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sexta-feira, 12 de abril de 2013

“Rashomon”, de Akira Kurosawa

Realizado no ano de 1950, pelo japonês Akira Kurosawa, “Rashomon” (羅生門), foi o primeiro filme japonês a alcançar um enorme sucesso, arrecadando o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro e ainda o Leão de Ouro, no Festival de Veneza em 1951. Também ajudou a impulsionar o cinema japonês para além fronteiras, principalmente nos Estados Unidos. Basicamente, Kurosawa inovou o cinema, pelas suas experiencias visuais, os impressionantes movimentos frequentes da câmara, e a ampla gama de tons de cinza nos filmes a preto e branco.
Também é importante referir a interpretação magnífica de Toshiro Mifune, um dos actores preferidos de Kurosawa, comparecendo em 16 dos seus filmes. Mifune em Rashomon” foi considerado por muitos críticos, como uma das suas melhores prestações no cinema.
Foi mais tarde feito um remake de “Rashomon”, “The Outrage” (1964), transformado para um ambiente western, realizado por Martin Ritt, fazendo parte do elenco os actores Paul Newman, Laurence Harvey, Claire Bloom, e entre outros.
Este é um dos meus favoritos de Akira Kurosawa.

“No Japão do século XII, um samurai e a sua mulher são atacados numa estrada pelo famoso bandido Tajomaru. O samurai acaba morto e a mulher violada. Tajomaru é preso pouco depois e levado a julgamento, mas a sua versão dos acontecimentos e a da mulher é tão diferente que chamam um médium para falar com o morto e ele dar a sua versão.
Este também conta uma história totalmente diferente da deles. Finalmente, o lenhador que encontrou o corpo e que viu como tudo se passou tem também uma versão diferente de todos os outros. Quem está a contar a verdade? Mas afinal, o que é a verdade?”

sexta-feira, 22 de março de 2013

Persepolis

Baseado no romance gráfico (banda desenhada), autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi, o filme de animação “Persepolis” (2007), foi escrito e dirigido pela própria Satrapi em colaboração com o francês Vincent Paronnaud. O filme retrata as memórias infantis e juvenis da Satrapi no Irão pré e pró revolucionário. A sua vida turbulenta dentro e fora do Irão, narrado de uma forma engenhosa e com senso de humor irónico, entre imagens dominadas pelo preto e branco, repleto de simplicidade e subtileza, tudo transfigurado numa bonita obra de arte. O filme foi premiado no Festival de Cannes e no International Film Festival Vancouver, estando ainda nomeado para inúmeros festivais, entre eles o Óscar da Academia e o Golden Globe Awards.

“Esta é a história comovente de uma menina que cresce no Irão durante a Revolução Islâmica. É através dos olhos da precoce e extrovertida Marjane, de 9 anos, que vemos a esperança de um povo ser destruída quando os fundamentalistas tomam o poder, forçando as mulheres a usar o véu e mandando para a prisão milhares de pessoas. Inteligente e destemida, Marjane consegue fintar os “guardas sociais” e descobre o punk, os Abba e os Iron Maiden. Mas, quando o seu tio é cruelmente executado e as bombas começam a cair sobre Teerão durante a guerra Irão/Iraque, o medo diário que invade o quotidiano do Irão torna-se palpável. À medida que vai crescendo, a ousadia de Marjane torna-se uma constante fonte de preocupação para os seus pais que temem pela sua segurança. Assim, aos 14 anos, tomam a difícil decisão de a enviar para uma escola na Áustria. Vulnerável e sozinha numa terra estranha, tem que enfrentar as típicas contrariedades dos adolescentes. Além do mais, Marjane é confundida com o fundamentalismo religioso e o extremismo, exactamente as coisas de que fugiu no seu país. Com o tempo, acaba por ser aceite e até conhece o amor, mas com o fim do liceu começa a sentir-se sozinha e cheia de saudades de casa. Apesar de isso significar ter que pôr o véu e viver numa sociedade tirânica, Marjane decide regressar ao Irão para estar mais perto da sua família. Após um difícil período de ajustamento, entra para uma escola de artes e casa-se, embora continue a levantar a sua voz contra a hipocrisia a que assiste. Aos 24 anos, percebe que, apesar de ser profundamente iraniana, não pode continuar a viver no Irão. É então que toma a dilacerante decisão de trocar a sua terra natal pela França, cheia de optimismo em relação ao futuro, moldada indelevelmente pelo seu passado.”

