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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Os melhores de 2008

Resolvi fazer um balanço dos melhores álbuns deste ano.
Fiz então duas listas com a quota de minha preferência de discos internacionais e nacionais.
Sinceramente também não achei os novos registos deste ano muito aliciantes, por isso baseei-me em discos onde tive mais afeição.
Mas claro podem sempre dispor a vossa opinião se concordam ou não e podem também dizer outros nomes que acham que era fundamental estar aqui adicionado, ok? Esta tabela pode estar sujeita a alterações.
As tabelas não têm ordem lógica de preferência, apenas coloquei de forma aleatória.

Então aqui vai:

*10 Álbuns Internacionais

Phoebe Killdeer “Weathers Coming…”
Devotchka "A Mad and Faithful Telling"
Nick Cave And The Bad Seeds “Dig Lazarus Dig!!!”
Sons & Daughters “This Gift”
The Walkmen “You & Me”
The Kills “Midnight Boom”
Joan as Police Woman “To Survive”
Hauschka “Ferndorf”
Ministry & Co-Conspirators "Cover Up"
Beck: Modern Guilt

*4 Álbuns Nacionais

Dead Combo “Lusitânia Playboys”
Kumpania Algazarra “Kumpania Algazarra”
Rádio Macau “8”
X-Wife “Are You Ready for the Blackout?”

Enquanto isso, coube a mim eleger os DevotchKa como o melhor álbum deste ano, achando que mais uma vez a banda soube mostrar a sua excelente criatividade com músicas bastante aliciantes.
Uma forma de comprovar isso deixo a apresentação do álbum “A Mad and Faithfull Telling”, em seguida a musica “Along the Way” ao vivo e “New World” que está apenas disponível para audição mas que é uma excelente musica.


Apresentação de "A Mad and Faithfull Telling"

"Along the Way" ao vivo

"New World"



Nota: Ainda podem ver o post ao comentário que fiz ao álbum "A Mad & Faithfull Telling".

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Einstürzende Neubauten “The Jewels”

Os Einstürzende Neubauten continuam a surpreender pela positiva.
A inspiração e criatividade estão constantemente visíveis em cada álbum, que o conseguem transforma-lo quase sempre numa obra de arte.
Blixa é sem duvida um grande músico e escritor onde a sua magia condensada de ideias consegue formar um conjunto de excelentes musicas e isso está mais uma vez visível em “The Jewels”.

“The Jewels” foi terminado em meados de 2007 que em vez de ser lançado como um álbum completo, foi liberado para download no site da banda para os fãs. Ia saindo uma faixa de cada vez que ao todo dava 15 músicas que Blixa lhes chamou de jóias.
Sendo assim, começou a primeira música estar disponível para download em Março de 2006 e que depois ia saindo a dia 15 de cada mês o resto das faixas.

Este álbum é baseado em sonhos de Blixa, onde é constituído em argumentos fortes e que passa por alguma magia misteriosa.
Já algum tempo que a banda fugiu um bocado do industrial–exprimental explorando um ambiente mais estruturado e limpo.
Musicas como "Ansonsten Dostojevsky", “Vicki” e “Mei Ro” dá para mostrar a qualidade presente do álbum.
O CD ainda contem um livro de 40 páginas e o filme "Acht Lösungen" (Oito Soluções).

Tracklist:
01. Ich Komme Davon 02:36
02. Mei Ro 02:04
03. 26 Riesen 03:30
04. Hawcubite 01:32
05. Die Libellen 01:44
06. Jeder Satz Mit Ihr Hallt Nach 03:46
07. Epharisto 02:24
08. Robert Fuzzo 02:40
09. Magyar Energia 03:04
10. Vicky 01:46
11. Ansonsten Dostojewsky 03:01
12. Die Ebenen (Werden Nicht Vermischt) 06:29
13. Am I Only Jesus 03:33
14. Bleib 03:25
15. I Kissed Glenn Gould 02:45

Não havendo videos disponiveis deste album que vos possa apresentar, deixo do último álbum "Alles Wieder Offen" o vídeo “Nagorny Karabach”.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Rockettothesky “Medea”

“Medea” é o novo álbum da Norueguesa Jenny Hval (Rockettothesky).
A Mulher tem uma voz fantástica, cristalina e com uma grande qualidade, que faz criar uma atmosfera serena á nossa volta.

