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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os Melhores 2011

Chegou então o momento de fazer um levantamento dos melhores discos e livros de banda desenhada, lançados durante este ano.
A verdade é que não foi nada fácil para mim escolher os dez melhores álbuns internacionais, já que foi um ano bastante competitivo em relação à elevada qualidade. Tal como o ano passado, foi mais uma vez impossível referir todos os discos que me aliciaram durante 2011 e que infelizmente, tiveram que ficar de fora da minha lista de reviews, que mesmo assim, posso aqui destacar alguns - R.E.M. “Collapse into Now”, Jane's Addiction “The Great Escape Artist”, Peter Murphy “Ninth”, Sidi Touré “Sahel Folk”, Lucinda Williams “Blessed”, Lykke Li “Wounded Rhymes”, Adventure “Lesser Know”, Lamb "5", Singapore Sling “Never Forever”... Enquanto aos álbuns nacionais, apenas cinco conseguiram me aliciar.
Dentro da banda desenhada, refiro apenas aqueles que consegui ler e que gostei especialmente.
Como nos anos anteriores, fica aqui a minha lista de preferência, de formato aleatório. Podem sempre opinar.

*10 Álbuns Internacionais

Ulterior "Wild in Wildlife"
Tom Waits “Bad as Me”
Zola Jesus “Conatus”
Hauschka "Salon des Amateurs"
The Horrors “Skying”
Kate Bush “50 Words for Snow”
The Kills "Blood Pressures"
DeVotchKa "100 Lovers"
Anna Calvi "Anna Calvi"
PJ Harvey “Let England Shake”

*5 Álbuns Nacionais

Dead Combo “Lisboa Mulata”
Horselaughter "I Was Ghost, Then"
Kubik “Psicotic Jazz Hall”
Sean Riley and the Slowriders “It’s been a Long Night”
Norberto Lobo "Fala Mansa"

*5 Álbuns de Banda-Desenhada

“As Extraordinárias Aventuras de Dog Mendoça e PizzaBoy II: Apocalipse”, de Filipe Melo e Juan Cavia
“Júlia & Roem”, de Enki Bilal
“É de Noite Que Faço as Perguntas”, de David Soares
“Agentes do C.A.O.S.: Nova O.R.D.E.M.”, de Fernando Dordio Campos
“A Ermida”, de Rui Lacas

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Kate Bush “50 Words for Snow”

Fomos deparados este ano com excelentes discos, que pouco deu para mencionar todos, mas que mesmo assim, ainda foi possível e aqui destacar o novo álbum de Kate Bush. E porquê? Porque mesmo simpatizando com a sua musica, achei que “50 Words for Snow” é um registo simplesmente extraordinário. Um álbum curioso, inundado de emoções, adulto, mágico e profundo, onde a voz inimitável de Bush continua irrepreensível.
O último disco lançado em 2005 – Aerial – não desiludiu, mas que depressa foi ignorado. “50 Words for Snow” é na minha opinião, o álbum mais inteligente de toda a carreira de Bush, transmitindo imenso alento e beleza às suas músicas. O Inverno, a queda de neve, espíritos e as emoções, inspiraram a cantora e compositora inglesa, para chegar a um território mais sentimental e harmonioso.
Canções longas mas que digerem-se muito bem, como podemos deparar logo com o tema de abertura, “Snowflakes”, acompanhada apenas pelo piano, fala-nos do amor de Mãe para com o seu filho, que nos faz levar por uma intensa viagem emocional. As duas músicas seguintes – “Lake Tahoe” e “Misty” – aderem também ao cenário austero do piano, num melodrama emocional melancólico. Já estamos acostumados que a voz etérea de Bush e o piano, a misturam-se e a fluírem de forma instintiva, causando uma atmosfera perfeita. O pop mais surrealista e estranho de “Wild Man”, com uma voz de fundo mágica, onde fala Yeti (Homem Abominável das Neves), criatura originaria das Himalaias. “Snowed in at Wheeler Street” conta com a participação do Sir. Elton John, cantor que Kate Bush sempre admirou. Treze minutos de profundo sentimento.
“50 Words for Snow” conta com a colaboração do actor Stephen Fry, que vai ditando uma lista de 50 palavras para a neve, enquanto Bush vai cantando. Por fim, “Among Angels”, tema estranhamente emocional e exemplar para terminar um álbum, que é um clássico, e provavelmente, o melhor da sua carreira.