sexta-feira, 15 de março de 2013

Faust (1926)

Para a história do cinema mudo e expressionista alemão, ficou “Faust” (Faust – Eine deutsche Volkssage), um dos filmes mais marcantes do realizador F. W. Murnau (1888 – 1931), e último produzido na Alemanha. Para muitos este filme trata-se do melhor de Murnau, considerado até superior a “Nosferatu”, outro dos seus grandes clássicos. O filme segue fielmente o expressionismo, uma das características centrais de Murnau, mostrando todos os pormenores cénicos num jogo de luzes e sombras.
Faust” foi baseado na obra de 1806, com o mesmo nome, do escritor alemão Goethe, que escreveu inúmeros romances de renome, como Os Sofrimentos do Jovem Werther de 1774, ouO Aprendiz do Feiticeirode 1797. A obra expõe o ser humano a um conflito existencial, arrastando o leitor para uma jornada de sentimentos e emoções.   
O resultado final do filme é de uma enorme beleza artística, inovador, e uma lição de bem filmar, que faz dele uma referência de culto da história da 7ª Arte.

Sinopse:

"O demónio Mefisto e um Arcanjo apostam sobre a possibilidade de corromper o mais justo dos homens. Em consequência o demónio espalha uma terrível peste sobre a cidade onde vive Fausto, um velho médico e alquimista.
Impotente perante a devastação, Fausto encontra um livro onde se fala num pacto com o Diabo, e em desespero invoca-o. Mefisto aparece a Fausto na forma de um mendigo e tenta-o a fazer um pacto por 24 horas. Fausto cura as pessoas da aldeia, mas é expulso por não conseguir tocar um crucifixo.
Para o continuar a tentar, o demónio restitui-lhe a juventude e tenta-o com a visão da duquesa de Parma. Os dois viajam até ao casamento da duquesa, que Fausto conquista, enquanto as 24 horas se esgotam, e ele dá a sua alma ao demónio.
Farto da sua vida de opulência e luxúria, Fausto pede para regressar à sua terra natal. Aí enamora-se de Gretchen, que conquista graças à magia de Mefisto. Mas Mefisto denuncia Fausto ao irmão de Gretchen, Valentin, que descobre os amantes e desafia Fausto em duelo. Mefisto mata Valentin, e a culpa recai sobre Fausto, que novamente tem de fugir.
Gretchen é renegada pelo seu povo, e dá à luz ao filho de Fausto, em solidão. Abandonada, deixa o seu filho morrer na neve, e é condenada por assassínio. Fausto vendo o que acontece regressa para salvar Gretchen, e chega a tempo de ver Gretchen na fogueira. Ao ver Fausto desejar nunca ter feito o pacto, Mefisto quebra-o e Fausto volta a ser um idoso, atirando-se ao fogo com a sua amada, e morrendo com ela.
No céu, o arcanjo diz a Mefisto que perdeu, pois no final o amor acabou por triunfar."


sexta-feira, 1 de março de 2013

Charlie Chaplin “The Kid”

Forte em emoções, “The Kid” (1921), foi a primeira longa-metragem realizada por Charlie Chaplin, pelo estúdio First Nacional.
Chaplin junta-se e casa-se imprudentemente com Mildred Harris, a sua primeira mulher, no início de julho de 1919, que originou o nascimento de um rapaz que acabaria por morrer três dias depois. O comediante entra num estado traumático, devido a todo esse acontecimento repentino. Depois do funeral do seu filho, começa a pensar na produção de um novo filme, mesmo ressentido alguma escassez na criatividade. Após algumas audições para encontrar uma criança de sexo masculino, Jackie Coogan foi o rapaz que conquistou Chaplin por conseguir imitar e fazer todos os seus gestos. Coogan de apenas quatro anos era então o seu parceiro no próximo filme, que durou 9 meses a realiza-lo.
Após a separação com Mildred, Chaplin ruma a Nova Iorque com toda a sua equipa de trabalho, com receio que a sua ex-mulher lhe rapinasse o filme, que foi depois concluído.
The Kid” estreou-se nos cinemas em fevereiro de 1921, que teve um enorme sucesso, sendo hoje considerado um dos melhores filmes da carreira de Chaplin. Carregado de emoções foi muito importante criar uma banda sonora adequada para esse efeito. Chaplin baseou-se na 6a Sinfonia de Tchaikovsky, para ele próprio desenvolver uma banda sonora que a imagem e a música se contemplassem. O resultado final foi perfeito, e por isso The Kid” é hoje um filme de culto!