Hval é uma apaixonada por literatura e onde a sua obra literária é descrita como arte. A junção entre a musica e as suas letras, produzindo um som e estilo que é verdadeiramente distinto e único.
Hval começou a escrever canções para Rockettothesky como um "projecto secreto" do tipo constituído por monólogos de leviano do seu falecido cão, Inka.
De facto, nas suas próprias palavras, o projecto é "uma invocação das vozes dos mortos", o que levou Hval improvisar tendências, tanto no plano temático e estranhamente retumbante.

Está claro na música tendências folk, electro, pop, e que Hval também engloba estilos vocais que se encaixam eficazmente. A música coral, modalidades orquestrais meditativas, infecciosas ou subtilmente o pop electrónico, dão certamente um disco muito bem sucedido e num formato quase inimitável.
Melodias improvisadas e algo sombrio, fazem deste segundo álbum algo mais delicado do que o anterior "To Sing You Apple Trees" de 2006.

Concluindo: Muito bom.

“Grizzly Man” é o 1º single tirado de “Medea” “Grizzly Man” e que poderão desfrutar de um vídeo e de uma musica lindíssima.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Lucinda Williams “Little Honey”

O instrumento versátil de Lucinda Williams é sem dúvida a voz, e nisso não engana ninguém.
Lucinda Williams tem para trás 8 álbuns verdadeiramente magníficos e uma grande reputação do Rock/Folk/Country do seu país.

“Little Honey” vem se juntar assim à contínua qualidade feita anteriormente e que permanece.
Um álbum que aborda temas recorrentes, como a dor, a solidão e em desgostos amorosos passados, como diz uma das músicas do disco “Tears of Joy”.
Enquanto “Plan to Marry” já é um reconhecimento positivo com a sua actual relação.

Williams ainda conta com dois ilustres convidados, tais como Charlie Louvin em “Well Well Well” e o Elvis Costello em “Jailhouse Tears”.
O “Little Rock Star” é dedicado aos irritantes músicos Pete Doherty e Amy Winehouse.
No final do disco ainda ouve tempo para uma versão dos Ac/Dc com a musica “It’s a Long Way to the Top”.

Lucinda Williams faz assim um bom álbum sempre acompanhada com excelentes músicos.

Tracklist:

01. Real Love
02. Circles And X's
03. Tears Of Joy
04. Little Rock Star
05. Honey Bee
06. Well Well Well
07. If Wishes Were Horses
08. Jailhouse Tears
09. Knowing
10. Heaven Blues
11. Rarity
12. Plan To Marry
13. It's A Long Way To The Top

O 1º single tirado do “Little Honey” é “Real Love”, que podem visualizar aqui ao vivo no programa “Letterman”.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Cranes “Cranes”

Acaba de sair finalmente o esperado nono álbum dos Cranes, intitulado com o mesmo nome. Desde o último "Particles and Waves" (2004), era esperado um bom sucessor, que não veio bem acontecer.

A voz infantil de Alison Shaw’s continua excelente, mas desligaram-se um pouco da atmosfera musical que nos habituaram com os álbuns anteriores.
O universo misterioso e fantasmagórico continua o mesmo, mas agora para um estilo mais Dream Pop.

O álbum abre com "Diorama", que caminha por a fase mais electrónica numa breve introdução antes de passar num território mais convencional.
A faixa seguinte "World", o 1º single e talvez a música que nos faz convencer para os seguintes alinhamentos de um electrónico mais experimental.

