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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os Melhores de 2010

A terminar o ano, faço aqui um apanhado dos melhores álbuns internacionais e nacionais, que para mim tiveram mais relevância. Ao contrário dos dois anos anteriores, desta vez também resolvi referir os melhores livros de Banda Desenhada.
Não existe dúvidas enquanto à qualidade dos discos editados durante este ano. Falei aqui alguns desses álbuns, deixando de fora outros que também mereciam aqui serem destacados, mas que não tive tempo de os referir. É o caso dos Grinderman “Grinderman 2”, Devo “Something for Everybody”, Laurie Anderson “Homeland”, The Walkmen “Lisbon”, Blank Dogs “Land & Fixed”, Blonde Redhead “Penny Sparkle”, Duran Duran "All You Need is Now" e até mesmo o extraordinário Neil Young com “Le Noise”. Enquanto à banda desenhada, apenas menciono os livros que consegui ler, reconhecendo a sua enorme qualidade e que realmente merecem ser destacados. E estejam à vontade para dispor!

Fica aqui então uma pequena lista aleatória da minha preferência dos álbuns internacionais e nacionais, e dos livros de banda desenhada.

*10 Álbuns Internacionais

Wovenhand "Treshingfloor"
Killing Joke “Absolute Dissent”
Zola Jesus “Stridulum II
Arcade Fire “Suburbs”
Brian Jonestown Massacre “Who Killed Sgt. Pepper?”
Einstürzende Neubauten “Strategies against Architecture IV”
Foetus “Hide”
Natalie Merchant "Leave Your Sleep"


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Detachments “Detachments”

Depois de terem desvendado vários singles durante o ano passado, os londrinos Detachments editam finalmente o seu álbum de estreia. “Detachments” é praticamente uma viagem nostálgica ao que de melhor se fez nos anos 80, constando o synthpop de uns Human League ou de uns Orchestral Manoeuvres in the Dark, passando pela fase post-punk dos New Order e ainda o New Wave de Gary Numan. Não é por acaso que Peter Hook (ex-Joy Division e New Order), admitiu ser um grande admirador da banda, onde estes o acompanharam em vários concertos ao vivo.
James Ford (Simian Mobile Disco), que já produziu álbuns para os Arctic Monkeys, Florence and the Machine e Peaches, é o responsável também pela produção de “Detachments”, pela editora ThisIsNotAnExit.
Somos presenteados pelo um ambiente predominante dos sintetizadores, num conjunto de grandes temas, destacando-se os singles - “Audio / Vídeo”, “Holiday Romance”, “H.A.L.”, “Circles” e “Fear No Fear”.

Tracklist:

1. Audio / Video
2. I Don't Want To Play
3. Art of Viewing
4. Holiday Romance
5. You Never Knew Me
6. Sometimes
7. H.A.L.
8. Circles
9. Tread Along
10. Fear No Fear
11. Words Alone

Detachments “Detachments” (ThisIsNotAnExit) – 8/10

Depois de aqui já ter mostrado o último single “H.A.L.”, eis agora “Holiday Romance”.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Killing Joke “Absolute Dissent”

Na minha opinião, “Absolute Dissent” é o melhor álbum dos Killing Joke, lançado nos últimos 20 anos.
Após a edição do penúltimo disco “Hosannas from the Basements of Hell” (2006), Jaz Coleman consegue reunir os restantes intregrantes originais - Kevin "Geordie" Walker (guitarra), Martin "Hutu" Glover (baixo) e Paul Ferguson (bateria) – pela 1ª vez em 28 anos. Uma dos motivos dessa reunião, foi a comemoração dos 30 anos da banda e nasceu depois a possibilidade de gravar um novo registo. “Absolute Dissent” é o 13º álbum e é de certa forma, um espécime de the best da banda. Doze temas absolutamente geniais, que apresenta uma sonoridade que recorda o post-punk e o new-wave dos primeiros registos, passando depois pela agressividade do metal industrial. A voz poderosíssima e cavernosa de Coleman, continua bem saliente, fazendo quase camuflar os rifs da guitarra de Geordie.
Tudo inicia com os temas – “Absolute Dissent” e “The Great Cull” – que nos leva a perder totalmente o fôlego. “In Excelsis” é simplesmente notável e “European Super State”, num registo mais synthpop, totalmente envolvente. “The Raven King”, “Honour the Fire”, a estrondosa “Depthcharge” e “Here Comes The Singularity”, são outras das pérolas do disco.
Absolute Dissent” é efectivamente o álbum do ano!