Ao sair do Hospital de Caridade com o seu recém-nascido nos braços, uma mulher sem meios para o sustentar, deposita o bebé dentro de um carro que vê estacionado e foge com o intuito de se suicidar. Mas o carro é roubado e depois de várias peripécias, um vadio (Charlie Chaplin), fica com ele. Cinco anos depois, criou-se uma forte relação entre ambos e a criança ajuda o vadio a conseguir dinheiro em vários trabalhos. Mas a vida da mãe da criança deu uma volta e esta é agora uma rica cantora de ópera e tenta por todos os meios reencontrar o seu bebé perdido. Até que um dia, se cruzam na rua… 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Waltz With Bashir (A Valsa com Bashir)

Realizado em 2008, "Waltz With Bashir (A Valsa com Bashir) é um filme de animação autobiográfico, um ex-combatente de guerra israelita, Ari Folman. O autor descreve a sua experiência como soldado israelita durante a ocupação em 1982 em Beirute, Líbano, com o motivo de derrubar as tropas palestinianas. Dessa guerra resultaria na morte de 3 mil palestinianos em 3 dias, no que ficou conhecido como o massacre Sabra e Shatila. Todas essas memórias são transferidas para um trabalho surpreendente de imagens de animação, com técnicas de rotoscopia em flash e Photoshop.
O filme chegou a ser nomeado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes, e premiado em inúmeros festivais como, Animafest Zagreb, British Independent Film Awards, National Society of Film Critics Awards, César Awards, Gijón International Film Festival, e entre outros.

Uma noite, num bar, o israelita Ari Folman encontra um amigo que lhe conta como um pesadelo recorrente o atormenta cada vez mais. No sonho, o amigo de Ari é perseguido por uma matilha de 26 cães enraivecidos. 26, exactamente o mesmo número de pessoas que matou durante a guerra com o Líbano, no início dos anos 80. No dia seguinte, Ari sente uma necessidade vital de relembrar e descobrir a verdade sobre esse período da sua vida. Decide então entrevistar velhos amigos e camaradas. E quanto mais Ari mergulha no interior da sua memória, mais imagens esquecidas e perturbadoras vêm à tona. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Buster Keaton “The Villain Still Pursued Her” (1940)


Não encontrei muita informação sobre este filme, mas achei que era importante aqui mostra-lo, nem que seja pela excelente prestação de Buster Keaton, aqui com 45 anos de idade. Talvez um dos filmes mais ignorados interpretado por Keaton, “The Villain Still Pursued Her” (1940), foi dirigido por Edward F. Cline, um dos realizadores conhecidos de alguns filmes inaugurais de Keaton, tais como “Convict13” (1920), “One Week” (1920) e “Playhouse” (1921).
Para além de Keaton, faz também parte do elenco Billy Gilbert (um dos actores que irei referir mais tarde), Hugh Herbert, Anita Louise, Joyce Compton, Alan Mowbray, Margaret Hamilton, e entre outros.

O filme é fundamentado numa sátira subestimada do teor melodramático, onde Alan Mowbray (Cribbs), desempenha o papel de um advogado sem escrúpulos, que pretende despejar uma viúva e a sua filha da sua casa. Uma excelente prestação de Billy Gilbert e de Buster Keaton, que desempenham um papel extraordinário e divertidíssimo.  


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

The Man with a Camera (1929)

Produzido no estúdio ucraniano VUFKU em 1929, pelo russo Dziga Vertov, “The Man with a Camera” (Chelovek s kinoapparatom), é um dos mais importantes documentos do cinema, sobretudo pela variedade de técnicas exibidas. Num estilo avant-garde, Vertov inventou, implantou e desenvolveu, tudo muito pensado ao pormenor, a transição de um simples fotograma, a complexa disposição narrativa mantendo a ideia poética são, por si sós, uma lição de cinema.
Filmando o quotidiano de algumas cidades russas como Moscovo ou Odessa, desde o amanhecer ao anoitecer, do nascimento à morte, com impressionantes imagens editadas num género experimental, quase vanguardista.