Um álbum que demora um pouco a digerir, mas que a bela textura e o rock atmosférico e electrónico nos leva depressa a entrar num sonambulismo viciante. Nem que seja pela voz celestial de Alison.

Tracklist:

1. Diorama
2. Worlds
3. Feathers
4. Wires
5. Panorama
6. Wonderful Things
7. Collecting Stones
8. Invisible
9. Move Along
10. Sleepwalking
11. High and Low

Podem escutar no MySpace da banda as novas musicas "Worlds" e "Feathers".
Como ainda não está disponível qualquer vídeo do novo álbum, voltamos ao inicio com o álbum “Wings Of Joy” de 1991 que deixo “Strarblood”.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

The Fall “Imperial Wax Solvent”


Imperial Wax Solvent é 27º álbum de estúdio dos The Fall, onde mostra que a banda está em plena forma e que Mark E. Smith's ainda continua com uma vitalidade criativa estupenda.

Mark E. Smith's (o único membro original da banda), Elena Poulou (Teclista), Dave Spurr (Baixista), Peter Greenway (Guitarrista) e Keiron Melling (Baterista), é o agrupamento actual dos The Fall.

Mark E. Smith's faz uma homenagem a sua idade com “50 Year Old Man". Uma música de 11 minutos onde constrói uma carreira, passeando de uma única vez por todas as sonoridades que já praticou e ainda havendo espaço para um interlúdio misto de Banjo. Grande música.
"I've Been Duped" é a única música cantada por Elena Poulou (Casada actualmente com Mark E. Smith), que mostra um lado mais simples das musicas já feitas por os The Fall.
"Wolf Kidult Man" uma grande malha numa abrasiva imagem do verdadeiro Póst-Punk.
Todas músicas fenomenais a puxar o álbum para um dos essenciais dos The Fall e um para os melhores do ano, sem dúvida.
Um disco que foi muito bem recebido e onde teve uma boa classificação perante os críticos.

Tracklist:

1. Alton Towers
2. Wolf Kidult Man
3. 50 Year Old Man
4. I've Been Duped
5. Strange Town
6. Taurig
7. Can Can Summer
8. Tommy Shooter
9. Latch Key Kid
10. Is This New
11. Senior Twilight Stock Replacer
12. Exploding

Uma verdadeira dádiva para este ano.

"Imperial Wax Solvent" 2008 (Castles) - 8/10

Enquanto não aparece qualquer novidade de vídeos de “Imperial Wax Solvent”, deixo uma recordação de 1985 do álbum This Nation's Saving Grace, com a musica “L.A.”

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

The Coral “Singles Collection”

The Coral é das poucas bandas que em 5 disco editados tenham conseguido produzir com grande qualidade, todos eles. E nunca conseguiram alcançar grande sucesso comercial ao que mereciam.
“Magic and Medicine” ainda conseguiu vender um milhão de cópias.

The Coral resolveram fazer uma retrospectiva de 12 anos de carreira com este duplo CD, que teve saída no dia 15 deste mês.
O primeiro CD é uma colecção de 14 excelentes musicas que vai do inicio com "Shadows Fall" até ao novo single "Being Somebody Else" que é mais uma musica exemplar a juntar este conjunto de canções. A única queixa a salientar é a falta do single “Skeleton Key", que era essencial ter pertencido a esta colectânea.
O segundo CD é uma preciosa colecção de raridades, demos e musicas ao vivo. 19 Musicas que a maioria das quais nunca tinham sido lançadas anteriormente e que acompanhado com a compilação de singles dá uma visão sobre as suas influencias e inspirações, combinando também com demos e musicas ao vivo que mostra algo inovador e inesperado em musicas como “Bye Bye Love”, “Reward”, “Shes Got A Reason” e “Far From The Crowd”