Tracklist:

1- Absolute Dissent
2- The Great Cull
3- Fresh Fever From The Skies
4- In Excelsis
5- European Super State
6- This World Hell
7- Endgame
8- The Raven King
9- Honour The Fire
10- Depthcharge
11- Here Comes The Singularity
12- Ghosts Of Ladbroke Grove

Killing Joke “Absolute Dissent” (Spinefarm Records UK) – 10/10

“In Excelsis” serve de apresentação ao novo álbum, num vídeo que não é o original, mas que serve para o efeito.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Zola Jesus “Stridulum II”

Não consigo resistir em falar novamente em Zola Jesus. Acho que é bem merecido depois de editar inúmeras pérolas durante estes dois últimos anos. É fascinante, todo o ambiente sonoro que consegue proporcionar, talvez pela sua tenra idade (21 anos), tenha a facilidade e a sensibilidade de construir algo de tremenda qualidade, graças também à sua criatividade e à sua voz poderosíssima. Basta verificar “Stridulum II” e entender porquê todo o meu fascínio por Zola Jesus.
Com “Stridulum II”, Danilova – aka Zola Jesus - faz uma viagem mais activa pelo synthpop ou dark wave synth, remetendo a uns Cocteau Twins ou aos Cold Cave. "Eu amo a percussão, de uma maneira bem primária. Não acho que os beats devam ser complicados, a não ser que eles saem pesados e excessivamente ritmados. Eu gosto de grandes batidas, hipnóticas e destrutivas, que acredito que estão lá nas minhas canções" (Zola à revista The Quietus).
Um dos singles mais notáveis – “Night” – uma autêntica obra-prima, num cenário assombroso e arrepiante de tirar o fôlego, enquanto “Trust Me” e “Lightsick”, invoca a um ambiente amargurado e negro de uma beleza única. “Sea Talk” e “I Can’t Stand”, são outras duas peças fundamentais numa paleta de excelentes canções.
“Stridulum II” é assim um álbum de memórias que Zola Jesus não podia deixar enterradas.

Tracklist:

1. Night
2. Trust Me
3. I Can’t Stand
4. Run Me Out
5. Stridulum
6. Manifest Destiny
7. Tower
8. Sea Talk
9. Lightsick

Zola Jesus “Stridulum II” (Souterrain Transmissions) – 8/10

Vale imensa pena ver e ouvir “Night”.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Berlin 61-89: Wall of Sound

Curiosamente organizado pelos franceses da Le Son Du Maquis,Berlin 61-89: Wall of Sound” é um excelente arquivo daquilo do que melhor se fez em Berlim, num período histórico da música alemã. Nesta compilação não se ouvem só bandas berlinenses, os The Young Gods, uma banda suíça, mas devido à interpretação dos temas “Salamon Song” e “Speak Low” de Kurt Weill, viram-se inseridos. A vanguarda e a referência anglo-saxónica, definia um espírito e a personalidade da música que os alemães criavam e aqui está muitos desses pioneiros. O rock psicadélico com electrónica futurista dos Can, Neu!, Faust, Cluster ou os Harmonia. O industrial experimental dos Einstürzende Neubauten e dos Die Krupps. O new wave de Nina Hagen, o folk de Nico e o post-punk dos Malaria e dos Palais Schaumburg.
O que também é curioso, é o período referido - 61-89 – sendo o tema mais antigo do ano de 72. São trinta canções sequenciadas sem pausas, onde tudo se mistura, fazendo desta compilação uma das melhores que já ouvi.
Para quem não está muito por dentro da música alemã deste período, aqui está algo indispensável.

Tracklist:

Disc 1: West Side

1. The Young Gods – Salamon Song
2. Nina Hagen – Born in Xixax
3. Agitation Free – Rücksturz
4. Malaria – Your Turn To Run
5. Amonn Düül II – A Morning Excuse
6. Irmin Schmidt/Bruno Spoerri – Rapido De Noir
7. Can – Thief
8. Neu! – After Eight
9. Electric Sandwich – China
10. Cluster – Hollywood/ II
11. Nico – Reich Der Träume
12. Brainticket – The Space Between
13. Jane – Love Song
14. Edgar Frose – A Dali-esque Sleep Fuse
15. Harmonia – When Shade Was Born

Disc 2: East Side

1. Faust – The Sad Skinhead
2. Harmonia – Vamos Companeros
3. Neu! – Lila Angel
4. Die Krupps – Wahre Arbeit, Wahrer Lohn
5. Kraan – Die Maschine
6. MDK – Berlin 36
7. Cluster – Caramel
8. Die Tödliche Doris – Der Astronaut Und Der Kosmos
9. Palais Schaumburg – Telefon
10. The Front – Polaroid
11. Liaisons Dangereuses – Dupont
12. Einstürzende Neubauten – Yu-Gung
13. Nina Hagen – Cosma Shiva
14. The Young Gods – Speak Low
15. Can – Future Days

Berlin 61-89: Wall of Sound (Le Maquis) – 8,5/10

Escolhi desta excelente lista, o tema “Telefon” dos Palais Schaumburg.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Arcade Fire “The Suburbs”