Grande marco do cinema soviético do período Lenin. “The Man with a Cameraé o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov, o artista preferido do governo soviético, criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nineteen Eighty-Four (1984), de Michael Radford

Como um grande apreciador da obra literária de George Orwell, lembrei-me de um dos seus romances mais marcantes – 1984 – que segundo Orwell, é uma sátira, onde aliás se detecta inspiração swifteana. De aparência naturalista, trata de realidades e do terror do poder politico, não apenas num determinado país, mas no mundo – num mundo uniformalizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento, não pretendendo ser a profecia de coisa nenhuma.
No ano de 1984, o britânico Michael Radford resolve então adaptar para a tela essa obra-prima, Nineteen Eighty-Four. O filme não obteve grande sucesso, mas a prestação do autor John Hurt, é fabulosa. Para além da participação de Hurt, também faz parte de elenco os autores Richard Burton, Suzanna Hamilton e Cyril Cusack. A banda sonora ficou a cargo dos Eurythmics.

“Esta impressionante adaptação "dirige-se directamente ao coração do pesadelo" (Variety) descrito no assustador clássico de George Orwell. John Hurt é "perfeito" (The Washington Post) como o atormentado rebelde, e Richard Burton "é um modelo de poderosa opressão" (Chicago Tribune) como o sádico agente do partido do poder.
Winston Smith (Hurt) leva uma penosa e esquálida existência, na totalitária Oceania constantemente debaixo da vigilância de "O Grande Irmão". Mas a sua vida leva uma horrível vota quando começa um relacionamento amoroso proibido e comete o crime de pensamento independente. Enviado para o tristemente conhecido "Ministério do Amor", ele é colocado sob a alçada de O'Brien (Burton), um frio e ameaçador líder determinado em controlar os seus pensamentos... e a esmagar a sua alma.”

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Buster Keaton “The General”

No seguimento do 117º aniversário de Buster Keaton (04, de Outubro, de 1895), resolvi aqui mostrar um dos seus maiores clássicos, “The General”, uma obra-prima produzida em 1926, dirigido Clyde Bruckman e também por Keaton. O filme foi baseado numa histórica verídica: um episódio da Guerra de Secessão, relatado depois por William Pittenger num livro, “The Great Locomotive Chase”, publicado em 1863.
Mesmo sendo considerada como uma das melhores comédias já realizadas, e sendo também classificado como um dos melhores filmes de todos os tempos e géneros, no início o que foi mais surpreendente, é que o filme não foi apreciado nem pelo público nem pelos críticos, quando estreou em 1926. Para a produtora – United Artists – chegou mesmo a ser um desastre financeiro. E como os tempos mudam, e as opiniões mudam, neste momento é um dos maiores filmes do século XX e de uma das obras mais marcantes.
Keaton era bastante exigente, queria imenso realismo neste filme, chegando mesmo a destruir uma das locomotivas numa das cenas, ao passar na ponte danificada até se despenhar no rio. Muitos referiram uma maqueta para esse efeito, mas Keaton rejeitou a essa ideia, exigindo que tinha que ser real, custando só essa cena $42.000, sendo para época excessivamente cara. Diz-se que a locomotiva ainda se encontra no fundo do rio, irrecuperável. E sem falar das excepcionais proezas físicas desempenhadas por Keaton, perante as câmaras.
Um dos filmes da minha vida!

Resumo do filme:
 
“Johnnie Gray, maquinista de uma locomotiva batizada The General tem dois amores: a locomotiva e a noiva Annabelle Lee. Quando a guerra de Secessão rebenta em 1861, e exército recusa-o, achando que Gray é mais útil à causa sulista como maquinista, do que como soldado. Annbelle, que não compreende a razão da recusa, pensa que o noivo é um cobarde e deixa-o. Um ano mais tarde, a locomotiva The General, com a noiva Annabelle a bordo, é desviada por um grupo de espiões do norte. Johnnie persegue-os, salvando ao mesmo tempo o comboio e a rapariga. Em seguida regressa ao território de União mesmo a tempo de prevenir o Estado – Maior de um ataque iminente dos ianques. O inimigo é apanhado num emboscada é johnnie é recompensado: pode integrar o exército reconciliando-se assim com os seus dois amores.”
 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Das Testament des Dr. Mabuse (1933)

