum conta com a produção de Geoff Barrow dos Portishead e será lançado no dia 4 de Maio.

Tracklist:

1. Mirror's Image
2. Three Decades
3. Who Can Say
4. Do You Remember
5. New Ice Age
6. Scarlet Fields
7. I Only Think of You
8. I Can't Control Myself
9. Primary Colours
10. Sea Within a Sea

“Primary Colours” (XL Recordings) – 9/10

“Sea Within a Sea” é o vídeo que apresenta “Primary Colours”.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

PJ Harvey & John Parish “A Woman a Man Walked By”

Depois de “Dance Hall at Louse Point” de 1996, PJ Harvey e John Parish retomam à sua criatividade, desta vez com “A Woman a Man Walked By” que já está à venda desde o dia 30 de Março.
John Parish volta a produzir todas as músicas deixando nas mãos de PJ Harvey a voz e as letras.
Harvey tira sem duvida o proveito da voz neste álbum, se esticando bem nas musicas como “Black Hearted Love”, “Sixteen, Fifteen, Fourteen”, “A Woman A Man Walked By…” ou “Pig Will Not”. Parish vai variando a estrutura do álbum com um pouco de Blues, Folk e de um rock mais experimental, onde o resultado final torna-se um pouco difícil de digerir.

Musicas como “The Chair”, “A Woman A Man Walked By…”, “Pig Will Not” mostram bem o rock experimental que podíamos comparar aos The Fall ou aos Captain Beefheart & The Magic Band.
“The Soldier”
encaixava-se lindamente no álbum “White Chalk” de 2007 e a fenomenal “A Woman A Man Walked By…” mostra com perfeição a garra de Harvey.
“Black Hearted Love” talvez seja a música que melhor entra no ouvido e que se vai tornando viciante.

Harvey e Parish irão estar recentemente no nosso país no dia 2 de Maio, na Casa da Musica (Porto) num concerto já esgotadíssimo.

Tracklist

01. Black Hearted Love
02. Sixteen, Fifteen, Fourteen
03. Leaving California
04. The Chair
05. April
06. A Woman A Man Walked By / The Crow Knows Where All The Little Children Go
07. The Soldier
08. Pig Will Not
09. Passionless, Pointless
10. Cracks In The Canvas

“A Woman A Man Walked By” (Island/Universal) – 7

“Black Hearted Love” é para já o único vídeo disponível do novo álbum e que aqui deixo.

terça-feira, 17 de março de 2009

Fanfarlo “Reservoir”

Os Fanfarlo são uma boa surpresa para 2009!
Uma banda londrina formada em 2006, pelo sueco Simon Balthazar, lança agora o primeiro álbum de originais “Reservoir” depois de quatro EP’s já editados, “Talking Backwards” (2006), “Outsiders/In The Trunk” (2007), “Fire Escape”/”We Live By The Lake” (2007) e “Harold T Wilkins” (2008).

Talvez seja para mim a banda com mais semelhanças aos canadenses Arcade Fire e com uma costela dos Devotchka ou dos Beirut. Um Indie/Folk/Pop/Rock, bem estruturado e inteligente, com melodias algo viciantes e interessantes.

“I’m a Pilot” talvez a musica que mais se assemelha estupidamente aos Arcade Fire e uma das melhores do álbum. Enquanto “Ghosts” é sem dúvida magistral, muito bem escrita e com uma produção de instrumentos excelente.
“Luna” é provavelmente a musica mais energética do disco e é bastante recomendável.
“Fire Escape” e “Harold T. Wilkins” são os dois singles mais recentes e que mostra na perfeição a qualidade da banda.

É um bom álbum para 2009 e que podem conferir algumas músicas no MySpace da banda.

Tracklist

[01] I’m A Pilot
[02] Ghosts
[03] Luna
[04] Comets
[05] Fire Escape
[06] The Walls Are Coming Down
[07] Drowning Men
[08] If It Is Growing
[09] Harold T. Wilkins or How To Wait For a Very Long Time
[10] Finish Line
[11] Good Morning Midnight

“Reservoir” (White Heat) – 7,5/10

Fiquem então com o vídeo “Harold T. Wilkins”.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Yeah Yeah Yeahs “It’s Blitz”

“It’s Blitz” é o terceiro álbum dos norte-americanos Yeah Yeah Yeahs e que vai ser lançado no dia 13 de Abril, produzido por Dave Sitek, dos TV on the Radio.
Não esperem deste álbum idêntico ao “Show Your Bones” de 2006 e muito menos ao “Fever to Tell” de 2003, pois a faceta mais roqueira da banda parece ter dado o lugar aos sintonizadores, fazendo de “It’s Blitz” muito mais electrónico.

Este álbum vai sem duvida dividir opiniões de muitos fãs, mas uma coisa é certa, acho este disco melhor que “Show your Bones”.

“Zero” é o single de partida para mostrar o que vais ser o “It’s Blitz”, um disco menos agressivo que os anteriores e talvez mais sensual. Para já, ainda estou a digerir esta mudança radical, mas não desgosto, achando mesmo assim que continuo a preferir a onda mais rock do “Fever to Tell”.
“Heads Will Roll” comprova totalmente qualquer dúvida que podiam ter sobre o primeiro single “Zero”, totalmente electrónico a disparar para as pistas de dança.
O lado sombrio de “Skeletons” e a contagiante “Dull Life” são para mim as musicas que merecem mais destaque.
“Shame and Fortune” é talvez a música forçada da fase roqueira inicial dos YYY’s e que é contagiante.

Perde-se talvez mais as guitarras e a voz agressiva de Karen O e nasce talvez o pop camaleônico dos anos 80.

Tracklist

01. Zero
02. Heads Will Roll
03. Soft Shock
04. Skeletons
05. Dull Life
06. Shame and Fortune
07. Runaway
08. Dragon Queen
09. Hysteric
10. Little Shadow

“It’s Blitz” (Interscope) – 6/10

Já podem aqui conferir o novo video “Zero” .

NOTA: Este é que é afinal o video original da banda.