Após o épico álbum de estreia de 2004 – “The Funeral” – levando os Arcade Fire alcançar grande popularidade e recebendo da critica inúmeros elogios um pouco por todo mundo. A banda canadiana consegue assim chegar a um patamar na musica indie bastante invejável. Com “Neon Bible” (2007) continuam a somar pontos, mesmo achando que foi um disco um pouco medíocre. “The Suburbs” veio verificar-se porque é que os Arcade Fire são actualmente das bandas mais criativas e sensacionais da actualidade.
Na minha opinião, “The Suburbs” é um álbum repleto de grandes canções, talvez o mais inovador dos registos anteriores. “Uma mistura entre Depeche Mode e Neil Young”, é assim que William Butler descreve o novo álbum.
Mais de uma hora de duração e 16 canções, o disco concentra-se numa nova textura, com novos instrumentos e influências.
Vale bastante a pena verificar os temas mais irrequietos de “Ready to Start”, “Empty Room” e “Month of May” ou os momentos mais ternurentos de “Modern Man”, “Rococo”, “Suburban War” e “Half Light II (No Celebration)”. Uma autêntica maravilha!

Tracklist:

1. The Suburbs
2. Ready to Start
3. Modern Man
4. Rococo
5. Empty Room
6. City With no Children
7. Half Light I
8. Half Light II (No Celebration)
9. Suburban War
10. Month of May
11. Wasted Hours
12. Deep Blue
13. We Used to Wait
14. Sprawl (Flatland)
15. Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
16. The Suburbs (continued)

Arcade Fire “The Suburbs” (Merge Records/Mercury Records) – 9/10

"Ready to Start"
é o 1º vídeo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tamaryn “The Waves”

“I think it’s atmospheric, emotional and deliberate” é assim que a neozelandesa Tamaryn define o seu álbum de estreia. Após o magnífico EP “Led Astray, Washed Ashore” (2009), “The Waves” era aguardado com grande expectativa, onde reúne as influências do new wave, pop psicadélico mais obscuro e do dream-pop. Tamaryn conta com a participação neste projecto, com o multi-instrumentista e produtor, Rex John Shelverton (Portraits of Past, Das Audience, Vue e Bellavista), que tem colaborado com a cantora desde o inicio.
O ambiente de “The Waves” é uma mistura de Siouxsie, Mazzy Star e My Bloody Valentine, músicas que chegam a hipnotizar, onde a magia das guitarras distorcidas e os vocais sombrios, abraçam todo o álbum.
Disponível desde 4 de Outubro, “The Waves” é um disco perfeitamente confortável dentro do seu conjunto de parâmetros sonoros, onde Tamaryn e Rex dominam de forma brilhante.
“The Waves”, “Love Fade”, “Sandstone” ou “Mild Confusion”, são certamente canções a prestar com mais atenção.

Tracklist:

01 - The Waves
02 - Choirs of Winter
03 - Love Fade
04 - Haze Interior
05 - Sandstone
06 - Coral Flower
07 - Dawning
08 - Cascades
09 - Mild Confusion

Tamaryn “The Waves” (Mexican Summer) – 7,5/10

Fiquem com o vídeo "Love Fade", produzido por Jennifer Lee Daley. Apaixonante!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lower Dens “Twin-Hand Movement”

Após iniciar a sua carreira a solo, indo por caminhos do freak folk, Jana Hunter resolve renovar e alterar o seu espaço musical e formando os Lower Dens. Saindo dos vestígios folk, a banda de Baltimore ingressa numa sonoridade mais densa, onde o post-punk e o psicadelismo, são os principais elementos de “Twin-Hand Movement”.
Apadrinhada pelo músico Devendra Banhart (ganhando lugar na editora Gnomonsong), Jana Hunter procura estabelecer mais o seu desempenho vocal e dar toda a liberdade ás guitarras, procurando de forma subtil e inteligente, dirigir-se a um novo público. A banda acertou em cheio a apresentar “I Get Nervous” como 1º single. Uma música extremamente atraente, um dos pontos mais altos do disco. Outro dos singles já apresentados – “Hospice Gates” – mais um dos temas fortes do álbum, destacando-se a guitarra e a voz de Hunter. “Blue & Silver”, “Tea Lights”, “Plastic & Powder”, são canções que também nos levam as nossas emoções à flor-da-pele. No fundo, é um disco extraordinário, carregado de pequenos prazeres e que não queremos que eles terminem.

Tracklist:

01 Blue & Silver
02 Tea Lights
03 A Dog's Dick
04 Holy Water
05 I Get Nervous
06 Completely Golden
07 Plastic & Powder
08 Rosie
09 Truss Me
10 Hospice Gates
11 Two Cocks

Lower Dens “Twin-Hand Movement” (Gnomonsong) – 8/10

Para ouvir "I Get Nervous".