Tracklist:

01 Snowflakes
02 Lake Tahoe
03 Misty
04 Wild Man
05 Snowed in at Wheeler Street
06 50 Words for Snow
07 Among Angels

Kate Bush “50 Words for Snow” (Fish People) – 9,5/10

Segue-se “Wild Man”.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Tom Waits “Bad as Me”

A integrar na lista dos melhores álbuns do ano, “Bad as Me” é uma metáfora exemplar de todo o percurso sonoro de Tom Waits, que continua a germinar música de excelente qualidade. A voz gutural e soturna de Waits, o jazz/blues sofisticado e urbano, o folk susceptível, o soul amargurado, o rock experimental e rebuscado, é a fusão perfeita de um alinhamento já bem explorado pelo músico, que agora retorna. “Bad as Me” é então o regresso às suas origens, após sete anos do último lançamento de originais – Real Gone – um disco de protesto à guerra do Iraque, destacando-se sobretudo a guitarra, esteticamente diferente e distante dos anteriores.
Produzido pelo próprio Tom Waits e a sua esposa, Kathleen Brennan, o álbum leva-nos pelo um caminho sentimental, mas também alegre, num registo bem refinado e imerso.
Para além do guitarrista Marc Ribot, do baixista Larry Taylor e do percussionista Cassey Waits, músicos já familiares dos álbuns de Waits, na lista dos convidados estão também Keith Richards (Rolling Stones), Flea (Jane’s Addiction, Red Hot Chilli Peppers), Charlie Musselwhite, Augie Meyers, entre outros.
A música de abertura “Chicago”, é a demonstração de um blues desvairado que Waits foi-nos acostumando, tal como a canção seguinte - “Raised Right Men” – lembrando a fase Bone Machine. “Talking At the Same Time”, um tema que bem podia estar inserido em Heartattack and Vine, onde um piano acanhado intervém e a voz de Waits lamenta-se.
A notável “Get Lost” familiarizada com o rock dos anos 50, muito próximo da fase de Blood Money ou Alice. A sentimental “Face to the Highway”, vagueando muito perto do registo Nighthawks at the Diner. “Back in the Crowd” e “Bad as Me”, dois singles aliciantes e “Satisfied”, uma piada ao clássico – Satisfaction - dos Stones. Por fim, uma das minhas favoritas “Hell Broke Luce”, finalizando com a piegas “New Year’s Eve”.
O ano fecha assim, com um álbum magistral e legendário.

Tracklist:

01 Chicago
02 Raised Right Men
03 Talking At the Same Time
04 Get Lost
05 Face to the Highway
06 Pay Me
07 Back In the Crowd
08 Bad As Me
09 Kiss Me
10 Satisfied
11 Last Leaf
12 Hell Broke Luce
13 New Year’s Eve

Tom Waits “Bad as Me” (Anti-Records) – 9,5/10

Para ver o vídeo “Satisfied” e ouvir o single “Bad as Me”.



“Bad as Me”.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dead Combo “Lisboa Mulata”

À venda desde o dia 26 de Setembro, os portugueses Dead Combo estão de regresso aos discos com “Lisboa Mulata”, que como acrescenta Tó Trips - "Neste disco tentámos voltar um bocado atrás, não ter muitos arranjos nas músicas, voltar à base dos dois… é um regresso ao início", já que ao contrario do álbum anterior - "Lusitânia Playboys" – que contou com inúmeros convidados, “Lisboa Mulata” é algo mais intimista, abrangendo apenas o Sérgio Godinho (na letra) e o fadista Camané (num registo spoken word), na música “Ouvi o Texto Muito ao Longe”, e ainda o guitarrista norte-americano Marc Ribot (que já colaborou com Tom Waits, Elvis Costello ou John Zorn), em quatro temas.
È fácil encontrar neste disco influências da música africana, como podemos deparar, não só pelo nome do álbum, mas em canções como “Lisboa Mulata”, “Cachupa Man”, “Morninha do Inferno” e “Blues da Tanga”. "África tem muita ligação com Lisboa, desde há séculos”, mesmo que o nome “Mulata”, tenha nascido de um instrumento musical, a guitarra mulata (construída nos anos 50 e 60, em Lisboa), e ao qual foi usada em praticamente em todo o disco. Pedro Gonçalves ainda encara o disco como “mais português e mais lisboeta” e ainda "mais alegre, mais dançável e um bocadinho menos negro".
É quase espontâneo, o pezinho de dança, com todas as canções a libertar um calorzinho, num ambiente bem sedutor e exemplar. Um registo magnífico!
Gritem todos bem alto – Lisboa Mutataaaaaa.

Tracklist:
01 Lisboa Mulata
02 Cachupa Man
03 Anadamastor
04 Aurora em Lisboa
05 Blues da Tanga
06 Marchinha do Santo António Descambado
07 Morninha do Inferno
08 Esse Olhar que Era Só Teu
09 Cowboy’s Cure for Jah
10 Ouvi o Texto Muito ao Longe
11 Death Drive

Dead Combo “Lisboa Mulata” (Universal) – 9/10

Para ouvir e sentir “Lisboa Mulata”.



E ainda "Blues da Tanga".

