“Behind
the Screen” (1916), foi realizado, escrito e interpretado por Charlie Chaplin,
e foi o seu sétimo filme pela Mutual Film Corporation.
Curiosamente,
esta curta-metragem aborda o tema da homossexualidade, algo bastante incomum
para época. O momento em que isso acontece é quando Edna Purviance passava-se
por homem e Chaplin descobre depois que é mulher e beija-a. Enquanto estes se
beijam, Eric Campbell repara nos dois, e age de forma efeminada.
O
filme é passado nos estúdios de cinema e onde acontecem imensos imprevistos, em
que Chaplin (David), interpreta o papel de um colaborador de palco, Eric Campbell
(Goliath), o encarregado, e Edna Purviance, a frustrada rapariga por não conseguir
ser actriz, disfarça-se depois de homem para tentar arranjar trabalho como colaborador.
Forte
em emoções, “The Kid” (1921), foi a primeira longa-metragem realizada por
Charlie Chaplin, pelo estúdio First Nacional.
Chaplin
junta-se e casa-se imprudentemente com Mildred Harris, a sua
primeira mulher, no início de julho de 1919, que originou o nascimento de um rapaz
que acabaria por morrer três dias depois. O comediante entra num estado
traumático, devido a todo esse acontecimento repentino. Depois do funeral do
seu filho, começa a pensar na produção de um novo filme, mesmo ressentido
alguma escassez na criatividade. Após algumas audições para encontrar uma
criança de sexo masculino, Jackie Coogan foi o rapaz que conquistou Chaplin por
conseguir imitar e fazer todos os seus gestos. Coogan de apenas quatro anos era
então o seu parceiro no próximo filme, que durou 9 meses a realiza-lo.
Após a separação
com Mildred, Chaplin ruma a Nova Iorque com toda a sua equipa de trabalho, com receio
que a sua ex-mulher lhe rapinasse o filme, que foi depois concluído.
“The
Kid” estreou-se nos cinemas em fevereiro de 1921, que teve um enorme sucesso,
sendo hoje considerado um dos melhores filmes da carreira de Chaplin. Carregado
de emoções foi muito importante criar uma banda sonora adequada para esse efeito.
Chaplin baseou-se na 6a Sinfonia de Tchaikovsky, para ele próprio desenvolver
uma banda sonora que a imagem e a música se contemplassem. O resultado final
foi perfeito, e por isso “The Kid” é hoje um filme de culto!
Ao sair do Hospital de Caridade com o
seu recém-nascido nos braços, uma mulher sem meios para o sustentar, deposita o
bebé dentro de um carro que vê estacionado e foge com o intuito de se suicidar.
Mas o carro é roubado e depois de várias peripécias, um vadio (Charlie
Chaplin), fica com ele. Cinco anos depois, criou-se uma forte relação entre
ambos e a criança ajuda o vadio a conseguir dinheiro em vários trabalhos. Mas a
vida da mãe da criança deu uma volta e esta é agora uma rica cantora de ópera e
tenta por todos os meios reencontrar o seu bebé perdido. Até que um dia, se cruzam na rua…
Foi
o décimo dos doze filmes a ser desvinculado pela Mutal Film, a principal base
de consolidação de Charlie Chaplin, tanto como actor, como director e também
como argumentista. A
curta-metragem “The Cure” foi produzida no ano de 1917, por Henry P. Caulfield,
ficando na parte da direcção e argumento, Charlie Chaplin. No elenco é uma vez
mais preenchido pelos actores Eric Campbell, Edna Purviance, Henry Bergman, e
num papel mais módico, Albert Austin.
Nesta
curta, Chaplin resolve fugir um pouco ao papel que o caracteriza, o tradicional
vagabundo, para agora adaptar a personagem de um rico alcoólatra, que procura
arranjar cura para o seu grande problema.