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Motorama “Alps”

Não existe dúvidas quanto às semelhanças da sonoridade dos Joy Division, mas isso não impede que os russos Motorama tenham conquistado o seu espaço no movimento post-punk e de forma sublime. Após a banda disponibilizar gratuitamente os brilhantes EP’s - “Bear” e “Horse” – o grupo não olha a custos e editam o primeiro LP – “Alps” – também disponível para download e que o podem fazer aqui.
Os novos discípulos do Joy Division - Airin Marchenko (baixo), Alexander Norets (teclados), Roman Belenkiy (bateria), Maksim Polivanov (guitarra) e Vladislav Parshin (vocal e guitarra) – familiarizam bem o ambiente da banda de Ian Curtis – tímido, denso, melancólico e sobretudo a voz Vladislav Parshin, identificando-se bastante com a de Curtis. Contudo, conseguem presentear algo mais doce à sua música, transmitindo um clima mais animador.
“Warm Eyelids”, “Wind in Her Hair”, “Ghost” ou “Alps”, são algumas das canções a tomar nota.

Tracklist:

01 – Northern Seaside
02 – Warm Eyelids
03 – Compass
04 – Letter Home
05 – Wind in Her Hair
06 – Ghost
07 – Alps
08 – Ship
09 – There’s No Hunters Here

Motorama “Alps” – 8,5/10

“Alps” é já o 2º single apresentado pela banda, apósGhost”.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Murdering Tripping Blues “Share the Fire”

Depois do esplêndido álbum de estreia de 2008 – “Knocking at the Backdoor Music” – dos lisboetas Murdering Tripping Blues, estão de regresso este ano com mais um grande registo. “Share the Fire” foi produzido por Boz Boorer (Morrissey, Jools Holand, Polecats…), no Serra Vista Studios. A banda procura mais intensidade e emoção neste disco, onde as canções se libertam de forma mais instintiva e incisiva. Não é por acaso, que Paulo Furtado os nomeie como um dos projectos mais interessantes de Portugal, a energia e a rebeldia como a banda se manifesta em disco e em palco, é o espírito fundamental de todo este projecto. A sonoridade dominada pelo blues do Mississipi e o rock energético, fazem as boas vindas de um grupo que vai ganhando gradualmente destaque no panorama musical nacional. Pelo menos tenho a esperança que isso aconteça.
O álbum não é só assinalado pela colaboração do músico britânico Terry Edwards (Gallon Drunk, Nick Cave, PJ Harvey…), o espírito e todo o domínio do disco está tudo na responsabilidade de Henry L. Johnson, Mallory Left Eye e Johnny Dynamite, uma equipa totalmente perfeita.
Além do primeiro single “Come into My Waters”, outros temas brilham neste disco, como “My Lust”, “Ill Lay my Ramblin’ Shoes” e “Smoke You”.

Tracklist:

1. Share the Fire
2. Hooked on You
3. Come into My Waters
4. My Lust
5. Dead Cast on the Line
6. Smoke You
7. Ill Lay my Ramblin’ Shoes
8. CYLTD?
9. Broken Lovers

Murdering Tripping Blues “Share the Fire” (Ranging Planet Records) – 8/10

Para ouvir "Come into My Waters".

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Pop Dell’Arte “Contra Mundum”

Quinze anos após o último magnífico álbum de originais “Sex Symbol”, os lisboetas Pop Dell’Arte estão de regresso com “Contra Mundum”, lançado no dia 14 de Junho. Depois de várias ameaças da edição de um novo disco, nunca chegando a concretizar-se, é agora finalmente editado. Os Pop Dell’Arte são conhecidos essencialmente, pela sua diversidade musical num resultado excepcional e original, sendo um dos maiores nomes do panorama musical português.
O regresso de “Contra Mundum” é também a celebração de 25 anos de uma brilhante carreira da banda. Para além dos principais fundadores - João Peste e José Pedro Moura – a banda lisboeta conta ainda com Nuno Castedo, Eduardo Vinhas e Paulo Monteiro (membro da banda desde 1993). O álbum conta com a participação do trompetista britânico Simon White nos temas - “Slave For Sale” e “Diary Of A Soldier” - e do DJ Rui Vargas. É seguramente um bom disco, com um alinhamento muito interessante e inteligente, tirando talvez os temas “Diary Of A Soldier” e “Noite de Chuva em Campo-de-Ourique”, que na minha opinião eram bem dispensáveis. Mas a verdadeira surpresa está nos temas “Eastern Streets”, “Ritual Transdisco”, “My Rat Ta-ta”, “La Nostra Feroce Volont D’Amore”, “Electric G” e “Wild’n’ Chic”, que apresenta a banda João Peste no seu melhor, mantendo intacta a sua identidade.

Um álbum Sempre Pop!