Como grande admirador de Fritz Lang, passando já aqui dois dos seus filmes, os clássicos “Metropolis” (1927) e “M” (1931), expondo agora aqui “Das Testament des Dr. Mabuse” (The Testament of Dr. Mabuse), o segundo filme e na minha opinião, o melhor da série Dr. Mabuse, personagem criada pelo romancista Norbert Jacques.
Basicamente dividido em 3 partes, “Dr. Mabuse, der Spieler” (1922), “Das Testament des Dr. Mabuse” (1933) e “Die tausend Augen des Dr. Mabuse” (1960), a noção da personagem Dr. Mabuse por Fritz Lang, vem da ideologia exposta pelos nazis na boca de um louco: Dr. Mabuse, advertindo para uma ameaça iminente, que em breve se tornaria numa realidade: o holocausto nazi, que terminaria com a morte de 7 milhões de polacos, entre os quais 3,5 milhões de polacos judeus, 2,6 milhões de judeus, 6 milhões de civis eslavos, 4 milhões de prisioneiros de guerra soviéticos e 1,5 dissidentes políticos.
Por isso foi proibido a sua exibição na Alemanha, durante aproximadamente duas décadas, sendo posteriormente restaurado pelo Arquivo de Cinema Alemão e o Museu de Cinema de Munique.
No elenco, Rudolf Klein-Rogge é Dr. Mabuse, To Wernicke o Inspector Lohmann, Oscar Beregi Sr. o Professor Baum e Theodor Loos o Dr. Kramm, actor que também participou em “Metropolis”.

Uma rede terrorista está à solta em Berlim. Seu objetivo é promover caos e anarquia, utilizando-se de instruções do Dr. Mabuse, que encontra-se em um hospital para doentes mentais em estado catatônico. O inspector Lohmann é o responsável pela investigação do caso, e vai apertando o cerco através de provas cada vez mais estranhas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dance Craze: The Best of British Ska… Live!

Dance Craze: The Best of British Ska, é um excelente documento ao vivo do movimento mais rebelde do ska (2 Tone), iniciada no final da década de 70, em Inglaterra.
Nomeado como a segunda geração do ska, devido também à editora 2 Tone Records, fundado por Jerry Dammers, dos The Specials.
Infelizmente, este documento ao vivo não está disponível em DVD, encontrando-se apenas facultado na net, para visualização. O conteúdo é composto por momentos únicos, de bandas que fizeram historia na 2 Tone, incluindo os Madness, The Specials, The Selecter, The Beat, The Bodysnatchers e os Bad Manners.

sexta-feira, 30 de março de 2012

The Flying Deuces (1939)

Foi o primeiro filme interpretado por Stan Laurel e Oliver Hardy, não produzido pela Hal Roach, dirigido por A. Edward Sutherland para o produtor independente Boris Morros.
The Flying Deuces (Flying Aces), baseado numa curta-metragem de 1931, Beau Hunks, alcançou um enorme sucesso, motivando a dupla a ingressar na 20th Century Fox, no ano seguinte. Consta também, que Laurel e o realizador Sutherland, tiveram certas divergências durante as filmagens, causando um ambiente denso entre os dois.

Sinopse:

Em Paris, Stanley planeia regressar ao seu trabalho no Mercado de Des Moines, ao contrario do seu amigo, Ollie, que confessa que está apaixonado por Georgette, descobrindo depois que é casada com o oficial François. Stanley tenta consolar Ollie, mas este sente-se completamente deseperado e tenta suicidar-se. Depois de uma tentativa falhada, o oficial François ao reparar no acto, sugere que ambos se recrutem na Legião Estrangeira, para que esqueçam os seus problemas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Häxan: Witchcraft through the Ages (1922)

Filme mudo produzido em 1922, Häxan: Witchcraft through the Ages foi escrito e realizado pelo dinamarquês Benjamin Chirstensen. O filme documenta o drama sobre a feitiçaria e a inquisição, num período decadente da idade média, onde era praticamente desconhecido os problemas mentais e que ocasionou na Idade Média, a perseguição sedenta às feiticeiras. Bastante ofensivo para época, o filme continha cenas de nudez, torturas e até sexo, sendo banido nos Estados Unidos e ainda censurado em diferentes países europeus.
Direccionado ao expressionismo, é considerado como um dos maiores clássicos do cinema de terror.