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Zola Jesus “Conatus”

Durante o ano passado fomos presenteados com o enigmático “Stridulum II”, um disco que seleccionei como um dos melhores de 2010, e que colocou Zola Jesus numa das jovens compositoras mais interessantes e talentosas destes últimos anos. Autodidacta e muito produtiva, segue-se mais um novo capítulo, “Conatus”, que a definição filosófica do nome indica: a determinação de continuar.
Produzido por Brian Foote e Nika Roza Danilova (Zola Jesus), “Conatus” é um grande salto na produção de instrumentação e na música. Temas elegantes e ricos, deixando de vez as canções mais ruidosas (noise e o lo-fi), do primeiro registo – The Spoils – para um som mais limpo e sedutor do synthpop e do dark-wave. Continua predominante a sua voz indomável, o ambiente sombrio e as letras sensíveis, numa sonoridade agora mais requintada e inovadora.
A destacar neste disco o single “Vessel”, com ambientes mais industriais a recordar os Cold Cave. O impulso do synthpop de “Seekir”, “Shivers” ou da sedutora “Hikikomori”, indo ao encontro de “Ixode”, com ambientes vocais a lembrar Elizabeth Fraser. A deprimente, mas fantástica “Lick the Palm of the Burning Handshake”, e ainda, a melancólica “Skin”, acompanhada pelo um piano amargurado e pela voz dramática de Zola.
“Conatus
” faz assim um dos álbuns mais comoventes e misteriosos, lançados durante este ano.

Tracklist:

01. Swords
02. Avalanche
03. Vessel
04. Hikikomori
05. Ixode
06. Seekir
07. In Your Nature
08. Lick the Palm of the Burning Handshake
09. Shivers
10. Skin
11. Collapse

Zola Jesus “Conatus” (Sacred Bones Records) – 8/10

Gravado no México, deixo o vídeo “Vessel”, produzido por Jacqueline Castel.



E para audição o single “Hikikomori”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ladytron “Gravity the Seducer”

A banda de Liverpool que ainda este ano editou a colectânea – The Best 00/10 – fazendo uma retrospectiva dos seus ilustres dez anos de carreira, regressa aos álbuns originais com “Gravity the Seducer”, disponível desde o dia 13 de Setembro.
Os Ladytron continuam firmes nas suas influências, para além do synthpop e do new wave, destaca-se também um ambiente sonoro absolutamente sedutor e glamouroso.
O sofisticado “Gravity the Seducer” resume-se a um disco com músicas bem consistentes e agradáveis. Logo pelo primeiro single “Ace Of Hz”, que já tinha sido revelado no The Best 00/10, podemos encontrar algo mais sombrio, encontrando alguns vestígios de uns Visage. Para além deste single, outros adoptam a mesma estrutura, tal como o segundo single “White Elephant”, “Ambulances”, a épica “Melting Ice” ou “Mirage”. Podemos também destacar os ambientes mais atmosféricos de “White Gold”, “Altitude Blues”, “Transparent Days” (tema instrumental a evocar Brian Eno), “90 Degrees”, deixando-nos decerto divagar por um deserto sereno, pelo menos pelo aspecto visual da capa, assim nos faz imaginar.
Podemos não esquecer a elegância de “604” (2001), “Light & Magic” (2002) e “Witching Hour” (2005) – mas uma coisa é certa, “Gravity the Seducer” também não nos vai deixar ficar indiferentes. O seu efeito é decerto sedutor.

Tracklist:

01. White Elephant
02. Mirage
03. White Gold
04. Ace Of Hz
05. Ritual
06. Moon Palace
07. Altitude Blues
08. Ambulances
09. Melting Ice
10. Transparent Days
11. 90 Degrees
12. Aces High

Ladytron “Gravity the Seducer” (Nettwerk) – 7/10

Fique com o vídeo “White Elephant”, o 2º single a ser retirado de “Gravity the Seducer”.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Jack Ladder and The Dreamlanders “Hurtsville”

Fui completamente surpreendido e rendido com o terceiro registo do músico australiano Jack Ladder.
Ao contrário dos anteriores, “Hurtsville” é um álbum muito mais emocional e triste, num cenário perfeito de romantismo. O primeiro single “Cold Feet” pode ser um exemplo disso, um tema intenso, propicio para ouvir num dia invernoso, num ambiente apaixonante e doce.
Todos os temas de “Hurtsville” são totalmente belos e tristes, mas capazes de invadir facilmente na nossa alma. O fantasma de Nick Cave continua bem presente na música de Ladder, mas também existe vestígios de Leonard Cohen, The Cramps, Bruce Springsteen, The Triffids ou até mesmo o synthpop de uns Depeche Mode, como podemos deparar em “Short Memory”.
A minha reacção a este disco foi bastante positiva, principalmente devido aos temas “Cold Feet”, “Beautiful Sound”, “Hurtsville”, “Blinded By Love” (influências bem existentes de Cave e de Cohen), ou o rockabilly de “Position Vacant”.
É um álbum magistral para absorver pausadamente e atenciosamente, porque na minha opinião, Ladder já conseguiu criar em mim um sentimento único.