Tracklist:

01. Diary Of A Soldier
02. Eastern Streets
03. Electric G
04. Har Megido’s Lullaby
05. In My Room
06. La Nostra Feroce Volont D’Amore
07. Mr. Sorry
08. My Rat Ta-ta
09. Noite de Chuva em Campo-de-Ourique
10. Ritual Transdisco
11. Slave For Sale
12. We believe in Fairies
13. Wild’n’ Chic

Pop Dell’Arte “Contra Mundum” (Presente) – 8/10

Não estando ainda disponível o vídeo, fiquem para já para audição com o magnifico 1º single – “Ritual Transdisco”.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Cowboy Junkies “Renmin Park”

É indiscutivelmente um dos melhores álbuns dos norte-americanos Cowboy Junkies. “Renmin Park” é o primeiro álbum de quatro, do projecto The Nomad Series, a serem editados nos próximos 18 meses. Esse projecto foi inspirado nos 3 meses que Michael e Margo Timmins estiveram pela China. O resultado é bastante criativo, diversificado, incluindo novos instrumentos e ainda ambientes sonoros da china. A influência chinesa não passa por despercebida no álbum, a banda fez duas magníficas versões dos famosos temas do pop chinês - “A Few Bags Of Grain” e “Cicadas”.
Em “Renmin Park” continua bem presente os ambientes acústicos e melódicos, algo que os Cowboy Junkies fazem perfeitamente, ao longo de 25 anos de carreira.
A voz forte e agradável de Margo Timmins contínua soberba, onde se pode conferir no tema “Renmin Park”, que segundo a cantora, foi das músicas de que mais teve dificuldade em gravar, estando quase fora do alinhamento do álbum.

Para além da fenomenal canção “Renmin Park”, outras musicas se destacam, como “Stranger Here”, a atmosfera dos velvet Underground em “Sir Francis Bacon At The Net”, “My Fall” (originalmente gravada pelo artista chinês Xu Wei), a lindíssima e profunda “I Cannot Sit Sadly By Your Side”e ainda “(You've Got To Get) A Good Heart”. Felizmente temos boas canções e só por isso, vale a pena ouvir.

Tracklist:

01. Intro
02. Renmin Park
03. Sir Francis Bacon At The Net
04. Stranger Here
05. A Few Bags Of Grain
06. I Cannot Sit Sadly By Your Side
07. (You've Got To Get) A Good Heart
08. Cicadas
09. Interlude
10. My Fall
11. Little Dark Heart
12. A Walk In The Park
13. Renmin Park (Revisited)
14. Coda

Cowboy Junkies “Renmin Park” (Latent Recordings) – 7/10

Para ouvir “Renmin Park”.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

MT. Sims "Happily Ever After...Again"

O norte-americano MT. Sims (Matt Sims), residente em Berlim, está de regresso com a sequela do álbum "Happily Ever After” editado em 2008. Apesar de não trazer nada novo, MT. Sims aprofunda a perfeição e a inspiração em todos os temas que produz. O músico inspira-se no new wave dos anos 80, reforçando a sonoridade com o Synthpop, resultando num ambiente perfeito. Mesmo sendo o responsável de toda a instrumentação e produção musical, Sims conta ainda com mais dois músicos - Rand Twigg Lange no baixo e Andre Lange na bateria. Existe influências declaradas pelo musico de Giorgio Moroder, Depeche Mode e de Curtis Mayfield.
O novo "Happily Ever After...Again" é com certeza um excelente sucessor de "Happily Ever After”, com texturas psicadélicas entre lavagens synth, belíssimas melodias, guitarras e vocais marcantes, tudo muito profundo e de grande qualidade!

Basta ouvir “Grave”, “The Bitten Bite Back”, “Love's Revenge”, “Disappearing Act” ou “In Exile” para sentir todo o poder deste disco. Não, não é uma obra de arte, mas para lá caminha.

Tracklist:

1. The Bitten Bite Back
2. Grave
3. Love's Revenge
4. Unwound
5. Candy Coated
6. Disappearing Act
7. In Exile
8. Hellbent
9. New Authority Volunteers
10. Fall Back
11. The Shattering Of Crystal
12. A Simple View
13. Fragile Breaks Fragile
14. Shelter

MT. Sims "Happily ever after...again" (Punch Records) – 7/10

Para ver e ouvir – “Grave” – que também se encontra disponível no álbum anterior.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Wovenhand “The Threshingfloor”

Dois anos após do aclamado “Ten Stones”, David Eugene Edwards (ex-16 Horsepower), juntou novamente todas as suas forças, para regressar com mais um grande álbum intitulado “The Threshingfloor", lançado pela Glitterhouse Records no dia 1 deste mês. O resultado final de “The Threshingfloor”é sem dúvida impressionante, ou seja, Eugene Edwards tem vindo a evoluir em cada registo que tem produzido pelos Wovenhand ou Woven Hand. As suas interessantes influências, que vai desde o pós-punk à sonoridade tribal/nativa, folk norte-americana, iraniana, marroquina, húngara, turca, uma biblioteca rica de grandes elementos musicais. Uma inspiração soberba, excessivamente cativante e de grande intensidade, onde todos os instrumentos fluem perfeitamente, embora muitas bandas experimentaram aplicar, mas não alcançando um resultado muito satisfatório. Este é um disco que leva-nos a uma viagem por grandes músicas, onde somos envolvidos por lugares míticos.