Mais uma das minhas curtas favoritas de Chaplin,
produzida em 1917 por Henry P. Caulfield, e
dirigida, escrita e interpretada por Chaplin. “Easy Street” foi distribuída
pela Mutual Films Corporation, e o elenco é constituído por Edna Purviance,
Eric Campbell, Albert Austin,
entre outros. Durante as filmagens do filme, Chaplin sofre um acidente chegando
mesmo a receber assistência médica, depois de um candeeiro de rua lhe ter caído
em cima,
Enquanto vagueava pelo bairro (Easy Street), Chaplin
conhece uma rapariga (Edna Purviance), que trabalha no centro social e por quem
simpatiza. Para impressiona-la, resolve aceitar o cargo disponível de polícia,
para patrulhar o bairro num meio problemático e violento. Um dos maiores
problemas de Chaplin, é um homem (Eric Campbell), que lidera e domina essa violência e a
insegurança, e que vai tentar enfrentar, conjuntamente ajudar os pobres e
defender as mulheres.
Produzido, escrito e dirigido no ano de 1918, pelo próprio
Chaplin, “Shoulder Arms” foi inicialmente recebido com alguma relutância,
devido ao seu conteúdo satírico à guerra, principalmente por ter estreado ainda
durante o período da primeira guerra mundial (que terminou nesse mesmo ano), que
podia trazer algum incómodo a algumas pessoas mais susceptíveis. Após algum
receio à mensagem que o filme podia passar, Chaplin preferiu mesmo assim arriscar
e esse instinto levou-o a conquistar completamente o público, sendo um dos seus
filmes de maior sucesso e recebendo posteriormente, criticas muito positivas. "Senhoras e senhores - Charlie
Chaplin neste filme, substitui a bengala pela espingarda, para lutar pela
democracia."
A história é então passada durante a 1ª guerra mundial, no
território francês. Alistado e preparado para a guerra, Chaplin é destacado
para uma perigosa missão de combate, localizada frente às linhas inimigas. Auxiliado
por uma rapariga francesa (Edna Purviance), consegue com alguma sorte, capturar
mais de 30 soldados alemães e mais um sargento.
The Pawnshop, foi a sexta curta-metragem de Charlie Chaplin, produzida na Mutual Film Corporation, no ano de 1916. O filme tem a participação da já popular actriz, Edna Purviance, Henry Bergman, Eric Campbell, Albert Austin e entre outros.
O circundante da curta é passado numa loja de penhores, onde Chaplin é o empregado e que apaixona-se depois pela filha do proprietário. Para além de uma sucessão de cenas antológicas de grande humor na loja, tais como a disputa com o seu colega de trabalho (John Rand), sobre um escadote que auxiliava para a limpeza do símbolo da loja. A máquina de secar loiça, o dono de um despertador (Albert Austin), ao qual Chaplin o desmantela, e o assaltante (Eric Campbell), que tenta roubar a loja.
Curta de 1918, dirigida por Charlie Chaplin e Leo White, produzido por Jess Robbins, para estúdios da Essanay, “Triple Trouble” nunca foi oficialmente um filme de Chaplin, mesmo que tenha muitas cenas dirigidas por ele. Nessa altura, não tinha qualquer direito pelos filmes que dirigia, nem mesmo o domínio sobre eles. Para além da participação de Chaplin e Leo White, também Edna Purviance,'Snub' Pollard e Albert Austin, fazem parte do elenco de “Triple Trouble”. Como o título indica, esta curta é repartida em três partes, sendo elas extraídas de outros filmes de Chaplin, como “Police” (1916), “Work” (1915) e “Life”, filme que não chegou a ser concluído.
Esta curta-metragem realizada em 1916, foi um dos primeiros filmes lançados pela Mutual Films, após a saída de Chaplin da Essanay Studios. Também foi o primeiro em que Chaplin representa praticamente sozinho, cooperando apenas Albert Austin no inicio da curta, como motorista. Produzido por Henry P. Caulfield, dirigido e escrito por Chaplin, “One A.M.” resume-se meramente às peripécias de um homem rico, totalmente alcoolizado, desde a sua chegada a casa até ao deitar-se.