Tracklist:

01. Beautiful Sound
02. Cold Feet
03. Hurtsville
04. Position Vacant
05. Short Memory
06. Blinded By Love
07. Dumb Love
08. Giving Up The Giving Up

Jack Ladder and The Dreamlanders “Hurtsville” (Spunk! Records) – 8,5/10

Produzido por Jack Ladder e Burke Reid, fica o vídeo “Cold Feet”, um excelente single.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

The Horrors “Skying”

Se acham que “Skying” segue a mesma estrutura do seu sucessor “Primary Colours” (2009), estão totalmente enganados.
Já referidos como os novos camaleões do rock, a verdade é que a banda britânica já me tinha surpreendido com “Primary Colours”, quando resolveu abdicar do rock de garagem e do psychobilly de “Strange House" (2007), explorando depois o pós-punk e o krautrock. “Skying” envolve agora os ambientes dentro do synth, o rock e o krautrock, desembarcando num mundo sonoro totalmente hipnotizante. A verdade é que os The Horrors têm conseguido superar de álbum para álbum, colocando a banda de Faris Badwan numa das mais interessantes e inteligentes destes últimos anos.
Skying” é por si uma forte fonte de influências, chegando a descobrir alguns vestígios de Bowie, Psychedelic Furs, Echo and The Bunnymen, Human League, Neu!, ou até mesmo de os Simple Minds.
Melodias hipnóticas e harmoniosas, “Changing The Rain” é o inicio de uma viagem confortável ao céu. “Endless Blue” é talvez o tema mais forte do álbum, com riffs absolutamente cativantes, enquanto o 1º single “Still Life” surge como base o psicadélico e o synth, a recordar os Simple Minds na sua fase inicial. “Moving Further Away”, uma das minhas favoritas, é arrebatadora e sombria, com momentos electrónicos intensos a evocar ao revivalismo da década de 80, por fim, “Oceans Burning” leva-nos pelo krautrock psicadélico, num ambiente sereno e profundo.

Tracklist:

01. Changing The Rain
02. You Said
03. I Can See Through You
04. Endless Blue
05. Dive In
06. Still Life
07. Wild Eyed
08. Moving Further Away
09. Monica Gems
10. Oceans Burning

The Horrors “Skying” (XL Recordings) – 9/10

Still Life” é para já a 1ª amostra de “Skying”.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Blank Dogs: Collected By Itself: 2006-2009

Ainda em 2010, o norte-americano Mike Sniper (Blank Dogs), editou “Land and Fixed”, o seu 3º álbum de originais, regressando em força este ano com uma excelente colectânea. Collected By Itself: 2006-2009, é uma compilação de 27 músicas, sendo a maioria delas raridades e ainda outras remasterizadas. Muitos destes temas estão inseridos em EP’s e em singles, apenas lançados em Vinil no período entre 2006 e 2009, e ao qual era muito difícil conseguir adquirir. Sniper resolveu então reunir todas as suas primeiras gravações e edita-las em CD, pelo seu próprio selo - Captured Tracks. O minimalismo e o post-punk, faz de Collected um conjunto de texturas sintéticas, guitarras espigadas, tambores metálicos, sintetizadores ultra-simples, efeitos repetitivos e uma verdadeira avalanche de efeitos electrónicos. Podemos pensar em alguma desorientação na produção de alguns temas e até ser doloroso em ouvir o disco na sua totalidade, mas na verdade, é essa a principal base de todo o segredo de Sniper.
“Leaving the Light On”, “Two Months”, “She's Violent Tonight”, “Calling Over”, “Scenes in a New Town”, “Ages Ago”
e “Splitting, são alguns exemplos das verdadeiras preciosidades que podemos encontrar neste disco.
É este o inicio do projecto do já ilustre Sniper, numa carreira que concluímos ser ainda muito mais promissora. É um álbum a folhear.

Tracklist:

01 Leaving the Light On
02 Slow Room!
03 Two Months
04 Before the Hours
05 Keeping All The Time
06 Freezing Styles
07 1480 Fox
08 The Tied
09 She's Violent Tonight
10 Dismorphobia
11 Doorbell Fire
12 The Other Way
13 Calling Over
14 Yellow Mice Sleep
15 Outside Alarmer
16 Waiting
17 My House Is Red
18 Butler Hospital
19 Poison Ivy
20 Scenes in a New Town
21 Anywhere
22 They Said
23 Ages Ago
24 Mirror Lights
25 Splitting
26 Leaves
27 Stuck Inside the World

Blank Dogs: Collected By Itself: 2006-2009 (Captured Tracks) – 7/10

Para ver “Scenes in a New Town”.