Tracklist

CD 1
1. Dreaming Of You 2:21
2. In The Morning 2:33
3. Pass It On 2:19
4. Don't Think You're The First 4:05
5. Jacqueline 3:29
6. Secret Kiss 2:57
7. Goodbye 4:03
8. Shadows Fall 3:14
9. Liezah 3:33
10. Who's Gonna Find Me 3:27
11. Bill McCai 2:39
12. Put The Sun Back 3:02
13. Something Inside Of Me 2:26
14. Being Somebody Else 2:39

CD 2
1. When All Birds Have Flown 4:22
2. The Golden Bough 2:37
3. Michael's Song 2:51
4. Cry Of The City 3:21
5. Everybody's Talking At Me 2:43
6. Far From The Crowd (Live) 3:33
7. Shes Got A Reason (Live) 4:30
8. Return Her To Me 2:37
9. Monkey To The Moon 2:45
10. It Was Nothing 2:54
11. Cobwebs 3:20
12. Simon Diamond 2:30
13. Shadows Fall (Instrumental) 2:57
14. Calendars And Clocks (Demo) 3:45
15. Seagulls 1:47
16. Dreaming Of You (Demo) 1:52
17. Its In Your Hands 3:50
18. Reward (Live) 2:58
19. Bye Bye Love (Live) 1:59

Fiquem com o novo vídeo da banda tirado desta compilação: “Being Somebody Else"

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

The Gutter Twins “Saturnália”


The Gutter Twins, é uma banda criada por 2 grandes músicos do Rock Alternativo: Greg Dulli (Afghan Whigs) e Mark Lanegan ( Screeming Trees, Queens of the Stone Age e do projecto paralelo com a Isobel Campbell, ex-vocalista dos Belle & Sebastian).

A ideia de Dulli e Lanegan se juntarem, já vem desde 2003 mas só o ano passado se dedicaram efectivamente á banda. O álbum “Saturnália” já está a venda desde o princípio do ano e é preenchido por músicas exploradas por um lado mais negro.

O álbum saiu com etiqueta SubPop, um rótulo já conhecido por ambos os músicos, tanto nos Afghan Wings como nos Screeming Trees.

Um álbum interessante, com um pouco de misticismo, imprevisível e magistral. Não acho por fim que seja um álbum fabuloso, mas é simpático e inteligente.

A banda irá passar hoje pelo Santiago Alquimista em Lisboa. A entrada é de 18 € e acho que vale mesmo a pena ver estes 2 majestosos músicos.

Fica um dos vídeos de Saturnália: “All Misery Flowers”


terça-feira, 2 de setembro de 2008

The Black Angels “Directions to see a Ghost”


Uma nova onda do psicadélico e do noise tem vindo a aparecer em algumas bandas recentes, que vão buscar as influências aos The Velvet Underground, Television, The Jesus & Mary Chain, My Bloody Valentine, Ride e etc…

The Black Angels é das bandas que me tem cativado gradualmente, como também os Singapore Sling. Dentro do mesmo estilo de música têm mostrado uma grande qualidade na música e na criatividade.

A banda americana formada em 2004, lançou este ano o seu 2º álbum depois da excelente estreia com “Passover” de 2005. “Directions to see a Ghost” é mais um sucesso dos The Black Angels onde a Prefix Magazine já lhe chamou um candidato fácil para um dos melhores álbuns do ano.

O som psicadélico é bastante existente neste álbum e conseguiram facilmente entrar no clima dos anos 60, mostrando no timbre dos instrumentos uma melodia nervosa e apaixonante. Faz-nos sentir-nos hipnóticos.

"You on the Run" abre o álbum e cria um ambiente adequado para um clima de êxtase. “Doves” mostra-nos um ambiente mais electrizante e prepara-nos para as músicas "Science Killer", "Mission District" e "18 Years", que nos leva para um clima mais distorcido e alucinante.
“Deer-Ree-Shee” e “Never Ever” faz-nos entrar no ambiente The Velvet Underground e “Shake in the Grass” encerra o álbum com vontade de repetirmos a dose. The Black Angels leva-nos a uma viagem fascinante e tranquila.