A destacar: “Sinking Hands”, “The Threshingfloor”, “A Holy Measure”, “His Rest”, “Singing Grass” (brilhante), “Truth” e “Terre Haute".

Um álbum profundamente espiritual e perfeito!

Tracklist

01. Sinking Hands
02. The Threshingfloor
03. A Holy Measure
04. Raise Her Hands
05. His Rest
06. Singing Grass
07. Behind Your Breath
08. Truth
09. Terre Haute
10. Orchard Gate
11. Wheatstraw
12. Denver City

Wovenhand “The Threshingfloor” (Glitterhouse Records) – 9,5/10

Disponibilizo apenas para audição o tema “The Threshing Floor”, que também dá nome ao álbum.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

The National “High Violet”

Foi necessário ouvir algumas vezes “High Violet”, para conseguir chegar a uma conclusão, que na minha opinião foi bastante positiva. Não foi um álbum muito fácil de digerir, mas que depois se começa a entranhar, conquistando gradualmente. Com “Alligator” (2005), os The National conseguiram sem dúvida sobressair, mas foi com o aclamado “Boxer” (2007), que se tornaram efectivamente, uma das bandas mais respeitadas da cena indie. “High Violet” poderia não conseguir alcançar o mesmo patamar de qualidade dos discos anteriores, porém a banda norte-americana consegue novamente triunfar, resultando daí mais um grande clássico. Todas as melodias vão progressivamente seduzindo, seguindo talvez os mesmos passos de “Boxer”, tendo um resultado final absolutamente notável.

Além dos brilhantes temas – “Bloodbuzz Ohio” e “Afraid of Everyone” – já apresentados, “Anyone's Ghost” e “Runaway”, tornam este álbum irresistível. “England” é absolutamente magistral e a terminar, a épica “Vanderlyle Crybaby Geeks”. Resumindo: Excepcional.

Tracklist:

01 Terrible Love
02 Sorrow
03 Anyone's Ghost
04 Little Faith
05 Afraid of Everyone
06 Bloodbuzz Ohio
07 Lemonworld
08 Runaway
09 Conversation 16
10 England
11 Vanderlyle Crybaby Geeks

The National “High Violet” (4AD) – 9/10

Deixo-vos com o video "Bloodbuzz Ohio", realizado por Hope Hall, Andreas Burgess e Carin Besser.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mão Morta “Pesadelo em Peluche”

A comemorar 25 anos de carreira, os Mão Morta estão de regresso com um novo álbum que o intitularam de “Pesadelo em Peluche”. É um grande regresso da banda bracarense às suas origens mais roqueiras e que é para já, na minha opinião, o melhor álbum nacional deste ano. A destacar a música “Como um Vampiro”, que conta com a participação de Fernando Ribeiro. O álbum é inspirado no tortuoso universo de J.G. Ballard, mas nada melhor que Adolfo Luxúria Canibal para explicar “Pesadelo em Peluche”:

“Pesadelo Em Peluche teve como ponto de partida o livro The Atrocity Exhibition (A Feira de Atrocidades), de J. G. Ballard, e a questão aí levantada da nova percepção do real que o panorama mediático e cultural instituído pela moderna comunicação de massas induz no indivíduo. É sobejamente conhecida a anedota do miúdo urbano que se espanta ante a visão de uma galinha viva porque só a figurava depenada e dependurada nos talhos e nos supermercados. Da mesma forma, com o devido reajuste de escala, que traços de personalidade são sulcados no sujeito diariamente exposto às imagens choque de guerras, acidentes, crimes ou catástrofes naturais que enchem os noticiários televisivos, aos paradigmas produzidos pela publicidade na permanente exaltação de objectos quotidianos como o champô, o automóvel, os destinos de férias ou os gadgets tecnológicos, aos mexericos emocionais da vida privada de vedetas televisivas e demais figuras públicas constantemente expostos nas capas das revistas e nos escaparates dos quiosques, aos infindáveis cenários de auto-estradas, engarrafamentos, viadutos, aeroportos e vastos bairros uniformes que lhe marginam as jornadas casa trabalho? Essa matéria visual da cultura mediática e os novos desejos e padrões psíquicos que fomentam constituem o cerne das histórias contidas nas canções e também a premissa para a sua composição, desenvolvida a partir de algumas das matrizes que os últimos 30 anos da história do rock fixaram. Assim, os riffs ou as batidas à maneira de servem para enquadrar narrativas psicóticas onde a pulsão sexual é alimentada por estranhos fetiches e a morte não passa de uma ficção conceptual carregada de encantos obscenos. Como se, perdido o equilíbrio genésico, a vida se transmutasse num perturbante pesadelo de desconcerto numa mente entorpecida pelo peluche do conforto.”