E ouvir “Leaving the Light On

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Horselaughter “I Was a Ghost, Then”

O novo projecto pessoal de Filipe Ferreira (Oddawn), caminha por um ambiente amargurado, abordando delicadas histórias e onde a música é a principal formula para tamanha mestria.
As influências não andam muito longe de Nick Drake, Red House Painters, Tindersticks ou de Tom Waits, mas é especialmente a banda norte-americana Sparklehorse que podemos encontrar mais semelhanças. A começar pelo titulo “Horselaughter”, retirado da música “Spirit Ditch” do álbum de estreia “Vivadixiesubmarinetransmissionplot” de 1995, transformando-se numa homenagem ao fundador Mark Linkous (Sparklehorse), que se suicidou em Março do ano passado.
I Was a Ghost, Then” começou a ser gravado em 2008 em Paredes da Beira, no Alto Douro, terra dos seus avós, local onde conseguiu ter o ambiente perfeito para produzir as suas canções, liderada pela sua guitarra clássica, envolvendo depois o violoncelo e o piano. Filipe Ferreira contou ainda com a ajuda de Inês Lamares (ex-Borland), Paulo Miranda (Amp Studio) e Miguel Gomes (aka-Complicado).
14 músicas simples e consistentes, que faz deste disco, muito agradável.

“Nascido talvez em 1942 por entre caminhos rurais e velhas quintas perdidas no interior do país, Horselaughter é um projecto de contornos pouco nítidos e formação variável em torno de uma procura quase obsessiva por formas de beleza inconsequentes.
As canções surgem em sessões tardias marcadas pelo signo do isolamento numa casa antiga, habitada por fantasmas e perdida numa aldeia remota, quando o Outono se insinua para lá das grandes janelas de vidro irregular e um manto espesso de silêncio cobre a esparsa paisagem (…)”
(nota de imprensa)

Tracklist:

01 – Horse Tears
02 – Scratch
03 – Wooden Heart
04 – Bates Ranch
05 – Ballad of Silver & Rubt Part I
06 – Radio Trails
07 – A Night Out
08 – Ghost Dog
09 – Underground
10 – Raspberries and Tweed
11 – Widows by the Window
12 – Ballad of Silver & Rubt Part II
13 – Twilight
14 – Gin Soaked Lullaby

Horselaughter “I Was a Ghost, Then” (Edição Autor) – 7,5/10

Para ouvir "A Night Out".

a night out de horselaughter

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Holly Golightly and The Brokeoffs “No Help Coming”

Sempre simpatizei imenso com o trabalho da londrina Holly Golightly, agora radicada na Geórgia. Uma discografia sólida e extensa, Golightly é já uma veterana da música indie, que se ramificou nos seus trabalhos a solo, mas que em 2007 se junta ao norte-americano Lawyer Dave (The Brokeoffs), para germinar um projecto um pouco diferente daquilo que já tinha feito. Essa mudança proveio sobretudo da parceria do multi-instrumentista Lawyer Dave, que contribui com a guitarra, bateria e ainda a voz, juntando o blues, o country e o rockabilly, como elementos primários da sonoridade.
Foi em 2007 que Holly Golightly and The Brokeoffs lançam o 1º álbum intitulado “You Can't Buy a Gun When You're Crying”, seguindo em 2008 “Dirt Don't Hurt” e por fim em 2010 “Medicine County”, todos eles muito bem recebidos pela crítica.
“No Help Coming” continua a retratar as paisagens rurais norte-americanas, adoptando mais uma vez o blues e o country, de forma inteligente e exemplar. São assim 12 canções notáveis, tais como "The Rest of Your Life", "You're Under Arrest", "Get Out of My House”, “No Help Coming” ou até mesmo “Lord Knows We're Drinking”, um clássico de 1955 de Bill Anderson.
“No Help Coming”
é sobretudo um álbum agradável.

Tracklist:

01. No Help Coming
02. The Rest Of Your Life
03. Burn O' Junk Pile Burn
04. Here Lies My Love
05. Under Arrest
06. The Whole Day Long
07. Get Out My House
08. The Only One
09. Leave It Alone
10. River Of Tears
11. Lord Knows We're Drinking
12. LSD (Rock n Roll Prison)

Holly Golightly and the Brokeoffs “No Help Coming”
(Transdreamer Records) – 7,5/10

Para ouvir "The Rest Of Your Life ".

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Austra “Feel it Break”

Ainda este ano referi os Austra como uns dos projectos mais interessantes e promissores para este ano, e agora com o lançamento do álbum de estreia “Feel it Break”, é mais uma prova que não estava enganado, contudo, estava à espera de algo melhor.
Oriundos de Toronto, Canadá, os Austra são um trio formado pela lindíssima Katie Stelmanis (voz), Maya Postepski (bateria/sintetizadores) e Dorian Wolf (baixo).
Num ambiente repleto de sintetizadores, é a voz cristalina de Katie Stelmanis que domina, não fosse ela formada em música classica. Também é responsável pela criatividade e de admistrar uma textura rica às musicas, fazendo deste disco algo memorável e fascinante. Num clima muito perto do último registo de Zola Jesus (mas menos sombrio), apodera-se aos encantamentos do new wave, numa atmosfera dentro do synthpop, do gótico e por vezes do barroco. Em “Feel it Break” podemos encontrar numerosos temas inrresistiveis, tais como “Beat and the Pulse”, “Lose It”, “Darken Her Horse”e “Spellwork”.
Todas as músicas foram compostas por Stelmanis, enquanto a produção do álbum ficou a cargo de Damian Taylor (UNKLE, The Prodigy, Bjork…).
O disco já se encontra disponível desde o dia 17 de Maio e aconselhável prestar-lhe alguma atenção.