Fiquem com uma pequena amostra com "You on the Run".

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Wire “Object 47”


Object 47 é o ponto de viragem de 30 anos de história dos Wire. É o 1º álbum em qual formação principal não está completa.
Um percurso musical onde as maiores influencias como o Punk, Pós-Punk e o Indie, são bem nítidas na banda.

Provenientes de Londres desde 1976, fizeram grandes álbuns como Pink Flag (1977), Chairs Missing (1978) e 154 (1979), que são sem dúvida documentos obrigatórios para a história Punk.

Object 47 é o 11º álbum da banda e mostra ser um disco mais limpo e melódico que o anterior, Send de 2003. Mesmo que a voz esteja um pouco transformada e as guitarras destorcidas, mostra com toda a simplicidade a uma nova geração de bandas do New Wave e do Pós-Punk, que vai ser difícil fazer melhor.

O álbum abre com “One of Us", com Graham Lewis a dar fortemente um toque acentuado na Linha do baixo melódico. “Hard Currency”, a passar por uns ares industriais e “All Fours” a montar novamente para o Punk onde o guitarrista Page Hamilton dos Helmet dá um toque distorcido.

Pode-se chamar um álbum jeitoso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Stereolab "Chemical Chords"

Os Stereolab estão de volta após 4 anos, com o álbum Chemical Chords, o novo registo que sucede ao álbum de 2004, Margerine Eclipse. O disco tem a data de lançamento prevista para 18 de Agosto.
A banda britânica com influências de Krautrock, Bossa Nova, electrónica e um pop dos anos 60, tenta explorar novas áreas musicais, mas tentando não fugir do seu som característico.
Lætitia Sadier e Tim Gane, constroem novamente um álbum inteligente e com o regresso de Sean O’Hagan á banda, fez tornar o disco mais irresistível.
Uma pitada de Psicadélico dos anos 70, fez criar ao disco um pouco de charme e com uns resultados bastantes satisfatórios. Temos novamente Stereolab em boa forma.

Tracklist:

01 Neon Beanbag
02 Three Women
03 One Finger Symphony
04 Chemical Chords
05 The Ecstatic Static
06 Valley Hi!
07 Silver Sands
08 Pop Molecule (Molecular Pop 1)
09 Self Portrait with "electric brain"
10 Nous Vous Demandons Pardon
11 Cellulose Sunshine
12 Fractal Dream Of A Thing
13 Daisy Click Clack
14 Vortical Phonotheque

O novo Clip Three Woman, já foi lançado em Maio e mostra sem dúvida todo o esplendor que os Stereolab nos habituaram. O vídeo mostra um jogo de imagens geométricas com cores vivas dando um toque relacionado ao Psicadélico.

domingo, 3 de agosto de 2008

Bill Frisell "History, Mystery"

Bill Frisell, é um dos melhores músicos de Jazz actuais e que mantém um espírito livre na sua obra e com grande qualidade. “History, Mystery” é o novo álbum do músico e contem 2 discos com novas músicas do próprio artista e adaptações de outros, tais como Sam Cooke, Thelonious Monk e Lee Konitz.
O musico que tem trabalhado em trio, juntou desta vez a sua antiga formação de 8 músicos, incorporando um quarteto de cordas de violino, viola, violoncelo e baixo, uma equipa muito bem texturada.
Bill Frisell, que já trabalhou com grandes músicos, tais como Pat Metheney, John Zorn, Dave Douglas, Norah Jones e entre muitos outros, prova que é um dos epicentros da música Jazz moderna americana.
Uma colecção de 30 pequenas músicas onde um disco tão amável e atraente, faz nomear novamente todo o talento individual deste músico.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

The Walkmen "You & Me"