Sinopse:

Häxan documenta as perseguições ocasionadas contra as feiticeiras, numa Europa atravessada pela intolerância religiosa; o filme é narrado na primeira pessoa, como se o director desejasse demonstrar uma tese que de facto, é assim enunciada: "A crença nos maus espíritos, feitiçaria e a bruxaria, é o resultado de ingénuas noções sobre o mistério do universo". Torturas, possessões, rituais, são aqui dramatizadas numa narrativa, ilustrando uma série de hipóteses científicas entre o nosso mundo moderno e o período da Inquisição.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Safety Last! (1923)

Longa-metragem protagonizada por Harold Lloyd em 1923, escrita e produzida por Hal Roach, Safety Last!, é considerada uma das 50 melhores comédias de sempre.
Este é sem dúvida o filme mais bem sucedido e o mais famoso de Harold Lloyd, aquele que o delineou como uma das figuras mais relevantes da comédia do cinema mudo, ao lado de outros da sua época, como o Charlie Chaplin, Buster Keaton ou Laurel e Hardy.
A imagem de Lloyd agarrado a um ponteiro de relógio de um arranha-céus, ficou internacionalmente conhecido. Nessa cena, Lloyd escalou o prédio dispensando o trabalho de qualquer duplo, sendo apenas montado uma base falsa no terraço do prédio com material almofadado para abater a queda, caso isso ocorresse. Ainda houve a necessidade de o actor usar luvas para disfarçar a falta de dois dedos, que tinha perdido num filme anterior.

Sinopse:

Um homem (Harold Lloyd) sai da terra onde nasceu à procura de uma vida melhor na cidade, sinplesmente para agradar a sua namorada (Mildred Davis). Lá começa a trabalhar como empregado de uma loja de imobiliario. Para ganhar 1000 dólares, ele organiza um concurso para subir a um edifício, mas acaba por correr perigo.

Devido ao filme já não estar disponível para visualização, deixo aqui um excerto de 14 minutos da acção mais conhecida de Safety Last!. E desculpem o transtorno.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Berlin Symphony (1927)

Filme mudo, realizado pelo alemão Walter Ruttmann em 1927 e distribuído pela Fox Film Corporation, Berlin: A Symphony of a Great City (1927) faz o retracto da vida em Berlim, sobretudo através de impressões visuais, num género semi-documentário, sem o conteúdo narrativo dos filmes mainstream, embora a sequência de imagens implique uma espécie de “narrativa” da vida quotidiana na cidade.
O filme surge da determinação do realizador, em desenvolver um filme sinfónico através das diferentes energias que derivam de uma metrópole.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Metropolis (1927)

É uma obra-prima do cinema, que praticamente serviu de base para todos os filmes ficção científica. É um dos meus filmes favoritos, onde me impressionou pelos cenários e os efeitos especiais, mas sobretudo pelo argumento, que é genial.
Metropolis” é um filme alemão, realizado pelo austríaco Fritz Lang, que foi para a época a produção mais cara do cinema europeu. É considerado um dos grandes expoentes do expressionismo alemão.
O filme tem como principal tema a critica à vida industrial dentro dos centros urbanos, questionando a importância da vida humana perdida um pouco no tempo. Passados quase 85 anos, o filme consegue estar surpreendentemente atual.
Um facto curioso é que Hitler ficou absolutamente fascinado pela grandiosidade do filme, chegando mesmo a abordar Lang para que ele fizesse filmes para o partido nazista. Thea Von Harbou, a sua esposa, ficou entusiasmadíssima com o projecto, mas Lang recusou a proposta de Hitler e invadiu-se para Paris, onde depois produziu alguns filmes de conteúdo anti-nazista.