Tracklist:

01. Darken Her Horse
02. Lose It
03. The Future
04. Beat And The Pulse
05. Spellwork
06. The Choke
07. Hate Crime
08. The Villain
09. Shoot the Water
10. The Noise
11. The Beast

Austra “Feel it Break” (Domino/Paper Bag) – 7,5/10

Lose It” é o 2º avanço do registo “Feel it Break”, e fica aqui o vídeo dirigido por M Blash.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Ulterior “Wild in Wildlife”

O tão aguardado álbum de estreia dos Ulterior, é finalmente lançado e superou as minhas expectativas.
“Wild in Wildlife”
é um disco intenso, preenchido por sintetizadores e guitarras, num ambiente que faz por vezes recordar o rock gótico dos Systers of Mercy, na fase “Under the Gun”, e o rock industrial dos Nine Inch Nails. A banda britânica no inicio não parecia seguir estas pisadas, o EP “15” era principalmente marcado pelo ambiente mais electrónico e o industrial, dentro da sonoridade de uns Suicide ou de uns Chrome. Conseguiram assim definir a sua sonoridade, inserindo as guitarras e as batidas pujantes da bateria. O trabalho final ficou bastante construtivo, agradável e rápido.
“Wild in Wildlife” inicia com uma velocidade estonteante com o single “Sex War Sex Cars Sex”. “Catherine”, “Dream Dream” ou a apaixonante “Big City Black Rain”, são exemplos de um som contundente, que fazem deste disco bastante sólido. “Sister Speed” e “The Emptiness We Share”, dois temas absolutamente fantásticos e rápidos, enquanto “Tarantula”, contínua a transmitir celeridade e energia.
“Wild In Wildlife”
oferece 10 minutos totalmente devastadores e por fim, o melancólico e quase folk “Shallow Brown”, perfeito para fechar assim esta 1ª etapa.
Um disco arrebatador quanto promissor, que nos deixa a sensação que o futuro dos Ulterior será prometedor.

Tracklist:

01 Sex War Sex Cars Sex
02 Catherine
03 Sister Speed
04 Dream Dream
05 Big City Black Rain
06 Too in Love to Fuck
07 The Emptiness we Share
08 Tarantula
09 Wild In Wildlife
10 Shallow Brown Ulterior

“Wild in Wildlife” (Speed Records) – 8,5/10

Fiquem com o vídeo “Big City Black Rain”, dirigido por The Turrell Brothers

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Hauschka “Salon Des Amateurs”

Não demorou muito para lançar o sucessor de “Foreign Landscapes” (2010) e fê-lo de forma sublime.
Mais energético, “Salon Des Amateurs” não está longe de ser o melhor registo do pianista/produtor/compositor alemão, que procurou aventurar-se por novos territórios. Para além do seu piano transformado (bolas de ping-pong, tampas, papel de alumínio, colocados na caixa de ressonância do piano), usou também adereços electrónicos (presenteando um ambiente mais house e o techno minimalista), a bateria e o trompete. Com a colaboração de Samuli Kosminen (Múm), John Convertino e Joe Burns (Calexico’s), responsáveis por refinar e impulsionar todo o formato musical, enquanto o premiado violinista - Hilary Hahn – assegura o ambiente mais clássico.
É interessante saber que todo este projecto foi concluído remotamente, parte gravado elaborado por Volker Bertelmann (Hauschka) no Zwei Studio, em Düsseldorf, enquanto Kosminen, Burns e Convertino, compuseram e sua parte, restituindo e conferindo remotamente por Bertelmann.
Salon Des Amateurs” é assim um enorme salto na carreira de Hauschka, experimentando e desenvolvendo o seu trabalho de forma perspicaz e profissional. Não é por acaso que é reconhecido internacionalmente como um dos pianistas mais importantes do século 21.

Tracklist:

01 Radar
02 Two AM
03 Girls
04 Ping
05 Cube
06 Subconscious
07 No Sleep
08 Tanzbein
09 Taxi Taxi
10 Sunrise

Hauschka “Salon Des Amateurs” (FatCat) – 9,5/10

Para ouvir “Radar”.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Kronos Quartet, Kimmo Pohjonen and Samuli Kosminen “Uniko”

A aventura sonora do islandês Kimmo Pohjonen, perdura agora ao lado de Kronos Quartet (quarteto de cordas norte-americano) e de Samuli Kosminen.
Kimmo
já algum tempo que ambicionava trabalhar ao lado de David Harrington (Kronos Quartet fundado em 73), conseguindo em 2003 um ensaio no estúdio de Harrington em São Francisco e posteriormente em Helsínquia, localidade de Kimmo. Enquanto a Samuli Kosminen, além de já ter trabalhado ao lado de Kimmo no projecto Kluster e KTU, também pertence à banda islandesa MUM. Kosminen é principalmente conhecido como um inovador na arte da percussão.
“Uniko” (gravado em Nova Yorque, nos estúdios Avatar Studio), produzido pelo também islandês Valgeir Sigurðsson (que já trabalhou para Nico Muhly, Amidon Sam, Bjork…), apresenta um ambiente emotivo e único do acordeão com um quarteto de cordas, voz, samples e a precursão electrónica. É uma forte onda sonora de criatividade e talento, que Kimmo e Cia. libertam com toda a energia e agitação, construindo momentos únicos e imaginários.