Os The Walkmen, marcam o regresso em cheio em 2008 com um novo álbum You & Me. O Álbum anterior A Hundred Miles Off que praticamente projectou os The Walkmen e bem, tal como os outros Everyone Who Pretended To Like Me Is Gone e Bows And Arrows, foram álbuns que fizeram estabelecer os The Walkmen com uma das bandas de culto da sua altura. Musicas como Wake Up, The Rat, Thinking Of A Dream I Had, foram hinos que a banda soube aproveitar.
You & Me, vai fugir um pouco daquilo que os The Walkmen, tinham feito antes e pegar mais no Rock Tradicional, mas com um toque mais precioso.
Este álbum conta com uma secção de sopro e de órgãos, que muitos dos fãs já tinha pedido em álbuns anteriores, que sem dúvida deram um toque diferente a este álbum o tornando grandioso. Leithauser é um dos melhores letristas da sua geração e da musica indie, que continua em boa forma, dando continuidade com este álbum mais a sua banda, um resultado positivo as musicas e ao desempenho das mesmas.
You & Me, inicia com a música sombria Donde Está La Playa?, que serve como introdução, mas que começa mesmo com On The Water, uma musica directa e grandiosa que vai dar ao resto do álbum, um toque ecléctico.
Musicas simplesmente belas como Red Moon e If Only It Were True, dão um lado introspectivo da banda e Four Provinces, I Lost You e The Blue Route que mostram aquilo que os The Walkmen, já nos tinham habituado com a sua famosa percussão.

Tracklist:

1º Dónde Está La Playa?
2º Flamingos (For Colbert)
3º On The Water
4º In The New Year
5º Seven Years Of Holidays (For Stretch)
6º Postcards From Tiny Islands
7º Red Moon
8º Canadian Girl
9º Four Provinces
10º Long Time Ahead Of US
11º The Blue Route
12º New Country
13º I Lost You
14º If Only It Were True

O álbum tem saída prevista para 19 de Agosto e foi gravado por Chris Zane e John Agnello, que já trabalhou anteriormente com bandas como Dinosaur Jr. e Sonic Youth.

Enquanto não se vê a luz de o novo single e vídeo do novo álbum, fica o electrizante The Rat, do álbum Bows + Arrows.

domingo, 13 de julho de 2008

Beck "Modern Guilt"

Beck está de volta com o seu 8º álbum de originais. Modern Guilt, é produzido por Danger Mouse’s dos Gnarls Barkley que deu ao disco um toque diferente daquilo que Beck tinha feito antes. Um álbum que faz lembrar o Rock psicadélico dos Anos 60/70 e a sensibilidade da música electrónica.
Modern Guilt é um bom álbum e não há qualquer tentativa para chegar a nenhum dos clássicos pop singles, que Beck fez nos discos anteriores. Talvez não seja um disco muito amado para aqueles que esperavam um álbum estilo “Odelay” ou “Information”, mas é montado firmemente um grupo de canções que vão de introspecção, em tom lírico e social onde musicalmente é muito bem conseguido.
Chemtrails” é o 1º single que faz uma viagem ao som psicadélico, um bom presente ao álbum. “Walls” onde a Cat Power também colabora, soa como um bom single, faz baralhar Outkast’s e algo dos The Police que poderiam ter feito. “Volcano” uma musica que se encaixava muito bem no Sea Change.

Uma boa colecção de canções, que para mim concorre a um dos melhores álbuns deste ano.

01 "Orphans"
02 "Gamma Ray"
03 "Chemtrails"
04 "Modern Guilt"
05 "Youthless"
06 "Walls"
07 "Replica"
08 "Soul of A Man"
09 "Profanity Prayers"
10 "Volcano"

Fica o Trailer de Modern Guilt do YouTube

sexta-feira, 4 de julho de 2008

The Raconteurs "Consoler Of The Lonely"

Surpreendi-me com este álbum, já que outro anterior Broken Boy Soldier não tinha achado nada do outro mundo. Este sem duvida, achei que foi um álbum muito bem conseguido e que Jack White apresentou um dos melhores resultados neste novo projecto, do que nos White Stripes. Mesmo achando super positivo o ultimo álbum Icky Thump dos White Stripes, este dos The Raconteurs passou de grandioso por a qualidade das musicas.