Produzido em 1914 por Mack Sennet para Keystone Studios e dirigido por Henry Lehrman, que também participa na curta, “Kid Auto Races at Venice” foi o 2º filme interpretado por Chaplin e aquele que aparece pela primeira vez a personagem “The Tramp”, ao qual permaneceu como sua imagem central.
Chaplin interpreta o papel de espectador inconveniente de uma corrida de carros, atrapalhando constantemente a corrida e a filmagem do invento, causando uma enorme frustração ao operador de câmara e ao público.
Este foi o 5º e último filme distribuido pela Essanay. “The Tramp” ( 1915), foi escrito, dirigido e protagonizado por Charlie Chaplin e produzido por Jess Robbins. Para além da comédia, Chaplin resolveu nesta curta transmitir alguma sensibilidade, mostrando que a sua personagem de vagabundo também pensava nos outros e não apenas em si. Uma história simples, que mostra Chaplin disposto a trabalhar para ajudar uma rapariga a recuperar o seu dinheiro, depois de ter sido roubada por uns assaltantes. Apaixonando-se por ela, é depois confrontado com o regresso do seu noivo, que decide assim seguir o seu caminho sozinho. Para além de Chaplin, o elenco da curta conta também com a participação de Edna Purviance, Lloyd Bacon e Leo White.
Distribuído pela First National Pictures em 1919, “Sunnyside” foi um pouco desprezado pela crítica, já que consta que foi produzido num período pouco criativo na carreira de Chaplin. A curta foi escrita, produzida, dirigida e protagonizada por Chaplin, que conta uma vez mais, com a interpretação de Edna Purviance.
Chaplin interpreta o papel de um colaborador de um pequeno hotel, apaixonando-se depois, por uma rapariga da região (Edna Purviance). Mas o problema instala-se quando um outro homem, proveniente da cidade, começa também a interessar-se pela rapariga. Chaplin intimidado pelo seu novo adversário, tenta fazer de tudo para alcançar a atenção de Edna.
Escrito, dirigido e protagonizado por Charlie Chaplin, “By the Sea” é o sétimo filme lançado pela Essanay Studio no ano de 1915. A curta foi filmada em Crystal Pier e a história é centrada num homem (Chaplin), que fica em apuros, quando tenta chamar atenção das mulheres que vagueiam pela praia. Edna Purviance é uma das protagonistas, em que faz de uma das pretendentes de Chaplin.
Produzido por Jess Robbins em 1915, “The Bank” é o décimo filme dos estúdios Essanay. Considerado um dos melhores filmes dessa fase, “The Bank” foi recebido de uma forma diferente do trabalho inicial de Chaplin. É um clássico! A curta-metragem foi escrita, dirigida e protagonizada por Chaplin, que conta com a participação da já famosa Edna Purviance, Carl Stockdale e entre outros.
Charlie Chaplin desempenha o papel de um porteiro de um banco, que faz de tudo para chamar a atenção da secretária (Edna Purviance), por quem está apaixonado.
Na primeira Gala dos Óscares da Academia, Charles Chaplin foi homenageado com uma estatueta especial por "versatilidade e génio demonstrados no argumento, representação, realização e produção de "The Circus". E evidentemente, por ter trazido o som do riso a milhares de salas de cinema por todo o mundo. Quando o encontramos pela primeira vez nesta excelente comédia, Chaplin está novamente embrenhado nos seus habituais apuros: está falido e esfomeado, destinado a apaixonar-se e com igual certeza, fadado a perder o alvo do seu amor. Confundido com um carteirista e perseguido por um polícia para dentro de um circo, Chaplin acaba por se tornar uma estrela de Circo, quando os espectadores pensam que a hilariante perseguição é mais uma parte do espectáculo. Alguns dos momentos inesquecíveis deste clássico do riso, incluei uma cena numa casa de espelhos, a forma como o Vagabundo destrói completamente um espectáculo de magia e a sua espectacular performance na corda bamba com macacos pendurados na sua cabeça. Comédia pura... e sem rede!