Tracklist:

I Utu
II Plasma
III Särmä
IV Kalma
V Kamala
VI Emo
VII Avara

Kronos Quartet, Kimmo Pohjonen and Samuli Kosminen “Uniko” (Ondine Records) – 8,5/10

Para ver e ouvir “Kamala”.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Cult of Youth “Cult of Youth”

Álbum de estreia - A Stick To Bind, A Seed to Grow – que em 2008 me fez conhecer os norte-americanos Cult of Youth, estão de regresso este ano com o homónimo “Cult of Youth”, que esteticamente está muito bom. O neo-folk e o post-industrial, são as influências que envolvem a música da banda de Brooklyn, verificando algumas semelhanças a bandas como os Swans ou os Deah in June. A crítica designa a sua sonoridade a uma miscelânea entre os Joy Division e os Pogues. Parece estranho, mas é uma excelente combinação. Um ambiente enraizado pelo som acústico, com uma atmosfera sombria e melancólica, orientada pela voz angustiante de Sean Ragon.
Vale a pena destacar o tema de abertura – New West – um dos momentos fortes do disco. Com “Monsters”, deparamo-nos com um ambiente galhofeiro do folk irlandês, enquanto, “Casting Thorns” já nos leva por um caminho mais triste, numa voz mais nervosa de Ragon. “Lorelei” é outro grande momento do disco, fazendo recordar uns Death in June ou uns Current 93. Recomendadíssimo!

Tracklist:

01. New West
02. The Dead Sea
03. Monsters
04. Casting Thorns
05. Through the Fear
06. Weary
07. The Pole-Star
08. Cold Black Earth
09. Lorelei
10. The Lamb
11. Lace Up Your Boots

Cult of Youth “Cult of Youth” (Sacred Bones Records) – 8/10

Para ouvir “New West” e “Lorelei”.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

PJ Harvey “Let England Shake”

Let England Shake” é mais um disco em que PJ Harvey decide reinventar-se. Não tem sido fácil classificar a sua sonoridade, basta verificar a sua trajectória e chegamos à conclusão que sempre procurou explorar novos caminhos sonoros, experimentando variados instrumentos e formulando novas e emocionantes histórias. Neste disco, Harvey aborda o seu país de nascimento, numa época decadente, reflectindo sobretudo a guerra e o nacionalismo: "O álbum lida com temas mais universais, como o conflito, guerra, perda, lealdade, amizade e amor. Mas com um olhar muito mais externo, do que centrado no mundo interior de alguém. (...) Há uma grande diversidade de narrativas no disco. Recorri à primeira e terceira pessoa - adoptando diferentes vidas e personagens", uma entrevista ao semanário inglês New Musical Express (NME).
Gravado na igreja em Dorset, Inglaterra, Harvey conta com os seus fiéis colaboradores (John Parish, Mick Harvey e Flood), na produção. Para além do piano e a guitarra, Polly Jean experimenta a auto-harpa e introduz ainda o saxofone e o trombone.
Temas de amor (e ódio), como se pode escutar em “England”, a belíssima e triste “On Battleship Hill”, onde John Parish participa como dueto. O hino de batalha com “The Glorious Land”, um single perfeito para se tornar um clássico como “The Words That Maketh Murder” e a melodia terrivelmente perfeita de “Hanging in the Wire”. São algumas das músicas que fazem deste disco, histórico.

Tracklist:

01 Let England Shake
02 The Last Living Rose
03 The Glorious Land
04 The Words That Maketh Murder
05 All and Everyone
06 On Battleship Hill
07 England
08 In the Dark Places
09 Bitter Branches
10 Hanging in the Wire
11 Written on the Forehead
12 The Colour of the Earth

PJ Harvey “Let England Shake” (Island) – 9/10

“Hanging in the Wire” é um tema magnífico e aqui fica o vídeo.



E ainda "On Battleship Hill". Lindíssima.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

The Kills “Blood Pressures”

Disponível desde o dia 5, “Blood Pressures” é mais um disco a encaminhar-se para os melhores de 2011.
É já o 4º álbum dos norte-americanos The Kills e para os fundamentalistas, é a sequência do sedutor ruído dos registos anteriores. Uma discografia sólida, onde o rock de garagem e o blues formam a textura principal da sua sonoridade.
Blood Pressures” não traz assim nada de novo, sendo apenas evidente uma melhoria na sua execução, algo que Alison Mosshart e Jamie Hince já tinham tido esse cuidado no prodigioso registo anterior – Midnight Boom – de 2008. Atraente, intenso, poético, é aquilo que podemos sempre designar a qualquer registo dos The Kills, mas existe algo mais enérgico e memorável neste disco.
Há muito para sugerir em “Blood Pressures”, tal como a faixa de abertura – Future Starts Slow – e o single já mencionado – Satellite. Onze canções totalmente bem realizadas e belíssimas, que faz com que este álbum não mereça ser ignorado.