Um álbum viciante do principio ao fim, com grandes musicas do melhor Rock que se fez ultimamente.

Logo com a faixa de abertura Consoler Of The Lonely, que dá o nome ao álbum, mostra as atenções debitadas ao resto do álbum e a este promissor colectivo.

Salute Your Solution e Five On The Five, mostra o melhor rock explorado por White. Carolina Drama e um Rich Kid Blues com riffs contagiantes e melodias certeiras.

Uma verdadeira colectânea de boas musicas que faz deste álbum um dos melhores do ano e um dos melhores dos projectos paralelos de White.

domingo, 29 de junho de 2008

DeVotchKa "A Mad and Faithful Telling"

O aclamado quarteto de Denver, Devothka, lançaram este ano o novo álbum "A Mad and Faithful Telling". Uma banda carregada de instrumentos - Violino, Tuba, Acordeão e entre outros criaram um estilo de musica com uma sonoridade única. Essa criatividade deram-lhes uma nomeação para um Grammy da banda sonora do filme Little Miss Sunshine que arrebatou vários óscares.
Uma musica artesanal de gema, com uma verdadeira mistura de várias raízes, como do leste Europeu, um distintivo Folk Americano passando por o México e acabando no Indie/Rock Europeu.
A banda assim volta a brilhar com A Mad and Faithful Telling, a partir da riqueza cinematográfica de "Transliterator" para o experimental Pop-Moderno "The Clockwise Witness" e acabando em grande com "New World". Um álbum bem-disposto.

Depois de uma grande álbum como "How it Ends", os Devotchka têm uma carreira de registos a definir e o mundo está a escuta.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Dead Combo "Lusitania Playboys"

Dead Combo é sem dúvida uma das minhas bandas de eleição.
Além de terem contribuído para o actual panorama musical com a sua originalidade, a sua qualidade musical é impressionante.
Apesar do 3º album da banda ter sido editado já em Abril, não podia deixar sublinhar a sua importância.
Pedro Gonçalves e Tó Trips transportam-nos a territórios ainda desconhecidos do viajante habitual.
Neste contexto, "Desert Diamonds/Enraptured With Lust" remetem-nos para uma Nova Iorque dos anos 70, ao passo que "Canção do Trabalho D.C." nos leva à ruralidade interior de um Portugal desconhecido.

Com este album, Dead Combo tiveram uma mão cheia de ilustres convidados como, Howe Gelb, Kid Congo Powers (que já tocou com Nick Cave, The Cramps, Diamanda Galas e Mark Eitzel), Carlos Bica, Ana Quintans, Alexandre Frazão, Zé Vilão, João Marques e Nuno Rafael.

O disco é acompanhado por um DVD produzido e realizado pela Low Life Productions que contêm o filme "Enraptured With Lust" (o making of das gravações do disco), um espectáculo do grupo gravado em 2007 no Cabaret Maxime's em Lisboa e todos os vídeos dos Dead Combo, dos quais se destacam os dois vídeos feitos para o novo CD.

Por isso deixo a musica já conhecida do album "Putos a Roubar Maçãs":

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Melvins "Nude with Boots"

Melvins têm um novo album com saida prevista para 8 de Julho.
Já não é posivel negar aos melvins um lugar importante nas bandas de Rock. Os primeiros seis discos são quase todas obras-primas e permanece viva a influência exercida, por exemplo, no Metal e no Grunge.
Liderados por Buzz Osborne, o Melvins já lançou incontáveis discos -em vez de sucesso comercial, ganharam reconhecimento de outros artistas.