“Pesadelo de Peluche” já está disponível desde 19 de Abril e é a estreia da banda na Universal Music Portugal. Um disco repleto de grandes músicas.

Tracklist:

1. Novelos da Paixão
2. Teoria da Conspiração
3. Paisagens Mentais
4. Biblioteca Espectral
5. Tardes de Inverno
6. Como um Vampiro
7. Penitentes Sofredores
8. O Seio Esquerdo de R.P.
9. Fazer de Morto 10. Metalcarne
11. Estância Balnear
12. Tiago Capitão

Mão Morta “Pesadelo em Peluche” (Universal Music) – 8/10

Para ver e ouvir “Novelos da Paixão”.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

The Jon Spencer Blues Explosion “Dirty Shirt Rock 'N' Roll: The First Ten Years”

É sempre bom recordar alguns dos melhores momentos das bandas que marcaram uma fase da nossa vida. Foi precisamente logo no início dos anos 90 que nasce uma banda conhecida pela sua forma de abraçar o blues e o rock de maneira totalmente frenética. Esta colectânea, mostra bem essa atitude e a energia que a banda de Jon Spencer (ex-Pussy Galore), consegue transmitir e de forma inteiramente explosiva. “Dirty Shirt Rock 'N' Roll: The First Ten Years” mostra basicamente todo o trabalho dos The Jon Spencer Blues Explosion, pela Matador Records, desde o álbum de estreia de 1992 – “The Jon Spencer Blues Explosion” - até ao “Plastic Fang” de 2002. O resultado desta retrospectiva é muito bom, peca talvez pela falta do single “2 Kindsa Love”, porque tirando isso, todo o alinhamento é genial.
Todas as músicas de “Dirty Shirt Rock 'N' Roll: The First Ten Years” são remasterizadas e é o primeiro lançamento de uma série de reedições pela nova editora Shout! Factory.

Essencial!

Tracklist:

1. Chicken Dog
2. Magical Colors
3. Money Rock'n'Roll
4. Love Ain't On The Run
5. Blues X Man
6. Buscemi
7. Bellbottoms
8. History of Sex
9. Fuck Shit Up
10. Leave Me Alone So I Can Rock Again
11. Shake'em On Down
12. Train #2
13. Water Main
14. Hell
15. Wail
16. Afro
17. Greyhound
18. Talk About The Blues
19. Flavor (remix)
20. Feeling Of Love
21. Lap Dance
22. She Said (radio edit)

Jon Spencer Blues Explosion “Dirty Shirt Rock 'N' Roll: The First Ten Years” (Shout! Factory) – 10/10

Recordo o single “Wail” do álbum "Now I Got Worry" de 1996.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

The Fall “Your Future Our Clutter”

Este trabalho é uma confirmação de que existem músicos que sabem envelhecer e um deles é o Mark E. Smith. É prácticamente o único membro original dos The Fall, que continua a manter a mesma criatividade e a sonoridade nos seus álbuns, desde o ano da sua formação, em 1979.
Produzido por Ross Orton e Mark E. Smith,Your Future Our Clutter” foi gravado durante o ano passado e está previsto sair no dia 26 deste mês. O vigésimo oitavo disco da banda e a estreia na Domino Records, conta com a mesma formação do álbum anterior – “Imperial Wax Solvent” de 2008. Smith continua ser o coração e a alma dos The Fall, que na minha opinião, são uma das bandas de Manchester com maior influência no movimento pós-punk. Não era por acaso que os The Fall eram uma das bandas favoritas de John Peel e que descrevia como: “They are always different, they are always the same”.

“Your Future Our Clutter” é um grande álbum, forte e estimulante, talvez um dos melhores de muitos do que fez anteriormente. A perspicácia dos vocais falados e das letras sempre enigmáticas que Smith consegue intercalar num som poderoso. “Bury Pts. 1 + 3”, “Cowboy George”, “Hot Cake”, “Y.F.O.C. / Slippy Floor” e “Chino”, fazem deste álbum um registo obrigatório dos The Fall. A destacar também o tema “Funnel of Love”, um cover de Wanda Jackson (1961) e que em 2003 foi feito uma nova versão, que contava com a participação dos The Cramps.

Tracklist:

1 – O.F.Y.C. Showcase
2 – Bury Pts. 1 + 3
3 – Mexico Wax Solvent
4 - Cowboy George
5 – Hot Cake
6 – Y.F.O.C. / Slippy Floor
7 - Chino
8 - Funnel Of Love
9 - Weather Report 2

The Fall “Your Future Our Clutter” (Domino Records) – 8/10

Podem aqui ouvir o primeiro single - “Bury Pts. 1 + 3”.