Tracklist:

01 Future Starts Slow
02 Satellite
03 Heart Is A Beating Drum
04 Nail In My Coffin
05 Wild Charms
06 DNA
07 Baby Says
08 Last Goodbye
09 Damned If She Do
10 You Don’t Own The Road
11 Pots and Pans

The Kills “Blood Pressures” (Domino Records) – 9.5/10


“Satellite”
é a primeira amostra de “Blood Pressures” e é com ela que vos deixo.



E para ouvir “Future Starts Slow”.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

DeVotchKa “100 Lovers”

Regresso de uma pausa, que pouco deu para digerir um aglomerado de stresses que me têm vindo a ocorrer e que infelizmente tenho a percepção de que é para durar. Bom, mas como não faço deste blog o meu muro das lamentações, nada melhor do que ouvir muita música para ficar um pouco abstraído de todas as agitações que se tem passado à minha volta.
O novo e 5º disco dos DeVotchKa - “100 Lovers” – fez-me nesta fase entrar num mundo de emoções fortes.
Após "A Mad and Faithful Telling" de 2008, a banda de Nick Urata, regressa com mais um grandioso registo, onde continua a manifestar e a despertar inúmeros sentimentos e emoções às suas músicas. Basta ouvir “All the Sand in all the Sea”, “100 other Lovers”, a absolutamente viciante “The Man from San Sebastian”, “Exhaustible”, “Bad Luck Heels” e por fim, “Contrabanda”, para comprovar a imensa qualidade do álbum.
100 Lovers” já está disponível desde o inicio de Março, produzido por Craig Schumacher (Neko Case/Calexico) e ainda conta com a participação de Mauro Refosco dos Atoms For Peace (banda de Tom Yorke) e ainda alguns membros dos Calexico.
Não é apenas o grande carinho que tenho pela banda que me faz ficar hipnotizado pelo disco, mas sim a grandeza das sua canções, de que me é difícil ficar indiferente. É por isso um disco a absorver intensamente, mais um, dos magníficos DeVotchKa.

Tracklist:

1. The Alley
2. All the Sand in all the Sea
3. 100 other Lovers
4. The Common Good
5. Interlude 1
6. The Man from San Sebastian
7. Exhaustible
8. Interlude 2
9. Bad Luck Heels
10. Ruthless
11. Contrabanda
12. Sunshine

DeVotchKa “100 Lovers” (Anti-Records) – 9/10

Produzido por o animador Chloe Rodham, fiquem com o maravilhoso vídeo “100 other Lovers”.



E para ouvir “Contrabanda”.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Wire “Red Barked Tree”

Início o ano com – “Red Barked Tree” – o 12º registo de originais de uma das bandas mais inspiradoras e inovadoras do movimento punk. “Pink Flag” (1977), “Chairs Missing” (1978) e “154” (1979), são os 3 álbuns notáveis e históricos dos Wire, que ajudaram a impulsionar o punk e deram à banda renome. Desde aí foram sempre tentando inovar a sua sonoridade, algumas vezes nem sempre positiva.
Após o álbum – “Object 47” – de 2008, que na minha opinião foi um registo bastante agradável, “Red Barked Tree” ingressa num confuso ambiente de influências, que além das raízes punk da banda, tem momentos pop, o dubstep, o psicadélico e até o rap. Na minha opinião, parece-me um grande esforço da banda a arriscar agradar e surpreender variadas gerações.
Red Barked Tree” inicia com a menos cativante “Please Take”, seguindo por caminhos mais pop. Mas com “Now Was” já começa-mos a sentir, finalmente, a atitude dos Wire, enquanto “Adapt” e “Red Barked Trees” faz suar a uns Beatles na fase mais psicadélica da banda de Liverpool. A música mais sombria do disco – “Down To This” – e “Two Minutes” com uma letra pirosa, fazendo-me lembrar alguns momentos dos britânicos The Streets. Por fim, segue-se “Moreover”, “A Flat Tent” e “Smash”, que desboca pela atmosfera mais punk.
Uma banda que continua com excesso de confiança e a sua capacidade surpreender permanece inalterada.

Tracklist:

01. Please Take
02. Now Was
03. Adapt
04. Two Minutes
05. Clay
06. Bad Worn Thing
07. Moreover
08. A Flat Tent
09. Smash
10. Down To This
11. Red Barked Trees

Wire “Red Barked Tree” (Pink Flag Records) – 7/10

Para ouvir “Two Minutes”, o 1º single de apresentação de “Red Barked Tree”.