Produzido por Jess Robbins para o Estúdios Essanay, ”The Champion” (1915), foi escrito, dirigido e protagonizado por Chaplin, que conta novamente com a participação de Edna Purviance.
Sinopse:
Chaplin aceita um trabalho num ringue de boxe, onde é contratado para ser um saco de pancada de um campeão de boxe, como ultimo recurso de sobrevivência. Para tentar evitar ser trucidado, utiliza de uma forma astuta uma ferradura, conseguindo assim vencer o campeão. Admirado por todos, o treinador decide treina-lo para o campeonato mundial de boxe. Mas para Chaplin manter o sucesso obtido, vai precisar de uma ajuda muito especial.
Esta curta é completamente magistral! Produzido por Jess Robbins para os Estúdios Essanay, a curta-metragem “A Night in the Show” (1915), foi escrita, dirigida e interpretada por Charlie Chaplin, que desempenha o papel de duas personagens. A curta foi baseada numa peça de teatro de Fred Karno intitulada "A Night at an English Music Hal", que contou, igualmente, com a participação de Chaplin. Além de Edna Purviance, o elenco desta curta é também protagonizado por Charlotte Mineau, Dee Lampton e Leo White.
O enredo desenrola-se numa sala de teatro durante uma peça, onde Mr. Pest ao não conseguir arranjar um lugar adequado para ver o espectáculo, cria um enorme tumulto.
“The Fireman” (1916), é mais um clássico do génio Charlie Chaplin. A curta foi dirigida por Chaplin e escrita em parceria por Vincent Bryan e Maverick Terrell. A produção coube a responsabilidade de Henry P. Caulfield. Também foi o segundo filme de Chaplin (de uma serie de 12), a ser lançado pela Mutual. “The Fireman”conta ainda com a participação dos actores Eric Campbell e Edna Purviance.
A história é baseada num homem em cumplicidade com o chefe dos bombeiros (Eric Campbell), planeia colocar fogo na sua casa com o final de receber o dinheiro do seguro. Durante o incêndio Chaplin faz então o seu papel de bombeiro, sem se aperceber que a sua namorada (Purviance) se encontrava no andar superior da casa.
Celebro o meu aniversário, com mais uma curta-metragem de Sir. Charles Spencer Chaplin. “The Adventurer” (1917), foi escrito, dirigido e interpretado por Chaplin, que iria contracenar pela última vez com Eric Campbell, pois este morreria nesse mesmo ano.
Sinopse:
Chaplin interpreta o papel de um presidiário que foge e que é perseguido pela polícia. Durante essa fuga, apercebe-se que estão pessoas a afogarem-se e tenta ajudá-las, destacando-se entre elas uma rapariga muito interessante (Edna Purviance). Chaplin exausto, é levado para casa pela família salva, mas um membro da família (Eric Campbell), não gostando da sua companhia, tenta fazer com que Chaplin regresse à prisão.
“A Dog’s Life” de 1918, é sem dúvida um clássico dos clássicos das curtas-metragens de Chaplin.
O filme foi interpretado, produzido, realizado e escrito por Chaplin, e conta no elenco Edna Purviance (a actriz já popular nos seus filmes), Tom Wilson, Albert Austin, Henry Bergman e pela primeira vez o seu irmão Syd Chaplin.
Sinopse
"A vida paralela de um vagabundo e de um cão, mostra de maneira cómica e afectuosa a cumplicidade de ambos. Chaplin entra num salão de baile com o seu cão e vê uma rapariga a ser explorada e maltratada pelo proprietário e público. Esta junta-se à dupla e iniciam os três uma nova vida."
“The Rink” foi escrito, dirigido e representado por Chaplin em 1916. A curta-metragem conta com Edna Purviance e Eric Campbell, dois actores bem representados em algumas curtas de Chaplin.
Nesta curta está bastante nítido o talento acrobático de Chaplin e que podem verificar.