Em Nude With Boots, 19º disco da banda, o que não faltam são referências: há rock industrial (a percussão de “The Smiling Cobra”), Morricone e música ambiental (em “Dies Iraea”) ou, até, coisas menos recomendáveis (Tool em “Billy Fish”). Há momentos a que vale a pena voltar, como a electrónica de “Flush” (paródia ou citação séria dos Black Dice?) e o noise-rock de “It Tastes Better Than the Truth”. Mas as faixas que merecem lugar durante semanas no iPod são “Nude With Boots”, que entre a recordação dos anos 90 e o presente é puro boogie-pop; e “The Stupid Creep”, que vai buscar as guitarras dos Crime e os coros do metal (sem o falsete) para criar uma das melhores canções de rock do ano.

01 The Kicking Machine
02 Billy Fish
03 Dog Island
04 Dies Iraea
05 Suicide in Progress
06 The Smiling Cobra
07 Nude With Boots
08 Flush
09 The Stupid Creep
10 The Savage Hippy
11 It Tastes Better Than the Truth

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Ministry & Co-Conspirators "Cover Up"

Os grandes Srs. do Rock Industrial, lançaram um álbum de grandes covers com o nome de "Cover Up". Esse álbum vem como Ministry & Co-Conspirators, derivado a grandes músicos da área do som Industrial que contribuíram para o álbum, tais como Paul Raven (Killing Joke), Sin Quirin (Revolting Cocks), Tommy Victor (Prong), Burton C. Bell (Fear Factory), Wayne Static (Static X), Alejandro Russo (Plastina Mosh) e entre outros.

1. Under My Thumb (The Rolling Stones)
2. Bang A Gong (T. Rex)
3. Radar Love (Golden Earring)
4. Space Truckin' (Deep Purple)
5. Black Betty (Ram Jam)
6. Mississippi Queen (Mountain)
7. Just Got Paid (ZZ Top)
8. Roadhouse Blues (The Doors) *
9. Supernaut (Black Sabbath)
10. The Light Pours Out Of Me (Magazine)
11. Lay Lady Lay (Bob Dylan)
12. It's A Wonderful World (Louie Armstrong)

Enquanto isso, deixo-vos com um vídeo de um dos melhores álbuns da carreira dos Ministry "Psalm 69".

Was ding a ding dang my dang a long ling long

Joan As Police Woman "To Survive"


A mulher policia está de volta com o álbum “To Survive”.
Depois de desempenhar uma parte integrante com Anthony & The Johnsons, em 2006 estreia-se a solo com excelente álbum “Real Life” onde a musica Eternal Flame tenha sido dedicado ao seu famoso namorado Jeff Buckley, que morreu tragicamente em 1997. Por isso não admira que “Real Life” tenha sido um álbum de extrema emoção e simplesmente deslumbrante.
Assim, não foi fácil fabricar o segundo álbum. Com o maior problema de encontrar tempo para o gravar, depois de 18 meses de estrada em concertos do seu 1º álbum.
Felizmente o tempo foi bem gerido para sobreviver o segundo álbum, e os fãs esperarem dele um álbum delicioso.
De volta a um piano explorado de amor e de vida. To Be Lonely é sem duvida subtil e uma espectacular melodia tocada ao piano encantando a faixa.
Enquanto Magpies com homenagem a Joan d’arc, é uma revelação gentil e igualmente impressionante com altos e baixos em emocionante estilo.
Mas é o fecho do álbum com To América, que realmente explode fora da colecção. Um Opus a sua terra natal. A musica é acompanhada por Rufus Wainwright, que Joan já tinha trabalhado antes. Rufus nesta musica foi essencial, é como fosse um pedaço dela que faltava unir.
Joan Wasser, havia muito que fazia para igualar o brilho do seu 1º álbum ao To Survive. Ela fez apenas como cimentar o seu estatuto como uma artista intrigante e atraente.

Fiquem com To Be Loved, o 1º single do album: