terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dragons “Here are the Roses”

Que tem aparecido uma nova geração de bandas onde o Pós-Punk e New-Wave têm predominado bastante na sua influência, já toda a gente sabe, mas que haja bons resultados nessas bandas é que tem sido difícil.
O que me surpreende é que esta banda começa a agradar-me. Não trazem nada de novo, mas mostram grandes resultados e existe a preocupação de fazer boa musica e inspiração não lhes falta. Uma banda que promete.

As influências de Joy Division, New Order, Depeche Mode e uma pitada de Heaven 17, estão nítidas no estilo musical da banda, mas é dos Editors que mais se podem identificar, principalmente quando se trata de repetir as muitas secções de guitarra em canções como "Lonely Tonight".

A banda Inglesa foi formada em 2005, Bristol, por o vocalista Anthony Tombling Jr e o baterista David Francolini.
Here are the Roses (2007) é o primeiro registo da banda.

Acho que é um disco que se faz por agarrar facilmente.
É com músicas fortes como "Trust" e "Forever", com a combinação dos efeitos electrónicos e das guitarras que passamos a criar um grande interesse por o resto do álbum. "Lonely Tonigh" está bem estruturada com um toque amargo e timidamente esperançosa.
Mas é "Condition", "Treasure" e "Obedience" que faz passarmos por um bom clímax. Talvez as musicas mais Pop do disco, mas grandiosas.
É com a música "Remembrance" que nos faz lembrar sem divida que está presente uma veia de Joy Division.

A musica e as letras amargas e sérias, mas muito bem estruturadas, faz de Here are the Roses, um bom álbum. Ainda não vi este álbum no nosso mercado, infelizmente, mas espero um dia ver a sua luz. Não vai ser o álbum que vai contemplar a falta dos mestres Joy Division, mas acho que vai dar alguma nostalgia dos queridos anos 80.

Até lá fiquem com o 1º single que dá o nome ao disco “Here are The Roses”. Não vai ser certamente a musica indicada para tirarem as vossas conclusões, mas ajuda.

video

2 comentários:

Azelpds disse...

Tem sido uma das minhas apostas pessoais desde que descobri o disco há alguns tempos.

Não traz nada de novo realmente, mas entranha-se a pouco e pouco. Muito mais do que os últimos discos dos Interpol e Editors no que me toca pegando assim noutras bandas com certas influências. :)

André Faria disse...

Sim, o baixo faz lembrar JD/NO. E as vocalizações tentam aproximar-se do Ian Curtis. Mas ouve-se bem.