Sinopse:

Em 2026 na cidade modelo de Metropolis, os seres humanos estão divididos em duas castas: os poderosos que moram na superfície e os trabalhadores que vivem nos subterrâneos sufocantes da cidade, trabalhando até a exaustão nas máquinas que fazem Metropolis funcionar. Freder Fredersen (Gustav Fröhlich), filho do dirigente Joh Fredersen (Alfred Abel), que controla Metropolis, vive tranquilamente até conhecer a vida dos operários que moram e trabalham na cidade subterrânea. Freder revolta-se com a filosofia e atitudes do pai contra os trabalhadores, passando a viver nos subterrâneos e apaixonando-se por Maria, uma operária que tenta apoiar de forma pacífica seus companheiros contra os maus tratos a que são submetidos, rejeitando o uso da violência. Tendo recebido a notícia que o cientista da cidade, havia desenvolvido um robô que iria eliminar a mão-de-obra humana, pois além de ser mais eficaz nunca iria se cansar ou cometer erros. Fredersen manda o cientista dar ao robô a aparência de Maria com o intuito de infiltra-lo entre os trabalhadores para semear a discórdia, destruindo a confiança que sentem pela companheira e incitar uma revolta. Quando eles o fazem, os resultados são catastróficos.

Um filme completo, que vos aconselho a ver.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Buster Keaton “Three Ages”

É indiscutivelmente um dos clássicos de Buster Keaton.Three Ages” (1923), é o 1º filme em que Keaton, produz, dirige e representa, mas que conta com a colaboração Joseph M. Schenck e Edward F. Cline. O filme foi estruturado em 3 curtas-metragens, em períodos diferentes – A pré-historia, Roma antiga e os tempos modernos. Consta também que “Three Ages” é uma sátira ao filme de 1916 – Intolerance – de D. W. Griffith.

A história é basicamente a relação entre um homem e uma mulher, provando que mesmo em épocas diferentes, a sua interacção não tem mudado muito ao longo da história.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Republic of SCID

Dirigido pelo russo Gennadi Poloka, “Republic of SCID” (Республика ШКИД) é um grandioso filme produzido em 1966 e que fala de um problemático grupo de crianças das ruas S. Petersburgo, na Rússia, e que são colocadas na escola de Dostoiévski (SHKola Imeni Dostoyevskogo - SHKID), no intuito de as instruir e as reprimir.
Um filme que passa pela comédia e pelo drama, num argumento bastante interessante e com uma excelente interpelação da camada de actores mais novos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Charlie Chaplin “The Circus”

Na primeira Gala dos Óscares da Academia, Charles Chaplin foi homenageado com uma estatueta especial por "versatilidade e génio demonstrados no argumento, representação, realização e produção de "The Circus". E evidentemente, por ter trazido o som do riso a milhares de salas de cinema por todo o mundo.
Quando o encontramos pela primeira vez nesta excelente comédia, Chaplin está novamente embrenhado nos seus habituais apuros: está falido e esfomeado, destinado a apaixonar-se e com igual certeza, fadado a perder o alvo do seu amor. Confundido com um carteirista e perseguido por um polícia para dentro de um circo, Chaplin acaba por se tornar uma estrela de Circo, quando os espectadores pensam que a hilariante perseguição é mais uma parte do espectáculo. Alguns dos momentos inesquecíveis deste clássico do riso, incluei uma cena numa casa de espelhos, a forma como o Vagabundo destrói completamente um espectáculo de magia e a sua espectacular performance na corda bamba com macacos pendurados na sua cabeça. Comédia pura... e sem rede!


Fonte: DVD.PT

Realizado em 1928 pelo próprio Chaplin, deixo-vos com esta brilhante longa-metragem.


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Animal Farm (1954)

Dirigido por Joy Batchelor e John Halas,Animal Farm” (Triunfo dos Porcos), da famosa obra de George Orwell, foi adaptado para o cinema em 1954. O filme foi a primeira longa-metragem de animação produzida na Inglaterra.

"Brilhante... Animação enérgica e mordaz."
THE NEW YORK TIMES

Sinopse:

A obra de George Orwell narra a história do fazendeiro Jones, um homem alcoólatra e cruel, que escraviza os seus animais. Revoltados com o seu proprietário, os animais organizam-se e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e decretando uma série de novas regras. Os porcos no entanto, querem uma sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma nova revolta.



Nota: Enquanto não resolvo o problema da incorporação do filme, passem por aqui para o ver. Obrigado e desculpem.