
Produzido pelo próprio Tom Waits e a sua esposa, Kathleen Brennan, o álbum leva-nos pelo um caminho sentimental, mas também alegre, num registo bem refinado e imerso.
Para além do guitarrista Marc Ribot, do baixista Larry Taylor e do percussionista Cassey Waits, músicos já familiares dos álbuns de Waits, na lista dos convidados estão também Keith Richards (Rolling Stones), Flea (Jane’s Addiction, Red Hot Chilli Peppers), Charlie Musselwhite, Augie Meyers, entre outros.
A música de abertura “Chicago”, é a demonstração de um blues desvairado que Waits foi-nos acostumando, tal como a canção seguinte - “Raised Right Men” – lembrando a fase Bone Machine. “Talking At the Same Time”, um tema que bem podia estar inserido em Heartattack and Vine, onde um piano acanhado intervém e a voz de Waits lamenta-se.
A notável “Get Lost” familiarizada com o rock dos anos 50, muito próximo da fase de Blood Money ou Alice. A sentimental “Face to the Highway”, vagueando muito perto do registo Nighthawks at the Diner. “Back in the Crowd” e “Bad as Me”, dois singles aliciantes e “Satisfied”, uma piada ao clássico – Satisfaction - dos Stones. Por fim, uma das minhas favoritas “Hell Broke Luce”, finalizando com a piegas “New Year’s Eve”.
O ano fecha assim, com um álbum magistral e legendário.
Tracklist:
01 Chicago
02 Raised Right Men
03 Talking At the Same Time
04 Get Lost
05 Face to the Highway
06 Pay Me
07 Back In the Crowd
08 Bad As Me
09 Kiss Me
10 Satisfied
11 Last Leaf
12 Hell Broke Luce
13 New Year’s Eve
Tom Waits “Bad as Me” (Anti-Records) – 9,5/10
Para ver o vídeo “Satisfied” e ouvir o single “Bad as Me”.
“Bad as Me”.
6 comentários:
Já algum tempo que não passava aqui, já vi que continuas actuializado como sempre. Ou andas a inventar noticias para pôr aqui ahahah
Abraço
Sim, por acaso ainda vou tendo algum tempinho para o blog, mas n invento nada. É sempre porreiro a tua visita por aqui, nem que seja pelo teus comentários :) Um grande abraço Rui.
Vamos lá ouvir isto,então!
Abraço.
Na minha opinião, "Bad as Me" está ao mesmo nivel dos seus melhores trabalhos.
Abraço
talvez seja O disco de 2011!
=:-)
Sim, concordo!
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