E recordo aqui o vídeo “Reformation!”, do álbum “Reformation Post TLC” (2007)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Black Rebel Motorcycle Club “Beat the Devil’s Tattoo”

Os norte-americanos Black Rebel Motorcycle Club continuam a embarcar no puro rock & roll e de forma sublime. “Beat the Devil’s Tattoo” leva-nos a uma viagem sonora alucinante através do rock psicadélico num dos melhores álbuns da banda, mesmo que haja criticas a referir o contrário, como a Pitchfork. Com Leah Shapiro (ex-Raveonettes), agora no lugar de Nick Jago na bateria, a banda ganhou uma nova energia e como afirmou o guitarrista e vocalista Hayes - "She's a reckless lover/With blood-stained hands/Around the neck of her helpless man."
Beat the Devil’s Tattoo” é mais ou menos uma simbiose da sonoridade mais electrizante de “Baby 81” (2007) e do blues de “Howl” (2005). Conseguiram com grande profissionalismo um resultado final brilhante.
O álbum foi gravado no The Basement Studio, em Filadélfia, o mesmo local utilizado nas gravações do disco mais folk/blues - “Howl”.

O disco tem momentos bastante agradáveis, a começar com a faixa que dá o título ao trabalho “Beat the Devil’s Tattoo”e que é simultaneamente o primeiro single de apresentação, caracterizando-se como algo hipnotizante. Somos posteriormente envolvidos pelo electrizante e arrasador “Conscience Killer”, seguindo-se um dos melhores momentos do álbum - “War Machine” que contem o que mais caracteriza os BRMC – a distorção das guitarras e uma pitada do psicadélico dos anos 70.
Sweet Feeling” é lindíssima e cheia de tristeza, enquanto “Evol”,é uma das músicas que inicialmente era para ser introduzida no álbum “Take Them On, On Your Own” (2003) e que agora foi inserida em “Beat the Devil’s Tattoo”. Um momento explosivo marca “Mama Taught Me Better”, enquanto de “Toll” leva-nos novamente a um estado de espírito mais calmo.
Shadow’s Keeper” é brilhante e inesquecível e “Long Way Down” brinda-nos com um ambiente à Beatles.

É um álbum cheio de músicas fantásticas, mesmo que alguns não concordem.
Tracklist:

1. Beat The Devil’s Tattoo
2. Conscience Killer
3. Bad Blood
4. War Machine
5. Sweet Feeling
6. Evol
7. Mama Taught Me Better
8. River Styx
9. The Toll
10. Aya
11. Shadow’s Keeper
12. Long Way Down
13. Half-State

Black Rebel Motorcycle Club “Beat the Devil’s Tattoo” (Abstract Dragon / Vagrant Records) - 9\10

Já está disponível o vídeo - “Beat the Devil’s Tattoo”.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Veil Veil Vanish “Change in the Neon Light”

Talvez o nome da banda não seja muito convidativo, mas a música consegue sem dúvida seduzir, destacando-se principalmente a criatividade das guitarras e do baixo. Após a primeira audição, fica bastante óbvio as influências dos The Cure, principalmente na altura do álbum “Pornography”. Se deixarmo-nos envolver por “Change in the Neon Light”, damos conta de um ambiente bem electrizante, numa atmosfera nublada do pós-punk, Shoegaze, electro, algum pop e não fugindo muito da sonoridade e da voz de uns The Cure. Na verdade a banda participou num tributo à banda de Robert Smith em – “Perfect As Cats” – no tema “The Upstairs Room” juntamente com outras bandas como os Bat For Lashes ou os Dandy Warhols. Os californianos Veil Veil Vanish conseguem transmitir eficazmente a sua música com qualidade e de grande inspiração. Não acho que haja qualquer faixa fraca no álbum, a banda vai conquistando em cada tema e poucas críticas há a fazer.

O álbum tem grandes preciosidades que vai desde o tema abertura “Change in the Neon Light”, passando pela magnífica “Modern Lust” e terminando em grande com “The Wilderness”. Nove excelentes canções numa estreia bem positiva. Recomendo também o EP “Into a New Mausoleum”.

É seguramente um álbum a experimentar!

Tracklist:

1. Change in the Neon Light
2. Anthem for a Doomed Youth
3. Exile City
4. Modern Lust
5. Pharmaceutical Party Platform
6. Secondhand Daylight
7. This is Violet
8. Detachment
9. The Wilderness

Veil Veil Vanish "Change in the Neon Light" (Metropolis Records) - 8/10

Não estando ainda disponível qualquer vídeo de “Change In The Neon Light”, deixo para audição o primeiro single intitulado “Anthem for a Doomed Youth”.